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29/07/20

Elsa Alves – desafio 57

A gata do Gonçalo era muito gira... Ele chamara-lhe Gabriela; ela teria preferido Gracinda. Mas, enfim... Gabavam-lhe o garboso passo. Era graciosa a caminhar. Grave era a sua gulodice. Miava por gelados. Adorava gemadas, bem doces. E geleias? E gelatinas? Mas era elegante: gordura nem uma grama. As outras gatas invejavam-na. Adorava um gato, tão guloso como ela. Eram gourmets dos genuínos... Viviam numa pequena garagem. Tinham três gatinhos. Orgulhosos pais gabavam-nos imenso.  "São gulosos como nós..."
Elsa Alves, 72 anos, Vila Franca de Xira
Desafio nº 57 – palavras começadas por G em todo o texto, estando entre cada palavra com G, poderá haver até três palavras livres

Matilde C – desafio 37

Monstro, eu sou um monstro. Em nenhum momento duvidei disso.
Vivo livre de remorsos pelos crimes que cometi, consciente do sofrimento que provoquei e do horror que originei.
Creio que sou, por isso, visto como um louco, como um homem doente pelo mundo inteiro. Possivelmente porque muitos têm medo de reconhecer que existem indivíduos cruéis e preferem crer que um distúrbio tomou controle do seu cérebro.
O que eu penso? Todos nós podemos cometer feitos surpreendentemente terríveis.
Matilde C, 13 anos, Odivelas
Desafio nº 37 – uma história sem usar a letra A

02/07/20

Elsa Alves ― desafio 37

Que tipo esquisitíssimo!!! Só um olho. Redondo como um relógio. Imenso pelo. Um único pé. Bigodes enormes. Um monstro. Olhou-se no espelho. Tombou, com medo dele próprio. Pobrezinho, pensei eu. Deve sentir-se triste com o seu "look". Decidi-me. Vou conseguir que os outros o invejem. Ericei-lhe o pelo comprido. Como um "punk". Usei imenso gel. Perfumei-o. Espetei-lhe os bigodes. Sentiu-se outro. Ficou lindo de morrer... Por uns breves momentos viu-se um herói de um filme de terror...
Elsa Alves, 71 anos, Vila Franca de Xira
Desafio nº 37 – uma história sem usar a letra A

24/06/20

Fernanda Malhão ― desafio 37

Fui sem destino, sem rumo nem prumo. Um ser sozinho, num ritmo louco, correndo e refletindo sobre o meu mundo, ouvindo um sussurro que entendi vir mesmo do meu interior. Dói muito mexer em pontos escuros de nós mesmos. Ver onde construí muros, onde errei, onde me negligenciei em prol de outros. Sendo que é possível desconstruir muros e erguer pontes, decidir em que moldes quero viver, tendo como certo que no fim colherei o que semeei!
Fernanda Malhão, 44 anos, Gondomar
Desafio nº 37 – uma história sem usar a letra A

24/01/20

Maria do Carmo N e Madalena C ― desafio 37

Eu fui ver o Zoo porque gosto muito de ursos e por isso estudo-os. Pesquiso sobre eles, tiro fotos e tenho um urso bebé muito fofinho.O seu nome é Bubbles e representou num filme. Ele bebe leite, come peixe, eu gosto muito dele e ele cresce muito. Frequentemente meço-o e ele foge porque tem muito medo de ser medido. Eu dou-lhe um duche quentinho e seco-o com um tecido velho com flores verdes e beges.
Maria do Carmo N e Madalena C, 7º F, Projeto Afterschool, Carcavelos, prof Susana Lopes
Desafio nº 37 – uma história sem usar a letra A

26/11/19

António Azevedo ― desafio 37

Como exprimir o que sinto neste momento? O sentimento que reside no meu peito é impossível de esconder. Tenho de o conseguir expor em locuções e termos perceptíveis. Recuso um desejo longínquo, oculto e infrutífero. Quero permitir que ecoe o que me consome e me nutre. É-me impossível viver neste equívoco em que me encontro. Necessito de um gesto recebendo, ou repelindo, o que de mim ofereço. Continuo, porém, sem conseguir exprimir os meus sentimentos por ti...
António Azevedo, 54 anos, Lisboa
Desafio nº 37 – uma história sem usar a letra A

