Mostrar mensagens com a etiqueta desafio nº 173. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta desafio nº 173. Mostrar todas as mensagens

27/06/19

Carla Silva ― desafio 173

Afagava a cabeça do pequeno potro que ternamente se encostava às pernas frias quando Raio, o cavalo alazão, cruzou o pátio. Enquanto acompanhava os graciosos movimentos a cadela Lima apresentou-se com os seus pequenos filhotes. Assistia a cenas como aquela diariamente. Ela não conseguiria afastar-se daquele viver onde se demonstrava apreço pelas pequenas coisas da vida. Oposição à sua escolha não faltara, mesmo maternal! Mas assim o decidiria e pacientemente esperava que percebessem que ali era feliz.
Carla Silva, 45 anos,  Barbacena, Elvas
Desafio nº 173 ― «atrelando-me»

07/06/19

Luz Câmara - desafio 173


Aurora, ladina e traquina, filha do mundo, tecia, com as suas já habituais pantominices, risos, na face de quem a ouvia, estonteantes e bem-dispostos.
Cresceu, tornou-se menina mulher, libertando-se da garotice de outrora, e partiu.
Acordes entristecidos dominaram assim quem a conhecia. Nunca ninguém soube o destino que tomara.
Dantes, Aurora menina, surgida do nada, adocicava ouvidos distraídos, perdidos em rotinas de vida,mas silenciados, por momentos de ausência não esperados.
Agora? O vazio e muita tristeza.  
Luz Câmara, 58 anos, Coimbra
Desafio nº 173 ― «atrelando-me»

Beatriz B ― desafio 173


Eu aguardava por julho, mesmo como nunca, pois iria de férias, mas a Alícia não me acompanharia, porque teria muito trabalho. Comprometera-se a organizar as férias da escola, onde estudava. Organizariam jogos tradicionais, como dominó
Bolas! Mas o que tem esse mês para toda a gente planear tardes olímpicas?
Parti, só, rumo ao Algarve. De rua e número da porta, nem sinal! Algarismos? Nada! Só conseguia ver turistas muito elegantes a apanharem banhos de sol como lagartos...
Beatriz B., 13 anos - Colégio Paulo VI, Gondomar - Prof.ª Raquel Almeida Silva
Desafio nº 173 ― «atrelando-me» (com alguma liberdade)

Pedro N ― desafio 173

Antes, tudo era melhor mesmo com os ratos. Que praga! Estavam em  todo o lado
Hoje, os homens são uns grandes macacos. Mas são mesmo! Imaginem: por exemplo, ontem fui a um belo museu de arte (com obras fantásticas!) assistir a uma demonstração. O problema foi que não ouvinada, não ouvia mesmo nada de jeito. Então, olhei em volta, vi homens e também mulheres a gritarem. Sentia-me nervoso, totalmente encurralado. Receei dizer algo. Seriam perigosos? Fugi.
Pedro N., 12 anos - Colégio Paulo VI, Gondomar - Prof.ª Raquel Almeida Silva
Desafio nº 173 ― «atrelando-me» (com alguma liberdade)

Inês F ― desafio 173

Amor é algo que cresce como uma margarida. Primeiro, nasce, depois desabrocha e torna-se lindo
A ternura constrói-se através de algo doce, algo único que nos abraça do nada e nos faz tão feliz, é eterno, é algo diferente, é simplesmente uma amizade sem igual. 
Esta amizade faz-nos rir quando menos esperamos e torna-se tão engraçado quando vejo uma mensagem no meu telemóvel do meu grande amor a dizer: “Obrigada por me fazeres tão feliz… AMO-TE!” 
Inês F., 12 anos, Colégio Paulo VI, Gondomar - Prof.ª Raquel Almeida Silva
Desafio nº 173 ― «atrelando-me» (com alguma liberdade)

