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30/01/19

Helena Rosinha ― desafio 157


Desperta estremunhada e busca pela mãe, precisa dela para sentir-se segura, amparada, alimentada. Pia, pia… Nada, cesta vazia, barriga cheia de ar. Ajeita-se entre as ramagens a ver se enxerga para lá das hastes, a taparem-lhe a vista; estica-se, quase se levanta; vertigens inesperadas fazem-na recuar. Mas insiste; desistir, nunca! Respira, bate asas, lança-se em queda livre - a primeira investida para grandes aventuras. Um dia, mais crescida, vai disparar céus acima, viajar, cruzar mares, ser feliz, afinal!
Helena Rosinha, 66 anos, Vila Franca de Xira
Desafio nº 157 ― hist de coragem sem O

22/01/19

Carolina S ― desafio 157


Num vale distante em Trevelin, havia uma menina chamada Camélia.
Esta usava sempre uma peça magenta. Era pequenina na altura em que a recebera, mas, uma vez que Camélia tinha uma característica distinta das restantes amigas, a peça ainda lhe servia.
Até que, um dia, Camélia decidiu subir à serra e, na altura em que a luz saiu de trás das nuvens e a atingiu, Camélia sentiu-a subir pela sua alma. Nesse instante, apesar de assustada, cresceu.
Carolina S, Colégio Paulo VI, Gondomar, Prof.ª Raquel Almeida Silva
Desafio nº 157 ― hist de coragem sem O

21/01/19

Maria do Céu Ferreira ― desafio 157


Dez reis de gente
Beatriz era a menina
De cara bela, trigueira,
Valente e pequenina,
Que trabalhava na feira.

Ajudava a angariar
Clientes mais invulgares,
Via a infância passar
Naqueles reles lugares…

Um dia, alguém lhe furtava,
Umas luvas e um pijama,
E sua mãe trabalhava,
Sem se aperceber da trama!

Beatriz sai desabrida,
Furibunda e a tremer,
Apanha a ladra caída
Sem a deixar mais mexer!...

É aplaudida e exaltada,
Rejubila alegremente,
Feliz e gratificada,
Beatriz, dez reis de gente!
Maria do Céu Ferreira, 63 anos, Amarante
Desafio nº 157 ― hist de coragem sem O

17/01/19

Carla Silva ― desafio 157

Batalha Interna
Alice sentia a garganta arder pelas lágrimas que ameaçavam cair, apenas aguardavam um sinal, sinal que se negava a dar-lhes. Afinal era uma guerreira, nunca desistira. Lutara sempre e mais uma vez tinha de lutar.
Lutaria incesantemente para sair daquela tristeza.
Venceria? Permaneceria agarrada àquela angustia que lhe minava a alma?
A réplica àquelas perguntas pertenciam Àquele em quem acreditava desde pequena, Ele iria ajudá-la a chegar a um final feliz. Tinha fé que sim. Ela venceria!
Carla Silva, 45 anos, Barbacena, Elvas
Desafio nº 157 ― hist de coragem sem O

14/01/19

Afonso G ― desafio 157


― Marte, ajuda-me! A raça humana está a destruir-me.
― Terra, nunca desistas! Tu és um planeta ímpar e valente. Há centenas de décadas que lutas pela tua existência.
A Terra decidiu, assim, salvar definitivamente terra, ar e água, as casas de tantas espécies animais. Reuniu as nuvens e pediu-lhes que se espalhassem pela sua superfície e que precipitassem alertas em diferentes línguas para que qualquer um entendesse.
Finalmente, a raça humana, assustada perante as lágrimas derramadas, redimiu-se, arrependida.
Afonso G, 12 anos, Colégio Paulo VI, Gondomar, Prof.ª Raquel Almeida Silva
Desafio nº 157 ― hist de coragem sem O

Inês F e Beatriz H ― desafio 157

Naquela manhã, uma menina chamada Clara, que padece de uma deficiência cerebral, dirige-se à faculdade. Aí, é afastada pelas raparigas... Cada vez se sente mais insegura e triste.
Até que, um dia, decide seguir em frente e, sem "miúfas", surpreende-as através de uma atitude exemplar, mas elas reagem negativamente.
A Clara, de cara lavada em lágrimas, sai tristemente dali.
Durante a sua caminhada até casa, reflete e afirma que jamais se deixará martirizar pela rudeza daquelas atitudes.
Inês F, 11 anos e Beatriz H, 12 anos, Colégio Paulo VI, Gondomar, Prof.ª Raquel Almeida Silva
Desafio nº 157 ― hist de coragem sem O

