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23/09/12

O 3º e 4º ano da professora Carmo Silva

Os posts que se seguem são todos referentes ao desafio nº 18, o anterior ao do momento - era aquele das palavras proibidas! Não podíamos usar:

não   que   mas  pois  como         verbos: estar + ser


Os alunos da professora Carmo Silva não se atrapalharam nada - são meninos de 8, 9 anos, da EB de Veiros.

Isto é algo que me deixa profundamente feliz! Já no ano anterior aconteceu com alunos de muitos anos diferentes. Os professores agarraram nestes desafios de escrita criativa e levaram-nos para a sala de aula.

Claro que, para este blogue, as histórias terão sempre de ter 77 palavras. Contudo, são pistas para exercícios divertidos e que põem a cabeça a pensar de forma diferente acerca da escrita. E podem sempre usá-los para textos mais longos, claro! Obrigando a mente a contornar os obstáculos que são colocados nestes desafios, abrem-se portas na forma de escrever, abre-se o vocabulário para áreas menos visitadas, provocam-se gargalhadas e os textos surgem.

Experimentem! O importante é fazer da escrita uma actividade empolgante.

23/08/12

A Sandra Paulino trabalhou e bem, ora leiam!!!



Desafio da semana! - nº1 – abril 2012

Reencontro

O pôr-do-sol era fogo no horizonte, pareceu queimar o mar assim que lhe tocou naquele instante perfeito. Deitado na areia da praia, pensava regressar ao passado, aos momentos vividos junto da mulher que permanecia no seu coração. Valeria a pena tentar? Agora que Montsé deixara de lhe escrever? Agora, depois de tantos anos sem a ver? Sabia que tinha casado, tinha filhos, tinha uma vida sem si. Feliz? Com um sorriso, sonhou com o abraço do reencontro.

Desafio da semana - nº 2 – abril 2012

Invisível

A minha vida não parecia ser importante para ninguém, mas resolvi escrever a minha história num velho caderno de capa dourada. Nascida no meio de uma família numerosa, senti-me amiúde invisível. Contudo,ser invisível também se revelou útil, sobretudo quando queria fazer coisas proibidas, como ir ao sótão descobrir tesouros. Remexia em velhos baús e experimentava vestidos da bisavó. Dançava sozinha agarrada a fotografias antigas. Quis ser feliz e deixar para sempre a solidão que me acompanhava.

Desafio da semana nº3 – maio 2012

Nomes Perdidos

Na fábrica da região, não existem nomes. Existem números.
O 1 é um homem engraçado e bem disposto. Já nem ele próprio se lembra do nome que a mãe lhe deu.
O 2 perdeu muita da alegria que o caracterizara.
A 3 é uma mulher rude.
O 4, esse, está perdido de amores pela número 8, criatura de boas maneiras.
A 5 tem muitos ciúmes da número 7.
O 6 é descontraído e tem 10 filhos gémeos

Desafio nº 4 - maio 2012

Um Bule com História

Sou um bule rachado, sou…
Durante anos, fui o principal bule da casa e agora… Agora tenho que dar lugar aos jovens bules, acabadinhos de sair da fábrica.
Estou velho e acabado, mas tenho muita história dentro de mim. Fui feito pelas mãos habilidosas de um velho artesão da Galiza. Servi muitas gerações da família Maia. Aqueci muitos corações à volta da lareira, com chá quente de aroma acolhedor. Sou um bule com muitas histórias para contar.

desafio nº 5 - maio 2012

El Andaluz

Filho de andaluz e de aspecto trigueiro,

filho primogénito do Ti Simón, não respeitava nada nem ninguém.
De arma em punho, caminhava de forma pesada pela vila
andaluz, com uma evidente atitude grosseira e herege no rosto,
e desafiava até mulheres que se atravessassem no seu caminho.
De manhãsubia as colinas de estradas sinuosas, sempre com
aspecto agressivo, furioso. A barba por fazer e o ar
trigueiro, despertavam em todos desejos de violência e de morte.

desafio nº 6!!!

Milú

De dia, viam-se pouco os homens que trabalhavam nas minas. Era à noite que se dirigiam ao Bar da Mané. Gulosos, lambiam os beiços depois de sorver o líquido quente e doce da chávena branca e bolorenta, mirando a Milú pelo canto do olho.
A jovem roliça ria-se das piadas e parecia feliz. - São reles estas criaturas – pensava Milú –, mas são eles que me permitem ganhar dinheiro.
Olhou para um deles e sorriu.
Quem diria…!

desafio nº 7

São 7

São 7 as histórias que o pai lhe contava muitas vezes. Em cada um dos 7dias da semana, esperava ansiosa. A preferida era Branca de Neve e os 7Anões. São mesmo 7 anões, papá? Não são 8 nem 9? E como se chamam? O pai olhava-a divertido. Diz tu, filho. Ora, deixa lá ver… 7… Rezingão, Envergonhado e Miudinho… Feliz, Soneca e Atchim… Falta um para chegar a 7… Ah! E Sabichão!!! 7 Anões, concluiu.

