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27/05/20

Elsa Alves ― desafio 6

De dia viam-se pouco. De manhã, saíam cedo, depois de um pequeno-almoço rápido. Alternavam os dias de levar a garota à creche. Separados, seguiam para os seus insípidos empregos, onde os deveres eram longos e os pagamentos escassos e insuficientes. Mas ao fim da tarde regressavam juntos e, então, nesse abençoada início da noite, a casa, inesperadamente, enchia-se de vida, iluminava-se de alegria. Repartiam tarefas, conversavam, brincavam, riam, faziam amor. Partilhavam momentos de merecida felicidade. Quem diria?
Elsa Alves, 71 anos, Vila Franca de Xira
Desafio nº 6 – Início e fim: De dia viam-se muito pouco …….. Quem diria!

25/05/20

Fernanda Malhão ― desafio 6


De dia, viam-se pouco, suas tarefas eram mesmo exigentes, suportavam muito peso, fartavam-se de trabalhar, ora para aqui, ora para acolá, sempre apertados, sem poderem respirar. Poucos momentos tinham de descanso, só mesmo quando estavam a almoçar, ou quando tinham de ir à casa de banho. Mal podiam esperar em casa novamente chegar, para esta pessoa finalmente os descalçar, tirar as meias e assim poderiam novamente se encontrar. Adoravam ficar assim bem juntinhos: os pés. Quem diria…!
Fernanda Malhão, 44 anos, Gondomar
Desafio nº 6 – Início e fim: De dia viam-se muito pouco …….. Quem diria!

28/05/19

António Azevedo ― desafio 6

De dia viam-se muito pouco aqueles três. Mal o dia despontava, saltavam da cama, engoliam algo e saíam porta fora. Surgiam ao almoço, comiam e voltavam a desaparecer. Ninguém os voltava a ver até à hora do jantar. Todos pensavam que era a brincadeira sem rumo que os retinha fora de casa. Quando, em certo jantar, isso foi comentado replicaram indignados: “Brincar?!? Andamos a limpar o lixo da mata!”. Afinal não era brincadeira, era trabalho. Quem diria!
António Azevedo, 53 anos, Lisboa
Desafio nº 6 – Início e fim: De dia viam-se muito pouco …….. Quem diria!

17/09/18

Marta Sousa ― desafio 6


De dia viam-se pouco…era sempre à noite que se encontravam. Só falavam de livros um com outro, os outros amigos eram para brincar à apanhada e ao futebol. Falavam sobre livros como quem fala de segredos, baixinho. Iam para a arrecadação ao lado da casa de Casimiro. Quando um dia se distraíram e adormeceram com livros a fazer de lençóis e as caras felizes, cheias de histórias. Os pais que nada desconfiavam quando viram disseram: Quem diria!
Marta Sousa, 32 anos, Barreiro
Desafio nº 6 – Início e fim: De dia viam-se muito pouco …….. Quem diria!

29/08/18

Helena Rosinha ― desafio 6


De dia viam-se muito pouco, explicava o avô Zé, mas à noite, isso sim, era um festival – gambuzinos para todos os gostos!
Entusiasmado com a perspetiva de boa colheita, depois de jantar, convidei Julinha para irmos ao parque. Percorridas várias áleas de buscas infrutíferas, fomos surpreendidos por umas luzes a piscar intensamente. Assustada, Julinha refugiou-se no meu peito. Enlaçando-a, os meus lábios afloraram os seus. Sob um céu de caga-lumes, demos o primeiro beijo… Quem diria!
Helena Rosinha, 65 anos, Vila Franca de Xira
Desafio nº 6 – Início e fim: De dia viam-se muito pouco …….. Quem diria!

27/10/17

Sérgio Felício – desafio 6

Cansaço
De dia viam-se muito pouco… João queria ir tocar com seu grupo musical, mas o espectáculo é longe… tarde… João não se sente com capacidade para ir. Não dá. Não dá!
Por vezes na vida há decisões que se têm que tomar. Foi a melhor decisão que João encontrou devido à sua condição física. Se João fosse, seu corpo ficaria desgastado. Apesar de não ir, sabe que não afecta seu grupo. Não fica tão chateado, quem diria!
Sérgio Felício, 37 anos, Coimbra
Desafio nº 6 – Início e fim: De dia viam-se muito pouco …….. Quem diria!


