31/07/21

Boas férias!



É isso, vamos descansar para recuperar forças! 
Tudo o que nos enviarem será publicado assim que regressarmos.

Entretanto, se estão com crianças por perto ou se vos apetecer brincar mais um pouco com as palavras, podem aproveitar o trabalho do Re-Word-It na Rádio Zig Zag e deixar os textos no padlet: https://padlet.com/brincaraseriocomaspalavras/

28/07/21

Rita A – desafio 241

Num dia quente de verão, a gata Mia, de pelo amarelado, mais parecida com uma nata, corria velozmente pela mata atrás de uma rata cinzento-escura que lhe tinha roubado a sua deliciosa e única lata de atum.

Mia, com um dos seus golpes, tropeçou num ramo, magoou-se na pata traseira, ficou presa e envolvida numa estranha bata. Tentou esquivar-se.

Um jovem explorador ouviu os gemidos e socorreu Mia. Que dia! Esta data ficará lembrada para todo sempre.

Rita A., 13 anos, AE João da Silva Correia, São João da Madeira

Desafio nº 241 – palavras de 4 letras, mudando apenas 1 letra

Theo De Bakkere – desafio 248

Os inquilinos

Avó ficou mais contente com a caixa-ninho que foi feita pelo neto que do rutilante robot de cozinha, comprada pela filha.
Além disso, já não tinha necessidade de mais máquina engenhosa para trabalhar.
Ora, não durou muito tempo para ter um casal de chapins como inquilinos. Avó observava-os diariamente e com oitenta anos ainda gozava da diligência dessas criaturas coloridas. Principalmente como lidaram com sua prole.
São aquelas pequenas coisas da vida pela qual agradeça, não são?

Theo De Bakkere, 70 anos, Antuérpia, Bélgica

Desafio nº 248 – pequenas coisas da vida

Mais textos aqui: Http://blog.seniorennet.be/lisboa

27/07/21

Rita A – desafio 232

Encontrava-me numa galeria subterrânea, quando um membro do clero me alertou, de algo que estava prestes a acontecer. 

Confidenciou-me que existia uma poção, que faria com que todos ficássemos com alergias e, como não sou lerda, reparei que tinha uma segunda intenção em mente. Tentei tolerar o que ele dissera para não dar nas vistas e mostrar que estava demasiado preocupada e alarmada. Acelerei o passo, para fazer valer a minha inteligência e assim resolver este enigma.  

Rita A, 12 anos, Arrifana, Santa Maria da Feira, AE João da Silva Correia

Desafio nº 232 – 8 vezes LER

26/07/21

Isabel Lopo – desafio 248

No comboio da nossa vida os olhares são todos diferentes.
Há quem se fixe num ponto ao longe, esperando o seu destino.
Há quem vá reparando na cor das árvores, do céu, da luz do dia.
Há quem esteja atento aos outros lendo, através dos olhares, as tristezas, alegrias ou aflições. Mesmo as palavras caladas desvendam num olhar atento o que vai no coração dos outros.

É no reparar das pequenas coisas que nos chega a inspiração!

Isabel Lopo, Lisboa

Desafio nº 248 – pequenas coisas da vida

Helena Rosinha – desafio 244

Casas são como pessoas — altas, baixas, magras, assim-assim; há também as frágeis e as outras, à prova de abalo, as bonitas e as outras (o que conta é a beleza interior!). As casas respiram, transpiram, contam histórias. Como as pessoas. Têm olhos que pestanejam; abrem-se e fecham-se à claridade, resguardam a intimidade. Têm chapéus — boinas, panamás, fedoras, que embelezam e protegem. Mas, na verdade, nada disso interessa ao pardal-dos-telhados. Bastam-lhe os beirais para se sentir em casa.

Helena Rosinha, 68 anos, Vila Franca de Xira

Desafio nº 244 – imagem de telhados

23/07/21

«Razões para Escrever» na Revista Somos Livros

Nas recomendações do PNL2027, na revista Somos Livros, Livraria Bertrand, o livro sobre todo este processo das 77 palavras.


Marli Soares Borges – desafio 248

Para mim, cada pequena coisa da vida sempre vai ter o valor que lhe
atribuo: ou pode tirar minha paz, ou pode fazer a minha alegria. Tudo
vai depender do meu olhar e percepção, bem como, da minha capacidade de
exercitar a gratidão, pois é nas pequenas coisas da vida que reside a
parte mais ditosa das nossas emoções. Infelizmente, essas pequenas
coisas se parecem com as estrelas, estão sempre brilhando, mas nós,
poucas vezes as apreciamos.
Marli Soares Borges, 72 anos, Viamão – RS – Brasil

Publicado aqui: https://marliborges.blogspot.com/2021/07/desafio-248-pequenas-coisas-da-vida.html

Desafio nº 248 – pequenas coisas da vida

João de Lagoa – desafio 248

Nas pequenas coisas da vida, importa é a vida das pequenas coisas. As coisas são pormenores do pormaior que é a Vida. E as coisas que os nossos olhos veem, nem coisas são.

