10/07/23

Desafio nº 278

(deixem os vossos textos nos comentários)

Eu escrevi assim:

Não tenho razões para sair. Nem medo de sair. Aprendi a pensar por mim, e não a ouvir outros pássaros, trazendo notícias deturpadas do ar. Fisgam-me como alvo. Serei o vosso alvo. Um alvo fácil, pensam, estou atrás das grades. Nem vos chamo de cobardes. É-me indiferente. Neste espaço, sou necessário. Há uma alma que perde o olhar em mim. Canto para ela uma canção diferente da que, cobardes!, a fechou em casa. Um dia, sairemos juntos.

Margarida Fonseca Santos

278 – Quadro de Alfredo Luz

30/06/23

Desafio 277




O meu ficou assim:

Sempre achei que o tipo era animal bravio e pouco dado a intimidades, pontes emocionais ou intelectuais. Para ele, os versos eram enigmas, sentia-os, sem conseguir explicá-los. Viu, um dia, um mendigo encostado à parede do prédio e ficou em choque. Resultado: deu-lhe de comer, roupa, banho... O perfil começava a esboçar-se. Tinha vindo de longe, sem família, com os pertences num caixote de papelão. Imigrara. No rosto, uma réstia da guerra e uma ferida por sarar.

Margarida Fonseca Santos, 62 anos, Lisboa

277 – 10 obrigatórios de 6 em 6

27/06/23

E assim se passaram 365 dias de desafios!

Parabéns a todos os que nos acompanharam, que grande caminhada foi.

Agora, voltamos ao regime cadenciado, com desafios nos dias 10, 20 e 30 de cada mês - os resultados ficarão nos comentários o Instagram e do Facebook.





23/06/23

4.ºB – EB de Boucinha – desafio 250

Tudo se passa na Bósnia Herzegovina num dia de sol. Um rapazito teve desejos de arroz de tomate! Ele azucrinou a mãe porque esta se esquecera de colocar a azeitoneira na mesa.

– Não há azeitonas, filho.

O pai azeiteiro trabalhava de sol a sol num extenso olival.

Os pais jamais se zangarão por causa daquele comportamento inconveniente do filho, no entanto, tiveram uma conversa séria, no sentido de ele ser razoável, bem-humorado e colaborar nas tarefas.

4.ºB – EB de Boucinha, Agrupamento de Escolas de Pedrouços, professora Marisa

250 – 8 palavras com R+Z+A+O

12/06/23

4.ºB, EB de Boucinha – desafio 270

Era uma vez uma girafa tão alta que chegava às estrelas e via o Sol. Ela conversava com um principezinho a cada Lua Cheia.

Um dia, a girafa que comia estrelas e o principezinho decidiram viajar pelo mundo.

Iam tão distraídos na carroça a cantar a “chamada não atendida” que nem repararam no rato que voava, nem no gato que o seguia desalmado.

O gato das botas ficou inanimado na berma e o rato caiu num formigueiro.

 

Títulos: “O Gato das Botas” Charles Perrault, “A Girafa que comia estrelas” de José Eduardo Agualusa, “O principezinho” de Antoine de Saint-Exupéry

4.ºB, EB de Boucinha, Rio Tinto, AE de Pedrouços, professora Marisa, EB de Boucinha

270 – Dia Mundial do Livro em títulos

17/05/23

Lucas B – desafio 8

O Pedro encontra-se perto do mar, sente-se calmo perto das ondas. De repente, começa a tempestade, mas o Pedro está com o toldo e tapa-se.

De mota anda para o Oeste, onde dá com o rato a dançar na rampa da casa.

“Todos para dentro de casa!”, proclama o Pedro.

Ao entrar em casa, passa pelas peras e maçãs, estão moles por estarem ao sol.

O Pedro está em casa. A mãe e o Pedro estão contentes.

Lucas B., 11 anos, Escola Ribamar, feito via Caidi com Leonete Rodrigues

8 – crise de letras; usar só A E O T R S P L M N D C

Abdilikson B – desafio 8

O Carlos está no mercado para comprar maçãs, para comer em casa com a mana.

Encontra peras e parecem doces, então compra-as.