Sandra Paulino

28/06/12

Mudança de ritmo

É verdade - com o verão a chegar, o ritmo dos desafios vai abrandar...
Como iremos fazer?
Simples - haverá sempre nos dias 10, 20 e 30 de cada mês (vamos ter de fazer batota em Fevereiro, claro!)

Dia 30, cá estará o próximo!!!

08/06/12

De novo a escola de Fajões - lindo!!!


A Escola Básica e Secundária de Fajões voltou a trabalhar e muito!!!
Ora leiam…


Danço com as pontinhas dos dedos, acreditas?
Danço com as pontinhas dos meus dedos dos pés
Com paixão, fecho os meus olhos e imagino-me numa longa jornada de sons
Às vezes refugio-me em ti de
Pontinhas eu sigo o ritmo das batidas
Dos mais agudos aos mais graves acordes da música          
Dedos todos os dias, todas as noites ninguém nos pára, seremos sempre eu e tu.
Acreditas num amor diferente? Dança e sente a coreografia em ti!
Jéssica Resende, nº8, 10ºC


De dia viam-se muito pouco
na  cabeça deles existe amor,
ele fá-la sentir aquele calor que ela precisa.
Nessa noite, deseja que a aqueça.
O seu coração imagina que ele é um lutador,
vem para salvar a dor.
Os ouvidos dela ouvem a sua suave voz
os lábios dela querem sentir a sua felicidade
e  o corpo dela deseja sentir a  sua sensualidade
pela noite dentro. Precisa da poesia dele,
assim será o seu poeta.
Quem diria! 
 Diana Pinho nº7   10ºC   


De dia viam-se pouco, as nuvens no céu azul, quando o homem da lua se levantava.
 Esse astronauta foi numa missão extremamente importante, que era chegar a Plutão.
Quando partiu, o astronauta começou a procurar o planeta.
Passaram vários meses até o encontrarem.
Aterrou e sentiu-se feliz por conseguir a sua missão.
Ao regresso a casa, pelo caminho, perdeu um velho e grande mapa.
Ele ficou perdido, aflito e adormeceu.
Ao acordar viu-se em casa.
Quem diria!
Realizado por: Miguel Pinho, Bruno Oliveira-8ªA  

De dia viam-se muito pouco,
corajosos capazes de enfrentarem o mundo, os seus problemas. Eram rebaixados todos os dias, não tinham coragem suficiente para se defenderem. Estas pessoas eram vistas como coitadas, como miseráveis. Mas, certo dia, as pessoas com pouca coragem, levantaram a sua autoestima, e começaram a enfrentar os seus problemas. No dia a seguir, as mesmas eram chamadas de valentes, porque conseguiam enfrentar tudo e todos, foi giro. Finalmente elas ganharam coragem.
Quem diria!
Ana Cardoso, nº2, 10ºC


De dia viam-se muito pouco, era assim, eles estavam apaixonados, mas nunca juntos.
O amor deles, um pelo outro, era grande, mas não era o suficiente.
Existem coisas de que sentimos saudade, mas isso não quer dizer, que as queiramos de volta
Por muito amor que haja, a pessoas que não foram feitas para estar uma com a outra, talvez com eles acontecesse o mesmo. O amor supostamente devia trazer felicidade, a eles trouxe sofrimento.
Quem diria!

Joana Soares nº9 10ºc



De dia viam-se muito pouco
Alegres com vontade de viver,
Com vontade de seguir em frente no dia a dia e
De realizar sonhos.
Felizes são aqueles que lutam
Para conquistar os seus objetivos
Para ter um melhor futuro.
Damos graças à escola, para sermos o
Que somos e o que seremos no nosso futuro.
Um bom ambiente dentro e fora das salas de aula!
É bastante enriquecedor estudar e aprender cá.
Adoro esta escola,
Quem diria!
Diana Pinho 10ºC Nº6