Não posso chamar pequena coisa da vida a uma partícula: ela revela-se tão "grandíluca", ínfima semente dum infinito Universo.

Um homem consegue contar os caroços que há numa maçã, mas só se torna sábio quando vislumbrar as infinitas maçãs que há num único caroço. 

João de Lagoa, 58 anos, Lagoa, Algarve

Desafio nº 248 – pequenas coisas da vida

Constantino Mendes Alves – desafio 248

Pequenas coisas, instantes, lapsos de tempo, pequenos momentos da vida. Sempre gostei de olhar para janela, não para os automóveis que passam contínuos em massa, para a janela, para o olhar da janela, como se ela me visse e eu visse para além dela. Mas é só luz aquilo que medeia entre o “lá fora” e o cá “de dentro”, como é luz não se agarra, não se segura, não se consome, do que preciso afinal, eternidade.

Constantino Mendes Alves, 62 anos, Leiria

Desafio nº 248 – pequenas coisas da vida

22/07/21

Toninho – desafio 248

Quando Luana plantou pequeno broto de bambu, desacreditou que sobreviveria à seca.

Regava sempre. Pensando coisas grandes, decidiu mudar para a capital. Foram anos sem poder voltar. Bem empregada venceu. Motorizada voltou ao vilarejo.

Na entrada da chácara entrou num lindo túnel de bambus. Do outro lado avistou o casebre branco. Estacionou para fotografar. Lembrou do pequeno broto plantado.

Em silêncio lembrou da máxima, que diz, que pequenas coisas da vida, se agigantam como lição de vida.

Toninho, 65 anos, Salvador, Bahia, Brasil

Desafio nº 248 – pequenas coisas da vida

Publicado no mineirinho-passaredo.blogspot

Natalina Marques – desafio 248

É tão bom, ao acordar

ver as flores, que nos sorriem

e os passarinhos a cantar,

a formiga pequenina

passa o dia a trabalhar

e a cigarra convencida,

com a voz enrouquecida,

tem inveja do grilinho

entretido no seu grilar.

 

Como é bom, ver o sol-pôr

antes do anoitecer,

sonhamos com um amor

até que chega o luar

que afasta a escuridão,

continuamos a sonhar,

dizendo ao coração

que as PEQUENAS COISAS DA VIDA

amanhã, irão voltar.

Natalina Marques, 62 anos, Palmela

Desafio nº 248 – pequenas coisas da vida

Sofia Pereira – desafio 241

gata e a rata eram grandes amigas. As duas viviam na mata.

Um belo dia de verão a rata encontrou uma lata cheia de nata no chão perto de uma árvore e numa data especial para as duas amigas ela partilhou-a com a gata.

A gata ao comer fez uma confusão tal que a amiga rata lhe ofereceu uma bata branquinha, mas mesmo assim ela ainda sujou a pata. As duas riram-se muito com a situação.

Sofia Pereira, 8 anos, Pnpse AE Alvaiázere

Desafio nº 241 – palavras de 4 letras, mudando apenas 1 letra

Isabel Sousa – desafio 248

Rosinha era pouco adulta, quando sentira grande terror – mãe com cancro de mama.

Cuidava da casa, personificando a dor das histórias infantis.

Ao fim de semana ia cedo ao rio, a água esgotava! Voltava com roupa mal torcida, alguidar à cabeça – frequência semanal. 

A alma gelava, oferecia-o a Deus pela cura da mãe.

As circunstâncias evoluíram. A mãe melhorou, a água canalizada veio, e o sonho de vida recomeçou.

Hoje, ao crepúsculo da madrugada, ainda se arrepia.

Isabel Sousa, 39 anos, Lisboa       

Desafio nº 248 – pequenas coisas da vida

21/07/21

Sofia Pereira – desafio 241

Um belo dia no fundo mar, havia um polvo chamado Jota, mas ele sentia-se muito sozinho às vezes. Então ele tomou uma decisão, numa alga desenhou uma rota e depois saltou para cima da sua mota e foi até à lota para ver que animais lá havia.

Apenas com uma nota comprou uma pota e os dois foram viver para a sua bota velha e rota onde, de vez em quando, lá caia uma ou outra gota.

Sofia Pereira, 8 anos, Escola de Alvaiázere

Desafio nº 241 – palavras de 4 letras, mudando apenas 1 letra

Theo De Bakkere – desafio 244

O carrilhão

Estando nas águas furtadas e espreitando por entre as cortinas abanadas da lucarna. Notei não só os muitos telhados encarnados mas também pelos cheiros e cores um bairro vivaz.