04/04/19

Inês Lourenço ― desafio 37


Viver é um sentido com ou sem objetivo. Vivemos o que nos é imposto; nem sempre se é feliz, por vezes nem tem de se ser. Queremos viver com sorrisos, contudo, se temos desilusões, somos desfeitos. Viver é um dom que surpreende. Em certos momentos, temos de digerir os trilhos menos retos. Se o mundo é feito de obstáculos, espinhos, tem diferentemente córregos floridos. Num mergulho profundo, somos surpreendidos e temos de responder, somos submersos e reemergimos.
Inês Lourenço, 20 anos, Mafra
Desafio nº 37 – uma história sem usar a letra A

07/12/18

Oleksandr K ― desafio 3


Encontrei um marciano na rua e disse-lhe duas palavras; logo a seguir, mais três, porque ele não percebeu bem o que eu tinha dito. No total disse-lhe cinco palavras umas quatro vezes. Mais tarde cheguei à conclusão de que ele não me entendeu e, então, fui buscar seis placares, cada um com sete símbolos. Dancei oito vezes à frente do marciano, mas ele continuou a não perceber. Acenou nove vezes para mim e, em dez segundos, desapareceu.
Oleksandr K, 17 anos, Escola Secundária José Saramago, prof Teresa Simões
Desafio nº 3 – números de 1 a 10

Sofia P ― desafio 37


Ver chover exerce em mim um bloqueio de sentimentos que consegue converter-me num espírito leve, podendo ver o sentido de tudo sem os meus próprios limites. É difícil descobrir o meu propósito num mundo onde persiste o desequilíbrio, em que os distintos modos de viver intervêm, podendo impedir o meu consenso interior. Comigo nenhum compromisso é feito. O medo de escolher e de perder oprime-me. Só consigo, conscientemente, fugir deste tormento contínuo no momento em que chove.
Sofia P., 18 anos, Escola Secundária José Saramago, prof Teresa Simões
Desafio nº 37 – uma história sem usar a letra A

Tatiana S ― desafio 37


O Filipe e seus frutos velozes.
O Filipe colheu frutos em conjunto com dois fiéis corredores. Foi breve o tempo perdido colhendo os frutos. Que corredores velozes!
Os frutos esses sim, é lento o seu processo de envelhecer.
Ser velho é motivo de ser vivido, longos momentos de viver e conhecer o mundo.
Eu, de noite, em silêncio, recordo e penso como serei no envelhecimento do meu ser.
Penso e expresso um sorriso pois espero ser feliz.
Tatiana S, 5º D, Escola Professora Paula Nogueira, Olhão, prof Cândida Vieira
Desafio nº 37 – uma história sem usar a letra A

Pedro S ― desafio 37


O bosque no escuro
No bosque, que todos os mitos dizem conhecer, os seres vivos correm e divertem-se. Este é simplesmente esplêndido!
Só que de noite, tudo somente se extingue: os seres vivos correm no sentido dos esconderijos. Divertem-se? Nem visto!
E isto, porque todos eles têm um terrível medo do escuro, mesmo que este englobe bens simplesmente estupendos, por exemplo luzes que luzem por todo o bosque, conforme o Sol reluz no momento em que surge.
Pedro S, 5º D, Escola Professora Paula Nogueira, Olhão, prof Cândida Vieira
Desafio nº 37 – uma história sem usar a letra A

Márcio M ― desafio 37

É domingo e o menino Luís resolve ir ver o filme do SUPER-HOMEM com o seu primo Nelson.
O tio do Luís trouxe-lhes sumos e uns biscoitos. Seguiu-se depois um jogo de futebol num terreno perto do shopping.
Logo se fez noite e no regresso o Luís sente-se feliz e desejoso de que chegue logo outro momento destes.
O Nelson sente-se com sono. Pede que todos voltem e despede-se do tio com um imenso obrigado por tudo.
Márcio M, 5º D, Escola Professora Paula Nogueira, Olhão, prof Cândida Vieira
Desafio nº 37 – uma história sem usar a letra A

Jénifer S ― desafio 37

O Filipe é um homem giro, tem dentes muito limpos, e é tio do Luís. Sem nenhum tropeço, escreve em rico Português. O brilho do bom vinho permite que o tempo do relógio negro do sobrinho do Filipe dê luz forte. Os olhos do Luís verdes e giros como os do seu tio. O Filipe tem um telemóvel preto, ele tem um primo que oferece muitos doces, e hoje deu imensos!!! O Filipe ficou feliz e bem-disposto. 
Jénifer S, 5º D, Escola Professora Paula Nogueira, Olhão, prof Cândida Vieira
Desafio nº 37 – uma história sem usar a letra A

