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26/09/19

Carla Silva ― desafio 179


E o quê?
― Não sei que te diga. Ou melhor dizendo, não sei que queres que te diga.
― No meu lugar, que farias?
― Eu? Olha, para começar não estava à espera do que viesse, já lhe tinha dito das boas e recomeçava num outro lugar. 
― Não é tão simples. 
― Como não?! És parvo? Tu vê lá, separas-te e tentas com outra. Simples não?
― Mas que dirão os demais?
― Talvez que já estava na hora de abrires os olhos. 
― Pois, talvez. 
Carla Silva, 45 anos, Barbacena, Elvas
Desafio nº 179 ― anagramas das setenta e sete palavras

30/07/19

Mariete Silva ― desafio 179


Hugo vai passar quinze dias num campo de férias, o quarto está uma confusão, indeciso na seleção dos objetos, da roupa. Ao vê-lo tão atrapalhado, a mãe diz-lhe: tenta, se separas, leva, são-te úteis tenho a certeza não vale a pena exagerar, esses  dias vão passar num instantinho. Aceitando a colaboração, separou produtos de higiene, vestuário, baralho de cartas, headphones, raquetes! 
― Obrigada, mãe, vão ser dias “bué fixes”, manhãs desportivas, tardes com jogos de pista, muita emoção!
Mariete Silva, 64 anos, Beja
Desafio nº 179 ― anagramas das setenta e sete palavras

Zelinda Baião ― desafio 179

Apareceu à porta da casa, num dia chuvoso, de invernia prolongada. A pingar desventura. O corpo numa chaga. A alma em farrapos. Arredio e medroso, a recusar aproximação. Vivera sempre em liberdade, numa vida plena em que fora senhor dos seus atos, mas a rua era agora um abrigo inseguro e via aproximar-se o fim. A menina da casa deu-lhe o nome, comida e trato. Quis dar-lhe o aconchego da casa porém, Pete Natas é avesso a trelas.
Zelinda Baião, 55 anos, Linda-a-Velha
Desafio nº 179 ― anagramas das setenta e sete palavras

26/07/19

Natalina Marques ― desafio 179

Aquela miúda era incorrigível, não levava a sério os conselhos dos mais velhos. Olhava a vida como um jardim florido que nunca vai murchar, um arco-íris colorido. As festas e as noitadas eram assíduas, e a avó sempre ia dizendo...
― Oxalá nada te LEVE O PRESENTE, AS ASAS, TATA, comprometendo o teu futuro.
― Que queres dizer com isso?
― Que vais colher amanhã o que semeias hoje.
― Está bem avó, então vou semear alegria para ser feliz amanhã.
Natalina Marques, 60 anos, Palmela
Desafio nº 179 ― anagramas das setenta e sete palavras

23/07/19

Theo De Bakkere ― desafio 179


Fobias
Como podia ele ser tão parvo, embora soubesse bem, sua mulher desenvolveria logo uma fobia. Sem pensar dera sua mulherzinha o folheto oferecido pela alfândega com avisos que sempre devem tomar em consideração nos trópicos. Tentou ainda salvar a situação com um gracejo "Ó querida! Ah, não te rales, terás a peste ou outra doença contagiosa somente quando não estás vacinada".
Infelizmente o dano foi feito. Em pânico recusou deslocar nem um pé para fora de aeroporto.
Theo De Bakkere, 67 anos, Antuérpia, Bélgica
Desafio nº 179 ― anagramas das setenta e sete palavras

22/07/19

Helena Rosinha ― desafio 179

De nariz colado ao vidro da montra, espreitou para dentro da loja; a avó recebia qualquer coisa das mãos duma empregada com um penteado estranhamente elaborado, à Marie Antoinnete. Riu-se, Sai-lhe o colchão de dentro do toucado!... Ups! Falou demasiado alto, ouviram-na. A avó veio à porta e disse, dirigindo-se à neta, “é só levares esta pasta para casa.” A pasta misteriosa! No interior, uma miscelânea de fitas, plumas, pérolas… tudo para compor uma bela máscara veneziana.
Helena Rosinha, 66 anos, Vila Franca de Xira
Desafio nº 179 ― anagramas das setenta e sete palavras

21/07/19

Isabel Lopo ― desafio 179


Branca de Neve ao chegar encontrou os anõezinhos numa grande zaragata. Com os nervos já em franja, começou a morder a maçã... Mas a fada madrinha chegou: "Calma, miúda, nada de pânicos, resolve já isto. SÃO SETE. VÁ LÁ, TENTE! SEPARAS a miudagem e esperas pelo príncipe que gosta pouco de confusões. Felizmente cheguei a tempo. Se tivesses comido a maçã toda, acabava aqui a lenda, pois nem sempre se tem sorte como nas histórias de encantar…
Isabel Lopo, Lisboa
Desafio nº 179 ― anagramas das setenta e sete palavras

20/07/19

Desafio nº 179

SÃO SETENTA E SETE PALAVRAS!

Sim, é isso. Estas letras, baralhadas e construindo uma nova frase, dará o mote ao vosso texto. Estaremos a trabalhar os anagramas do que nos move, aqui no blogue:
SÃO SETENTA E SETE PALAVRAS.
A nova frase aparecerá onde quiserem no texto, pode ser parte de uma frase maior, ou de duas, o que fizer sentido.

Ajuda muito se escreverem a frase em maiúsculas e a tinta; depois, com um lápis, vão encontrando as palavras para a nova frase, riscando na frase a tinta as letras que já usaram. Não percam a paciência: isto faz-nos muito bem e é divertido.

Eu já fiz cinco diferentes, vou escolher a minha preferida:
Vês esta tela, então paras, és...

Podes andar pelo museu sem nada pensar, sem nada apreciar, irritado por ter-te trazido comigo, podes até achar que não vale a pena visitar museus, o que é uma pena, mas depois, vês esta tela, então paras, és levado a mergulhar profundamente no trabalho do pintor e no impacto que está a ter em ti, e aí, sim, começas a entender a arte e a emoção que ela nos traz e poderás, por fim, compreender esta visita.
Margarida Fonseca Santos, 58 anos, Lisboa
Desafio nº 179 ― anagramas das setenta e sete palavras