Estamos por volta da hora de almoço e a badalada de carrilhão ultrapassava com suas cançonetas a algazarra municipal. Tão linda, dava-me arrepios de emoção. Pareceu-me que a inteira cidade parou para escutar.

Exceto os pardais barulhentos que aqui brigaram na goteira de zinco por algumas mesquinhas migalhas.

Theo De Bakkere, 70 anos, Antuérpia-Bélgica

Desafio nº 244 – imagem de telhados

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Verena Niederberger – desafio 248

Tantas pequenas coisas da vida para listar que dariam muito mais que setenta e sete palavras...

Mencionarei, então, somente algumas:

Tenho boa saúde. Isso é um motivo para agradecer.

Tenho uma casa confortável.

 Cama quentinha é coisa para valorizar.

Degustar bolinho acompanhado de café quentinho e

 Sair para respirar é bom lembrete de coisas pequenas que devo agradecer.

Ter amizades preciosas.

Reunir família em torno de mesa farta, com muitas delícias 

Existem pequenas coisas da vida melhores?

Verena Niederberger, 70 anos, Rio de Janeiro, Brasil

Desafio nº 248 – pequenas coisas da vida

Rui Romão – desafio 247

No largo do museu todos falavam sobre o tema da exposição: "A queda de um império". Em tempos idos um super império se ergueu tendo conquistado muitos territórios e gentes, impondo pela força as suas ideias e preceitos. Mas a força da cultura e das tradições dos homens prevaleceram sobre o poder das armas. 

Naquele prestigioso museu todas as obras estavam estupendamente bem colocadas. O curador era de facto sensacional. Nada teria ficado ao acaso. Um sucesso!

Rui Romão, Lisboa

Desafio nº 247 – palavra mágica

20/07/21

Carla Silva Cardoso – desafio 248

A vida acontece no intervalo: quando deixamos de ouvir a voz de comando e passamos a comandar. A escolha, aí, é nossa. Sabem aquele rio que corre para o mar? Escolham ver a água a correr e guardem da sua transparência a força para o caminho. Escolham ouvir a água a correr e guardem desse movimento a paz que nos traz. Escolham sentir a sua frescura e guardem toda a esperança que espalha. Nada é apenas isso.

Carla Silva Cardoso, 47 anos, Maia

Desafio nº 248 – pequenas coisas da vida

Andreia Ventura – desafio 160

Certa noite, fizemos uma fogueira na praia da Figueira da Foz. As chamas eram enormes, o fogo ganhava uma força imensa… mas, pelo menos, afugentava os mosquitos.

Figo sugeriu que fôssemos ao mar. O Fagundes, que estava a tocar fagote, concordou... mal sabia ele que acabaria por se afogar. E eu fugi, assustadíssimo. 

Corri para casa e pedi ajuda à minha mãe, que estava nua a cozinhar fígado de vaca no fogão.

– Que figura! – pensei eu.

Andreia Ventura, 25 anos, Coimbra

Desafio nº 160 – plvrs com FAG, FIG, FOG, FUG

Rosélia Bezerra – desafio 248

Coisas tão miúdas podem nos dar alegrias grandes.

Tenho feito a experiência do botão de flor que gera esperança.

Todos os dias contemplo marolas do mar, elas me enchem de contentamento em seus tons brancos contrastando com o amarelado da areia fina.

Pássaros me chamam atenção, quer caminhando ou em casa na varanda, me remetem à alegria suave.

Bebês em fase de crescimento me conduzem ao ato delicado do cuidado amoroso.

Pouco com Deus é muito.

Rosélia Bezerra, 66 anos, ES, Brasil

Desafio nº 248 – pequenas coisas da vida

Chica – desafio 248

Pensar nas pequenas coisas da vida, tendo já setenta e dois anos, nela vivido, posso o seguinte afirmar:
As pequenas coisas são as que surgem na simplicidade e com naturalidade.
Após encontrar o Amor e nossa união, a naturalidade de poder ler os quatro POSITIVOS que permitiram, cada um a sua vez, ouvir os chorinhos das chegadas à vida e sentir os cheirinhos de cada um dos bebês.
Assim, essas "pequenas coisas" deram start para todas as demais!

Chica, 70 anos Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil 

Desafio nº 248 – pequenas coisas da vida

Publicado aqui: ♥ Chica brinca de poesia ?♥: ♥"Pequenas" grandes coisas... ♥

Carla Silva – desafio 240

Conversas

– A vida caia-lhe aos pés e ele como se nada.

– Pois...