Carolina R ― desafio 37

Mundo de hoje
O mundo de hoje é violento, cruel e destruidor.
Viver nele é difícil, pois existem conflitos frequentes em tudo. Os governos corruptos, o desemprego, os vencimentos pequenos, o excesso de funções, os pobres sem objetivos de futuro exibem o mundo cruel e sofredor em que vivemos.
Viver nele requer equilíbrio, pois no nosso mundo tudo que se move, que se come, que se bebe requer equilíbrio. O equilíbrio é o segredo do bom viver.
Carolina R, 5º D, Escola Professora Paula Nogueira, Olhão, prof Cândida Vieira
Desafio nº 37 – uma história sem usar a letra A

Ariana So ― desafio 37


No inverno de noite o coelho come muitos legumes e frutos silvestres com o esquilo que vive no fundo do bosque escuro e escondido.
Com o frio, neve, gelo e vento o coelho convidou o esquilo que logo perguntou se o urso pode ir com ele porque vive no mesmo sítio.
Um lobo quis ver o reboliço no bosque, juntou-se com eles.
No meio do reboliço comem todo o que o coelho oferece: brócolos, couves e curgetes.
Ariana So, 5º D, Escola Professora Paula Nogueira, Olhão, prof Cândida Vieira
Desafio nº 37 – uma história sem usar a letra A

Ariana Ss ― desafio 37


Tudo requer muito equilíbrio psicológico pois o nosso viver, o nosso mundo, tudo o que se move, se bebe, se come, se dorme requer o devido equilíbrio. É sempre um mesmo jeito de ser, um ótimo propósito moderno deste novo século, é o que é mesmo preciso "ser".
Eu pergunto-me: "Eu sou? Eu existo? Eu quero? Eu vivo?”
E respondo:
― Sim! Eu vivo!
É só o que sinto, vivo num mundo sofrido, pobre de espírito e poderoso.
Ariana Santos, 5º D, Escola Professora Paula Nogueira, Olhão, prof Cândida Vieira
Desafio nº 37 – uma história sem usar a letra A

Afonso R ― desafio 37


Ontem estive no zoo e conheci um tigre lindo e muito feliz com o seu pelo fofo e bege. O tigre Miguel foi num jipe verde e viu o felino Jorge. Nesse momento disse:
― Estou cheio de fome!
O felino Jorge lembrou-se que do bife cru com nozes e mel que o seu tio velhote comeu e mostrou o desenho que fez do bife com o seu telemóvel novo. O Jorge ficou doido e quis um bife.
Afonso R, 5º D, Escola Professora Paula Nogueira, Olhão, prof Cândida Vieira
Desafio nº 37 – uma história sem usar a letra A

Tiago Q ― desafio 37


O Romeu encontrou o Rodrigo e o Plínio no shopping. Levou-os de Metro e deixou-os no hotel. Depois foi com eles ver o jogo de futebol Sporting/ Estoril. No jogo, o Romeu foi com eles comer porco no espeto e bebeu um sumo de pêssego. O Plínio escolheu beber um copo de vinho tinto e o Rodrigo bebeu um sumo de dióspiro. No fim, o jogo terminou com o Estoril vitorioso e o José Peseiro foi despedido.
Tiago Q, 5º C, Escola Professora Paula Nogueira, Olhão, prof Cândida Vieira
Desafio nº 37 – uma história sem usar a letra A

Miriam F ― desafio 37


O menino infeliz
Este conto é sobre um menino muito bonito, fofinho e inteligente. Ele sofre de bullying e todos os meses sofre muito e sente-se muito infeliz.
Em todos os recreios, ele come sozinho, tem muitos inimigos e os livros …oh sobre esses nem comento.
Ele lê muitos livros em inglês sobre insetos.
Houve um momento em que conheceu um menino idêntico. Ele começou lendo frequentemente, em conjunto com esse menino.
Eles leem juntos com interesse.
Miriam F, 5º C, Escola Professora Paula Nogueira, Olhão, prof Cândida Vieira
Desafio nº 37 – uma história sem usar a letra A

Maria Leonor M ― desafio 37


Oi! Eu sou o Rui. Tenho cinco belos coelhos: o Rody que é preto, o Nody que tem olhos vermelhos, o Rufi, o luri e o Clui, que têm olhos verdes. De noite os meus coelhos roem tudo e fico nervoso com o ruído. Desperto cheio de sono e tenho que ir de comboio. Eu demoro sempre muito tempo e perco o comboio. O meu Tio diz frequentemente que eu sou muito preguiçoso e que estou gordinho.
Maria Leonor M, 5º C, Escola Professora Paula Nogueira, Olhão, prof Cândida Vieira
Desafio nº 37 – uma história sem usar a letra A