De Dia Viam-se Muito Pouco,
Mas mesmo assim ele fez tudo por ela e ela rejeitou-o.
A vida é difícil, não é? NÃO, a vida é fácil, nós é que a tornamos difícil.
A vida tem altos e baixos, felicidades e tristezas, verdades e mentiras e doenças e curas.
Temos que aproveitar todos os dias como se fossem o último.
Na vida, tudo acontece por uma razão, não há nada a fazer para o evitar.
Quem Diria!
Carlos Oliveira 10ºC nº4


De dia viam-se muito pouco estrelas no céu, mas de noite milhares se viam. Em cada uma delas, as mais brilhantes, para mim, simbolizam as memórias passadas contigo e os sentimentos passados, e presentes até hoje.
Nos dias que olho para o céu, durante a noite, mesmo que não queira, penso em ti, porque não te consigo esquecer.
E mesmo assim, por muito que te queira dizer o que sinto falta-me as palavras e coragem.
Quem diria!
André Oliveira Nº3 10ºc

De dia viam-se muito pouco,
Os morcegos a voar.
O morcego a voar, perto das luzes lá anda,
Para se alimentar.
A gruta é a sua casa,
Fira e escura,
Vai ele dormir e descansar.
Durante o dia dorme,
Durante a noite come.
Mamífero ele é,
Com asas pra voar.
Preto e negro,
Este confunde-se na escuridão da noite.
Batendo ele as asas,
Dando guinchos a voar
Alegra ele a noite,
Assim a cantar,
Mas, Quem diria…!
Melanie Pinho 8ºC Nº15


De dia viam-se muito pouco,
Não era por não estarem perto.
Viam-se muito pouco, porque
Fechavam  os olhos ao amor, evitam olhar-se, pois recordações
Nasciam a todo o momento.
Pensavam, talvez, que se não se visem, se deixariam de amar
Ou que a saudade fizesse as malas
E fosse embora.
A verdade é que, quando menos ela o olhava, mais ela o via, mais o amava.
Durante a noite, era quando ela mais o via.
Quem diria!
Adriana de Pinho Moreira. 10ºC


De dia viam-se muito pouco, aqueles animais estranhos só de noite apareciam. Voavam por entre as aldeias, pousavam nas beiras das janelas e assustavam os já meios ensonados. De dia, dormiam nas cavernas mais escuras e húmidas. Dormiam de uma maneira diferente, de longas patas para o ar. Como decerto já repararam, pessoas não são com certeza. São mamíferos,cegos durante o dia! Não é difícil de adivinhar. Mamifero ou ave?                                                
 Logo, não deixa de ser morcego.
Quem diria!...
Ana Marques 8ºC nº4


De dias viam-se muito pouco…
Um casal assim, era raro.
Recheado de verdade e repleto de cumplicidade.
Uma vida de sonhos realizados, acontecimentos vivenciados e experiências misteriosamente empolgantes.
Tantos momentos, tantas chamadas, tantas palavras dispersas no centro do seu coração que ela quer compreender, inúmeras sensações reveladas pelo silêncio do seu profundo olhar, simplesmente ela ama sentir a essência da sua personalidade.
Uma vida aparentemente perfeita, esconde algo terrível.
Algo impossível que ninguém imagina, ninguém.
Quem diria!
Sofia Gomes Nº12, 10ºC



De dia viam-se pouco,
De noite mal se viam.
O Dia era colorido e alegre,
já a Noite era triste e solitária.
O Dia queria conhecer melhor a Noite,
mas a Noite não queria nem por nada.
O Dia insistia, insistia, mas a Noite não cedia.
O Dia disse à Noite que o que ele realmente queria
era ter alguém com quem brincar, falar, viajar…
A Noite finalmente cedeu
E o Dia ficou em harmonia…
Quem diria!
Rafael Pinho 8ºA


De dia viam-se muito pouco! Ele e ela eram os melhores amigos, por isso, encontravam -se à noite. Certo dia, foram passear pelo parque e ele declarou-se, contudo ela não ficou satisfeita com as palavras. Na noite seguinte, foi ao sítio do costume e, quando chegou, deu de caras ele e outra rapariga.  Nem queria acreditar no que estava a ver. Ficou tão desiludida, saiu de lá em prantos. Percebeu que ele lhe tinha mentido.
Quem diria!
Joana Rita nº 10  8ºA, e Tiago Teixeira nº 21  8ºA


De dia viam-se pouco, o João e a Maria faltavam muito à escola.
Vinham só ao final da tarde. Ninguém sabia por que razões faziam aquilo.
 Começou-se a desconfiar das atitudes que tinham.
Certo dia, no final das aulas, sugeriram juntarem-se e segui-los. Foram caminhando até que os viram entrar num cemitério. Pensaram que eles iriam visitar algum familiar. Entraram, de repente. Viram um clarão vermelho, estranharam e viram -nos a transformarem -se em vampiros.
Quem diria!
Diana Pereira 8ºA Nº8, e Joel Santos 8ºA Nº8


