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21/09/16

Programa Rádio Miúdos 105 – 21 Setembro 2016

Esta foi a história que lemos na Rádio Miúdos neste dia!
É a rádio mais fantástica que há!

Apresentação
Estava muito ansioso, minhas pernas trêmulas faziam com que tropeçasse facilmente. Meus pensamentos embaralhados me deixavam tonto.
As cortinas abriram-se como se um enorme muro se desfizesse à minha frente. De repente, me encontrava sob os olhares atentos de muitas pessoas.
Queria não fazer parte dessa história, mas não havia uma outra solução.
Esforçava-me para não gaguejar, infelizmente teve de ser assim.
Meu professor quis me esganar depois da catástrofe.
Sempre um sorriso aparece quando me recordo.
Daniel Henrique, 13 anos, 8º ano C, CEF 04 de Brasília, profª Celina Silva Pereira
Desafio nº 2 – “Sempre quis ser uma história”, palavras obrigatórias por ordem inversa

01/09/11

setembro 2011 - filhos

Ambrósio acelerou ao máximo, avançando por entre duas paredes de livros dispostos uns atrás dos outros a delimitar a pista. Primeiro obstáculo – um cinzeiro de mármore cheio de água. Pequena hesitação, nova coragem, passou. O que lhe custava era não saber como se portava o seu adversário, numa pista igualzinha à dele. Segundo obstáculo – uma pedra. Muito mais fácil. A meta estava ali mesmo. Ouviu um grito!
Acabara de ganhar a primeira corrida de cágados do verão!
(texto: Margarida Fonseca Santos; ilustração: Francisca Torres)

08/08/11

agosto 2011 - pais e filhos


Não era fácil de andar com os sapatos de salto da mãe. E o colar quase tocava os joelhos… E o bâton? Já comera metade… Sentia-se uma princesa.
Ouviu passos, ficou quieta – queria impressionar!
O pai, ao vê-la, hesitou.
– Não te mexas, Clarinha, vou tirar uma fotografia…
Obedecendo, fez uma pose. Mesmo a tempo de o pai evitar que se estatelasse no chão.
– Não é boa ideia subir para a cómoda, Clarinha.
– Sou uma princesa! – informou, orgulhosa.
(texto: Margarida Fonseca Santos; ilustração: Francisca Torres) 

03/08/11

agosto 2011 - pais


Andava de um lado para o outro, de um lado para o outro. Havia quem já tivesse comentado: parece que estás na maternidade, ó Freitas!
Ficar quieto seria pior. Os minutos, sempre na conversa, levavam muito tempo a passar. Pena o corredor não ser mais comprido.
Quando a porta se abriu, paralisou, mudo. Uma cabeça espreitou:
– Venha cá, Freitas! Que projecto fantástico! Venha cá…
E desapareceu, a gaguejar explicações. Nos sorrisos dos colegas, adivinhava-se o que conseguira.
(texto: Margarida Fonseca Santos; ilustração: Francisca Torres) 

01/08/11

agosto 2011 - filhos

A viagem era acidentada… Um degrau de pedra, relva a dificultar-lhe os passos, água imperceptível a atrapalhar-lhe a orientação. Mas continuava, determinada. Tinha quase a certeza de que era dali a dois vasos.
E não se enganara. O problema era… tudo! Não havia prima nem primo, tio ou cunhada que não tivesse aparecido. Era difícil chegar ao objectivo!
Cansada, a formiga encostou-se a uma folha. Aquele bocado de gelado parecia um centro comercial de humanos num domingo!!!
(texto: Margarida Fonseca Santos; ilustração: Francisca Torres)

29/07/11

agosto - histórias recebidas


A sirene de nevoeiro que tocava era dum livro do Maigret, mas o homem que descia da ponte era real e enorme.
A senhora loira com as jóias era a Bianca Castafiore, dos livros do Tintim, mas a faca dele era real, comprada na rua dos Bacalhoeiros.
Ele apanhou-a pelas costas, não houve gritos, mas o sangue jorrou. Fugiu com as jóias, mas na casa de penhores disseram-lhe logo: “não queremos, são a fingir, não são reais”.
João Paulo Chora, 52 anos, Cascais



A sirene de nevoeiro que tocava era dum livro do Maigret, mas o homem que descia da ponte era real e enorme.
A senhora loira com as jóias era a Bianca Castafiore, dos livros do Tintim, mas a faca dele era real, comprada na rua dos Bacalhoeiros.
Ele apanhou-a pelas costas, não houve gritos, mas o sangue jorrou. Fugiu com as jóias, mas na casa de penhores disseram-lhe logo: “não queremos, são a fingir, não são reais”.
João Paulo Chora, 52 anos, Cascais 

Susana ansiava pelo dia de aniversário, regularmente perguntava:
- Quantos dias faltam para os meus anos, mamã?
- Menos um do que ontem querida!
Susana era como o pensamento, voava a todo o instante.
Até que o dia chegou.
Teve um presente especial, um livro encantador, onde vivia um peixinho - brilhava como as estrelas, cristalino como a água.
Contava-lhe as mais belas histórias do seu mar, todos os dias lhe oferecia um sorriso.
Susana pescava Felicidade...

Susana Assunção 37 anos e sou de Vila do Conde

Toda a tarde a correr pelo jardim, a trepar às árvores, a jogar à bola… mas a energia de Catarina estava longe de acabar.
– Catarina! São horas… – chamava a mãe.
Mas o jardim oferecia novas árvores para trepar, mais relva para correr, outros campos para jogar… e Catarina não conseguia dizer que não a tais convites.
– Vou já! Só mais um bocadinho – pedia.
E o sol ajudava, demorando a deitar-se, só para a ver feliz.
Rita Vilela, 46 anos, Paço d’Arcos

Entrámos no carro depois de uma ida surpreendentemente rápida ao Hospital público. Diagnóstico confirmado: otite. Cansada e com calor, eu estava concentrada nas manobras necessárias para tirar o carro do parque de estacionamento subterrâneo ao mesmo tempo que pensava nas dores de ouvidos que o Miguel estaria a sentir. Dores aos quatro anos deveriam ser proibidas! "Mamã..." – começou ele. "Nos teus tempos, quando tu e o papá viviam lá em Lisboa, as casas eram feitas de palha?"
Helena Rocha, tenho 31 anos e vivo em Lagos.