10 janeiro 2016

Desde que o amor morreu

Na rua hoje está calado o vento. As lágrimas ficaram cristalizadas no seu interior desde que o amor morreu. Já não há carícias às folhas das árvores. As gotas do rocio não beijam as vermelhas papoilas. As borboletas fecharam as suas asas e os vaga-lumes andam bêbedos pela obscura estrada a rebentar lâmpadas contra o chão. O céu, envolto em névoa, tem saudade do sorriso azul do vento e anseia a transformação das lágrimas dele em chuva.

Laura Herrero Román, 29 anos, Salamanca, prof Paula Pessanha Isidoro

Desafio Escritiva nº 3 – texto com: chuva, vento, amor, azul, vermelho e rua

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