Passa no corredor das saladas e pensa “Será o nosso almoço!”, então põe a salada no saco. No corredor ao lado, encontra as carnes e opta pelas costeletas de porco.

É tarde, o Carlos corre para casa. Lá, todo contente, mostra as compras à mana. Ela não entende e proclama: “Então e as maçãs, Carlos?”

Abdilikson B., 11 anos, feito via Caidi com Leonete Rodrigues

8 – crise de letras; usar só A E O T R S P L M N D C

05/05/23

Gonçalo P – desafio 1

Havia uma enorme azáfama na cozinha, quando alguém bateu à porta:

“Ding, dong!”

– Quem é? – Abri a porta, mas não havia ninguém. – Oh! Que pena!

Continuei atarefado a preparar o jantar.

Já estava quase tudo pronto.

“Ding, dong!”

Fui ver quem era. Os meus convidados chegaram, abri a porta com um enorme sorriso, e pus-me a conversar. O tempo passou, a conversa estava bastante agradável, mas…

– Ai! O jantar! – Esqueci-me de desligar o lume. – Fogo! O lombo…

Gonçalo P, 11 anos, Lisboa, Escola Básica Quinta de Marrocos, prof Isabel Franco

1 – palavras impostas: pena, sorriso, fogo

Gonçalo P – desafio 3

Toca o despertador, são seis horas e dez minutos da manhã. Daqui a três quartos de hora, tenho de apanhar o cinquenta e oito para ir para a escola.

Preparo o pequeno-almoço: cereais e leite, nove minutos é suficiente.

Tomo um duche, em cinco minutos estou despachado. Seco-me e visto as sete peças de roupa.

Ponho a mochila às costas e em dois passos estou no autocarro.

Quatro paragens depois, já estou à porta da escola.

Gonçalo P, 11 anos, Lisboa, Escola Básica Quinta de Marrocos, prof Isabel Franco

3 – números de 1 a 10

18/04/23

Rodrigo M – desafio 64

Depois do fim das aulas fui logo para casa. Lanchei e estive a brincar com a minha cadela.
De seguida, fui equipar-me para o treino de futebol e saí imediatamente de casa. No caminho para o campo de futebol encontrei uma pessoa desmaiada no meio da estrada. Liguei para o 112. Depois de algum tempo eles chegaram e expliquei-lhes o que tinha acontecido.
Os médicos levaram-na para o hospital e eu fui para o meu treino descansado.

Rodrigo M., 13 anos, 8º ano, Escola Básica António Gião, Reguengos de Monsaraz, prof. Marta Jorge e prof. Vera Saraiva

64 – texto começando por “Depois do fim…”

Beatriz G – desafio 64

Depois do fim, começámos a andar e chegámos a uma praia com um por do sol lindo. Estava um dia muito agradável. Contigo o meu dia melhora sempre, mas para arruinar o dia, no fundo daquele por do sol, apareceu um ser irreconhecível. Quando se aproximou mais, conseguimos ver que era um gato pequeno e fofo que andava ali perdido. Senti muita pena dele pois tinha fugido de casa e meia hora depois apareceu numa praia desconhecida.

Beatriz B., 13 anos, 8º ano, Escola Básica António Gião, Reguengos de Monsaraz, prof. Marta Jorge e prof. Vera Saraiva

64 – texto começando por “Depois do fim…”

Madalena G – desafio 64

Depois do fim do eclipse lunar, não se ouvia nada. De repente, acordei. Estava numa floresta imensa, sentia frio e medo. Estava escuro e a minha visão estava turva. Quando melhorou, olhei para mim. Estava coberta de pelo e de folhas. Agora sentia uma mistura de sentimentos muito confusos. Ao longe ouvi uivar e comecei a correr desesperadamente.
O despertador tocou e acordei na minha cama com o coração acelerado. Foi só um sonho pensei comigo mesma.

