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09/10/18

Helena Rosinha ― desafio 143


Ouvindo isto, logo dona formiga saca da toca o material necessário à elaboração da sua caraça: bagos de arroz, feijão encarnado, migalhas de pão… Com a ajuda do amigo formigão, Mestre em trabalhos manuais, decerto sairá obra d’arte! Infelizmente distraiu-se nos afazeres e, ao deixá-lo sozinho, rapidamente os materiais viraram repasto! Pobre formiga, que ficou sem caraça, sem taça e sem reservas para o inverno. Rica ajuda a do Mestre!
Helena Rosinha, 65 anos, Vila Franca de Xira
Desafio nº 143 ― novo ditado popular

02/10/18

Isabel Sousa - desafio 143


Antes bolsa recheada
Norteara toda a sua vida por: "Quem labuta qual formiga com a taça cheia fica".
Só que a velhice chegou nas suas vestes de solidão e Joaquim procurou companheira.
Assim encontrou Miquelina, viúva muito bem apessoada. Passados os primeiros entusiasmos, apertou nos gastos, exigiu cama, roupa lavada e sestas no sofá.
Miquelina zangou-se e a relação acabou.
Desta forma, Joaquim se encontrou de novo só, mas uma ideia o conformava: "Antes bolsa recheada do que mulher irritada."
Isabel Sousa, 66 anos, Lisboa
Desafio nº 143 ― novo ditado popular

20/09/18

Maria do Céu Ferreira ― desafio 143


Zizi
A formiguinha Zizi
Trabalhava sem parar,
Por aqui e por ali,
Labutava até tombar!

Carregava, carregava,
Atulhando o seu celeiro,
Mas, um dia, atropelada,
Rebolou pelo ribeiro!

Salvou-a o pato Ziquito,
Livrando-a da sua dor
E, com bailado bonito,
Declarou-lhe seu amor!

A formiga atarefada,
Manquejando, manquejando,
Não via ou ouvia nada
E lá ia carregando…

Então, Ziquito zangado,
Parou-a com o ditado,
E envolveu-a no bailado:

― Formiga justa na dor
Não calca aos pés o amor!
 Maria do Céu Ferreira, 63 anos, Amarante
Desafio nº 143 ― novo ditado popular

10/07/18

Domingos Correia ― desafio 143


“Se a Justiça falhar, alguém a há de encarnar”
O larápio Zé Lampas escapava sempre à Justiça. De dia, esquivava-se como cobra. De noite, dormia dentro das medas de palha ou no meio de um cedro plantado no cemitério.
Acontece, porém, que alguém descobriu o seu segredo. Assim, uma noite, quando subia o cedro, caiu tolhido de medo, quando esse alguém lhe agarrou firmemente uma perna.
A partir daí, nunca mais foi visto. É caso para dizer: “Se a Justiça falhar, alguém a há de encarnar!”
Domingos Correia, 60 anos, Amarante
Desafio nº 143 ― novo ditado popular

07/07/18

Carla Silva ― desafio 143


O problema culinário
― Quem não tem vaso, planta trevo em taça.
Fora a resposta que Teocrância, afamada cozinheira, dera para resolver o seu problema culinário.

Ela, Deodata, conhecida pela perfeição dos seus pratos mas muito atrapalhada, encontrava-se na difícil situação de encontrar um sustituto para o molho de cogumelos. Molho feito com os cogumelos da vizinha Eucresta. Com a ausência desta, onde iria arranjar cogumelos?!
"Quem não..." Era isso! Se não tinha cogumelos faria o seu delicioso molho ao café.
Carla Silva, 44 anos, Barbacena, Elvas
Desafio nº 143 ― novo ditado popular

26/06/18

Ana Pegado ― desafio 143


“Com o meu trevo da sorte, fujo a sete pés da morte!”, já dizia a minha avozinha. E naquele dia acredito que só me safei porque o meu trevo anda sempre no bolso do casaco. O bolso frontal, que fica perto do coração. Porque é o meu coração que precisa mais de proteção. Mais do que o cérebro, porque esse safa-se bem sozinho. Mas o coração mete-se em apuros e naquele dia meteu-se numa alhada das grandes.
Ana Pegado, 31 anos, Lisboa
Desafio nº 143 ― novo ditado popular

19/06/18

Isabel Lopo ― desafio 143


Na reunião da bicharada faziam-se conjeturas. «Imagina», dizia a barata, «que tu, formiga, encarnavas a cigarra...»
«Eu que gasto os meus pés a trabalhar, transformar-me nessa inútil!», retorquia a formiga.
«Mas canta e encanta», dizia o gafanhoto, «enquanto tu és uma chata...»
A formiga ficou a matutar naquilo... À noite, enfeitou-se e pôs-se à janela a cantar. Mas desafinou e todos fugiram.
Quando acordou viu um grande cartaz: FORMIGA QUE ENCARNA EM CIGARRA, SÓ ASSUSTA A BICHARADA.
Isabel Lopo, Alentejo
Desafio nº 143 ― novo ditado popular