De dia viam-se muito pouco, mas de noite…
Saiam de casa, já com os pais a dormir, dois rapazes, irmãos e iam para casa de um primo que era mais velho, para se divertirem.
Quando saíam de casa do primo, iam para um enorme campo de futebol, bem iluminado por uns enormes holofotes, e ali ficavam a jogar durante umas longas e divertidíssimas horas.
Finalmente, iam para casa dormir.
Durante o dia pareciam uns santinhos,
Quem diria…
Tiago Martins 8º ano nº 22


De dia viam-se muito pouco, com o seu canto de encantar, só viam crianças correr e brincar, mas nada do que os seus olhos ansiavam ver, nem os seus ouvidos ouvir.
Deambularam, pelo parque, histéricos e cinzentos, desejando chegar a uma clareira muito bonita, com flores roxas, amarelas e brancas, onde ambos ouviram um único som, o único que desejavam ouvir, até que deram meia volta e viram um pássaro de corpo prateada a cantar. Quem diria…!
Rafaela Silva, 8ºC

De dia viam-se muito pouco, eram umas aves raríssimas, que viviam silenciosamente no seu habitat.
Era um desafio da escola, quem conseguisse tirar uma fotografia dessas aves, recebia um prémio.
Foram dias e dias de procura, dei tanto trabalho aos meus pais, fui a parques e a reservas naturais e nada.
Até que, um dia, cheguei a casa depois de uma manhã de trabalho, cheguei ao meu quarto e vi um ninho delas na janela. Quem diria...
Miguel Pina, 14 anos, Escola Básica e Secundária de Fajões, 8ºC

Um casal viva a trezentos quilómetros de distância, falavam sete dias por semana, a todas as horas do dia. No dia sete de Setembro, fez sete meses que se conheceram. Eles tornaram-se um casal de sonho, viajaram sete vezes em sete anos. Visitaram locais imagináveis, percorreram diversos lugares no silêncio da companhia um do outro. Conheceram sete pessoas, que se tornaram amigos especiais. Encontraram-se a sete quilómetros numa estação de autocarro. Criaram uma vida, simplesmente única, perfeita.
Sofia Gomes, Nº12, 10ºC


Era sexta-feira e o senhor Tomás já tinha caído sete vezes, tinha ido ao mercado no número sete da rua e tinha pedido sete pacotes de arroz.
Em sete minutos, estava em casa a preparar a sétima refeição do dia. Com sete gotas de azeite deu um delicioso cheiro ao arroz. Era a sétima vez que fazia aquele arroz, para sete pessoas. Sete horas depois, estava na cama a ler o terceiro volume da coleção do crepúsculo.
Marcelo Oliveira 7ªA Nº8
 
 
 
Foram mais de sete meses ao lado de uma pessoa,
Que me deu a maior felicidade.
Sete dias por semana, estava sempre comigo,
Era a minha vida e fazia-me sorrir mais vezes do que imaginava
Em menos de um minuto.
Aquela relação era mais importante do que eu. Sou louca.
Sete por cento de loucura a mistura, infinito de amor.
Agora estou perdida sem ti. Preciso de ti sete vezes sete, multiplicando sete vezes durante sete horas.
Adriana de Pinho Moreira. 10º C
  

Sete simples palavras, eu te disse, durante sete dias por semana.
Cada dia vejo sete fotos tuas, para não desanimar e continuar a viver.
Levanto-me sempre às sete horas para ver se tenho alguma mensagem tua, mas não adianta, porque passas horas e horas sem responder e, quando respondes, demoras mais de sete minutos a fazê-lo.
Com isto tudo, sete textos te dedico, para dizer que não te consigo esquecer, durante sete segundos, minutos, dias e meses.
André Oliveira, Nº: 3, Turma: 10º C
  

Quando era mais pequena e tinha sete anos, adorava brincar com as bonecas, agora já sou crescida gosto mais de estar com os meus amigos. Sete vezes me ri, sete vezes cantei, sete vezes adorei conhecer os meus colegas, com eles me fascinei. Sete vezes dancei para a lua e rodei. Num espaço fechado pelos lados, perdi a conta do sete. Quando olhei para o céu e vi as estrelas brilharem eu disse, mais Sete aí vêm.
Cláudia Garrido, nº4,7ºA