Foi apenas o que disse. Não conseguia perceber o interesse na vida alheia. Se a vida "caía" ou não era problema de quem a vivia, não dos demais. Bastavam-lhe os seus próprios dilemas. A sua vida, embora sem grandes percalços, era mais que suficiente. Não, não era santa, nem tinha a mania que era melhor que os outros. Simplesmente achava aquelas conversas fúteis. Sem qualquer interesse. 

Carla Silva, 47 anos, Barbacena, Elvas

Desafio nº 240 – a vida caía-lhe aos pés

Constantino Mendes Alves – desafio 245

Olhado, visto, admirado, como devotado, contudo, esquecido.

Loquaz, eloquente, verboso, todavia provavelmente mudo foi.

Sorrir, rir, gargalhar, porém irado, ora levado.

Feio, carrancudo, disforme, contudo quiçá ternurento amado.

Abanou, tremeu, duvidou e reagiu porque sentiu.

Desesperado, explosivo, poderoso, quando aparentemente desfeito envelheceu.

Cresceu, reproduziu-se, viveu, apenas respirou como existiu.

Extraordinário, fantástico, espantoso, qual acaso fenomenal foi.

Amaram-no, louvaram-no, entronizaram-no, logo endeusaram-no, logo perderam-no.

Acabado, reciclado, reconvertido apenas logo morto, morreu.

Finalizando, acabando, desfazendo conforme escrevendo logo esquecendo. 

Constantino Mendes Alves, 62 anos, Leiria

Desafio nº 245 – estrutura em 7 imposta

Desafio nº 248

Em tempo de férias, o tempo desacelera e reparamos nos detalhes, nas pequenas coisas da vida. 

Pois façam uma lista das pequenas coisas da vida

ou utilizem apenas essa ideia para escreverem o vosso texto em 77 palavras.

 

 

Eu escrevi assim:

Nas coisas pequenas da vida cabem as coisas maiores. Um grão de areia esconde o tempo, uma gota de água gera vida. Podemos até dizer que das coisas pequenas saem coisas gigantescas. Como o caranguejo que larga a carapaça de cada vez que decide ultrapassá-la. Em tamanho e em ideias. Ainda que, por isso e para isso, fique vulnerável por um tempo, à mercê de predadores. De caranguejos e de ideias - das grandes, que nascem das pequenas.

Isabel Peixeiro, 38 anos, Mafra

Desafio nº 248 – pequenas coisas da vida

19/07/21

João de Lagoa – desafio 246

A Fada Protetora Margarida aguardava que o protegido João Platão se resolvesse:

– Então rapaz, o tempo urge. Diz-me a maneira que queres entrar na fortaleza, até junto da tua Querida: a voar? a nadar? a andar?

– O dragão da torre não me deixa entrar a voar. O tubarão do fosso não me deixa entrar a nadar. O leão da porta não me deixa entrar a andar. Vou de livro, personagem da estória: João Platão e a Querida.

João de Lagoa, 58 anos, Lagoa, Algarve

Desafio nº 246 – voar sem C nem H

Roseane Ferreira – desafio 247

Distrair a ansiedade. Espairecer, olhar outras paisagens, respirar outros ares, sem amarras. Tirar as máscaras. Não, nem todas as máscaras poderia

Mas tiraria a máscara que se obrigara a usar para se proteger das ameaças. Fora obrigada a se um tanto fria e calculistaaté a execução do que considerada sua alforria. Foi a fuga perfeita. Ele jamais a encontraria, afinal ambos não acreditavam em outras vidas. 

O sol naquela ilha paradisíaca, naquele instante estava impiedosamente perfeito

Roseane Ferreira, 58 anos, Macapá, AP, Brasil

Desafio nº 247 – palavra mágica

João de Lagoa – desafio 247

O Ti André, idoso na ternura dos 90, embora frágil de saúde, tinha uma memória forte, que resistia à erosão do tempo, mantendo-se lúcido a repartir com os amigos da tertúlia recordações da vida, sua e da terra.

– Aqui vai mais uma – o Ti André estava com a corda toda – corria o castigo da pneumónica, algumas alminhas ricas para expiar o pecado do mundo, iam na conversa do Prior Negrão, até pérolas davam à Virgem dos Remédios. 

João de Lagoa, 58 anos, Lagoa, Algarve

Desafio nº 247 – palavra mágica

Maria Tiago – desafio 245

Comecei, estremeci, andei, mas parei. Porém, avancei.

Calmo, ansioso, medroso e bastante convencido, comecei.

Comi, engoli, bebi, mas adormeci. Entretanto acordei.

Conduzi, acelerei, despachei, pois atrasei-me. Mas cheguei.

Cansado, chateado, desiludido e certamente engripado, trabalhei.

Executei, estudei, registei, nem mexi, assim fiquei.

Andei, caminhei, cansei-me, porém continuei e cheguei.

