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30/07/20

Helena Rosinha – desafio 112

O anúncio, bem claro, destaca-se num fundo escuro
“Precisa-se passeador de cães”. 
Ocupação mais estúpida… mas, podias tentar. Telefona, vá, mexe-te! Claro que consegues, és esperto (“Espertos são os cães”, costumava dizer o avô). Mexe-te, estúpido. Mexe-te! Precisas de dinheiro. É um tiro no escuro? Às escuras ficas tu se não pagares as contas; e não vai ser a esperteza a alumiar-te. Talvez se fosses tratador… sentir-te-ias mais útil… menos estúpido.
(…)
— E eles não mordem, D. Clara?
Helena Rosinha, 67 anos, Vila Franca de Xira
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25/02/18

Constantino Mendes Alves ― desafio 112


Mexe-te! É claro que tens de ir à escola! É escuro por ser inverno, mas é claro que são horas de não seres estúpido e te tornares esperto por ir à escola. Não vai ser o escuro a desculpa de ser estúpido. A tua professora é esperta o suficiente para perceber que não tens interesse nas aulas. Sê esperto e mexe-te! Quando regressares, com o escuro, vais agradecer-me não vires tão estúpido como estás. Mexe-te! Fui clara?
Constantino Mendes Alves, 59 anos, Leiria
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04/12/17

Susana Sofia Miranda Santos - desafio 112

Consideras-te muito esperto? Claro que, como qualquer machista deprimente reduzes-te a uma mente estúpida, que apenas se mexe em direcção à escuridão.
Enquanto acreditares piamente nessa esperteza gigantesca, nunca vislumbrarás um brilho no escuro e, claramente, serás esse eterno estúpido que jamais se mexerá para mudar.
O mundo estará mergulhado numa nuvem escura, enquanto depender que criaturas estúpidas como tu o governem.
Eu, uma mulher espertíssima, de valores claros e qualidades inquestionáveis, fá-lo-ei mexer, rumo ao progresso.
Susana Sofia Miranda Santos, 38 anos, Porto

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26/01/17

Que estupidez

Sábado, o dia está escuro, ouço minha mãe chamar:
Mexe-te, mexe-te, mexe-te, vamos às compras...
Compras? Que estupidez! É claro que vou experimentar roupa! Que estúpido!
O dia clareou, como eu sou esperta é claro que convenci os meus pais a almoçar fora.
Vamos para casa já escuro: meia hora para os tpc??!! Sou esperta, mas não tanto!
Está escuro, tenho de ir dormir sem tempo para brincar!
Afinal não sou assim tão esperta!
Que estupidez!
Lara Polónio Gil, 6ºA, 11 anos, Olhão, EB23 Prof Paula Nogueira, prof Cândida Vieira

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17/01/17

Ah!

Mexe-te, mexe-te, estúpido! Não vês que estás a empatar toda a gente?
― Cala-te, estúpida! Pensas que és esperta? Não é por me chamares estúpido que me mexo.
― Olha que espertinho! Aposto que se te perguntar se o céu está claro ou escuro, respondes errado!
― Por acaso até sou muito esperto, mas não dessa forma! E hoje o céu estava claro. E sei quando vai escurecer.
― Ai sabes??!! Por acaso sabes a diferença entre claro e escuro?
― Ah!!!!!
Marta Calé, 6ª A Nº 23, 11 anos, Olhão, EB23 Prof Paula Nogueira, prof Cândida Vieira

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20/11/16

Perceberam, ou não?

Olá, hoje o dia está escuro, mas esse estúpido, só me diz «Mexe-te! Mexe-te! Mexe-te!», mas eu que sou esperto e não vou fazer isso. Eu digo sempre «Não vou fazer! Fui claro?», ele cada vez que me pergunta, fica mais estúpido que o céu fica muito escuro mesmo muito escuro, que tira claridade ao sol, mas enfim para fazer o céu ficar claro, tenho que ser esperto para enganar o estúpido para o tornar esperto, perceberam???
Sérgio Quitério, 11 anos, EB 23 Prof. Paula Nogueira, Olhão, prof. Cândida Vieira

