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22/07/20

Fernanda Malhão – desafio 65

Pastorisa guarda em seu nome sua origem, nasceu do amor proibido entre o Pastor e Isa, a filha do governador. O escândalo obrigou o casal fugir. Pastorisa, foi sempre arrojada, era robusta e ágil, tornou-se numa industrial e negociante de mão cheia: Um dia, foi ver uma herdade cujo dono estava endividado, o pobre homem quando ouviu seu nome, perdeu a voz, pois deduziu rapidamente que seria sua neta. E assim o destino uniu novamente aquela família!
Fernanda Malhão, 44 anos, Gondomar
Desafio nº 65 – chamavam-lhe

21/08/17

Susana Sofia Miranda Santos ― desafio nº 65

Pastorisa, após um amor infeliz na adolescência, dedicou-se à vida monástica.
Actualmente é madre superiora do convento e directora do orfanato.
Um amor frustrado conduziu-a à iluminação, fazendo nascer outros sentimentos louváveis como solidariedade e misericórdia.
Contrariamente a muitos, que deixam sentimentos recalcados gelar-lhes o coração, Pastorisa colocou o seu ao serviço de Deus, da comunidade, sobretudo das crianças mais frágeis.
Nunca casou, não constituiu família nuclear, mas no orfanato possui uma família alargada, gigantesca e carinhosa.
Susana Sofia Miranda Santos, 38 anos, Porto

Desafio nº 65 – chamavam-lhe Pastorisa

10/04/16

Persistência canina

Pastorisa gosta de comer ervas. Cadela brincalhona é também teimosa. Tenta todos os truques para me obrigar a brincar com ela. Coloca, duas vezes, uma bola no meu regaço e provoca-me ladrando. Indiferente, bebo chá de alface num copo de vidro. Ela sobe para o sofá, puxando-me pelo casaco. Sacudo-a e caio ao chão. Pastorisa ocupa, enfim, o meu lugar, vitoriosa. Iluminada pelo sol a bola brilha sobre o meu casaco verde, debaixo da sua pata peluda.

Isabel Sousa, 64 anos, Lisboa.

Desafio nº 65 – chamavam-lhe Pastorisa

30/03/16

Tarde de mais

Num cruzamento, cruzei-me com alguém
levou-me à estação onde os comboios se cruzam
assim entendi que a vida é composta 
de vidas cruzadas, destinos traçados.
Encontrei o amor?
Não, não era isso que queria, 
só desejava olhá-lo nos olhos e dizer:
És tão bonito... mas não tinha coragem.
Nada mais importava.
Alguém grita "homem na linha".
O cruzamento ficou triste e vazio.
Porque não o abracei?
Porque não o amei?
Era tarde de mais

Madalena Carvalho, 65 anos, Peniche

Desafio Escritiva nº 5 – cruzar comboios

23/03/16

Pastorisa

Era ainda menina adolescente.
Não conhecia as artes do amor,
Mas, quando o via, sentia borboletas
esvoaçarem-lhe no peito. Ouvia sinos tocarem.
As pernas tremiam-lhe, a ponto de quase desfalecer.
E quando o via falar, ou rir com outras raparigas,
era invadida por um sentimento, desconhecido para ela.
Dos olhos destilava uma lágrima solitária,
tal como se sentia o seu coraçãozinho.
Pobre Pastorisa, começava a provar as amarguras da paixão.
Pois não conhecia ainda o verdadeiro amor.

Natalina Marques, 56 anos, Palmela

Desafio nº 65 – chamavam-lhe Pastorisa

29/07/15

Um fim

Pastorisa era um rasgo de sol. À sua passagem tudo se iluminava. Sorriso fácil, olhar amendoado, caminhava por entre as pedras saltitando com leveza. Gostava de ter por companhia o murmurar do vento. Naquele dia soalheiro, encorajou as cabras a subirem o monte. Junto ao regato deixou-se parar no tempo. Fechou os olhos e adormeceu, desejando que ele a encontrasse.
– Como pode ter acontecido? Pastorisa não merecia este fim!
A pedra, cansada do equilíbrio, deixara-se escorregar, matando-a…

Amélia Meireles, 62 anos, Ponta Delgada

Desafio nº 65 – chama-se Pastorisa.

27/06/15

Pastorisa

Pastorisa, menina pobre e humilde, passava horas brincando com a Naná que era rica. Às vezes, a Naná, lembrava-se, talvez só porque era rica, e puxava-lhe as tranças.
Pastorisa ficava triste, choramingando...
Isto passava-se sempre.
“Sempre é muito tempo!”, pensou um dia.
Era pobre, mas não aguentava mais ser humilhada!
Quando Naná lhe puxou as tranças novamente, ganhou coragem e… puxou-lhas também.
O tempo passou…
Acabaram-se as puxadelas. Agora, Naná respeita Pastorisa e tornaram-se até grandes amigas! 