Atordoado, cansado, esgotado, assim, extremamente aborrecido, deitei-me.

Sonhei, levantei-me, lavei-me, logo comi e repeti.

Despachei, corrigi, almocei, também trabalhei. Entretanto, corri.

Desfrutei, alcancei, explorei, pois brinquei! Nem trabalhei.

Maria Tiago, 12 anos, 6º ano, Coimbra

Desafio nº 245 – estrutura em 7 imposta

Sofia Sobral Ramos – desafio 245

Aflito, nervoso, envergonhado mas, estranhamente firme, avancei.

Esperei, respirei, caminhei, porém, hesitei e tropecei.

Encavacado, arranhado, humilhado, contudo, muito apaixonado, beijei-a!

Estremeceu, olhou-me, abraçou-me e beijou-me. Então, corei.

Riu-se, afastou-se, compôs-se logo, desapareceu e deixei…

Triste, confuso, baralhado mas, inegavelmente feliz, sorri.

Contente, aliviado, agradecido e finalmente tranquilo, corri.

Baralhado, hesitante, atrapalhado, contudo, rapidamente orientado, declarei-me.

Engasgada, ofegante, impaciente também, notoriamente nervosa, aceitou-me.

Felizes, extasiados, unidos, assim inesperadamente, apaixonados, abraçámo-nos.

Entrelaçados, afeiçoados, próximos e certamente, juntos, ficaremos!

Sofia Sobral Ramos, 43 anos, Coimbra

Desafio nº 245 – estrutura em 7 imposta

João de Lagoa – desafio 242

O sapateiro Modesto, especialista em solas da aldeia, encontra-se com a “Judite” junto duma pegada, nas traseiras da Igreja. Olha cuidadosamente. Não adia mais tempo o parecer:

– Bota cardada, pé direito, número quarenta e oito. E estão a ver aquela marca redonda, ali à esquerda? O ladrão é perneta e usa cajado. Foi obra do Zé Pirata!

O inspetor Serrão confuso olha a rosácea partida.

– Foi obra do Pulguinhas, o macaquinho sagui do Pirata! – deduz o sapateiro.    

João de Lagoa, 58 anos, Lagoa - Algarve

Desafio nº 242 – 5 palavras obrigatórias, por ordem

Constantino Mendes Alves – desafio 247

A sua caligrafia era frágil. Em tempos fora poderosa, de um enorme fulgor. Outrora fora um jovem de talentos emergentes. Agora, um idoso, de futuro curto e certo, a doçura da mão envelhecida rabiscava no papel as suas memórias cruéis como uma narrativa distante, tolerante e piedosa. Não queria acertar contas com a vida, apenas queria deixar um testemunho humano, deixar um olhar aberto ao mundo, uma cicatriz que o fez mais Homem, mais sábio, ainda maior.

Constantino Mendes Alves, 62 anos, Leiria
Desafio nº 247 – palavra mágica

14/07/21

Theo De Bakkere – desafio 242

O planeta

Olá, cosmopolitas de boa vontade

Ao plantar um carvalho no quintal vou dar um modesto contributo ao movimento "salva a terra”. Claro, sei que só uma árvore não diminuirá a enorme pegada ecológica dos humanos.

Porém deve ser nosso primeiro cuidado. Não mais podemos adiar isto. Ora não te confundo, ainda não é tarde demais.

Esquilos com olhadela previdente compreendem isso melhor do que ninguém, e enterrarão incansavelmente nozes.

Diz-me, qual é tua contribuição para planeta azul?

Theo De Bakkere, 70 anos, Antuérpia, Bélgica

Desafio nº 242 – 5 palavras obrigatórias, por ordem

Publicado aqui: http://blog.seniorennet.be/lisboa

Trio de Olhão – Clube Desafia-te

A família é constituída por um grupo de pessoas que devem cultivar o amor, promover a ajuda e demonstrar muito carinho.

Com uma família unida, conseguimos ultrapassar as injustiças criadas pelos políticos, as traições daqueles que tanto prometem, mas que afinal são meros boatos.

A família é a célula da sociedade. Uma família feliz é o alicerce de uma sociedade melhor. Uma família que promove bons valores contribui para uma sociedade mais feliz.

Ame a sua família!

G. S., 8 anos, J. V., 21 anos, C. V., 58 anos, Olhão

Clube Desafia-te

Trio de Olhão – Clube Desafia-te

Local do incidente: Cataratas do Niágara.

Envolvidos: uma arara e uma aranha.

Incidente: a arara pegou-se com uma aranha de tal forma que pareciam animais siameses.

