12/09/19

Theo De Bakkere ― desafio 184


Nada que dura
Antigamente fui uma árvore sumptuosa e fazia parte do grande pulmão verde da nossa terra. Fauna e flora viviam em harmonia.
Nada que dura. Um dia, fui abatido por gente sem escrúpulos. Embora ainda tivesse a esperança falsa de efetuar uma segunda vida como mastro, baloiçando no mar.
Nada que dura, sob o manto de progresso, a mata tropical mudará em deserto, e eu, o toro último do monte, fui consumido pelas chamas. Pois, nada que dura.
Theo De Bakkere, 67 anos, Antuérpia, Bélgica
Desafio nº 184 ― monólogo de lenha

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