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28/05/20

Elsa Alves ― desafio 8


Dançara sempre. Anos, sem parar. Recorda-se do passado. Começara em casa, com a mãe. "Aprende. Põe-te na ponta dos dedos dos pés. As mãos no ar." Ele, docemente, rodando o corpo. Parando por momentos. Saltando alto." Repete." Cansado? Não. Calmo. Preparado. Sem medo. A mãe, terna, demonstrando os passos certos. "Repara". Ele, de rosto pasmado, atento. Escola? Não... O palco era o plano traçado mentalmente. E a dança, mantendo o mesmo encanto, passara a real ,no presente.
Elsa Alves, 71 anos, Vila Franca de Xira
Desafio nº 8 – crise de letras; usar só A E O T R S P L M N D C

27/05/20

Fernanda Malhão ― desafio 8


O sol aparece! Anda! Salta dessa cama! Para de reclamar! De nada adianta! Encara! O mal está em não tentar! O medo é corrente, prende, aperta, cala! Solta-te! Nada pode te parar! Não é sorte, depende das sementes plantadas com amor! Elas nascem no momento certo, sem as podermos controlar. Não controlamos nada! Só podemos plantar…e ter esperança! O retorno é certo, pode é demorar mais ou menos, mas de repente ele aparece de onde menos esperamos!
Fernanda Malhão, 44 anos Gondomar
Desafio nº 8 – crise de letras; usar só A E O T R S P L M N D

30/05/19

António Azevedo ― desafio 8


Nasce o sol. Ao acordar, Carlos solta-se de Leonor. Saltando da cama, cantarola como sempre. Tropeça na mesa tapada pela porta e sopra entre dentes. “É a casa de campo”, recorda. Leonor mantém-se na cama, sonolenta. Carlos percorre o corredor até à sala esperando encontrar os restantes, mas eles não estão por lá. Entretanto, lá atrás, Leonor desce da cama. “Onde estão todos?”, demanda Leonor. Carlos responde acenando. “Então”, ronrona Leonor, “temos este tempo só para nós...”
António Azevedo, 53 anos, Lisboa
Desafio nº 8 – crise de letras; usar só A E O T R S P L M N D C

15/01/19

Mireille Amaral ― desafio 8


No caderno derramo letras de desalento. Acontece. Lá tento não perder o norte.
Oro com todo o amor, certa de te poder recordar sem medo. Encontro-te, enroscado no coração. Presentemente, não se sente dor.
Deste lado do cosmos a calma coordena, então, o passar dos anos, das datas.
Restam as recordações dos momentos de prosa, de sendas no deserto. Penso sempre… Só posso. Atento aos Doors e, de repente, apareces como se a morte se tornasse lenda.
Mireille Amaral, 43 anos, Gondomar 
Desafio nº 8 – crise de letras; usar só A E O T R S P L M N D C

02/10/18

Helena Rosinha ― desafio 8


A promoção
No páteo, cantam pássaros e patos, acertam o tom pró concerto. Do estendal, panos de todas as cores pendem ao sol; sol doce, este de março. Em casa, ora sentados, ora de pé, os parentes esperam; o padre, de colar desapertado, espera, desespera; pratos e copos, colocados na mesa, esperam serenamente por entrar em ação.
No momento certo, Cleo corre a escancarar a porta, dando entrada a Marco.
O posto de mandarete, na Câmara, merece ser comemorado!
Helena Rosinha, 65 anos, Vila Franca de Xira

Desafio nº 8 – crise de letras; usar só 
A E O T R S P L M N D C

14/09/18

Marta Sousa ― desafio 8


As mães contam a Ana, Teresa, Marta e Pedro como se preparam para o parto. Todos prestam atenção. Prontos para adormecer repararam nas mães contentes por contar. Contam: Ser mãe é entrar para o amor eterno. Ter os presentes do amor. Ter e amar. Acordar para dar constantemente. Preparar, ceder demandas, tomar conta. Acordar sempre a cantar. Dar de comer e sempre contentar. Tomar a atenção e prestar atenção. Ser a pessoa certa. Estar no momento certo.
Marta Sousa, 32 anos, Barreiro
Desafio nº 8 – crise de letras; usar só A E O T R S P L M N D C

24/04/18

Curso de Técnico Auxiliar de Saúde de Torre de Moncorvo – desafio 8

Os tomates do campo
Ao passar pelo campo para plantar tomates, Mara repara na terra e esta não está preparada
para a plantação. Então, Mara pensa em passear pelo mercado e comprar os tomates para
preparar salada para comer. Ela crê, no entanto, o paladar não é o mesmo dos tomates do
campo. O esposo ao comer pensa: - Esta salada está má, este tomate não é da nossa terra, é do mercado! Então Mara come a salada e concorda com ele.
Curso de Técnico Auxiliar de Saúde de Torre de Moncorvo, Andreia Pinho
Desafio nº 8 – crise de letras; usar só A E O T R S P L M N D C