13/01/19

Domingos Correia ― desafio 157


A Pequena Lúcia
Manhãzinha! A pequena Lúcia pensava a bicharada, acendia a lareira, dava a papa à irmãzita, fazia as tarefas académicas, tragava a cevada, seguia, descalça, veredas escarpadas, chegava à aula de pés a verem-se chagas e, ainda assim, tinha sempre uma risada para brindar a gente.
Uma vez, na festa natalícia, a mestra deu-lhe umas delícias de cacau. Chega a casa feliz:
― Mãe, um presente para ti!…
A mãe, tísica, abraça a filha e deixa escapar umas lagrimazitas…
Domingos Correia, 60 anos, Amarante
Desafio nº 157 ― hist de coragem sem O

11/01/19

Ana Francisca M ― desafio 157


Uma rapariga chamada Matilde acha-se bastante valente. Uma vez, fazem-lhe um teste para verificar a sua valentia.
A turma dela, na visita a um parque que se chama Magicland, desafia a firme menina a entrar na terrível casa-fantasma.
Ela receia entrar, mas é audaz e avança, bem determinada, para ultrapassar a exigência.
Assim que ela entra, desata numa gritaria e regressa rapidamente para trás de uma auxiliar.
E assim aprende que deve ser uma menina mais humilde.
Ana Francisca M., 12 anos - Colégio Paulo VI, Gondomar, Prof.ª Raquel Almeida Silva
Desafio nº 157 ― hist de coragem sem O

Carolina S ― desafio 157


Esta é uma qualidade de carácter.
Alguém que a tenha, revela bravura em alturas difíceis e até alarmantes.
Deve ter firmeza perante dificuldades, ser persistente e jamais desistir.
Deve ser alguém que nada teme e essa característica está quase sempre presente nas narrativas marcantes.
Existem muitas maneiras de revelar essa admirável característica que parte da humanidade tem.
Saltar para a água para ajudar alguém que luta pela vida e até salvar alguém das chamas reflete essa qualidade. 
Carolina S, 12 anos - Colégio Paulo VI, Gondomar, Prof.ª Raquel Almeida Silva
Desafio nº 157 ― hist de coragem sem O

Pedro N ― desafio 157


Aquela manhã de abril exigia uma gigantesca bravura.
Claramente, aquela barbaridade era demais para alguém. E, para mim, alguém persistente e bastante valente, era também desafiante, mas eu ia executar essa tarefa. 
Sabia que “árdua” se aplicava a várias realidades, mas aquela era exageradamente difícil.
Estava, assim, a ficar sem desculpa para me manter na cama. Lá tinha de ser!
Já me levantei! Incumbência cumprida! Saí da minha magnífica cama quentinha!
Infelizmente, ainda era segunda-feira. Que pena!
Pedro N., 12 anos - Colégio Paulo VI, Gondomar, Prof.ª Raquel Almeida Silva
Desafio nº 157 ― hist de coragem sem O

Leonor S ― desafio 157


Ter bravura é difícil e nem sempre é fácil ativá-la… De que maneira se ativa tal atitude? Na verdade, esta é intrínseca à humanidade, mas nem sempre se vê.
As princesas «precisam de ser salvas», e quem as salva é, sem dúvida, quem tem mais valentia.
A meu ver, nem sempre é a audácia que define a mestria, mas divertir-se e assumir as suas preferências diárias, eventualmente adequadas, perfeitas… quiçá erradas e sem querer, um dia alcançar-se-á.
Leonor S., 12 anos - Colégio Paulo VI, Gondomar, Prof.ª Raquel Almeida Silva
Desafio nº 157 ― hist de coragem sem O

António ― desafio 157

Era uma vez um rapaz, Rui, que amava uma menina chamada Maria.
Ele sabia que precisava de bravura para falar a uma rapariga daquelas.
Assim, venceu a timidez e pediu-lhe que ela amasse a sua alma! Muita gente se riu uma vez mais dele! Vinha a aguentar dias e dias de bullying na secundária. Mas a rapariga estava já cativada pela sua fragilidade e acedeu à sua ideia.
Daí em diante, aquele rapaz nunca mais temeu nada!
António, 12 anos - Colégio Paulo VI, Gondomar, Prof.ª Raquel Almeida Silva
Desafio nº 157 ― hist de coragem sem O

Maria João ― desafio 157


A Ana era uma menina tímida que almejava ser atriz.
Num final de tarde, decidiu ver TV. Numa publicidade, apareceu a sua atriz preferida a aliciar quem quisesse a ir à marginal e desfrutar da bela vista, e música até às sete da tarde. Nessa altura, fariam “castings” para uma pequena atriz  fazer um papel de destaque numa série.
Nesse dia, Ana decidiu ir, e futuramente, andará atarefada a ensaiar um papel principal! Está ultrapassada a timidez.
Maria João, 12 anos - Colégio Paulo VI, Gondomar, Prof.ª Raquel Almeida Silva
Desafio nº 157 ― hist de coragem sem O

