Mostrar mensagens com a etiqueta outubro 2011. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta outubro 2011. Mostrar todas as mensagens

05/10/11

outubro 2011 - pais e filhos


Ficou a olhar para os livros novos, os cadernos, o estojo sem manchas de tinta. Havia outra coisa nova: não sentia nenhuma excitação por voltar à escola. Mexeu nos livros, remexeu-se por dentro, mexeu-se na cadeira.
– Então? – O silêncio remexeu o pai. – Deixa-me contar-te um segredo…
Com os livros como testemunhas, falaram da escola, das ilusões e das aprendizagens, de crescer. Falaram muito.
Antes de dormir, sorriu. Uma excitação invadia-o por dentro, antecipava a nova fase. Adormeceu.
(texto: Margarida Fonseca Santos; ilustração: Francisca Torres) 

03/10/11

outubro 2011 - pais


Fora difícil, mas a ideia era excelente.
Pôs a mesa, acendeu as velas, espiou o jantar e o gelado de amoras. Eram duas tigelas – uma para eles, outra para os filhos. Afinal, tinham apanhado as amoras em conjunto, entre risos e peripécias, e feito o gelado a seis mãos.
A mulher entrou. Viu-a estranhar o silêncio, estranhar as velas, estranhar o sorriso. Envolvendo-a num abraço carinhoso, explicou:
– Os miúdos ficaram com a avó. Hoje somos só nós.
(texto: Margarida Fonseca Santos; ilustração: Francisca Torres) 

02/10/11

outubro 2011 - filhos

– Brincámos imenso com caricas… – explicou a Mariana.
Recebeu um sorriso de troça, não gostou.
– Pega-se num sapato e faz-se uma pista. Depois damos piparotes à vez. Ganha quem chegar primeiro à meta.
Mais sorrisos trocistas... Resolveu tirar do bolso três caricas velhas e fez com o pé uma pista na areia do parque. As amigas ajoelharam-se, desconfiadas… e experimentaram.
Não fosse chamarem-nas, ainda lá estariam. A Mariana não ganhou a corrida, mas ganhou muito mais que isso!
(texto: Margarida Fonseca Santos; ilustração: Francisca Torres)

30/09/11

outubro - histórias recebidas


 
As mãos tentavam abrir a boca da mãe, mas dela não saiam as palavras de que são feitas as histórias. Nessa noite, ela contou-lhe que nunca tinha conseguido entrar na fábrica das palavras. Ele ouviu.

Depois, misturado com as lágrimas que lhe escapavam dos olhos, ela deu-lhe o maior beijo de todos.

António guardou o beijo e a história. Hoje, sabe muitas, que conta aos filhos. Mas eles gostam mesmo é daquela… do beijo feito de água.
Nazaré de Sousa, 49 anos, Sintra

Daniela não queria dormir, queria sempre brincadeira, todos os dias á noite, era sempre a mesma birra. Tudo servia para brincar, ouvir uma história, contemplar uma flor, dar um beijinho, até que por fim, Daniela não resistia e adormecia a sorrir, no sofá completamente exausta. Lentamente, o pai levava-a a cavalgar para num mar de lençóis a Daniela continuar a sonhar. No dia seguinte, ao acordar, Daniela sente-se feliz porque continuou a brincar tudo aquilo que quis.
Luísa Duarte Carinhas, 35 anos e vivo em Agualva Cacém

Costuma-se dizer que a música que ouvimos quando acordamos, nos fica em pensamento!
Esta manhã, acordei a minha princesa que ainda ensonada, deseja-me o bom dia, mais doce que recebo de manhã...
Metidas no carro, seguimos até ao infantário...
Hoje, a princesa, começa a cantarolar e com sotaque à Alpendoradense:
Bom dia, bom dia,
Bom dia a toda a gente
Eu hoje vim para a escola e por isso
Estou contente!!!
Agora, continuo a cantar a música!!!
MÃE: DIANA MARTINS GRILO - 29 ANOS
FILHA: ÍRIS GRILO - 4 ANOS
ALPENDORADA - MARCO DE CANAVESES

No meu mundo pequenino eu vivia... Sobrevivia. Idealizava, imaginava, desejava. 9 meses passaram... Uma nova luz brilhou! Chegaste... E contigo tudo mudou!
Sentimentos, tantas emoçoes... Um novo desafio tenho para jogar: Amar, proteger... Cuidar e mimar!
No meu espaço reduzido, te olho num colinho adormecido. Com minha mao te embalo ao som de sorrisos animados. Teu suspiro me faz sentir um sonho realizado.
Contigo do meu lado, meu mundo nao mais pequeno se tornou!
Obrigado, filho adorado!
Sou Andreia Mendes, mae das maiores riquezas.. Rafael com 9 anos e Mariana com 2. A eles dedico este texto!

Daniela não queria dormir, queria sempre brincadeira, todos os dias á noite, era sempre a mesma birra. Tudo servia para brincar, ouvir uma história, contemplar uma flor, dar um beijinho, até que por fim, Daniela não resistia e adormecia a sorrir, no sofá completamente exausta. Lentamente, o pai levava-a a cavalgar para num mar de lençóis a Daniela continuar a sonhar. No dia seguinte, ao acordar, Daniela sente-se feliz porque continuou a brincar tudo aquilo que quis.
Luísa Duarte Carinhas35 anos e vivo em Agualva Cacém