09 novembro 2016

Por amor

Vejo-te ainda quase a desapareceres no fim da rua. Parecia que todos os deuses do vento e da chuva se tinham reunido para a nossa despedida. Não me lembro nunca mais de uma noite igual. Quando hoje tento recordar-me do que então senti, perco-me numa espécie de neblina azul que me conduz a espaços que nunca mais quis visitar. Como um sinal vermelho que me proibisse de lá ir para jamais voltar a sofrer assim, por amor.
Paula Coelho Pais, Lisboa, 55 anos

Desafio Escritiva nº 3 – texto com: chuva, vento, amor, azul, vermelho e rua

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