30/05/19

Catarina Azevedo Rodrigues ― desafio 173


Morada difícil
Ana era uma mulher segura, independente... mas tinha medo de bichos. Por azar, havia ratos a passear na rua onde morava e enojava-se sempre que os via. Algumas lesmas também andavam por ali. Eram viscosas, amarelas, com olhos vermelhos e pintas verdes na pele. Um dia, entrou uma na divisão onde guardava comida, precisamente na prateleira onde tinha as bolachas de chocolate que mais gostava. Coitada da Ana, quase que enlouquecia! Nem pensou duas vezes e mudou-se.
Catarina Azevedo Rodrigues, 46 anos, Venda do Pinheiro
Desafio nº 173 ― «atrelando-me»

28/05/19

Theo De Bakkere ― desafio 173

Aulas de surf
Antão, o mais desportista jovem que conheço
Tinha dezoito anos, era campeão surfista tendo
Recebido já muitos prémios e várias condecorações.
Em Ericeira mesmo alcançou o primeiro lugar.
Lavos, onde Antão dava aulas de surf,
Além, apertei-me cautelosamente naquele obstinado fato borrachoso.
Neste momento havia na praia muitos desportistas
Dia solar, as pranchas multiplicavam-se no mar!
Os fundos aqui garantem altas vagas impetuosas.
Miúdos tentam pôr-se de pé na prancha,
Entusiasmados, para sulcarem cada grande onda seguinte.
Theo De Bakkere, 66 anos, Antuérpia, Bélgica
Desafio nº 173 ― «atrelando-me»

26/05/19

Glória Varão ― desafio 148


Aquela bisnaga de pasta dentífrica prometia dentes brancos! Experimentei e não pude deixar de olhar para o espelho para ver a boca! A frescura era tão intensa que o meu rosto moreno estava branco!!
Ao meu lado, vi uns olhos sorridentes e simpáticos, porém surpreendidos.
― Que se passa, mãe? Não estás bem?
Não consegui responder! A minha boca, gelada, não mexia.
― Não respondes? Estás a ser antipática!!
Bem tentei falar, mas, por mais que tentasse, não conseguia!!
Glória Varão,  62 anos, Gondomar 
Desafio nº 148 ― associação de palavras (bisnaga)

Glória Vilbro ― desafio 173


Anoto cuidadosamente quanto me rodeia entre surpresas. Tantas foram já as vezes em que recordações me assaltaram de mansinho! Momentos muito especiais regressam quando os estou lembrando, relembrando... Lendo tudo aquilo que vivi sou feliz Atentamente sigo as letras desenhadas cuidadosamente. Revivo nessas lembranças saudades queridas dum tempo desaparecido. Dádivas que os deuses partilham connosco, humanos… Mágicas, etéreas, sempre novas ainda que revisitadas, encantadas na sua grandeza de memórias pequeninas.
Glória Vilbro, 51 anos, Negrais, Almargem do Bispo - Sintra
Desafio nº 173 ― «atrelando-me»

Helena Rosinha ― desafio 173


As formações aguardavam ansiosamente a proclamação das Tréguas. Com promessas a todos os santinhos,Renovavam esperanças na realização do desfile anual. Expectativas em alta, motivação acrescida, ensaios retomados, Libertavam, na fantasia da dança, frustrações e Angústias. Ponto final nas rivalidades que destroçaram Nervos e exacerbaram bairrismos; os mais renitentes Disfarçavam o entusiasmo enquanto aceitavam enterrar inexplicáveis Ódios. Focados na pacificação, representantes das freguesias Moderavam conversações.
Todos antecipavam um cenário de Explosões multicor no regresso das marchas populares.
Helena Rosinha, 66 anos, Vila Franca de Xira
Desafio nº 173 ― «atrelando-me»

24/05/19

António Azevedo ― desafio 4


Sou um bule rachado, sou sim senhor. E com muita honra!”, reclamava ele de si para si. “É difícil chegar à minha idade sem mazelas. Sou muito requisitado, claro. Sou o preferido de todo o serviço. Os outros bules ficam cheios de inveja. Entro em ação sempre que uma visita vem cá a casa. Sirvo chá como ninguém! Posso afirmar que tenho uma vida cheia”. Terminada esta lengalenga calou-se, cansado e solitário, naquela prateleira vazia e empoeirada.
António Azevedo, 53 anos, Lisboa
Desafio nº 4começando a frase “Sou um bule rachado, sou”