Domingos Correia, 57 anos, Amarante

Desafio nº 65 – chamavam-lhe Pastorisa

08/06/15

Pastorisa

Onde vais, ó Pastorisa
Em passo tão apressado?
Levas sustento e beleza;
Ao pessoal já cansado.

Não corras tão apressada
E segura bem a merenda
Tens uma cesta pesada
Debaixo da linda renda!

Não podes olhar p´ro lado
No teu caminho certeiro,
Segura-te bem nos galhos
E pedrinhas do ribeiro.

Há campos encantadores,
Animais em sinfonia,
Água a correr no ribeiro,
Tudo respira alegria.

Pastorisa pequenina,
És parte da Natureza,
Ajudando quem trabalha
Levas comida e beleza!

Maria do Céu Ferreira, 59 anos, Amarante

Desafio nº 65 – chamavam-lhe Pastorisa

17/03/15

Mil razões

André não sabia como chamá-la. Era a primeira vez que serviria uma Pastora. Estava nervoso.  De repente a porta abriu. Parecia uma figura cativante, simples, elegante. Meio a um amplo sorriso falou:
–  Boa tarde André! Obrigada por ter aceitado meu convite!
– É uma honra trabalhar com. é... É... É... (  )
– Calma, André, me chame Pastorisa. Meus pais chamam-se Adamastor Isabela, o P, bem, foi uma ideia de papai, que sonhava ter uma filha pastora!

Roseane Ferreira, Estado do Amapá, Macapá, Extremo Norte do Brasil
Desafio nº 65 – chamavam-lhe Pastorisa


25/02/15

S. Miguel - Açores

Polígonos circulares fechados contornam lagoas, vilarejos, campos e herdades, sempre adornados com as mais coloridas flores. Muros caiados contrastam com o verde do campo e o negro da praia. Figuras religiosas coladas às fachadas saúdam os visitantes e, em todas as aldeias, é a igreja o edifício destacado.
A religiosidade fervilha na mesma medida que a acção vulcânica. Até já foi visitada pelo santo Papa!
À do outro lado chamam-lhe “Pérola”. Porque não, a esta, chamarem-lhe “Pastorisa”?

Márcia Gomes, 36 anos, Vila Nova de Famalicão

Desafio nº 65 – chamavam-lhe Pastorisa

20/08/14

Pastorisa era alcunha

Pastorisa era alcunha
De uma mulher sem igual
Guardadora de rebanhos supunha
Era uma pessoa excepcional

De tez escura e rosto cansado
Olhos vivos e extasiados
Levava as ovelhas a pastar
e atrás os cães a ladrar.

Viúva e mãe de três filhos
Trabalhava com amor e paixão
A ruralidade do seu ofício
Era um ganho no seu coração.

Fazia a tosquia dos animais
Era parte da sua labuta
Tinha a força e sinais
Era mulher astuta.

Ana Mafalda, 44 anos , Lisboa

Desafio nº 65 – chamavam-lhe Pastorisa

11/08/14

A cabrinha Pastorisa

Nascera, crescera, brincara e até dormira naqueles verdes pastos, que agora avistava outra vez! Pastorisa, é esse o seu nome. E quem é Pastorisa? Uma pequena e alegre cabrinha anã, de pelo malhado, das cores da doce terra que pisava, e dos mais brancos malmequeres que já vira. Pastorisa vivera feliz naquela pradaria. Mas, devido à falta de pasto naquela zona, tivera de se mudar. Agora Pastorisa voltou ao seu verdadeiro lar e corre livre e contente.

Liliana Macedo, 15 anos , Ovar 
Desafio nº 65 – chamavam-lhe Pastorisa

14/07/14

Necessidade de defesa

Pastorisa, uma mulher calma, respeitadora, boa, ingénua. No trabalho desempenha várias funções. Numa delas surgiram atritos. Desvaliações pessoais pela chefe; fingiu não; passar ao lado; justificar as suas acções. Impossível o diálogo. Continuou cumprindo o suposto. Um dia, elabora participação ao Director. Com mentiras, deturpações. Intenção de denegrir, ofender. Tomou conhecimento. Agiu com “desconhecimento”.
Um dia dirigiu-se-lhe criticando o seu trabalho. Passou-se! Disse-lhe o que pensava dela. Coisas feias. Exigiu tratamento por você. O assédio psicológico, moral, acabou. Por quanto tempo?!

Isabel Pinto, 47 anos, Setúbal

Desafio nº 65 – chamavam-lhe Pastorisa

10/06/14

P 275 – 10 Junho 2014 – Desafio nº 65 – 1ºB do Centro Escolar de Moure

OUVIR o programa! 
No site da Rádio Sim

Pastorisa faz o seu primeiro bolo
Pastorisa era uma menina de sete anos. Ela tinha o cabelo loiro e usava duas tranças compridas.
Chegou o Dia da mãe… E Pastorisa estava triste pois a sua mãe estava a trabalhar e não podia estar com ela.
Teve uma ideia!
Com a ajuda do seu pai, a menina esmagou bolachas, juntou chocolate em pó, farinha, fermento, açúcar e ovos…
– O bolo que eu tanto adoro! Obrigada pela surpresa! – exclamou a mãe quando chegou a casa.