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13/11/16

Trapalhadas

É claro como água!  Implorei que te mantivesses quieto e tu feito espertoclaramente transformaste o luminoso em escuro e a escuridão persiste. Intrometeste-te no economato e as lâmpadas sumiram. Oh, que espertalhaço! Desanda e vai comprar uma gambiarra porque aqui não há lâmpadas destas e o escurecer torna-me irritadiça. Que estupidez a tua! E eu, também estúpida pensando que tu tinhas percebido com clareza. 
Quem é amigo? Touxe-te um lanternim, para não estupidificar mais, ó espertalhona.
Elisabeth Oliveira Janeiro, 72 anos, Lisboa
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Claridade

Queria agora a claridade. Era ainda noite escura, misteriosa. Pensara em ver Papai Noel! Estúpido, eu! Não fora esperto o suficiente. Mexo-me na cama. Quem sabe visse os presentes!
Que quarto escuro! Deveria ter escondido uma vela, estúpido! Se fosse espertoMexo-me de novo. Do outro lado, um pacote? Acordo dia claro, o escuro fora-se! Que estúpido não ter-me prevenido! Com alguma claridade teria visto Noel, o bom velhinho.
– Mexe-te(D)esperta-te! Os presentes já estão na árvore!
Celina Silva Pereira, 66 anos, Brasília, Brasil

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11/11/16

Não se faz!

Véspera de S. Martinho. O Zé e o Pedro, namorado da Ana, organizaram-nos uma surpresa.
Claro, que euforia!
Levamos castanhas, figos, nozes.
Eles, febras e vinhos.
Piquenique noturno, estava escuro, escuro como breu.
Estúpidas aceitamos, claro, sem saber condições. Espertos...
Acendeu-se a fogueira tornando o recinto mais claro.
Embriagaram-se, adormeceram. Estúpidos. O escuro e o frio intensificaram-se.
– Regressamos?
Mexe-te!
Espertos, durmam ao relento. Mexe-te!
– Iludem-se que são espertos, mas a estupidez faz parte do seu ADN. 
– MEXE-TE!!!...   
Rosélia Palminha, 68 anos Pinhal Novo

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10/11/16

Aquela escuridão

Ai, aquela escuridão... Desafiei-me a entrar. Claro que seria estúpido recusar aquela vontade. Ou seria excesso de esperteza?... Estava entre o receio do escuro e a clareza da vontade de ultrapassar esse medo. Cá dentro, grito: MEXE-TE! Mexer-me? Como? Para onde? Que estupidez! Um passo, depois outro... Mexe-te, repito. Tenho de ser esperta. Sigo. Respiro. E o escuro já não assusta. Saio. Livre. Que estupidez não o ter feito antes... Claramente, valeu-me a esperteza de me ouvir.
Paula Tomé, 44 anos, Sintra
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07/11/16

Clara e Berta

Clara, por ser chefe,
Julga-se bem esperta,
Para ela é escura
A mente de Berta!

– Mexe-te pateta,
Usa a esperteza!...
Tão estupidazinha,
Não sais da pobreza!...

Mexe o espanador,
Olha-me esse chão!...
Se não vês às claras,
No escuro, então!...

Mexe-te – diz ela –
Mas que escuridão!
Tão estupidamente
A lamber o chão!...

Clara vê-se a si
Sem estupidez,
A espertalhona
Cheia de altivez!

Berta é competente,
Limpa tudo bem!
E essa impertinente
É mais do que quem?
Maria do Céu Ferreira, 61 anos, Amarante

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05/11/16

Vestida de cravo

Claro que ninguém te esperava. O país era escuro e não se vislumbravam dias mais espertos.
Claro que todos te queríamos! E o tempo escuro que não se ia e nos sufocava!
Claro que alguns lutavam no escuro contra os estúpidos que se achavam espertos. Tão espertos que alimentavam a estúpida ignorância.
Mexe-te, liberdade! – disseram esses alguns. E tu chegaste, sorridente, vestida de cravo vermelho.
E nós agradecemos:
– És tão estúpida, ditadura. Mexe-te! Mexe-te daqui para fora!
Ana Paula Oliveira, 56 anos, S. João da Madeira
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A silhueta

