21/12/15

É Natal! É Natal! É Natal!

Aquele farrapo de homem arrastava-se pela rua deserta fustigado pelo vento e pela chuva. Mendigava amor. Mas, nem uma mão estendida, nem um abraço se via. O temporal recolhera toda a gente no seu egoísmo. As montras pareciam insultá-lo, com tanto brilho dourado e azul prateado a contrastar com o seu magro rosto vermelho de frio.
Não houve ninguém para lhe perguntar se estava bem ou mal.
E os sinos tocavam. É Natal! É Natal! É Natal!

Ana Paula Oliveira, 55 anos, S. João da Madeira
Desafio Escritiva nº 3 – texto com: chuva, vento, amor, azul, vermelho e rua


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