Madalena G., 14 anos, 8º ano, Escola Básica António Gião, Reguengos de Monsaraz, prof. Marta Jorge e prof. Vera Saraiva

64 – texto começando por “Depois do fim…”

Mafalda R – desafio 64

Depois do fim, dei por mim a pensar que não ia ver-te mais, mas afinal eu vi-te! Sorriste sensualmente para mim como nunca pensei que sorrisses para alguém. Como não tinha o mesmo sentimento por ti fiquei demasiado confusa e sem saber o que podia fazer porque não te queria deixar, nem imaginar-te nos braços de outra pessoa.
Mas, na verdade, eu tinha de te deixar ir pois não te podia prender a mim. Eras de outra…

Mafalda R., 14 anos, 8º ano, Escola Básica António Gião, Reguengos de Monsaraz, prof. Marta Jorge e prof. Vera Saraiva

64 – texto começando por “Depois do fim…”

BML – desafio 64

Depois do fim, tudo começou a girar e a girar e a girar.
Elevei o corpo e olhei em redor, a minha visão era apenas a rosa, azul, e verde, não me apercebia dos acontecimentos que estavam perante os meus olhos.
Quando me apercebi estava sobre a relva, um canguru encarava-me com os olhos arregalados e vermelhos, tinha levado um knockout de um canguru velho e maneta.
A situação não me agradava então corri e fugi descontroladamente.

BML, 13 anos, 8º ano, Escola Básica António Gião, Reguengos de Monsaraz, prof. Marta Jorge e prof. Vera Saraiva

64 – texto começando por “Depois do fim…”

Maria R – desafio 64

Depois do fim o que será que acontece?
Ana era uma criança muito criativa e pensativa, que estava sempre a pensar no seu futuro e principalmente no que lhe aconteceria após a morte.
Será que eu nunca mais veria a luz? Será que reencarnava noutro corpo e a primeira coisa que via era a luz? Será que me transformava em fantasma ou estrelinha no céu?
Ana não se preocupava muito, pois era muito nova para pensar nisso.

Maria R., 13 anos, 8º ano, Escola Básica António Gião, Reguengos de Monsaraz, prof. Marta Jorge e prof. Vera Saraiva

64 – texto começando por “Depois do fim…”

Ana C – desafio 64

Depois do fim, a alma dele renasceu, mas não como humano e sim como um ser originado por crianças, um espírito.
Uma vez que “renasceu”, vagueava pelas ruas frias, quentes, chuvosas ou nubladas. Cada dia, ficava mais infeliz, passava invisível para todos e os seus desejos eram tornar a vida de alguém tão infernal como a dele.
Até aos dias de hoje, continua pelas ruas à procura da pessoa perfeita, e pretende ficar lá até à eternidade.

Ana C., 13 anos, 8º ano, Escola Básica António Gião, Reguengos de Monsaraz, prof. Marta Jorge e prof. Vera Saraiva

64 – texto começando por “Depois do fim…”

Sara N – desafio 64

Depois do fim, nada mudou.
Francisco era um rapaz infeliz. Sofria de bullying, pois tinha sempre boas notas e não tinha amigos.
Francisco não gostava nada da sua vida, tinha sempre ideias de suicídio.
Andava na psicóloga, mas nada mudava. Era um menino com muitos problemas, então ele pensava que depois da morte os seus problemas iriam embora. Até que chegou o dia que
cometeu suicídio. Quando morreu viu que era tudo diferente do que ele pensava.

Sara N., 13 anos, 8º ano, Escola Básica António Gião, Reguengos de Monsaraz, prof. Marta Jorge e prof. Vera Saraiva

64 – texto começando por “Depois do fim…”

Lara S – desafio 64

Depois do fim, tudo recomeça: uma nova vida, uma nova família, novos amigos, um novo país para explorar, tudo isto diferente do antigamente. Renasci em Itália, numa cidade totalmente diferente da anterior. Até que, de repente, saí do hospital e fui para casa. Foi aí que reparei naquela casa familiar. Era a casa em que tinha passado toda a minha infância. Apercebi-me, então, que era como se a vida me estivesse a passar à frente dos olhos.

