22 fevereiro 2016

Comboio

Viajo de preferência no comboio cedinho, quando todos estão ocupados consigo mesmos, ou em estado sonolento.
Acontece que o sossego é interrompido, como aquela estrangeira que, entre Lisboa e Cascais, me contou sua biografia e se perguntava se tomara a decisão justa de emigrar por amor dum homem. Ou o rapaz que lia cativado um livro de capa e espada, não por acaso da Margarida Fonseca Santos, e, levantando-se inesperadamente, porque tivesse de apear-se de comboio.

Theo De Bakkere, 63 anos, Antuérpia Bélgica
Desafio Escritiva nº 5 – cruzar comboios


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