10/08/17

Susana Sofia Miranda Santos ― desafio RS nº 6

Hoje consultei o calendário e percebi que terei teste de matemática... será um fracasso inimaginável!
Posso estudar copiosamente, mas o cérebro está totalmente blindado relativamente aos números.
Desde criança que odeio matemática e não consigo encetar um processo de regeneração com esta disciplina ― é completamente inútil!
O meu verdadeiro amor é a língua portuguesa: ler, escrever, interpretar textos... tudo me dá prazer!
Actualmente, estamos a canalizar o "Amor de Perdição”... é uma autêntica orgia literária! Que beleza!
Susana Sofia Miranda Santos, 38 anos, Porto

Desafio RS nº 6 – palavras tiradas à sorte do dicionário

05/08/17

Theo De Bakkere ― desafio nº 6

Os vizinhos
De dia viam-se pouco, praticamente nunca, os novos vizinhos eram pelos vistos membros da gótica, que principalmente não gostavam de olhadas curiosas nem de contactos humanos. Somente nas noites de lua cheia havia lá atividades, e a minha suspeitosa avó espreitava-os sempre através das cortinas. Embora só pudesse perceber sombrinhas misteriosas perto duma fogueira, tentava, com o  livro de Stoker "Conde Drácula" na mão, convencer-me que os vizinhos eram mortos vivos ou adeptos de Drácula.
Quem diria.
Theo De Bakkere, 65 anos, Antuérpia, Bélgica

Desafio nº 6 – Início e fim: De dia viam-se muito pouco …….. Quem diria!

01/08/17

Mariana Martins ― desafio nº 6

De dia viam-se pouco. Aquela família era muito estranha. Nunca os percebi... Sempre de preto e vermelho. E tinha aquelas capas vampirescas!
Nunca os vi numa loja ou num café! Simplesmente de noite a passear!... Bem, vou investigá-los!
Descobri uma mega coisa! Fui à internet e procurei os nomes deles... A família Caixão é mesmo vampiresca! Eles são vampiros!
Será que eles sugam sangue? Sim... E aparecem em fotos? Não... Se tenho medo? Bem... Sim!!
Quem diria!...
Mariana Martins, 12 anos, Barcelos

Desafio nº 6 – Início e fim: De dia viam-se muito pouco …….. Quem diria!

17/07/17

Susana Sofia Miranda Santos ― desafio nº 6

De dia, viam-se pouco!
Quando o sol despontava, a chuva, sentindo-se ofuscada pela sua beleza, preferia manter-se afastada. Mas o sol admirava a sua capacidade para se multiplicar em várias gotas e distribuir frescura pelo mundo inteiro.
Um dia, cansados de se observarem à distância, decidiram aproximar-se para conhecerem melhor alguém que admiravam.
Dessa amizade resultou um lindo arco-íris, irradiando o brilho das suas cores no céu.
Quando vencemos a timidez, conseguimos alcançar o sucesso.
Quem diria!
Susana Sofia Miranda Santos, 38 anos, Porto

Desafio nº 6 – Início e fim: De dia viam-se muito pouco …….. Quem diria!

09/05/17

Cândida Jardim ― desafio nº 6

De dia, viam-se pouco…
Um, desbravava, horas a fio, caminhos no matagal cinzento matizado. O calor estonteava-o, saltava, apanhando ar fresco. Não resultava. O Silvestre sacudia-se com tal voracidade e rapidez cansando

07/03/17

Eurídice Rocha – desafio nº 6

Aiiiiiii
De dia, viam-se pouco… nela tanta dor se lhe colou ao corpo. Julgava ter matado desejo.
O relógio roda lentamente e tortura ansiedade do encontro.

27/09/16

Luz e sombra

De dia, viam-se muito pouco. Ele vivia escondido nos buracos sombrios: era uma criatura da sombra. Ela habitava nas superfícies luminosas e quentes, aspirando a energia do sol: era uma criatura da luz. Ao anoitecer, quando o azul profundo do mar se pintava de laranja, ele emergia à face das coisas. Certo dia, encontraram-se. Dentro deles, um arco invisível tornou-se círculo e os uniu. Quem diria que, naquele adormecer fugaz do astro-rei, criaturas tão antagónicas pudessem amar-se. 
Isabel Sousa, 64 anos, Lisboa.

Desafio nº 6 – Início e fim: De dia viam-se muito pouco …….. Quem diria!

17/08/16

Programa Rádio Miúdos 90 – 17 agosto 2016

Esta foi a história que lemos na Rádio Miúdos neste dia!
É a rádio mais fantástica que há!


O nosso nome!
De dia viam-se muito pouco.
– Muito pouco? – dizia o Xavier.
– Sim, muito poucas pessoas para me colher.
– Mas tu não estás a ver?
– O quê? – perguntava eu, sem saber o que fazer.
– Está aqui muita gente. Perguntamos ao Samuel, que ele sabe sempre essas coisas.
Foram ao encontro do Samuel.
– Samuel, sabes o que está a acontecer?
– É a “Revolução dos Cravos”!
– Eia, essa revolução tem o nosso nome! – dizia eu empolgado.
Xavier, contente, disse:
– Quem diria!
Sara Oliveira, 5ºB, Escola Dr. Costa Matos, Gaia, prof Cristina Félix
Desafio nº 6 – Início e fim: De dia viam-se muito pouco …….. Quem diria!

