15/04/21

Carla Silva – desafio 221

Desencontros

Apesar da chuva reconheci-te do outro lado da passadeira. A tua mão segurava outra mais pequena. 

Seria teu filho? Terias casado? Acaso me esqueceste enquanto eu continuava vivendo de sonhos que adiava constantemente?

Alguma vez te perguntaste porque não voltei? Passara tanto tempo...

O teu olhar perdera o brilho, estava mais frio. Notei isso quando nossos olhos se cruzaram brevemente. 

Nesse instante desejei gritar o teu nome. 

Dizer-te que não te esquecera, mas tu não me viste.

Carla Silva, 47 anos, Barbacena Elvas

Desafio nº 221 – imagem da passadeira

Beatriz e Tomás – desafio 23

O leitão que andava na lama todo sujo, viu uma garrafa de vinho. Tirou-lhe a rolha e foi provar. Como ele achou que a comida estava horrível, foi à cozinha e esmagou tudo com o almofariz e comeu. No dia seguinte o despertador tocou e acordou de cuecas, depois de tomar o pequeno-almoço pôs-se a dar toques com a bola de ténis. De seguida, foi andar na vespa, andou muito, passado horas encontrou um avião de papel.          

Beatriz e Tomás, 3º ano, EB nº2 Lordelo, Paredes, prof Alexandra Pinho 

Desafio nº 23 – percurso de palavras obrigatório: de leitão a papel

Matilde P – desafio 219

Certo dia, a Matilde decide e monta o cavalo. Andou tanto, até ficou tonta… 

Com a mão na rédea ela aponta caminho a seguir. 

O cavalo nunca desaponta e ela sabe que nunca a confronta. São companheiros e isso é que conta.

A menina toca com a sua ponta do pé na barriga do cavalo, pronta para cavalgar ela fica. Matilde não desconta nenhum segundo do tempo. Ela sempre conta com ajuda do pai para a desmonta

Matilde P, 10 anos, 5º ano, Externato de Penafirme, Torres Vedras

Desafio nº 219 – terminações eito, onta, ite

14/04/21

Reescrever o Mundo - desafio 235 e 236

A vida está superlotada de escolhas, que representamseguramentefuturo.  

Estaalastram-se por muitas direções diferentesumas vezes mais corretas, outras o oposto. Similarmente, estas tanto podem afastar-nos como unir-nos aos outros. 

As suas consequências constroem o nosso caminhopresenteando-nos, por conseguinte, com persistência, bem como arrependimento, demonstrando ligação aos valores elementares de cada indivíduo.  

Resumidamente, nenhum atalho nos transfere para qualquer nova atmosfera aonde valha ir. 

Ilustrem vosso destino... teletransportem-se até ele e desfrutem... vão! 


Partilha do projeto Reescrever o mundo

https://reescrevendoonossomundo.blogspot.com/

Desafios nº 235 e 236

Carla Silva – desafio 220

Sonhei um sonho

Sonhei que existia um lugar especial e gostava que me levasses lá. 

Um lugar onde o sorriso das crianças se confunde com as histórias dos mais velhos, um lugar onde não há cor nem credo, onde todos somos iguais.

Um lugar onde o mar tem águas cristalinas e nos campos as flores pintam a paisagem de vários tons perante o chilrear das aves e gostava que me levasses lá.

Não existe, mas existindo, gostava que me levasses lá.

Carla Silva, 47 anos, Barbacena Elvas

Desafio nº 220 – gostava que me levasses

Elsa Alves – desafio 197

Iniciou-se o teu ir para fora do meu eu. Foi como um furacão. Triste como o cinzento do outono. Um ir que vai e vem. De nada serve embrenhar-me no trabalho. Envolver-me-ia numa nuvem violeta, quase arroxeada. Dói sentir-te partir: se começas a sair de mim, também eu partirei de ti. Que desilusão enorme... Macilenta, amarelada. E o que eu queria era que tu ficasses. Seria a felicidade verdadeira, um ir para as ondas de um mar azul...

