01 março 2016

Trilho

Este é o sonho que temi perder. O que lutei por isto é impossível de escrever. Revolvo o tempo e o esquecimento. Coloco o choro no cesto dos desperdícios. Busco o compromisso que me devolve o riso. E escrevo tudo neste bloco que embebeu o tempo e o nevoeiro, sentindo o frio que foge de mim num rumo novo e sem retorno. Cheguei por fim. Reconheço o trilho. Olho em redor, tremendo. Sinto tudo. Sorrio. Sou feliz!

Paula Coelho Pais, Lisboa, 54 anos

Desafio nº 37 – uma história sem usar a letra A

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