19/01/18

Sérgio Felício ― desafio 8

Liberto
Leonardo parado de compor letras após três meses, sente aperto de parar o sossego de tocar teclado do ordenador…
… como se sente prestador ao compor!
Apesar de parado, dado processo decente, pôs-se contando contos.
Alcançaram cooperação para comprar ordenador para o “people”… as pessoas.
Compor letras é marcante, mas nem sempre pode. Leonardo carece de amparo e nem sempre o tem por lapso de pessoal. Leonardo tenta compreender… sente cólera… tem de se adaptar…
A compor solta-se.
Sérgio Felício, 37 anos, Coimbra

Desafio nº 8 – crise de letras; usar só A E O T R S P L M N D C

15/01/18

Pedro Pereira ― desafio 8

Na escola Pedro e Teresa empataram, o marcador está parado.
Era normal para todos. Eles ao acordar perdem o medo e a cada momento o sono desaparece, sem se apressar Pedro espera a tarde a decorrer lentamente. No canto da sala eles leem, saltam e param para descansar. Todos se sentem bem e contentes, não dão pelo passar do tempo.
Cá em casa está calor, são os anos da Carol, todos cantam, dançam e ela come melão.
Pedro Pereira, 6ºB, 11 anos, Olhão, Escola Professor Paula Nogueira, Prof.ª Cândida Vieira
Desafio nº 8 – crise de letras; usar só A E O T R S P L M N D C

Rodrigo Peres ― desafio 8

Esta é má, má de tratar, nem mesmo a mãe, a mana, o papá me podem amparar.
Sem estas pessoas prometo tentar, mas não posso prometer que bem pode estar.
Lá está, tentar, eu tento, mas sem essas letras nem a net, me pode assessorar, para tanto não pensar.
O pensamento passa e perpassa, anda e desanda e nada se mantém no ponto.
É a roda das letras que me tem estado a preparar para este rap.
Rodrigo Peres, 6.ºB, 11 anos, Olhão, Escola EB 2/3 Professor Paula Nogueira, Prof.ª Cândida Vieira
Desafio nº 8 – crise de letras; usar só A E O T R S P L M N D C

Marta Gago ― desafio 8

A Teresa, a Leonor e o André são manos. Adoram escalar o cerro ao pé da casa deles. Mas certa tarde, a Teresa não se controla e dá um remate na mesa, torce o pé, todos os pratos em cacos… O enorme caos!
Os manos, com pena dela, deram o colar da mãe para ela estar contente.
Passada a semana de desespero, esta calma e serena Teresa torna a escalar o alto cerro com os manos marotos.
Marta Gago, 6ºB, 11 anos, Olhão, Escola Professor Paula Nogueira, Professora Cândida Vieira
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14/01/18

Patrícia Carvalho ― desafio 8

É época da Páscoa. Todos correram para encontrar as amêndoas da Páscoa.
Os parentes da Telma, mas não todos, adormeceram na cama, mas Telma não tem sono. Então come-as lentamente, até adormecer também.
No momento certo, acordaram-na, e no colo de Telma encontra-se apenas a amostra do que resta das sete amêndoas.
Os parentes dela não responderam, mas Telma repara no mal que cometera... Mas passados certo tempo, eles presentearam-na com o enorme cão.
Ela está contente!
Patrícia Carvalho, 6ºB, 11 anos, Olhão, Escola Professor Paula Nogueira, Prof.ª Cândida Vieira
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Rania Sequeira ― desafio 8

Teresa, rosa tonta, entra na sala, para o cérebro e… A, E, O, T, R, S, P ,L ,M, N, D, C, são letras para a morte.
No seu sono dorme na letra E pois não é Rosa tonta.
Sono tonto de rosa, Teresa entra no A, O e T sendo que pensa nela para estar no momento anormal da sala.
Não entra, descansa e não fala.
Pensa no R e não se cala de rosa, para, descansa.
Rania Sequeira, 6ºB, Olhão, Escola Professor Paula Nogueira, Prof.ª Cândida Vieira
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Mário Madeira ― desafio 8

