Mostrar mensagens com a etiqueta desafio nº 215. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta desafio nº 215. Mostrar todas as mensagens

05/08/20

Domingos Correia – desafio 215

Felicidade 
Felicidade! Quero percorrer a distância necessária para alcançá-la. Quero, com as minhas mãos, agarrá-la, para o caso de querer fugir. Quero percorrer o mundo à sua procura. Meu último teste à minha humanidade, talvez. Sei que é difícil encontrá-la. Nunca alguém a viu. Usa uma máscara mágica que a torna invisível. Há quem diga que vive longe. Há quem diga que vive perto.  
Ai… se a encontrasse!… espalharia a notícia aos sete ventos e, finalmente, sorriria sossegado.
Domingos Correia, 62 anos, Amarante 
Desafio nº 215 7 palavras obrigatórias

Odília Baleiro – desafio 215

Desde que a conheço, sempre me pareceu uma pessoa de pensamento muito positivo, de riso fácil. Qualquer notícia, deste mundo conturbado e injusto, nunca a perturbava. Dizia sempre: deixa lá, há coisas piores! Um dia recebeu uma mensagem e aí foi um caso sério. Contorcia as mãos e, desde então, a sua fisionomia alterou-se... Assumiu uma máscara que nunca mais retirou, como um teste que anuncia uma doença maligna. A distância perturbava-a. Nunca mais foi a mesma! 
Odília Baleiro, 65 anos, Lisboa
Desafio nº 215 7 palavras obrigatórias

Ana Castela – desafio 215

Deu positivo, o teste. Esperava viver este momento ao teu lado, de mãos dadas. Mas não. Estás longe. Perto, mas longe, evadido do mundo. Vou dar-te a notícia. Queria fazê-lo de máscara, para esconder o que sinto. Para ser capaz de dizer que está tudo bem, que compreendo. Que não sinto medo. Que não me sinto só. Este momento é nosso. Caso queiras encurtar a distância que nos separa, estarei aqui. No lugar que também é teu.
Ana Castela, 41 anos, Mealhada
Desafio nº 215 7 palavras obrigatórias

04/08/20

Helena Rosinha – desafio 215

Revoltante o espetáculo que fizeram da notícia. Preocupante o impacto que terá no mundo empresarial. Eu, que defendo altos valores na atuação, primando pela fineza e discrição, vejo-me empurrado para fora de cena, qual comediante medíocre, vaiado, tentando salvar a máscara. Obra daquela pobretana, irritada por recusar-lhe a entrevista. Dessa gente quero é distância. Vingou-se, dramatizou o caso. Mais um teste à minha capacidade de sobrevivência! Se lhe tivesse untado as mãos… 
Talvez ainda vá a tempo.
Helena Rosinha, 67 anos, Vila Franca de Xira
Desafio nº 215 7 palavras obrigatórias

Helena Rosinha – desafio 215

notícia chocou o mundo empresarial e constitui um teste à confiança dos investidores. O Sarmento! Sempre impecável, destacava-se pela desenvoltura e elegância. Uma máscara!  E de pele natural, como se comprovaria caso lhe tocássemos. 
Há uns tempos que vinha seguindo o seu percurso, à distância; intrigava-me tanto sucesso e, ao mesmo tempo, interrogava-me sobre o que teria de genuíno, de positivo. 
Na foto agora divulgada pela Polícia, vêmo-lo tentando ocultar o rosto com as mãos
Esclarecedor.
Helena Rosinha, 67 anos, Vila Franca de Xira
Desafio nº 215 7 palavras obrigatórias

02/08/20

Theo De Bakkere – desafio 215

Uma bênção disfarçada!
Embora o automóvel já mudasse visivelmente várias vezes de mão, em todo o caso, um Rolls-Royce fica à distância das outras marcas, um desejado objeto do mundo privilegiado.
O novo proprietário só perdeu o entusiasmo pela notícia do garagista depois dum teste que mostrou: sem motor novo o carro nunca andará.
Uma bênção disfarçada! Afinal, tornou-se financeiramente uma compra positiva, no porta-luvas descobria um cartão postal antigo com um selo "Máscara mortuária de Chopin" de valor astronómico.
Theo De Bakkere, 69 anos, Antuérpia-Bélgica
Desafio nº 215 7 palavras obrigatórias

31/07/20

Alda Gonçalves – desafio 215

O caso da pintora cega
Havia uma distância enorme, entre eles. Um caso raro no mundo, não fosse a notícia ter-se espalhado. Uma mulher cega de nascença pintava com as mãos, lindos quadros sobre paisagens polares. E ele dizendo que nada valiam, queimava-os na lareira acesa. Até ao dia em que a máscara caiu e a verdade foi revelada. Sem ele imaginar, ela fazia sempre um como teste e outro que enviava ao cuidado das nações unidas, para a embaixada em Lisboa. 
Alda Gonçalves - Porto, 53 anos
Desafio nº 215 7 palavras obrigatórias

30/07/20

Margarida Fonseca Santos – desafio 215

Pensamento positivo, repetia, num teste à minha paciência, como se a notícia pudesse ser boa, que não era. Não seria um pensamento do mundo new age a fazer a diferença. Mantive aquela lengalenga à distância, não se desse o caso de funcionar mesmo e ficar de mãos a abanar na minha teimosia pessimista. Já muito de noite, ensaiei um ligeiro pensamento, positivo, bonito. E não é que me senti melhor? Raios, agora só lhe apareço de máscara!
Margarida Fonseca Santos, 59 anos, Lisboa
Desafio nº 215 7 palavras obrigatórias