Relato: fui investigar que nem o diabo da tasmânia. Muito calado, adotei uma atitude de teimosia, depois de dormir as gostosas sestas. Falei com as duas, chamei-as à razão e elas pediram desculpa à outra e foram para casa lanchar. Eu fiquei solitário a brincar com o diabo da tasmânia castanho.

G. S., 8 anos, J. V., 21 anos, C. V., 58 anos, Olhão

Clube Desafia-te

Trio de Olhão – Clube Desafia-te

Estava na sala com a avó, quando reparei que já eram 16 horas. Lembrei “tenho de ir levar o lanche à minha mãe”. Descasquei uma maçã, coloquei-lhe canela, porque sei que ela gosta e, em pezinhos de lã, subi a escada e surpreendi-a com o lanche.

– Ahhh!!! – gritou a mãe. – Nem te ouvi chegar…

Depois de passar o susto, a mãe, finalmente, lanchou.

– Estava muito bom, meu querido!

Novamente, em pezinhos de lã, voltei para a sala.

G. S., 8 anos, J. V., 21 anos, C. V., 58 anos, Olhão

Clube Desafia-te

Trio de Olhão – Clube Desafia-te

Estava no meu quintal quando um pássaro tirou-me o sapato. Mas, enquanto ele voava, deixou-o cair num buraco muito profundo. Mas houve também um outro grande problema para resolver: houve um deslocamento de pedras para cima da estrada e uma delas tapou o buraco. Mas ainda não acabou… Agora, o malandro do pássaro tirou-me o chapéu e foi logo para o esconder. A minha paciência, de repente, esgotou-se. Agora aquele pássaro tinha mesmo feito um grande disparate!

G. S., 8 anos (J. V., 21 anos, C. V., 58 anos), Olhão

Clube Desafia-te

Trio de Olhão – Clube Desafia-te

Borbulhas super borbulhentas

Estava um elefante a andar numa reta. Enquanto andava, ouvia a polícia a dizer “Pare!” e como não parou, ouviu “Arre!” Poc! Caiu uma pêra em cima do elefante e ele deitou cera pelos ouvidos, que voou pelos ares! O elefante foi para casa todo cheio de borbulhas borbulhentas e sentou-se no sofá a ver TV. Aquilo passou, mas demorou um ano a passar. Ele ficou todo feliz da vida e começou a comemorar.

G. S., 8 anos (J. V., 21 anos, C. V., 58 anos), Olhão

Clube Desafia-te

13/07/21

Marli Soares Borges – desafio 247

Não escrevo porque saiba escrever. Escrevo apenas porque gosto, porque me sinto bem. Estou sempre querendo dizer coisas. Escrever é um vício. As palavras me atropelam durante o dia e me aprisionam à noite na tela do editor. É difícil contê-las, mas não querem mais falar em máscara nem álcool gel, muito menos em pandemia. Querem passearsorrir, sair e encontrar-se com amigas. Já lhes disse que se aquietem, que parem de incomodar. Mas elas não ouvem.

Marli Soares Borges, 72 anos, Viamão – RS, Brasil

Desafio nº 247 – palavra mágica

Publicado aqui: https://marliborges.blogspot.com/2021/07/palavra-magica-desafio-247.html

Rui Romão – desafio 234

Estava um dia chuvoso. Tinha aproveitado o momento para escrever no meu diário. O que aconteceu tinha sido extraordinário, por isso tinha de o registar para memória futura. O caudal do rio tinha subido deveras. Havia para cima de um século que tinha perdido força e com ele toda aldeia. Neste lugar ordinário onde nada de especial se passava havia agora uma nova esperança. Podíamos recuperar os moinhos antigos, fazer praias fluviais, acolher os visitantes. Íamos renascer.

Rui Romão, Lisboa

Desafio nº 234 – 4 palavras a diminuir

12/07/21

Cristina Rocha – desafio 247

Frágil, o Califa sentia ter já expiado os pecados todos. Superar a partida da filha, agora que ela decidira ser astronauta, era o maior desafio. Quando ela era pequena, achara-lhe piada à irreverência, a curiosidade pelo universo e as estrelas.

Agora, idoso, sem vontade nem força para se exaltar, restava-lhe esperar pelo regresso da miúda, daquela viagem interestelar. Piegas, o noivo recusado, chegara ao Palácio para contar o segredo que ele já conhecia. Libertá-la fora uma bênção. 

Cristina Rocha, 53 anos, Palmela

Desafio nº 247 – palavra mágica

Theo de Bakkere – desafio 247

Fazia magia

Entre os candidatos para o cargo da ama havia uma sufragista da gema que superara todas as outras solicitantes. A super alegre "Mary Poppins" quando abriu o guarda-chuva fez magia e tirou da mala de mão uma perca cantante, somente para te deixar rir. Mesmo estando você com calafrios, mesmo estando pálido, frágil. Ela dar-te-á para restabelecer um beijo caloroso, um ajuizado alvitre e, um cálix ou colher cheia de doce-amargo.