O clarão iluminou a escura noite, realçando a silhueta igualmente escura. Incapaz de me mexer, senti-me estúpida
MEXE-TE!, ordenei-me mentalmente. Mas aquela escura figura tinha-me transportado aos teus braços, nos claros dias de verão.
Se fosse esperta, lutaria contra esses estúpidos pensamentos, mas nunca fui esperta no que toca ao coração.
Por momentos deixei-me levar... 
Claro que me mexi. Mas apenas quando percebi que o amor tem de ser esperto para lidar com a sua própria estupidez.
Carla Silva, 43 anos, Barbacena, Elvas

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04/11/16

Clara escuridão

Claro. Hoje é assim que percebo: claro.
Amadurecer é ter bem claro o que é findo.
No início a vida se faz em escuro.
Escuro é o íntimo da falta. Escuro é o padecer.
Estúpido?  Esperto?
Estúpido em pensar que amar é infinito.
Esperto ao saborear os beijos como se últimos fossem.
Nem estúpido nem esperto, apenas ao amor aberto!
Mexe-te então, vai à vida, sem "se".
Mexe-te se faz sentido!
Mexe-te! O amor, esse é abrigo! 
Roseane Ferreira, Estado do Amapá, Macapá, Extremo Norte do Brasil

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Governos

Um partido é considerado estúpido ou esperto, ou é claro ou escuro. Mas ninguém se mexe para ir votar. 
Quando se cria um governo, o povo reclama que são estúpidos e vêem o futuro muito escuro, claro que a oposição acha-se mais esperta e mexem todos os cordelinhos para fazer cair o governo.
Quando entra outro governo "esperto", este questiona: "E o estúpido sou eu? Nós fazemos tudo às claras!" e mexem-se para esconder as falcatruas escuras
Isabel Pinela Fortunato, 43 Anos, Amadora
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01/11/16

Mexe-te, estúpido

Preferia tonalidades claras a tons escuros. O verde da vegetação parecia-lhe escuro. Mexeu e remexeu e nada. Como fora estúpido Claro que confiar no fornecedor era ser pouco esperto. Precisava mexer-se, se quisesse acabar o quadro. O escuro da noite lembrou-lhe que era clara a alhada onde se metera. Fosse esperto, bem mais esperto, e agora não estaria a praguejar contra aquele estúpido. Mexe-te, estúpido… amarelo serve… Aquele verde lembrava-lhe os seus olhos. Conseguira! Ela iria gostar…
Amélia Meireles, 63 anos, Ponta Delgada

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Clara, a noviça

Ainda escuro, a noviça Clara espertou pela campainha. Mexeu-se na missa e depois mexeu-se ainda mais no galinheiro para recolher ovos. Claro, uma estúpida tarefa escura, e detestava obrigações estúpidas. Mas as freiras eram tudo menos estúpidas, usavam as claras dos ovos para engomar tecidos. Das gemas faziam doçarias para vender. A espertinha noviça mexeu-se, ainda devia juntar as gemas com leite esperto e outros ingredientes para preparar, segundo uma receita escura da abadessa, "Barrigas de freiras".
Theo De Bakkere, 65 anos, Antuérpia Bélgica 

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Alma escura, eu?!

– Que estupidez essa tua persistência em ficar aqui, com um dia claro, lindo, lá fora! Mexe-te, estúpido! Levanta-te! 
Larga essa esperteza, escura e estúpida, de ficar horas sem te mexeres, no torpor expectante de que um clarão de alegria entre neste quarto escuro
Tão provável como uma formiga esperta conseguir subir os Himalaias em meia hora e mexida caminhada. 
Claro que sou chata! 
Mas também sou esperta e cintilante – a alma escura nunca foi o meu forte!
Teresa Varatojo, 67 anos, Lisboa
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31/10/16

A caminho de casa

 Mexe-te, estúpido!
– Isso são modos de tratar um amigo? – perguntou com raiva.
 Claro! Achas-te tão esperto e não percebes que a escuridão se aproxima. Que estupidez a minha ter confiado que conseguias mexer essas patas.
– O estúpido fui eu, claro. Não é preciso ser muito esperto para concluir isso.
A claridade desaparecia, tornando o lugar terrivelmente escuro. Agora, cada um mexia-se a medo, procurando dentro de si a esperteza que, apesar da escuridão, o conduzisse a casa.
Quita Miguel, 56 anos, Cascais
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