Verena Niederberger – desafio 215

Terça de Carnaval.
O casamento ia mal.
Resolveu último dia, sozinho, aproveitar.
notícia baile famoso logo se espalhou.
No salão, copo nas mãos, aguardava.
A orquestra teste fazia.
Música começou...
Todo mundo alegre dançava.
Ele na esposa pensava.
Estava tendo um caso com seu melhor amigo.
Subitamente, a distância, uma linda mulher aparece.
Discretamente se aproxima.
Formam um par perfeito.
Conversa vai, conversa vem
Clima de romance reina entre o casal.
Máscara cai.
Esposa beija marido.
Verena Niederberger, 69 anos, Rio de Janeiro, Brasil
Desafio nº 215 7 palavras obrigatórias

Fernanda Malhão – desafio 215

De mãos dadas percorriam as margens do rio, de vez em quando abraçavam-se, sorriram, de longe conseguia-se ver que era um caso de cumplicidade mútua. Este encontro tinha de acontecer, nem a distância, nem o tempo, nada neste mundo impediu que continuassem a sentir algo muito forte um pelo outro. Já não era preciso nenhuma máscara, agora eram livres. Não era preciso nenhum teste para validar o que sentiam. Deram a notícia que partiriam juntos numa viagem.
Fernanda Malhão, 44 anos, Gondomar
Desafio nº 215 7 palavras obrigatórias

Ana Paula Oliveira – desafio 215

O teste deu positivo! E agora?
Agora tinha um caso bicudo para resolver.
Como iria dar a notícia ao seu pequeno mundo, tão fechado, onde se guardavam todas as distâncias? Como foi possível ter-se deixado cair em tentação? Como se esquecera dos votos?
Não resistira a uns insinuantes olhos azuis, nem a umas mãos maliciosas entranhadas nos seus longos cabelos. Estremeceu.
E agora?
Iria deixar cair a máscara de santa e ficar com a criança nas mãos.
Ana Paula Oliveira, 59 anos, S. João da Madeira
Desafio nº 215 7 palavras obrigatórias

Toninho – desafio 215

Bastou a notícia do aniversário da Júlia, que os jovens se agitassem sobre qual traje. Única loja de locação na cidade fervia com teste de roupas. No convite era claro, caso não fantasiado, não entraria.
Sem ser convidado Joãozinho improvisou um disfarce. Mas suas mãos suavam nos bolsos, medo da revelação. Na distância alguém o gritou. Sentiu que seu mundo caíra. Colocou a máscara de fantasma.
No salão, sentiu uma mão gelada no ombro.
Segurança ou fantasma?
Toninho, 64 anos, Salvador-Bahia-Brasil
Desafio nº 215 7 palavras obrigatórias
Publicado aqui: Desafio 215

Chica – desafio 215

Ainda com a máscara no rosto, 
o cirurgião aparece para a família que 
angustiada aguardava o término do procedimento.
O esposo tremia, 
suas mãos mostravam o nervoso. 
Quando olhava para o médico
a poucos passos de distância
um mundo de pensamentos povoava sua cabeça. 
Sabiam que o caso era complicado, 
mas esperança sempre fez parte de duas vidas. 
notícia chegou como teste ao seu coração:
Mãe e quíntuplos passam bem!
Quíntuplos? 
O pai desmaiou de susto!
Chica, 70 anos Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil
Desafio nº 215 7 palavras obrigatórias

Natalina Marques – desafio 215

O CASO estava difícil de resolver. Tinha as MÃOS trémulas, não sabia se passaria no TESTE.
O seu sonho era ser hospedeira, pois adorava viajar, queria conhecer o MUNDO.
A NOTÍCIA da queda do avião não a perturbou, simplesmente pensou que todos partimos um dia, seja pelo que for.
A família tentava dissuadi-la da ideia, mas ela mantinha-se à DISTÂNCIA, sempre que podia, evitava conversas.
Quando recebeu os resultados, a MÁSCARA caiu, o medo instalou-se no rosto.
Natalina Marques, 61 anos, Palmela
Desafio nº 215 7 palavras obrigatórias

Rosélia Bezerra – desafio 215

Em tempo de mudança pelo mundo, urge, mais do que nunca, revermos contatos reais e virtuais.
Muito à distância de máscara de toda espécie, devemos pormo-nos nos relacionamentos por inteiro. 
O mundo carece de mãos laboriosas, não sejamos como teste dolorido, não caçoemos dos amigos, nem seja caso perdido toda forma de doação fraterna. 
É necessário irmos pelos caminhos da sobriedade, respeito mútuo. 
Caminho de transparência seja nossa notícia doravante, inibindo toda sorte de depreciação do outro.
Rosélia Bezerra, 65 anos, ES, Brasil
Desafio nº 215 7 palavras obrigatórias

Desafio nº 215

Para este desafio, terão de escrever um texto que inclua as seguintes palavras:

máscara      mãos     caso      teste     mundo      notícia      distância

Fácil? Esqueci-me de dizer que não pode ter qualquer relação com a pandemia atual.

O meu ficou assim:
Mantinha-se a pouca distância e, com a cabeça de soslaio, levantava e baixava o olhar repetidamente. Contorcia as mãos para confirmar que o mundo não estava congelado, era apenas o tempo que teimava em arrastar-se. Bem sabia que nunca passaria num teste de paciência e, ainda assim, ali estava, especado para o caso de chegar a hora. Pelo vidro na porta, espreitava e ansiava por qualquer cara de máscara que viesse, por fim, dar-lhe a grande notícia.
Isabel Peixeiro, 37 anos, Mafra
Desafio nº 215 7 palavras obrigatórias