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26/06/20

Diogo D ― desafio 130


― Ai rica espiga esta que deus me deu! Este pão é tão bom, mas faz tão mal à saúde.
― Oh mulher, quem te disse isso? ― resmungou o marido.
― O médico, disse que fazia engordar e piorar os diabetes ― responde a mulher triste.
― Faz lá mal agora! Onde é que já se viu pão a fazer mal, mulher, pão é vida! Estes médicos de hoje em dia não sabem de nada! Só falam em esperança média de vida!
Diogo D., 16 anos, prof Adelaide Passarinho
Desafio nº 130 ― de espiga a esperança

Isabel Fortunato ― desafio 41

Enquanto percorria as ruas de Lisboa, observava tudo à minha volta , o meu sentimento e imaginação recuaram no tempo, onde a arte e a cultura eram as palavras de ordem, davam valor ao crescimento e evolução do país. Sinto como se por mim passassem cavalos e carruagens, escutava conversas aqui e ali, crianças brincavam e riam, que bons tempos. Eu continuei a minha deambulação frenética para aprender mais sobre a minha cidade. Observava, quieta, a vida.
Isabel Fortunato
Desafio nº 41 – a propósito do Dia do Livro

Elsa Alves ― desafio 32

― Diga?!? 33??? Deve ser p'rá direita. Do outro lado da rua...
― Do outro lado?
― Repare: daqui são os números pares. Portanto, os ímpares são do outro lado. Deve ser muito perto. Já no próximo quarteirão, talvez.  É uma casa particular? Ou um estabelecimento comercial?
― Sei lá, menina!!! O nome do destinatário não é português... Nem são as nossas letras... Veja...
― Ora... É o restaurante grego, do senhor Domenikus...
― Não havia eu de estar a ver-me grego... Obrigado!
Elsa Alves, 71 anos, Vila Franca de Xira
Desafio nº 33 – Pegando em “Diga 33”, ou qualquer outra versão do 33

Fernanda Malhão ― desafio 39

O menino Alexandre estava todo entusiasmado, nas férias da Páscoa iria fazer com os primos uma caça ao tesouro na casa da aldeia. A sua imaginação começou logo a trabalhar, o que seria o tal tesouro? Um baú cheio de moedas? Uma caixa com muitos brinquedos? Se fosse Legos já ficaria muito contente. Astuto e motivado foi o primeiro a encontrar!
Oh, afinal era só um ovo de Páscoa! Que desilusão, pois ele não gostava de chocolates.
Fernanda Malhão, 44 anos, Gondomar
Desafio n.º 39 história que contém a frase: “Afinal, era só um ovo de Páscoa”

Elsa Alves ― desafio 32


O Capuchinho Vermelho era muito desobediente. Nunca seguia os conselhos da mãe. "Não brinques na floresta, é perigoso..." Avisava-a a mãe, que era cuidadosa. "Vive lá um lobo, muito feroz..." O Capuchinho nunca vira tal bicho. Diariamente, levava o lanche à avó. Saltou-lhe o lobo malvado, ao caminho. Gritando, por socorro, acudiu-lhe um caçador. Um tiro certeiro matou o lobo. (Preparados para o final da história?). "Já podes brincar na floresta." Sem lobo?!? Qual era a graça?
Elsa Alves, 71 anos, Vila Franca de Xira
Desafio nº 32 – 11 frases se 6 palavras + o que resta

Fernanda Malhão ― desafio 38


Pela minha parte, creio na ciência como uma poesia. A ciência dePEnde LArgamente da criatividade. AdMItam cientistas, vocês também soNHam como os poetas! APenas quem sonha é capaz de criAR. Não TEmam as Críticas, mentes ágEIs apONtam caminhos, ACendem novas ideias! Não freIEm a vossa imaginação, aNCorados à conceitos fixos. Devemos amplIAr o nosso COnhecimento sem esMOrecer a imaginação. Conhecimento acUMulado, sem ser AProveitado, adOEce. Ciência não é depóSIto de conhecimento, tem de estAr viva, em movimento!
Fernanda Malhão, 44 anos, Gondomar
Desafio nº 38 – partindo de uma frase, utilizar os pares de letras desta para o texto

24/06/20

Elsa Alves ― desafio 31

Na cidade dos números só havia desavenças... O dois deixara de falar ao três. O cinco não queria ir ao cinema com o sete. O oito recusava contar histórias ao quatro. O seis não brincava com o nove. O um, que era muito acertado, pediu auxílio ao zero. Juntos, tiveram uma ideia: pedir ajuda às letras. Estas, uniram-se, formando palavras que chamaram os números à razão: "Amizade, Gentileza, Harmonia, Paz..." Contagiaram os números. Tudo voltou ao normal.
Elsa Alves, 71 anos, Vila Franca de Xira
Desafio nº 31  – um conto com matemática…