Elsa Alves, 72 anos, Vila Franca de Xira

Desafio nº 197 ― pares de palavras e cores

Tiago e Iara – desafio 23

O leitão sempre que vai dormir esquece-se de tapar a sua enorme garrafa de Coca-Cola com a rolha. Ele de noite foi à cozinha esmagar alho mas deixou cair o seu almofariz favorito, aquilo foi terrível. Ele ficou tão triste que decidiu ir dormir, mas o despertador tocou logo de seguida. Para ele se despertar pegou na sua preferida bola de ténis e depois também foi andar na sua vespa, mas tinha um papel colado no pneu...

Tiago e Iara,3º ano, EB nº2 Lordelo, Paredes, prof. Alexandra Pinho

Desafio nº 23 – percurso de palavras obrigatório: de leitão a papel

Cláudia P – desafio 239

Aquela bruxa persegue-me! Quando me viu, quis envenenar-me, fui esperta e fugi para casa dos sete amigos. Eles deram-me muito carinho.

Quando voltei a encontrá-la, desmaiou de raiva, porque pensava que eu tinha morrido. Planificou outro modo de me fazer desaparecer. Mascarou-se de príncipe, eu não resisti e aceitei a caixa de bombons. Fiquei atordoada, caindo na cama.

Entretanto, o meu amigo Gabriel chegou, conseguindo ressuscitar-me. Depois, pregou uma rasteira naquela bruxa, que caiu inanimada para sempre.  

Cláudia P, 16 anos, EPADRC, Alcobaça, Prof.ª Fernanda Duarte

Desafio nº 239 – referências a livros infantis

Carolina M – desafio 59

O aviso do coelho

“Não se quer aqui a palavra não!”, era o aviso que o coelho Benjamim acabara de escrever para pôr à porta da toca.

Não gostava da palavra “não”, não era bonita. Ele não estava contente com o mundo porque não era toda a gente que não usava a palavra “não”. 

Os coelhos não se mostraram desinteressados pelo aviso. Também eles não queriam dizer “não”, mas diziam “não”. 

Então, formaram o grupo dos «não utilizadores da palavra «não». 

Carolina M, 10 anos, Escola Chapim Azul, Porto, prof Ana Chorão

Desafio nº 59 – 14 vezes a palavra não

13/04/21

Natalina Marques – desafio 239

Há cem anos que dormia

até que o beijo,

do príncipe me despertou.

Era belo e atraente,

levou-me para outra história

e fui feliz para sempre.

Levou-me a visitar

o país das maravilhas

montada num dragão

que cuspia fogo,

mas tinha um bom coração.

A minha madrinha

era uma fada,

transformou uma abóbora

numa carruajem dourada.

Levou-me ao castelo

dancei até me cansar

mas quando as badaladas

se fizeram ouvir

eu acordei,

antes do sapato me cair.

Natalina Marques, 62 anos, Palmela

Desafio nº 239 – referências a livros infantis

Alexandre e Tomás – desafio 23

O leitão bebe a garrafa até ao fim, esquece-se de colocar a rolha no lixo. Uma vez estava a passar e encontrou um almofariz com um chocolate dentro, começou a ralar. E ele foi para a cama e o despertador tocou, ele saiu de casa e levou com uma bola de ténis na cara e pegou na sua vespa e foi para o trabalho. Fez um relatório em papel e enviou para o outro lado do mundo.

Alexandre e Tomás, 3º ano, EB nº2 Lordelo, Paredes, prof Alexandra Pinho

Desafio nº 23 – percurso de palavras obrigatório: de leitão a papel

Iara e Diego – desafio 23

Hoje comi leitão e acompanhei com sumo de garrafão e a rolha quase rebentou!!!!! Depois de comer tinha combinado que iria a casa da minha madrinha, ela não tinha a comida pronta, então fui lá ajudá-la a fazer o jantar, fui com o meu almofariz lá esmagar as batatas. Coloquei a comida no forno e ligue o despertador. Fui brincar com a minha bola de tênis, mas fui picada por uma vespa, peguei num papel e matei-a!!!

Iara e Diego, 3º ano, EBnº2 Lordelo, Paredes, prof Alexandra Pinho

Desafio nº 23 – percurso de palavras obrigatório: de leitão a papel

12/04/21

Toninho – desafio 238

Juca Mulato revoltou-se com o sofrimento, devido ao desmatamento da mata. Sentia os efeitos das transformações climáticas radicais. Assim abraçou a causa do reflorestamento.