29/06/16

Programa Rádio Miúdos 69 – 24 Junho 2016

Esta foi a história que lemos na Rádio Miúdos neste dia!
É a rádio mais fantástica que há!
OUVIR

De dia viam-se muito pouco, mas de noite encontravam-se.
Assim acontecia frequentemente.
A coruja pigmeu encontrava muitas vezes a coruja duende.
Um dia de manhã cedo, a coruja duende só queria conversar, mas a pigmeu estava tão cansada (tinha passado a noite a caçar) que a mandou calar.
Ficou zangada, mas a coruja pigmeu não lhe ligou e foi para a sua toca.
A coruja duende resignou-se e foi embora para casa.
Que mal humoradas!
Quem diria! 
Matilde Tavares, 5ºD, Escola Dr. Costa Matos, prof Cristina Félix
Desafio nº 6 – Início e fim: De dia viam-se muito pouco …….. Quem diria!

13/05/16

Programa Rádio Miúdos 53 – 13 Maio 2016

Esta foi a história que lemos na Rádio Miúdos neste dia!

É a rádio mais fantástica que há!

Quem diria!
De dia viam-se muito pouco, os gnomos! Sim, gnomos, umas incríveis criaturas místicas, em que ninguém acredita. Mas à noite via-se a verdade!
Todos os gnomos saem do esconderijo e resumem tudo o que queriam dizer numa só palavra.
Nunca ninguém viu um a passear por aí, porque só é possível ver um à noite, nas florestas.
Subitamente, vi uma sombra no armário! Abri-o e vi um gnomo! Ele fez um gesto com a mão.
Quem diria!

Tiago Simões, 5ºB, Escola Dr. Costa Matos, V.N. Gaia, prof Cristina Félix
Desafio nº 6 – Início e fim: De dia viam-se muito pouco …….. Quem diria!

11/05/16

Programa Rádio Miúdos 51 – 11 Maio 2016

Esta foi a história que lemos na Rádio Miúdos neste dia!

É a rádio mais fantástica que há!

A chuva
De dia viam-se muito pouco tempo, para poder brincar e divertir-se. Estava a chover e não valia a pena ficar a olhar pela janela à espera que parasse.
A turma estava na sala de aula na hora do intervalo por causa do mau tempo. Muitos se queixavam de que queriam ir lá para fora. Isso, porque nos intervalos a sala era muito silenciosa.
Choveu, choveu, choveu. Nos outros dias, não choveu mais durante um ano.
Quem diria?

Gonçalo Alves, 5ºB, Escola Dr. Costa Matos, V.N. Gaia, prof Cristina Félix
Desafio nº 6 – Início e fim: De dia viam-se muito pouco …….. Quem diria!

09/05/16

Programa Rádio Miúdos 49 – 9 Maio 2016

Esta foi a história que lemos na Rádio Miúdos neste dia!

É a rádio mais fantástica que há!

Atrasado
De dia viam-se muito pouco, as pessoas na rua, porque estava muito nevoeiro. Estava chuva e o sol estava escondido.
Então ia eu a caminho da escola, até que cheguei e já estavam todos dentro da sala de aula.
Bati à porta e a professora Cristina Félix veio abrir a porta.
Pedi desculpa e entrei; a professora não reclamou porque era a primeira vez que eu tinha chegado atrasado.
Viraram-se todos. Disseram:
– Chegaste atrasado. Quem diria!

Gonçalo Alexandre, 5ºB, Escola Dr. Costa Matos, V.N. Gaia, prof Cristina Félix
Desafio nº 6 – Início e fim: De dia viam-se muito pouco …….. Quem diria!


08/05/16

Feios mas verdadeiros

DE DIA VIAM-SE POUCO. Preferiam a noite, lugares mais discretos.
Onde podiam e sabiam ser somente os dois.
Sem risos sarcásticos ou julgamentos precipitados.
As noites eram o seu mundo. E desfrutavam da certeza de que,
quem o feio ama, bonito lhe parece.
E a beleza da alma transparecia nos seus olhares felizes.
Encontravam-se sempre naquela rua,
tinham por testemunha a lua, que os abençoava
por serem feios, por o seu amor belo e verdadeiro.
QUEM DIRIA!

Natalina Marques, 57 anos, Palmela

Desafio nº 6 – Início e fim: De dia viam-se muito pouco …….. Quem diria!

21/04/16

Quem diria?

De dia viam-se muito pouco,
Estava escuro como a noite.
Toda a gente estranhava,
mas que dia tão louco.
As pessoas iam às compras
com lanternas na mão,
para ver os ingredientes
era uma grande confusão.
Íamos trabalhar,
mas que grande trabalheira,
no meio da escuridão,
era uma enorme maluqueira.
Fui passear,
não via nada,
só pessoas com lanternas,
que rua chanfrada!
Fui lá fora,
o que é que via?
Afinal era um eclipse…
Mas quem diria!


Carolina Anselmo, 5ºD, Escola Dr. Costa Matos, Gaia, prof Cristina Félix
Desafio nº 6 – Início e fim: De dia viam-se muito pouco …….. Quem diria!