Expia cada tristeza com essa magia.

Theo De Bakkere, 70 anos, Antuérpia, Bélgica

Desafio nº 247 – palavra mágica

Toninho – desafio 247

A vida vem nos testando nesta pandemia. Assim nossa fragilidade foi exposta. Tem sido difícil superar a tristeza das perdas de familiares e amigos com as terríveis sequelas.

O cuidado em priorizar idosos no processo de vacinação foi estratégia bem-sucedida, como de suma importância o isolamento social, apesar das aglomerações incentivadas.

Assim atravessaremos esta onda, com os cuidados sugeridos pela ciência. Espera-se, que teremos seres melhores depois da pandemia, que embora feridos vamos contabilizar um belo aprendizado.

Toninho, 65 anos, Salvador-Bahia, Brasil

Desafio nº 247 – palavra mágica

Publicado aqui: mineirinho

11/07/21

Natalina Marques – desafio 247

Onde te escondeste,

porque FUGISTE de mim?

Tanto te PROCUREI

que te encontrei, enfim.

As saudades de ti,

pelo tempo que PASSOU

e não te vi,

deixaram na minha alma

a incerteza do fim.

Nestes tempos de mudança,

não DEIXEI de te amar

renasceu nova esperança

no jeito de abraçar.

No teu doce sorrir,

e o brilho do teu olhar,

no coração faz SURGIR

nova canção de embalar.

E assim,

caminhando pela ESTRADA,

nossa meta, é SUPERADA.

Natalina Marques, 62 anos, Palmela

Desafio nº 247 – palavra mágica

Carla Silva – desafio 241

A Tia Gertrudes

Há muito que a tia Gertrudes lhe recusava a fala, mas estava convencida que esta situação mudaria brevemente. E não poupara esforços para tal.

Vestira o vestido de gala, comprara o pão de rala que esta tanto adorava e até colocara na pequena sala a mala que lhe dera na infância. Tudo para que perdoasse a sua enorme gafe quando lhe gritara "cala a boca" durante o casamento, fazendo com que este saísse como uma bala da festa.

Carla Silva, 47 anos, Barbacena Elvas

Desafio nº 241 – palavras de 4 letras, mudando apenas 1 letra

Verena Niederberger – desafio 247

FRAGELICO era o seu licor preferido.

Neste inverno SUPER rigoroso era grande ALIADO.

FRAGOSO era IDOSO e FRÁGIL. Sentia saudades FORTES dos filhos e netos.

Sua AGILIDADE deixava a desejar.

Saía no FRIO para comprar bebida favorita. Ao preencher o cheque a sua CALIGRAFIA era tremida.

Sentia falta da CALOROSA acolhida da família.

Vivia triste e solitário.

Semanas se passaram e o homem não foi mais visto.

CALIFA, o vizinho. o encontrou PÁLIDO sem vida.

Triste fim!

Verena Niederberger, 70 anos, Rio de Janeiro, Brasil

Desafio nº 247 – palavra mágica

Maria Tiago – desafio 246

Era uma vez uma menina chamada Clara. Gostava muito do Carlos, que era da lista S. Claro que ela só queria que a lista dele ganhasse. Pensavam que seria mais fácil, mas as listas estavam a dar luta. A lista falava de super heróis e das maravilhas que eles faziam. Certo dia a Clara ia votar e descobriu que grande parte das pessoas já tinha votado na lista S! A lista tinha ganho por uma frágil diferença.

Maria Tiago, 12 anos, 6º ano, Coimbra

Desafio nº 247 – palavra mágica

Sofia Sobral Ramos – desafio 246

Carla acabou de assinar e sorriu. A sua caligrafia forte marcou a folha, assim como marcou a vida de Sofia. Depois de superar a perda dos pais ficou numa instituição, ansiando por voltar a sentir um abraço de família. Esse dia chegou mais cedo do que esperava. Carla, a carteira que levava o correio à instituição, soube da história e ficou cativada pelo frágil olhar de Sofia. Chegou o dia! Papéis assinados. Abraçaram-se para sempre, como família.

Sofia Sobral Ramos, 43 anos, Coimbra

Desafio nº 247 – palavra mágica

Maria Tiago – desafio 246

Era uma vez uma menina muito determinada. Era tratada por Luísa e era muito querida para todas as pessoas. Mas, no instituto, ninguém gostava dela pois o desejo dela era ser piloto de aviões, uma novidade por ali. Mas ela não desistiria levemente…

Naquele dia ela foi ver algo que a ajudasse a ir até ao firmamento, mas existia sempre aquele pensamento: talvez voar não seja a solução! Desprezou essa voz e foi em frente, tendo determinação.