Juca tirava madeira apenas para esculturas. Com seus vários formões esculpia imagens fantasmagóricas, usadas pelos índios como proteção, também formosas imagens indígenasque vendia numa feira livre aos domingos na capital.

Mas tombou numa emboscada por capangas pistoleiros dos madeireiros. Porém sua luta continua viva com seu filho. A mata resiste e sobrevive.

Toninho, 65 anos, Salvador-Bahia-Brasil

Desafio nº 238 – palavras com FRMS

Postado em Desafio238

Maria T – desafio 238

Olá, eu sou uma entre milhares de formigas do mundo. Eu chamo-me Girassol e adoro comer framboesa, com todos os seus formatos. Grandes, pequenas, mais redondas ou ovais. Certo dia, eu estava a passar ao pé do meu formigueiro, quando vi uma flor formosíssima e cheirosa, estava numa fase de metamorfose. Eu, a pensar que sabia todas a informações sobre flores, mas não conhecia tal transformação! Era azulada brilhante e numa das pétalas surgiram pintas rosas.

Maria T, 12 anos (6º ano), Coimbra

Desafio nº 238 – palavras com FRMS

Sofia Sobral Ramos – desafio 238

Viu-a formosa a passar. Sonhava um dia inserir-se naqueles formatos, ser como ela, mas tinha pouca graciosidade. Era mais lagarta do que borboleta. Desejava que acontecesse uma metamorfose e adquirir aquelas morfologias que via… Que elegância! Tinha daquelas belezas cinematográficas, olhar enigmático e uma delicadeza a desfilar pela calçada. De repente, tropeçou, as linhas tão bem formatadas ficaram desconfiguradas. Salto partido, cara esborratada com tal choradeira. Antes ser genuína do que ir de cinderela a gata borralheira!

Sofia Sobral Ramos, 43 anos, Coimbra

Desafio nº 238 – palavras com FRMS

11/04/21

Margarida Fonseca Santos – desafio 239

– Espelho meu, espelho meu, existe alguém mais belo do que eu?

Com metade da cara queimada, gostava de desafiar o espelho. Sobretudo, queria que o espelho lhe respondesse, sim ou não, tanto fazia, desde que o visse.

Gostava que viesse um lobo e soprasse, soprasse, apagando do rosto aquelas marcas. Queria encontrar uma Bela que dançasse consigo, o Monstro. A campainha tocou. Sacudido pelo toque, abriu. Pureza sorriu. Convidou-o para o passeio que duraria uma vida inteira.

Margarida Fonseca Santos, 60 anos, Lisboa

Desafio nº 239 – referências a livros infantis

Fernanda Malhão – desafio 239

Estava completamente apaixonada, parecia Alice no país das maravilhas, tudo era fantasia, a fera parecia bela, acreditava naquele Pinóquio, entorpecida como se tivesse sido envenenada por uma maçã, tinha o coração a bater fora do peito, roubado por aquele caçador. Fiquei sem cérebro como o espantalho do feiticeiro de Oz. Vivi um verdadeiro conto de fadas, mas ao fim de doze badaladas, o príncipe virou sapo, não era nenhum génio, mas apeteceu-me enfiá-lo numa lâmpada para sempre!

Fernanda Malhão, 45 anos, Gondomar    

Desafio nº 239 – referências a livros infantis

Elsa Alves – desafio 210

Agarrou no cabo da frigideira e rodou-a no ar. A raiva toldava-lhe os pensamentos. Ao fim e ao cabo tomara a decisão de dar cabo dela... Só assim passaria o seu Cabo das Tormentas.  Solução radical: poria fim ao problema. Levá-la-ia a cabo. Castigaria a maldita!!! Lá vinha ela: passinhos curtos, de um lado para o outro... A gozar com um respeitável cabo-de-mar!!! Era agora! Mas, não lhe acertou. A barata escapou-se por uma fenda no soalho...

Elsa Alves, 72 anos, Vila Franca de Xira

Desafio nº 210 – cabo das tormentas

Elsa Alves – desafio 189

– Acredita, nunca tinha sentido tanto medo em toda a vida.