Carolina S e Francisca S ― desafio 157


A bravura
Ainda acham que a bravura existe?
Já viram a maldade existente neste planeta? Fala-se unicamente de gente furtada, sequestrada, etc.! Diz-se que neste país há valentia? Acham que um assaltante é mais valente que um ser que supere a sua ansiedade? Jamais! Um assaltante perpetra crimes, mas um crime nunca é uma atitude de bravura, mas sim de maldade.
A meu ver, a bravura é apenas benéfica se se referir a atitudes unicamente benignas e nunca malignas.
Carolina S. e Francisca S., 12 anos - Colégio Paulo VI, Gondomar, Prof.ª Raquel Almeida Silva
Desafio nº 157 ― hist de coragem sem O

André B ― desafio 157

Era uma vez uma menina.  Seu pai era um militar que andava sempre a viajar.
Ela vivia triste. Seu pai raramente estava em casa. As suas amigas tinham seus familiares sempre à sua beira, mas ele tinha que trabalhar para que nada lhe faltasse.
Um dia, ela entendeu que ele se sacrificava para a sustentar, a ela e à sua família.
Refletiu bastante e entendeu que era uma menina feliz, que tinha um pai que a amava.
André B., 12 anos - Colégio Paulo VI, Gondomar, Prof.ª Raquel Almeida Silva
Desafio nº 157 ― hist de coragem sem O

Beatriz S ― desafio 157

Era uma vez uma menina valente, a quem nenhuma luta parecia demais. Até que, um dia, tentaram impedir uma das suas aventuras para a fazer tremer.
Tentaram, mas a menina, persistente, venceu e a tentativa faliu nesse dia. A rapariga entendeu que a tentaram assustar e falharam. Deu uma risada de si para si e percebeu que era bastante destemida. Afinal, assemelhava-se à ideia que tinha de si mesma.
Desde essa altura, nunca mais lhe fez frente.
Beatriz S., 12 anos, - Colégio Paulo VI, Gondomar, Prof.ª Raquel Almeida Silva
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Margarida G ― desafio 157

– Em que mês nasceste?
– Nasci em abril!
– Mas tu devias andar mais avançada a estudar! – remataram as minhas amigas.
– Que miúda desgraçada! – riam-se elas.
Esta é a análise que as minhas parceiras me fazem... Assim, é difícil ir em frente na vida, nesta grande dificuldade! Claramente, em mim, existe muita perseverança. Uma das minhas qualidades é ser valente, já faz parte de mim, a qualidade que me faz ultrapassar as vicissitudes. 
Decidi mudar de amigas, e surpreendi-me! 
Margarida G., 12 anos, - Colégio Paulo VI, Gondomar, Prof.ª Raquel Almeida Silva
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Letícia C ― desafio 157

Era uma vez uma rapariga que tinha uma mente bastante imaginativa, cheia de ideias incríveis, mas, em virtude da sua insegurança, nunca as punha em prática.
Um dia, na aula de cidadania, a sua turma tinha de apresentar um texto acerca da perseverança e valentia. Durante a escrita desse tema, ela refletiu, relativamente às suas inseguranças e entendeu que perseverar é atingir metas, manter-se firme e fiel às suas ideias.
Assim, apercebeu-se de que tinha de mudar.
Letícia C., 12 anos, - Colégio Paulo VI, Gondomar, Prof.ª Raquel Almeida Silva
Desafio nº 157 ― hist de coragem sem O

Mariana S ― desafio 157


Escurecera, as luzes das estradas iluminavam a cidade inteira e a lua abraçava cada um que a desejava e imaginava. E eu ali, a tentar desvendar a palavra bravura.
Uma vez, um humilde sapiente disse-me: "Defende a verdade nas palavras e a humildade na bravura". Nunca percebera bem aquela frase, mas nunca a tirara da cabeça...
"Que quererá dizer?", pensava eu. "Será a chave para a felicidade?"
As perguntas multiplicavam-se cada vez mais e eu permanecia ali.
Mariana S., 12 anos, - Colégio Paulo VI, Gondomar, Prof.ª Raquel Almeida Silva
Desafio nº 157 ― hist de coragem sem O

Leonor B ― desafio 157


De que é feita a valentia? De incertezas? De inseguranças?
Na realidade, nascem, a cada dia, crianças da atualidade, cheias de bravura, a escalar estes grandes alpes da vida. Largam pais, familiares, e demarcam-se a alimentar a sua bravura instantânea. A verdadeira chave para a alcançar é jamais ter a certeza de enfrentar ameaças. É simplesmente ser persistente, nunca desistir, ainda que seja irrealizável!
Qualquer dia, a cada alpe que alcances, mais valentia receberás para aventuras futuras!
Leonor B., 12 anos, - Colégio Paulo VI, Gondomar, Prof.ª Raquel Almeida Silva
Desafio nº 157 ― hist de coragem sem O