Maria Tiago, 12 anos, 6º ano, Coimbra

Desafio nº 246 – voar sem C nem H

Sofia Sobral Ramos – desafio 246

Naquele dia bateu a porta e desejou não mais voltar. Depois de tal querela nada mais queria dela. Ela ligou várias vezes. Ele não atendeu. Desesperada, depois de tanto tempo sem saber dele foi tentar saber. Perguntou a amigos, analisou junto ao emprego, padaria, super… Nada! Puft! Sumiu. Voara não sabia para onde, isolado ou assistido? Foi então que ela o viu, a dormir junto a uma garagem e perguntou:

– Então?

– Talvez voar não seja a solução…

Sofia Sobral Ramos, 43 anos, Coimbra

Desafio nº 246 – voar sem C nem H

Fernanda Malhão – desafio 247

Hoje acordei tão aconchegada, sonhei com o meu avô. Tive uma imensa vontade de ir buscar a última carta que me escreveu, guardo-a como um tesouro valioso. Cada vez que eu leio aquelas palavras escritas com sua caligrafia já idosa e frágil, sinto-me mais perto dele, ficaram ali registadas palavras repletas de amor e sabedoria. Os seus ensinamentos são até hoje um pilar para toda a família. O que fazemos hoje pode deixar mesmo marcas nas pessoas!

Fernanda Malhão, 45 anos, Gondomar

Desafio nº 247 – palavra mágica

Chica – desafio 247

Bartolomeu sempre foi um aluno SUPER dedicado aos estudos. Desde os primeiros anos caprichava na CALIGRAFIA e tinha seus cadernos bem limpos e sempre em ordem. As professoras gostavam e destacavam seu esforço.

Hoje, já IDOSO, FRÁGIL, reencontrou seus guardados. Emocionou-se e chega até a PÁLIDO ficar ao dentro de um desses cadernos, um bilhete da Dona Teresinha, professora, onde se lia: Nunca PERCA esse capricho ao estudar e escrever. Ele será grande ALIADO pela vida afora!

Chica, 70 anos Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil 

Desafio nº 247 – palavra mágica

Publicado aqui: ♥ Chica brinca de poesia ?♥: ♥ Emoção♥

Rosélia Bezerra – desafio 247

É frio, a lista super calórica para dar agilidade e espaçar os calafrios diários é exagerada.

Uso caligrafia clara e a cada dia reviso para ver se falta o ideal.

Estou pouco pálidapreciso de calorias e digerir lado peralta, fico à disposição do corpo gritar socorro, urge abrigo, sopa, leite, cacau, tudo para ficar despertaacordada.

Xarope para tosse, bala para adoçar a lida. 

Doce é tudo de gostoso a oferecer calor.

Expio debaixo do cobertor.

Rosélia Bezerra, 66 anos, ES, Brasil

Desafio nº 247 – palavra mágica

Publicado aqui: https://perolasespirituais3.blogspot.com/2021/07/frio-glacial.html 

10/07/21

Desafio nº 247

Será que se lembram da palavra mágica:


S U P E R C A L I F R A G I L I S T I E X P I A L I D O S O ?


Utilizando apenas estas letras, tentem descobrir pelo menos 
7 palavras com 5 letras ou mais e escrevam o vosso texto. 


Eu fiz assim:
O bico e as garras já eram fortes. A fragilidade do primeiro voo fora superada com muito treino. Ainda sentia um calafrio quando recordava o ruído das perigosas águas do rio inundando a pradaria. Nessa altura foi na segurança da montanha e das asas da mãe que se refugiou. Mas agora era adulta e o caloroso chamamento de um macho atraiu-a para uma nova vida. Despediu-se da sua escarpa e voou para o horizonte seguindo o futuro.

Rosário P. Ribeiro, 64 anos, Lisboa

Desafio nº 247 – palavra mágica

08/07/21

Helder Bernardo – desafio RS 29

Ouranos era imponente. Tão bonitão, garboso. Um Príncipe encantado!

Dulcineia, gata borralheira. Desventurada, pobre criatura! Retrocedeu no tempo. Pequenita, ouvia histórias!

Não se esqueceu. Fixou-as na alma.  Revelou-se o invisível.  Era apenas alma. Nada de terra-a-terra. A alma absorveu-a.  Ligou-se ao coração. Passou a doer.  Talvez tenha chorado.

Olhos espelham alma. Normalmente são cúmplices!

Longínquo, Ouranos ignorava. Descer tão baixo. Eram escadas enormes. Nem queria pensar.

Dulcineia continua alma. Tem Luz incessante. Por lá continua. Sente-se feliz!

Helder Bernardo, 59 anos, Sines    

Desafio RS nº 29 – sempre frases de 3 palavras apenas