– Sentiste medo? Lembro-me sempre de ti sem medo de nada. Corajoso. Como apareceu esse medo?

– Ver o barco a virar-se... Medo de não salvar os pequenos... Medo de ali ficarmos todos mortos. Medo de não aparecer ajuda. Um medo pavoroso, impossível de descrever...

– Cala-te! Medo já eu sinto só de ouvir-te.

– Medo, de me ouvires?!? Só quem lá esteve o percebe. Medo que hei-de sentir para sempre...

Elsa Alves, 72 anos, Vila Franca de Xira

Desafio nº 189 ― muito medo…

Chica – desafio 239

Emília, boneca de pano, fazia parte do sonho encantado de Rosinha.

Adorava seus olhos arregalados, carinha marota. 

No entanto, no Natal, perto da lareira, do limpador de chaminés, estava uma boneca com roupas de princesa, igual às da Bela Adormecida.

Não mentiu, como Pinóquio, dizendo-se feliz. Mas preferia aquela mais simples que combinava mais com a casa da mamãe ursa que acolhia, em sonhos, Três porquinhos, Sete Anõezinhos, Branca de Neve. 

Mas, saberia esperar o próximo aniversário!

Chica, 70 anos Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil 

Desafio nº 239 – referências a livros infantis

Publicado aqui: ♥ Chica brinca de poesia ?♥: ♥ Sonho adiado! ♥

Rosélia Bezerra – desafio 239

Eu era Alice no País das Maravilhas entrando na floresta encantada.

Encontrei Cinderela, fui com ela ao seu Castelo Encantado levado pela carruagem abóbora e seu príncipe. A fada a libertara das cinzas e da vassoura.

Rapunzel ficava olhando da torre nossos passeios, louca de vontade de connosco se juntar.

O Gato de Botas tentava encontrar modo de estar escutando e tentando ajudar.

Branca de Neve encantou-se com anões, a festa dos contos infantis estava no ar.

Rosélia Bezerra, 66 anos, ES, Brasil

Desafio nº 239 – referências a livros infantis

Publicado aqui: https://www.escritosdalma.com.br/2021/04/a-festa-dos-contos-infantis.html 

10/04/21

Desafio nº 239

Quantas referências a histórias infantis cabem em 77 palavras?


No mês em que celebramos o livro, o desafio é incluir referências 

aos clássicos da literatura infantil no vosso texto. 

 


Eu fiz assim:

Era hora, dizia-me. A minha mente seguia pela toca do coelho. Entrava num mundo que nos é invisível aos olhos. No bolso, não haveria mapa da ilha do tesouro, nem encontraria uma estrada de tijolos amarelos. Partiria à descoberta qual marinheiro de primeira viagem. Talvez acabasse no estomago de uma baleia, ou pior, dentro de uma garrafa, sem direito a desejos. «Não tenho medo», menti. Escondi o nariz e repeti: eu acredito, eu acredito, eu acredito! 

Isabel Peixeiro, Mafra, 38 anos

Desafio nº 239 – referências a livros infantis

08/04/21

Isabel Sousa – desafio 125

Acácia fora perfume inebriante, inundando quintais e narinas enjoadas.  Deu sombra, cor e luz incandescente. Frutificou, contudo, as hastes mais novas incorporaram um amarelo-esverdeado, espinhoso.

Acácia tratava-me como uma simples flor, eu ouvia sempre os seus conselhos.

Acácia partiu, o ciúme e a cobiça desapropriaram-na, deixaram-na sem chão. Ficou imóvel, ferida de morte. Aqueles a quem se tinha doado, trataram-na com indiferença, enrodilharam-na, desprezaram-na.

Era uma rosa, mas chamavam-lhe acácia, ficara amarela por casamento.  Coisas da Natureza!

Isabel Sousa, 39 anos, Lisboa 

Desafio nº 125 – tornado no jardim

Natalina Marques – desafio 238

Belas e formosas são as raparigas

Que conformadas com o destino,

No campo ceifam espigas

Pela hora do estio.

Escutam o canto da cigarra

E as formigas trabalhando

Como exércitos formados,

Direitas aos formigueiros,

Nos seus lombos carregando

Comida, para o ano inteiro.

Têm no seu coração

Ferramentas que sustentam

Uma enorme gratidão.