12/06/18

Natalina Marques ― desafio 143


Levantou-se cedo, para fazer a corrida matinal.
No jardim perto de casa, sentou-se num banco, preocupada com o assunto do tribunal.
Ia ser julgada por um crime que não cometeu.
No caminho de regresso, encontrou um trevo de quatro folhas, deu-lhe um pouco de ânimo, pensando que lhe daria sorte se a justiça não fosse cega.
A mãe, quando a viu entrar com o trevo, só disse:
― Se a JUSTIÇA falha, não há TREVO que te valha.
Natalina Marques, 59 anos, Palmela
Desafio nº 143 ― novo ditado popular

Theo de Bakkere ― desafio 143


O rei em terra de formiga cega
O provérbio diz "Em terra de formiga cega não há justiça, quem tem um olho é rei". Mas o dito não fazia menção do facto que esse zarolho era um grilo vadio. O dia inteiro cantava sem que se levantasse da poltrona. Ora, tão preguiçoso, só lhes indicou o caminho para instituto para os cegos. Ali aprenderam o braille e o andar com pau branco e cão-guia.
Coitado, o grilo estivera cantando a sua última canção. Devoravam-no.
Theo de Bakkere, 66 anos, Antuérpia, Bélgica
Desafio nº 143 ― novo ditado popular

Paula Castanheira ― desafio 143


Estudar nunca fora para Alberto, nos poucos momentos que o conseguiam segurar frente aos livros, voava da sala, à velocidade de um falcão-peregrino.
As pernitas do pequenote, nunca paravam quietas e bastava Isaltina distrair-se por segundos, para ele se escapulir com ligeireza de gazela!
Esta manhã, enquanto conduzia o táxi que lhe dava sustento, recordou a Mãe e o ditado que repetia vezes sem conta:
Se como a formiga trabalhar, muitos trevos de quatro folhas vou encontrar!
Paula Castanheira, 54 anos, Massamá
Desafio nº 143 ― novo ditado popular

11/06/18

Filomena Galvão ― desafio 143


A minha avó usava muitos adágios populares. Como boa tutora, frequentemente, dizia-me:
— Lembra-te​:​
“Nem tudo o que luz é ouro”.
Este provérbio servia para ensinar-me que “não se deve julgar os livros pela capa” ou que “as aparências iludem”. Queria que aprendesse que não se deve avaliar os outros pela imagem e que as coisas nem sempre são o que parecem.
Outras vezes aconselhava-me:
— Estuda, pois: “Não contes um
 trevo na vida ou na justiça achar.”
Filomena Galvão, 57 anos, Corroios
Desafio nº 143 ― novo ditado popular

Chica ― desafio 143


Uma vingança picante
No Tribunal, Joana era encarregada de servir os magistrados com água fresca a cada intervalo de sessão.
Naquele dia, como vingança aos desrespeitos sofridos por parte do chefão, colocou uma taça de mel sob a mesa, aos pés dele.
Foi uma festa para as formigas que juntas tomaram conta do local e... das pernas e pés dos juízes.
Joana ria por dentro, só de imaginar o coça-coça...
Com isso, atrapalhara tudo por lá: Formiga na taça... justiça que passa!
Chica, 69 anos Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil
Desafio nº 143 ― novo ditado popular

Filomena Galvão - desafio 143


A minha avó usava muitos adágios populares. Como boa tutora, frequentemente, dizia-me:
— Lembra-te​:​
“Nem tudo o que luz é ouro”.
Este provérbio servia para ensinar-me que “não se deve julgar os livros pela capa” ou que “as aparências iludem”. Queria que aprendesse que não se deve avaliar os outros pela imagem e que as coisas nem sempre são o que parecem.
Outras vezes aconselhava-me:
— Estuda, pois: “Não contes um
 trevo na vida ou na justiça achar.”
Filomena Galvão, 57 anos, Corroios
Desafio nº 143 ― novo ditado popular

10/06/18

Desafio nº 143

Construam um novo ditado popular (sejam criativos e divirtam-se!) usando 2 (ou mais) destas palavras (que podem adaptar):

ENCARNAR      FORMIGA      JUSTIÇA     TREVO     PÉS     TAÇA

Agora é simples ― basta escrever a história que tem, como remate ou início, esse ditado.

Diverti-me imenso, cheguei a esta história:
O mocho Rebocho voltou a pôr os óculos no sítio, depois de abanar as penas com impaciência.
― Repete o que disseste, não percebi.
O gafanhoto Canhoto, um bocado amuado, lá repetiu:
― Está uma formiga a cantar músicas da moda à porta do formigueiro, não há quem consiga dormir. Como explicas tu isto?
O Rebocho revirou-se no tronco. Afinal, seria mesmo possível? Consultou o livro dos provérbios, ali estava:
«Cigarra que encarna formiga deixa a floresta com azia!»
Margarida Fonseca Santos, 57 anos, Lisboa
Desafio nº 143 ― novo ditado popular
EXEMPLOS