1ºB do Centro Escolar de Moure (Agrupamento de Escolas de Moure e Ribeira do Neiva), professora Cátia Silva
Desafio nº 65 – chamavam-lhe Pastorisa

05/06/14

A nova aldeã

Pastorisa, princesa guerreira e encantada vivia num castelo, rodeada de mordomias.
Foi uma criança muito amada por suas majestades.
Entretanto a mãe faleceu e o pai casou de novo. Continuou a ser amada pelas aias, embora a nova rainha a tratasse com requintes de malvadez.
Um dia, Pastorisa revoltou-se…
Fugiu do castelo, atravessou serras e florestas. Desceu até à aldeia.
Vestida modestamente com roupas de camponesa tentou passar despercebida entre o seu povo.
Até ao seu regresso…

Cristina Lameiras, 48 anos, Casal Cambra

Desafio nº 65 – chamavam-lhe Pastorisa

23/05/14

Programa Rádio Sim 263 – 23 Maio 2014

OUVIR o programa! 


No site da Rádio Sim

A velha escola
Olhou, de cima, a pequenina figura.
– Reguadas por não saberes a tabuada – disse: voz esganiçada, sorriso prazenteiro.
A miúda olhou-a: apavorada. Inundou-se de medo. Procurou-lhe os olhinhos minúsculos, de cor indefinida, no fundo daquelas lentes espessas que os deformavam. Aventurou-se a olhar-lhe o carrapito – tão ralo quanto a sua escassez de bondade. Parecia-lhe o esqueleto perfilado na sala.
Os olhos transbordaram de lágrimas mas pensou: “Dói-me. Vai passar. Tu, tão ruim, hás-de ser Pastorisa toda a vida.”

Maria José Castro, 54 anos, Azeitão
Desafio nº 65 – chamavam-lhe Pastorisa

22/05/14

Amor de mãe

Acariciava-lhe as mãos cheias de calos, mãos de quem trabalha a terra.
Durante muitos anos envergonhara-se delas, melhor, de a quem pertenciam!
Aprendera com a vida a reconhecer-lhe o valor. Arrependia-se da sua futilidade.
Nunca quisera ir a casa nas férias, nem no natal. Preferia ficar em Lisboa com os tios. Sua mãe tudo desculpava. Mas ela não se perdoava, nunca esqueceria que hoje, graças àquelas mãos, aos sacrifícios da sua querida mãe Pastorisa, era advogada.

Carla Silva, 40 anos,  Barbacena, Elvas
Desafio nº 65 – chamavam-lhe Pastorisa

21/05/14

Programa Rádio Sim 261 – 21 Maio 2014

OUVIR o programa! 

No site da Rádio Sim

Diagnóstico
Jovens estagiários de medicina, acompanhados pelo professor, à enfermaria do hospital:
– Agora vão observar a doente e digam-me qual é o vosso diagnóstico – diz o professor.
Um a um começam a relatar um rol de doenças e consequências à frente da paciente, numa atitude desenfreada para agradarem ao mestre. Inesperadamente, sem que ninguém esperasse, ouve-se lá ao fundo:
– Desculpe, como se chama? – Todos se afastam.
– Pastorisa – responde apreensiva.
– Invulgar o seu nome. Sossegue, não tem nada grave.

Isabel Branco, 53 anos, Charneca de Caparica
Desafio nº 65 – chamavam-lhe Pastorisa

16/05/14

Programa Rádio Sim 258 – 16 Maio 2014

OUVIR o programa! 


No site da Rádio Sim

A herdeira
Agora que a mulher parara de gritar, apesar de continuar ruborizada e a suar como se tivesse acabado de sachar a terra ao meio-dia, era altura de observar a criança.
Era linda a pequena: gorduchinha, bochechas vermelhinhas, cabelo pretinho, moreninha, vivaça... estava ali a sua herdeira, o sangue do seu sangue!
– Ó Manel, é preciso ir registá-la.
– Pois é… e então, que nome vai ser?
– O nome da filha do pastor: Isa.
E assim foi registada: Pastorisa!

Margarida Leite, 45 anos, Cucujães
Desafio nº 65 – chamavam-lhe Pastorisa

06/05/14

Interlúdio

Estimados, eram o pastor daquela aldeia e sua mulher Isa, que gostavam de contar histórias. A juventude fugia-lhes, o tempo teimava lembrar-lhes…
Para sua filha Pastorisa, efectivamente boa aluna, a hora de partir chegara.
Com a humilde jovialidade e alegria que lhe era inerente, despediu-se de todos e da terra, com sabor amargo na boca e aperto no coração. Jovem, entusiasta, depressa se formou.
Um dia… sem ninguém esperar, Pastorisa voltou, soltando do peito uma história inacabada…

Graça Pinto, 55 anos, Almada

Desafio nº 65 – chamavam-lhe Pastorisa