Afinal não são as únicas

Que lutam de sol a sol

Pelo pão de cada dia,

Contam os luares no firmamento

Cantando com alegria. 

Natalina Marques, 61 anos, Palmela

Desafio nº 238 – palavras com FRMS

06/04/21

Theo De Bakkere – desafio 238

A metamorfose

Enquanto o público lhe dava um profusamente aplauso para prestar homenagem à sua carreira formosa, via passar fragmentos da vida. Ainda relembrou as palavras da avó que se tornaram também sua divisa "Sonhar com formigas trabalhando" e assim conseguisse profissionalmente ter êxito. Também conheceria anos de pobreza mas o sonho nunca se fragmentava.

Um papelzinho numa telenovela assegurará a metamorfose dum desconhecido para um celebrado. Esse adeus ao público foi a framboesa na torta da sua carreira.

Theo De Bakkere, 70 anos, Antuérpia-Bélgica

Desafio nº 238 – palavras com FRMS

Mais textos aqui: http://blog.seniorennet.be/lisboa

03/04/21

Carla Silva – desafio 224

O Mar

Fora péssima ideia dar ouvidos às miúdas. Mas falavam tanto do mar que na primeira oportunidade fugira. 

Como seria? Grande? Pequeno? Alegre como ele ou seria triste? A avó chorava sempre que falavam dele. Só sabia que ficava junto às pedras altas. Das quais já estava farto. Assim como da água indecisa que lá vinha molhando-lhe as patas quentes pela areia. Felizmente encontrara aquela sombra. Mal caísse a tarde, regressaria. Outro dia tentaria ver o mar. 

Carla Silva, 47 anos, Barbacena Elvas

Desafio nº 224 – bode à sombra

Helena Rosinha – desafio 238

A professora esclarecia dúvidas, lia fragmentos do livro, questionava. Havia quem anotasse tudo furiosamente — sai no teste? E havia quem não se coibisse de manifestar completo desinteresse. Queriam lá saber do pretérito mais-que-perfeito, das metáforas, dos frémitos da Luísa — via-se logo que o Basílio não passava de um sedutor e que o estafermo da Juliana ia aproveitar-se da situação.

No fundo da sala, eu, tímido, sonhador, refugiava-me nos poetas - o ramalhete rubro de papoulas. Se fossem framboesas...

Helena Rosinha, 68 anos, Vila Franca de Xira

Desafio nº 238 – palavras com FRMS

Fernanda Malhão – desafio 238

Refleti como nossas mentes são formatadas através das redes sociais. Furtamos tempo de convívio real com pessoas em troca do que? De nos frustrarmos ao ver vidas perfeitas em fotos cheias de filtros, inclusive de filtros de verdade. Supostamente seriam ferramentas de aproximação e de divulgação de boas iniciativas. Mas na verdade, reconfortamos nossos egos com número de seguidores, dependemos dos gostos para nos afirmarmos. É urgente despertamos para os efeitos das redes sociais em nossas vidas!

Fernanda Malhão, 45 anos, Gondomar 

Desafio nº 238 – palavras com FRMS

Isabel Lopo – desafio 237

A vida não nos dá mãos a MEDIR. A MEDIDA que o tempo passa MEÇO o caminho que até agora percorri. Com muitas paragens, muitas derrapagens, não é fácil MEDIR os nossos passos. Enquanto caminhamos há MEDIDAS a tomar, muitas inadiáveis, nem sempre as mais fáceis. Há que MEDIR bem as palavras, mas mais importante é cuidar delas enquanto se escreve, porque essas ficam para sempre gravadas no papel e não há MEDIDA possível para as apagar.
Isabel Lopo, Lisboa

Desafio nº 237 – medir as palavras

Verena Niederberger – desafio 238

Era uma vez um país chamado Timboctu.

Terrível vírus tomou conta rapidamente.

Nas formaturas formosas enfermeiras faziam juramento.

Agora deveriam atuar na linha de frente.

Hospitais eram modernos e bem equipados.

Enfermos tinham lugar garantido nas enfermarias.

Fármacos eram providenciados prontamente.

Governantes davam assistência e haviam fabricado a Timboctuvac.

Doses garantidas para toda população.

