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27/07/20

Elsa Alves – desafio 55

Aquela ARROGÂNCIA era absolutamente excessiva! Causava IRRITAÇÃO ouvi-lo, gabando-se da sua sabedoria, exibindo sempre RESPOSTA imediata e peremptória. Acharia que lançava LUZ sobre todas as nossas dúvidas? Nenhum PROBLEMA era para ele insolúvel. Que enfado ouvir-lhe a voz agressiva. Não deixava ESPAÇO para nenhum de nós. Quando falava, ninguém se atrevia a esboçar um MOVIMENTO. De INÍCIO agradara-me aquela força. Mas depois, era uma SORTE quando se ia embora. Ficava uma CALMARIA agradável... Então, podíamos partilhar opiniões...
Elsa Alves, 72 anos, Vila Franca de Xira
Desafio nº 55 – reescrevendo um texto com contrários de palavras impostas, escritas num texto prévio

12/07/20

Fernanda Malhão – desafio 55

Uma interrogação assola a minha mente todos os dias: Como é que depois desta ventania que a pandemia trouxe às nossas vidas, toda a adversidade, a penumbra do medo, o duvidar das nossas sentenças, perceber que vivíamos num sossego, pôr em causa os nossos limites, a escassez de tempo. Tudo foi desconstruído. Ainda há quem não mostre humildade, não tenha paciência. É hora de procurar dentro de nós o sentido maior das nossas vidas. O que queremos?

Uma convicção assola a minha mente todos os dias: Como é que depois desta estagnação que a pandemia trouxe às nossas vidas, todo o facilitismo, a luz do medo, o duvidar das nossas liberdades, perceber que vivíamos numa inquietude, pôr em causa a nossa eternidade, a escassez do ilimitado. Tudo foi desconstruído. Ainda há quem não mostre arrogância, não tenha intolerância? É hora de procurar dentro de nós o sentido maior das nossas vidas. O que queremos?
Fernanda Malhão, 44 anos, Gondomar
Desafio nº 55 – reescrevendo um texto com contrários de palavras impostas, escritas num texto prévio

11/01/18

Susana Sofia Miranda Santos ― desafio 55

Não sou dotada de prepotência... tu conheces-me bem!
Pareço aquela brisa suave, típica dos climas tropicais que embala corações.
Mas, tu queres impor-me liberdade e ausência de fronteiras... devias ter maturidade! O teu espaço foi ultrapassado.
Não tens nenhum poder sobre mim. És destituído de capacidade de afirmação.
Não revelo intranquilidade perante atitudes despóticas.
Não tentes colocar-me no marasmo entediante... serei sempre eu a decidir o meu destino. Nunca permitirei que decidas por mim a minha vida!
Susana Sofia Miranda Santos, 38 anos, Porto
Desafio nº 55 – reescrevendo um texto com contrários de palavras impostas, escritas num texto prévio


18/04/16

Orgulho no coração

Com muito orgulho no coração, não podemos vencer toda brisa suave como se fosse um sopro. 
Muitas vezes, certo problema injusto nos leva à nossa amplidão máxima de tolerância. 
pressa passa rapidamente e ficamos afetados, doentes de espírito. 
Fica no ar uma certeza, uma perplexidade diante do êxito enorme. 
De repente, acaba nossa luta árdua. 
Passamos a viver numa claridade imensa e dispensamos o nervosismo para connosco e com todos nossos demais semelhantes, nossos irmãos.

Rosélia Bezerra, 61 anos, Rio de Janeiro, Brasil
Desafio nº 55 – reescrevendo um texto com contrários de palavras impostas, escritas num texto prévio
Publicado aqui: http://espiritual-amizade.blogspot.com.br/2016/04/vivendo-antagonicamente.html


15/04/16

Que vai ser dela?

Ela tinha chegado ao COMEÇO.
Não sabia o que fazer. Não queria perdê-lo
mas também não queria perdoar-lhe o erro.
Depois de tanto pensar, e na sua pequena
ARROGÂNCIA, escreveu-lhe aquela carta
muito curta, mas tão dolorida.
Cheia de IRRITAÇÃO descreveu-lhe, toda a sua
intolerante e inconcebível FELICIDADE.
Sempre vivera na sua CLAREZA,
transformou a vida dela de feliz AGITAÇÃO,
numa terrível CALMARIA frustrada.
Que vai ser dela, fez bem?
Ou por outro lado, viverá no arrependimento.