A cadela Rosa, o cão Pedro e o cão sem nome, são totós. A Rosa adora saltar em tapetes e o sem nome e o Pedro não.
― Pedro, podes dar-me o osso? Please!
― Não, sem nome.
― Como é então! É não?
― Só... Só... Só...
― Só, nada! Só, nada! Estás a compreender.
― Certo.
― Dá-me o osso.
― Toma.
O sem nome propôs dar ao Pedro o dado para ele roer.
A Rosa salta no tapete de cordel de CD’S.
Mário Madeira, 6.ºB, 11 anos, Olhão, Escola EB 2/3 Professor Paula Nogueira, Prof.ª Cândida Vieira
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13/01/18

Bernardo Salas ― desafio 8

Na Terra o E.T. pode-se dançar com as pessoas, as letras e sons da canção.
O E.T. ama os sons e as canções do planeta Terra, para ser como as pessoas.
Mas todos os seres terrestres prestam atenção aos sons do E.T com as palmas das mãos e pés.
 Na Terra as pessoas adoram o E.T e elas repetem as letras da canção, todos menos o E.T. Ele não entende as letras da canção, só os sons.
Bernardo Salas, 6.ºB, 11 anos, Olhão, Escola EB 2/3 Professor Paula Nogueira, Prof.ª Cândida Vieira

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Bernardo Salas ― desafio 8

Vasco Barros ― desafio 8

No ano passado, a mãe do Tomás estava a passear, entretanto encontra três estrelas cadentes, e pensa em sorte. Entretanto encontra sete moedas. De repente tropeça, bate com a cara no ramo e saltam as sete moedas para a estrada. Aparece a mota amarela, rebenta a roda e o senhor é mandado pela mota sobre o alcatrão, mas aterra em pé. Passado certo tempo, eles trataram do caso. Tomás repara: o moço da mota era o Ronaldo.
Vasco Barros, 6.ºB, 11 anos, Olhão, Escola EB 2/3 Professor Paula Nogueira, Prof.ª Cândida Vieira
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Diogo Linhan ― desafio 8

O Monstro do Aeroplano morava no aeroporto com o colega, Monstro do Planador. Eles estão a planar pelo ar tão alto, até ao espaço e tocaram na estrela Polar. Por sorte encontraram o E.T. e eles correram lentamente para Marte. Lá, estavam montes de Monstros de carros concorrentes. Saltaram então para a Terra passados setenta anos. Após o salto, os monstros trocaram o metal dos seus planadores por corpos de carne para não meter medo aos terrestres.
Diogo Linhan, 6ºB,11 anos, Olhão, Escola Professor Paula Nogueira, Prof.ª Cândida Vieira
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12/01/18

Bernardo Ramirez ― desafio 8

Certo pescador, com tremendo medo de morrer no mar e no barco, corre até à enorme casa do padre perto do mercado.
Entra e pede caldo de tomate, com salada ralada, sal e canela, no prato de prata.
O padre doente dorme a soneca na rede de seda e nem repara nele… Sorte a dele!
Pasmado corre pelo campo ao lado da escola e sobe ao plátano… Treme… O medo!
O dedo colado no sapo parte… Medo!!!
Bernardo Ramirez, 6.ºB, 11 anos, Olhão, Escola EB 2/3 Professor Paula Nogueira, Prof.ª Cândida Vieira
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Beatriz Leandro ― desafio 8

Ana adora passear perto da nascente ao pé da alta casa onde mora.
Certa tarde encontra lá o cão do Leo, o Mateo, com ele está a cadela do Carlos, a Mena.
Os cães saltaram alto, correram, nadaram e descansaram.
 A Ana adora este modo de ser! Ela leva-os para casa deles.
Leo permanece espantado com o modo do cão, ele em casa era tão parado…
Desde esse momento os cães passaram todas as tardes na nascente.
Beatriz Leandro, 6ºB,11anos, Olhão, Escola EB 2/3 Professore Paula Nogueira, Profª Cândida Vieira

Desafio nº 8 – crise de letras; usar só A E O T R S P L M N D C

11/01/18

Tiago Dias ― desafio 8

O Pedro come e pensa.
O Pedro pensa e come.
Ele não para.
O Pedro come e pensa.
O Pedro pensa e come.
 Come, come, come não para nem parando.
O Pedro come e pensa.
O Pedro pensa e come.
Ele come sem parar e pensa sem pensar.
O Pedro pensa, pensa, pensa, sem pensar.
Ele pode, ele pensa sem pensar?
Pedro pensando não pensa nem pensando.
O Pedro para de pensar.
O Pedro é o pensamento.
Tiago Dias, 6ºA, 11 anos, Olhão, Escola EB 2/3 Professor Paula Nogueira, Prof.ª Cândida Vieira
Desafio nº 8 – crise de letras; usar só A E O T R S P L M N D C