Lara S., 13 anos, 8º ano, Escola Básica António Gião, Reguengos de Monsaraz, prof. Marta Jorge e prof. Vera Saraiva

64 – texto começando por “Depois do fim…”

Margarida C – desafio 64

Depois do fim tudo desabou.
Ana era uma jovem rapariga que estava numa festa e se sentiu mal.
Foi para casa e adormeceu.
No dia seguinte, acordou e ainda se sentia mal. Pensava que tinha sido da bebida, mas foi fazer um teste de gravidez que deu positivo.
Os pais exigiram que ela abortasse.
Ela recusou-se e saiu de casa, pois não queria perder o filho. Sem alternativas tornou-se uma sem-abrigo até os pais a irem resgatar.

Margarida C., 13 anos, 8º ano, Escola Básica António Gião, Reguengos de Monsaraz, prof. Marta Jorge e prof. Vera Saraiva

64 – texto começando por “Depois do fim…”

Guilherme R – desafio 64

Depois do fim do 8º ano, iria mudar de escola e não fazia a mínima ideia como seria o 9º ano nem os seguintes. Lá, irei ser dos alunos mais novos e será tudo diferente, escola maior, um espaço completamente novo e diferente, com mais alunos, mais professores, mais assistentes operacionais..., e não teria ninguém mais velho que conhecesse a escola e fosse meu amigo. Só conheceria bem alguns professores, porque eram também da minha antiga escola.

Guilherme R., 13 anos, 8º ano, Escola Básica António Gião, Reguengos de Monsaraz, prof. Marta Jorge e prof. Vera Saraiva

64 – texto começando por “Depois do fim…”

Guilherme H – desafio 64

Depois do fim de semana do Carnaval da minha aldeia, na segunda-feira gorda fui com os meus amigos à sociedade Perolivense onde estava a decorrer uma festa do Carnaval. No dia seguinte fui ver o desfile do Carnaval da minha aldeia e fui à matiné na sociedade. Na terça-feira joguei à bola com uns amigos meus, e à tarde fui dar uma volta de bicicleta até Reguengos, passei na Caridade e ainda consegui ir até ao Esporão.

Guilherme H., 15 anos, 8º ano, Escola Básica António Gião, Reguengos de Monsaraz, prof. Marta Jorge e prof. Vera Saraiva

64 – texto começando por “Depois do fim…”

Lara C – desafio 64

Depois do fim, tudo começa novamente. Uma nova família, com uma nova mãe, um novo pai, um novo irmão... Uma nova escola com novos professores e novos amigos. Novas aventuras, novos desafios, novas paixões... Aproveitar a vida antes que o fim chegue. Um novo trabalho pelo qual te apaixones. Conhecer alguém com quem possas ter a tua própria família. Ter a tua própria casa como realmente queres.
Ele também poderia ter tudo isso, se não tivesse morrido.

Lara C., 13 anos, 8º ano, Escola Básica António Gião, Reguengos de Monsaraz, prof. Marta Jorge e prof. Vera Saraiva

64 – texto começando por “Depois do fim…”

Evelyn S – desafio 64

Depois do fim, começamos uma nova vida. Quando penso numa vida nova eu associo a: fazer amigos novos, ter filhos, construir uma família, ter um trabalho melhor, ter uma condição de vida para poder dar tudo o que os meus filhos quiserem, ser feliz como nunca fui, fazer viagens, fazer coisas inusitadas, saltar de paraquedas, andar de balão de ar quente… realmente aproveitar a vida como se fosse o último dia. Para mim assim seria muito melhor.

Evelyn S., 14 anos, 8º ano, Escola Básica António Gião, Reguengos de Monsaraz, prof. Marta Jorge e prof. Vera Saraiva

64 – texto começando por “Depois do fim…”

Gonçalo F – desafio 64

Depois do fim, começava o início. Sempre me disseram que depois de uma vida, começava uma nova.
Quando eu era novo, diziam-me que eu iria para o inferno, era um rapazinho humilde e amigo do meu amigo, mas era muito maldoso para os que não conhecia. Por volta dos 10 anos, melhorei, e comecei a dar-me melhor com os outros e a fazer mais amigos. Agora tenho muitos amigos, e quero conhecer pessoas novas e novos sítios.