Fernanda Malhão ― desafio 37

Fui sem destino, sem rumo nem prumo. Um ser sozinho, num ritmo louco, correndo e refletindo sobre o meu mundo, ouvindo um sussurro que entendi vir mesmo do meu interior. Dói muito mexer em pontos escuros de nós mesmos. Ver onde construí muros, onde errei, onde me negligenciei em prol de outros. Sendo que é possível desconstruir muros e erguer pontes, decidir em que moldes quero viver, tendo como certo que no fim colherei o que semeei!
Fernanda Malhão, 44 anos, Gondomar
Desafio nº 37 – uma história sem usar a letra A

Filomena Galvão ― desafio 211

- Está lá? Está? Está sim?
- Sim. Está, sim. Diga, por favor.
- Bom-dia. É da loja de cuecas e soutiens Vogue?
- Bom-dia. É sim.
- Ó menina, qual é a sua graça?
- A minha graça? Eu chamo-me Carmem, o meu nome é Carmem.
- Ó menina Carmem, eu gostaria de falar com a menina séria.
- Menina Séria? Aqui não há nenhuma menina Séria. Deve ser engano.
- Meu Deus, não me diga! Uma loja onde só trabalham meninas. Nenhuma é séria?
Filomena Galvão, 58 anos, Corroios
Desafio nº 211 ― 143 anos da 1ª conversa entre 4 telefones

23/06/20

HN ― desafio 120

Numa manhã de domingo, saí à rua para ir passear o meu cão Domingos. Mas, nem acreditam no que aconteceu. O meu cão puxou-me com tanta energia que cai pela escada abaixo.
Fiquei magoada. “Uma queda enorme!”, disse a minha mãe quando olhou pela escada do nosso 3º andar. Deslocou-se até casa e chamou a ambulância. O Domingos preocupado, lambeu a entorse da menina, com muito cuidado.
Passado um tempo, a menina desceu as escadas com cuidado."
HN, 11 anos, Lisboa
Desafio nº 120 ― reencontrar o caminho sem V nem F

Fernanda Malhão ― desafio 36


O São João veio cá para ver como estava o seu dia. Tudo novo, de um jeito diferente!
Começava a cheirar à sardinhada, mas pessoas nas ruas, isso nada! E agora? Foram todos para cama? Sem a alegria da noite do São João, ninguém dançava nem saltava, nenhum grito: Olha o balão!!!
Corona, és um vírus sem igual,
Vais levar com o martelo!
Até deixares de fazer mal!
Vai-te embora, ou ainda levas também com o chinelo!
Fernanda Malhão, 44 anos, Gondomar
“Deitar e levantar-se” em Contos ao Telefone de Gianni Rodari ― Com um grito, saltava da cama e começava um novo dia.
Desafio nº 36 – uma frase de um conto de autor, usando as palavras por ordem inversa

Elsa Alves ― desafio 30


BOM... isto não vai ser nada fácil...
SABER o que  sei e não abrir a boca?
É a parte mais complicada, claro.
O pior é o que pode vir a acontecer...
CALAR a verdade vai ser dificílimo, mas tenho que fazê-lo...
ATÉ o perigo passar: fecho-éclair.
SER conivente com aquela acção, caramba!
TEMPO, sim, é isso: dou tempo ao tempo...
DE qualquer maneira, tenho que assumir as consequências.
FALAR é muito bonito, mas, será que vou conseguir?!?
Elsa Alves, 71 anos, Vila Franca de Xira
Desafio nº 30 – provérbio à esquerda na folha imposto

Theo De Bakkere ― desafio 211

A chamada telefónica
Como se fosse um antigo telefone, o som ensurdecedor rompeu o taciturno sossego. O proprietário dessa irritação já tinha o telemóvel ao ouvido e gritou "estou."
― Sim doutor, sou eu próprio.
― Já conheço o resultado!
― Como! Tenho pedras nos rins?
― Cal no sangue e água nos joelhos
Aparentemente, fiava-se pouco no médico.
― Ó doutor, encontrou tudo isto no sangue. Talvez ache também cimentos nos meus bolsos e então poderei construir uma casa.
Havia risos abafados no comboio
Theo De Bakkere, 68 anos, Antuérpia-Bélgica
Desafio nº 211 ― 143 anos da 1ª conversa entre 4 telefones