Natalina Marques, 57 anos, Palmela

Desafio nº 55 – reescrevendo um texto com contrários de palavras impostas, escritas num texto prévio

06/01/16

Programa Rádio Sim 674 – 6 Janeiro 2016

o programa em podcast na Rádio Sim

Decisão
luz penetrava através da janela. Acordou na indecisão de mais um dia. Sentiu a plenitude daquele silêncio que sublinhava a calmaria do vento. Levantou-se sem pressa, apenas com a certeza de que teria de fazer alguma coisa útil. A tragédia anunciada na comunicação social incutia uma atroz intranquilidade a quem desfiara aquelas imagens no dia anterior. Sentia-se orgulhosa da sua decisão: iria gastar toda a sua fortuna ajudando. A ânsia de começar parecia alongar o tempo…

Amélia Meireles, 62 anos, Ponta Delgada
Desafio nº 55 – reescrevendo um texto com contrários de palavras impostas, escritas num texto prévio

07/08/15

Programa Rádio Sim 570 – 7 Agosto 2015

OUVIR o programa! 
Visite o site da Rádio Sim


Como um sopro
Foi como aragem.  Veio na plenitude do que seria amor.
Sem trato, tratado, regra ou normativa sem pressa, razão. Apossou-se de tudo, da calma e da alma, enchendo dias de cores e sons. Entretanto foi breve, incerteza de solidão.
No ar uma certeza. Orgulho partir na lucidez ou apenas um disfarçar a intenção?
Vencer é progresso, corromper a saudade, silêncio contra dor que lacera, não sei da agonia, descansar a alma, nem de desassossego sabe o coração.

Roseane Ferreira, Estado do Amapá, Macapá, Extremo Norte do Brasil
Publicado aqui: http://www.anezinha.recantodasletras.com.br/visualizar.php?idt=5299771
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07/03/14

Programa Rádio Sim nº 211 – 7 Março 2014

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O deslize
O deslize não daria lugar à resposta da imprudência. Era a felicidade que escondia, no amanhecer, um olhar novo, necessário. Foi como uma novidade fresca e limpa, que o orgulho entrou em jeito de calma apressada, varrendo os sentimentos grossos e poeirentos. Devastou crenças e acções, permaneceu firme e importante. A eternidade foi imposta na altura certa. A agitação e a impaciência entraram depois, devagarinho, como uma canção velha e cansada que já não podia mais existir.

Clara Lopes, 37 anos, Agualva, Sintra 
Desafio nº 55 – reescrevendo um texto com contrários

21/02/14

Programa Rádio Sim nº 201 – 21 Fevereiro 2014

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No site da Rádio Sim

Clarear o caminho
brisa que se fazia sentir era o único consolo perante o seu estado de exaltação. A bonança não reflectia o seu desalinho interior.
incerteza surgiu na forma de carta de despedimento, uma inquietante resposta sobre o seu futuro.
orgulho, que a sua nova condição induzia, contrariava a retórica popular forçando-o a, impacientemente, tornar-se o centro das suas reflexões. Tinha que dissolver a sua raiva e convertê-la numa força capaz de clarear o seu caminho.

Ricardo Bessa Martins, 45 anos, Porto
Desafio nº 55 – reescrevendo um texto com contrários

11/02/14

Programa Rádio Sim nº 193 – 11 Fevereiro 2014

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Raio de Sol
Tomás sentia na pele a bonança de uma liberdade injusta, porque demasiado tardia e breve.
A pressa que lhe permitia suportar aquele instante de luz extrema vinha da sobranceria que nunca lhe faltara. O céu da sua cela era agora, sem amarras, o céu da sua vida. A ventania daquele lugar sombrio era, apenas por um imenso milésimo de segundo, interrompida por um sossego que insistia em trazer sempre a mesma certeza: Porque eu sei que mereço. 

Nuno Longle, 39 anos, Odivelas
Desafio nº 55 – reescrevendo um texto com contrários

07/01/14

No limite

Há anos que vivia à mercê do sofrimento. Tentara várias vezes afastar os sentimentos que a habitavam e corroíam. Sem resultado. Dera meses demais já, aguardara na intempérie, na esperança de que uma qualquer rajada a levasse. Esperara na sombra, na paz de uma casa silenciosa. Com calma aguardara a mudança.
Agora, reconhecera, com serenidade, fruto de reflexão prolongada, a impossibilidade de continuar assim; mas também de alterar o rumo. Por isso, atribuíra-se um desígnio: suicidar-se-ia. Finalmente!

Isabel Pinto, 47 anos, Setúbal

Desafio nº 55 – reescrevendo um texto com contrários de palavras impostas, escritas num texto prévio

06/01/14

Programa 167 – 6 Janeiro 2014

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No site da Rádio Sim


Se soubesses...
Se soubesses como a chama dentro do meu ego é negra, pedirias à pressa que fosse tua escrava.
orgulho e impaciência que me definem são a causa da solução errada para todos os sectores da minha vida. O que parece loucura é um simples fôlego escondido. A sorte que aparentemente contorno com uma hesitação segura nunca chega a desaparecer. E é isso que me levará à perfeição, e, quando lá chegar, eu sinto, tu vais partir.

Vera Viegas, 30 anos, Lisboa/Penela da Beira              
Desafio nº 55 – reescrevendo um texto com contrários

11/12/13

Um dia complicado!