Gonçalo F., 13 anos, 8º ano, Escola Básica António Gião, Reguengos de Monsaraz, prof. Marta Jorge e prof. Vera Saraiva

64 – texto começando por “Depois do fim…”

Miguel M – desafio 64

Depois do fim da prova Gervásio foi ter com o seu pai e perguntou-lhe se o seu desempenho na prova tinha sido bom ou não.
O pai tinha-lhe dito que tinha gostado bastante de o ver, então ele foi ter com o seu treinador e disse que o seu resultado tinha compensado todo o suor, trabalho e tempo gasto.
Enquanto subia ao palco para receber os prémios toda a gente o aplaudiu e ele adorou o momento.

Miguel M., 13 anos, 8º ano, Escola Básica António Gião, Reguengos de Monsaraz, prof. Marta Jorge e prof. Vera Saraiva

64 – texto começando por “Depois do fim…”

05/04/23

Cristiana Rodrigues – desafio 186

Aldo e Geraldo moldam soldados enquanto maldizem a aldeia, nos arrabaldes da cidade. Ocupam horas malditas entre caldos e cerveja aos baldes.

Família de fungos, alheios à trenguice com que os pintam. Emolduram-nos, entre outros zés-ninguéns de pé descalço e pingo no nariz. 

São cangueiros profissionais e capangas quando é preciso.

Ao domingo comungam juntos num anglo de ruraldade, alongados entre abraços já sem maldade. Engaiolam na oração, desafinando diferenças e desfilam tal charanga da Congregação.  

Cristiana Rodrigues, 40 anos, Lisboa

186 ― 12 palavras com LD e NG

31/03/23

Clara S e Rebeca M – desafio 18

Num dia de verão, a Renata exclamou:

– O sol ilumina o céu de tal maneira!

– Deixa-te de parvoíces, Renata! – gritou a mãe dela.

– Vais ficar surda de tanto gritar! – retorquiu a Renata.

A mãe, irritada com a resposta da filha, disse:

– Vai já para o teu quarto!

A Renata, já muito aborrecida, correu para o quarto. De lá de cima ouviam-se os seus gritos. A mãe, triste, foi lá acima resolver o assunto muito embaraçoso.

Clara S e Rebeca M, 11 anos, Escola Quinta de Marrocos, Lisboa, Prof Isabel Franco

18 – palavras proibidas: não que mas pois como verbos: estar + ser

20/03/23

Ana Seixas Silva – desafio RS5

Detesto andar de transportes públicos no meio do transitotranstorna-me.

Mas, se for ao fim-de semana, num comboio ou num autocarro, a passear pelos campos, searas ou pelas ruas vazias de uma cidade tudo se transforma. Nessas alturas até me transmite uma certa calma!

Adoro a sensação zen de estar sentada e transcorrer as ruas tranquilamente a fazer o que mais gosto – NADA.

Transfiro para a paisagem todas as minha dúvidas, angústias e incertezas: fico, finalmente, em paz.

Ana Seixas Silva, 49 anos, Nelas

RS5 – 7 palavras com TRANS–– (não necessariamente prefixo)

14/03/23

João Moura – escritiva 11

Esta é a história de um homem que, por estar sozinho numa ilha, decide colocar uma mensagem numa garrafa como pedido de ajuda. Passado algum tempo, ao caminhar pela praia, encontra milhares de milhões de garrafas, com a dele. Decide abrir uma ...  outra ... e outra ... e como na música, a mensagem era sempre a mesma ... 

Percebi que a garrafa éramos todos nós e com o mesmo pedido, na procura da última palavra ... que completou o desafio ...

AMOR.

João Moura, 1968, Lisboa

E11 – mensagem na garrafa

Rita Boavida – desafio 167

Chego amanhã, com o nascer do sol. 

Vou para te arrancar dessa tristeza e abraçar-te, para sentires o meu amor, para saberes que estou sempre cá...

Sempre que te abraço o meu coração enche-se de energia positiva, o meu corpo fica descontrolado.
 A minha vida torna-se um paraíso, só contigo consigo ser feliz. 
Ama-me sempre com a tuas palavras, com as tuas mãos, com o teu sorriso! 

Deste-me a tua última moeda e eu rendi-me a ti. 

Rita Boavida

167 ― «chego ao nascer do sol»