Paula Castanheira ― desafio 211

- Cesariny. Não?
- Saramago?
- Mestre… sou eu.
- Eu… Eu…
- Watson! Esses dois… desculpe, mas ainda não nasceram!
- Elementar, meu caro Watson!
- Mas, mas… eu, não sou o John.
- Claro que não!
- Mestre, está? Eu sou… o Thomas.
- Thomas?!
- Sim. Estou aqui…
- Não o vejo.
- Valha-me Deus! Na sala ao lado. Os diapasões, as palhetas, lembra-se?
- O telefone?
- Sim, Mestre! Inventou-o!
- Meu Deus, isto fala!
- A patente. Tem de a registar.
- Mr. Watson, venha cá, eu preciso do senhor!
Paula Castanheira, Massamá
Desafio nº 211 ― 143 anos da 1ª conversa entre 4 telefones

Toninho ― desafio 211

Aquela coisa negra tocava insistente trim trim trim.
 Jacira pegou invertido o aparelho, ouvia mal.
Do outro lado uma insistente voz de alô e alô.
Você foi sorteada para primeira ligação.
Fala mais alto não tô ouvindo nada nessa coisa
Eu sou o Graham Bell de Londres
Ah sim Sir. Guilherme Tell eu gosto de ver cinemascope.
Não sua surda sou Graham Bell inventor do telefone.
Ah, Sir. Guilherme não vi flecha nenhuma aqui
Tum tum tum.
Toninho, 64 anos, Salvador-Bahia-Brasil
Desafio nº 211 ― 143 anos da 1ª conversa entre 4 telefones
Postado em Desafio 211

22/06/20

Elsa Alves ― desafio

Tenho vindo a aperceber-ME de que as minhas fraquezas são muitas . Demasiadas, até. Tenho que aceitá-las e juntá-las às minhas forças.
NEM podia ser de outro modo. Comigo  e com os outros : a nossa medida exacta está no motivo e no momento em que as usamos.
ONTEM isso tornou-se claro. "Decide-te" , disse-lhe eu. "Ganha juízo ou desanda!" Ele fixava-me, incrédulo. Eu ainda mais...
Hoje MANTENHO aquelas palavras. Ele foi-se embora. Custou-me muito. Mas a situação era insustentável...
Elsa Alves, 71 anos, Vila Franca de Xira
Desafio nº 27 – palavras que crescem (em anagrama)

Fernanda Malhão ― desafio 35

Amar é ter um pássaro pousado no dedo, apreciamos a sua beleza, sorrimos ao ver a sua delicadeza, ficamos contentes só por tê-lo ali. Mas a sua presença deve ser leve, livre, não por estar preso, acorrentado ao nós. Livre para poder usar os seus talentos: cantar e voar. E quem sabe terá vontade de voltar onde a sua presença é aconchego.  O amor, é sentimento forte, mas mais do que eterno, que seja infinito enquanto dure!
Fernanda Malhão, 44 anos, Gondomar
Início: Ruben Alves
Fim: Vinícius de Morais
Desafio nº 35 – partindo de dois versos de autor

Natalina Marques ― desafio 211

TELEFONES
― Alô, querida,
sou o teu Afonso
e tu és a minha vida.
― Olha para ele,
todo derretido 
a mudar de cor.
― Deve estar a ouvir
uma conversa de amor.
― Pois deve… ― dizia outro
cheio de curiosidade.
Só é pena que este tempo
voe como o pensamento.
― Porque dizes isso,
não sejas agouroso.
― Um dia seremos trocados,
por outros mais glamorosos,
e ficará nas memórias
pedaços dessas histórias.
― Pois sim, e com isso ficaremos
quando na sucata estivermos.
Natalina Marques, 61 anos, Palmela
Desafio nº 211 ― 143 anos da 1ª conversa entre 4 telefones

Verena Niederberger ― desafio 211


Trim, Trim, Trim, campainha toca.
Pombinha corre até a porta.
Ninguém aparece...
e
Novamente ela ouve
Trim, Trim, Trim.
Finalmente percebe o toque do telefone na mesa de canto.
― Alô!
Do outro lado da linha, uma voz metálica pergunta:
― Quem fala???
― Aqui é a Pombinha.
Pardal pergunta:
― Aí é a Andorinha???
― É engano.
Aqui não tem nenhuma Andorinha.

Clic e o telefone desliga.
Trim, trim e
Pombinha atende
― Quem fala??
― Aqui é a Águia.
Andorinha me ligou????
Verena Niederberger, 69 anos, Rio de Janeiro - Brasil
Desafio nº 211 ― 143 anos da 1ª conversa entre 4 telefones