Sou o Salvador. Hoje irei a um baile, arranjado e bonito!
Quando ia para sair de casa, vi que estava chuva. Fiquei, de repente, feio e molhado. Disse:
– Ora bolas! Tinha de ficar todo sujo! Que chatice!
Cheguei casa. A minha mãe pôs-me de castigo!
 De repente, o sol ficou limpo e os raios brilharam.
Saí de casa aos pulos de contente, todo desarranjado. Então recebi uma recompensa! Ir ao cinema logo a seguir ao baile.

Leonor Terré, 9 anos e Leonor Reis, 9 anos, Torres Novas, Colégio Andrade Corvo, prof. Carla Veríssimo

Desafio nº 55 – reescrevendo um texto com contrários

09/12/13

A escorregadela

Isto não corria nada bem! Com o máximo de arrogância, tentei explicar mas veio até mim como uma brisa em pleno verão. Apanhando-me de surpresa. Qual juiz, ditou a escorregadela. Sem dar espaço a nada, sem fazer uma exclamação sequer! Estava no meu limite de impaciência.
Eu que só queria pouco barulho, via-me a braços com este favorecimento... Aqueles olhos fitaram-me, de repente. Senti frio, um claridade envolveu-me. Voltei-lhe costas, deixando-a a falar sozinha, temendo deixar-me envolver.

Carla Silva, 39 anos, Barbacena, Elvas

Desafio nº 55 – reescrevendo um texto com contrários

02/12/13

Ao piano

Foi como uma brisa que me desalinhou, aquela vontade de ultrapassar o início da boa música e rasgar sem medo a agitação que me sustinha.
Abri o piano e avancei para o desafio.
Sem lugar para uma declaração, escondi-me sorridente na luminosidade, a testar as vantagens da impaciência enquanto esperava a próxima ovação – que apareceu disfarçada de palpite de morte surda.
Com vaidade, deixei-a passar. 
E sobrevivi, temerária, com os dedos nas teclas a desafiar o ritmo.

Rita Bertrand, 41 anos, Lisboa  

Desafio nº 55 – reescrevendo um texto com contrários

29/11/13

Pode ser prematuro sofrer

História sem registo
Impelida e agitada pela suavidade agreste das tuas palavras, procurei conforto na alcova da nossa história, com inquietação revi cada imagem, cada momento, refletidos no clarão asfixiante do meu sofrer. Não entendia o alcance daquela indecisão. Com cólera rebobinei o filme, na esperança de encontrar o teu melhor: a altivez que te tornara único e especial. Não encontrei qualquer registo… Contudo, entendi que a felicidade é émula do sofrimento, hoje vou sorrir, amanhã pode ser prematuro sofrer!

Paula Maria Inverno, 45 anos, Torres Novas

Desafio nº 55 – reescrevendo um texto com contrários

Andarilho na multidão

Estava na inquietude da minha vida
Descansando na luminosidade do cotidiano
Quando o contra tempo  de repente se fechou
brisa açoitou a tarde levantando nossos alicerces
O céu foi o infinito, não ficou pedra sobre pedra
bonança foi o teto que cobriu meu desespero
Você decretou minha indecisão, a solidão
E na minha alma carente plantastes  uma resposta
E na resignação, sublimei minha existência sou andarilho na multidão
E com toda arrogância lhe peço pão!

Ângela Maria Green, 56 anos, Novo Horizonte, estado de São Paulo, Brasil

Desafio nº 55 – reescrevendo um texto com contrários

Convicção

Terei chegado ao início do derradeiro momento? E se o limite for uma ventura que se entranha como uma complacência sórdida e ameaçadora? Ter-me-ei cansado da arrogância dos meus atos, da intolerância de um sorriso forçado ou do alvoroço conveniente em que trago a minha alma? E se eu continuar na lucidez submissa dos meus dias só até me agarrar à primeira aragem que venha pôr um ponto final nesta convicção certa que é a minha vida?

Célia Costa, 42 anos, Malveira
Desafio nº 55 – reescrevendo um texto com contrários

26/11/13

(Des)ventura

Nem a arrogância justificava a indecisão. Fora no começo daquela noite de calmaria… Aquele lugar não lhe trouxera o caos de que necessitava para esquecer. A certeza permanecia. Eis que um momento houve em que o descontrolo se impôs. Foi. Bateu à porta do que sabia ter sido o agressor, cobardemente impune. Como se de fama estivesse sedento, atacou-o. Não era merecedor da ventura que lhe mudava o rumo, pois não era. Mas, a vingança estava feita. 

Carina Leal, 30 anos, Coimbra

Desafio nº 55 – reescrevendo um texto com contrários

24/11/13

O Palhaço Rubi

Sempre que subia ao palco, a sua natural soberba de palhaço rico, experimentava uma acalmia que só a mudez e a economia de gestos burlescos lhe impunham.
Levava quase ao infinito o ensejo de agradar, mas pleno da firmeza que a conseguida prosperidade lhe tinha aplacado a inquietação sobre o futuro que, afinal, se apresentava agora, refulgente da luz da esperança.
O Palhaço Rubi cedia por fim à irrequietude da insegurança e gozava do alor do sucesso.

Elisabeth Oliveira Janeiro, 69 anos, Lisboa

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