Natalina Marques ― desafio 173


ANA não se importava com a imagem, deixou o ginásio.
TAMBÉM queria ter uma vida feliz
RESCINDIU o contrato de funcionária pública
ENQUANTO a irmã vivia uma vida problemática.
LUÍS gozava de boa liberdade.
ADERIU ao partido de "pouco trabalho e muito dinheiro"
NOVAMENTE aceite no sindicato.
DETERMINADO a mudar o mundo.
OU, até, a humanidade.
MUITO empenhado, sonhava fazer tudo pelo país e pelo povo.
ESTÚPIDO, pois mudar o mundo não passa mesmo de um sonho.
Natalina Marques, 60 anos, Palmela
Desafio nº 173 ― «atrelando-me»

21/05/19

Graça Pinto ― desafio 173

Alice tentou evitar a situação.
Tardiamente, pois a tolerância perdera-se pelo caminho.
Relações como esta sempre existirão. Onde a resiliência e o respeito deixaram de existir.
Elementos imprescindíveis que se tornaram efémeros.
Lamentavelmente o amor diluiu-se no tempo em velhos
abraços que não existem mais.
Nostálgica ambição do fim… que se envolve de uma
dicotomia dissimulada!
Orgulho do deixar de ser, de omitir o que ficou para trás, que no final não passa de
modéstia do “ego”.
Graça Pinto, 60 anos, Almada
Desafio nº 173 ― «atrelando-me»

Roselia Bezerra ― desafio 173

Aqui totalmente absorta em meus pensamentos reflexivos
Totalmente inundada de grande silêncio interior. 
Reverente, pus-me a contemplar muito calmamente. 
Estando eu bem atenta a tudo. 
Livre de pensamentos vãos e inconsequentes. 
Antevejo ao meu redor muita beleza. 
Nuances preciosos da nova Estação presentes. 
Douradas estão folhas em tons amarronzados. 
Outono vivo em meu circuito colossal. 
Matizado o céu de cinza azulado, 
Elegante é a nova Era climática.
Roselia Bezerra, 64 anos, ES Brasil
Desafio nº 173 ― «atrelando-me»

20/05/19

Chica ― desafio 173


Arre, que situação constrangedora era aquela ali.
Tereza, sem nada perceber, motivo de deboches.
Ria, ria muito, mesmo sem qualquer motivo.
E, mesmo que não se desse conta,
"lindamente" carregava visitantes clandestinos dentro da boca.
Apareciam pequenas criaturinhas verdes, trituradas em pedacinhos,
nos espaços de sua "chapa" ficavam instalados.
Dentes agora habitados, a cada gargalhada dada,
"orgulhosamente" traziam à tona e à baila
menu que, sem a menor menor parcimônia,
engolido até a pança quase esturricar, estufar!
Chica, 70 anos Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil
Desafio nº 173 ― «atrelando-me»

Desafio nº 173

Pegando na palavra ATRELANDO-ME (que não serve para nada…), pondo-a ao alto, poderemos construir uma frase em que cada palavra começa com a letra que lá está escrita.
A
T
R
E
L
A
N
D
O
M
E
Depois disso, temos de integrar essas palavras num texto com sentido que estará com estas palavras exatamente a 6 palavras novas de distância. Vamos a isto!


Saiu-me isto:
Acabei
Tudo,
Resmunguei
E
Lamentei-me,
Agora
Não
Deveria
Ouvi
Mais
Estupidezes

Acabei por lhe fazer sempre as vontades. Tudo o que queria era vê-lo feliz, Resmunguei sempre pouco e sem grande convicção, E nunca houve problemas. Mas fingi-me chocada, Lamentei-me, afinal tinha derrubado um jarrão chinês. Agora que penso melhor, o que queria Não era fingir-me chocada, queria alguma paz. Deveria ter-me mostrado triste, ralhei com mestria. Ouvi um queixume, breve, dando-lhe festas a Mais. Pronto, cresceu mimado e só faz Estupidezes, mas é um cão tão bonito…
Margarida Fonseca Santos, 58 anos, Lisboa
Desafio nº 173 ― «atrelando-me»