Pandemia foi rapidamente debelada.

Tranquilidade voltou a reinar.

Amigos, aqui me despeço.

Estou de malas prontas.

Espero vocês em Timboctu.

Até breve, queridos!

Verena Niederberger, 70 anos, Rio de Janeiro, Brasil

Desafio nº 238 – palavras com FRMS

01/04/21

Matilde C – desafio 196

«Só se fosse louca!» Foram estas as palavras que lhe saíram da boca.

Era esta a sua resposta mais comum, a que já estava acostumada a ouvir. 

Desconfiava até que fosse a sua preferida, a que lhe dava mais gozo pronunciar. O porquê? Ainda hoje permanece um mistério que suspeito nunca vir a ser desvendado. Talvez nem ela saiba a real razão, seja apenas um pressentimento de mãe que não deva ser discordado e muito menos contestado. 

Matilde C, 14 anos, Odivelas

Desafio nº 196 ― só se fosse louco

31/03/21

Sofia Sobral Ramos – desafio 237

Tem de tomar medidas! Esta frase foi a última, mais um insatisfeito. Andava a matutar, não havia forma de medir as palavras, era dizer-lhe! À medida que se aproximava estremecia, mas olhou-a firmemente. Porém, ela não esteve com meias medidas:

– Parece que estás a tirar-me as medidas, que olhar é esse?

– Olhar de quem te vê pela última vez!

Despediu-a. Errou novamente nas medidas, não serviu. Nunca media como devia. O problema era da fita métrica, dizia…

Sofia Sobral Ramos, 43 anos, Coimbra

Desafio nº 237 - medir as palavras

Maria T– desafio 237

Querido diário… Eu sou a Maria e tenho 12 anos na medida certa. Estou a pensar tomar medidas em relação à Covid, criar uma cura que termine com tudo. Sim, estou a pensar com conta, peso e medida. Claro que estou um pouco atrasada, se quero descobrir a cura, pois entretanto já devem ter sido todos vacinados. Temos de medir os prós e contras para agir! Mas, vamos voltar à terra, vamos tomar medidas, sem meias medidas!

Maria T, 12 anos (6º ano), Coimbra

Desafio nº 237 - medir as palavras

30/03/21

Chica – desafio 238

O departamento de formaturas da universidade estava um caos.

Precisava ser modificado e, naquelas reformas, até os ânimos cresciam, alteravam, como se fermentados estivessem.

Ali aconteciam lindas e importantes formaturas, grandes efemérides.

Muitas formalidades para o fim do curso, quando, sem cheiro de fármacos, as formosas enfermeiras apareciam e tudo deveria estar "conformes".

Na data da festa, ao adentrar no local, nenhum dos formandos suspeitaria que tantas inconformidades antecederam por ali até obterem a aprovação do Reitor.

Chica, 70 anos Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil 

Desafio nº 238 – palavras com FRMS

Publicado aqui: ♥ Chica brinca de poesia ?♥: ♥ Antes,durante e o depois...♥

Carla Silva – desafio 210

Tanto Cabo

Ora bem. Histórias com cabo... Podia falar do Cabo Espichel, de Cabo Verde, do Cabo Bojador, do simples cabo da vassoura, ou até do Cabo Silva que por acaso até é meu familiar e não faz muito tempo teve um pequeno acidente com o cabo da esfregona. Mas tudo seria meio rebuscado.

Ai Paula... Arranja cada uma. 

Agora entendo quando a minha avó dizia, ao pedir-lhe para contar uma história nova, que lhe dávamos cabo do miolo!

Carla Silva, 47 anos, Barbacena Elvas

Desafio nº 210 – cabo das tormentas

Desafio nº 238

Que palavras grandes conhecem que usem estas 4 letras? 


F + R + M + S


Encontrem 6 e usem no texto!

 

Eu fiz assim:

Continuava a deslocação para um novo poiso. Depois das mudanças morfológicas do formigueiro, provocando uma catástrofe dantesca, as formigas enfermeiras já estavam ao serviço. Era necessário tratar das enfermas, que haviam ficado soterradas pela terra. E tudo por causa de um miúdo tonto, uma mangueira mal fechada e uma piscina insuflável cujos bordos, de formatos inexplicáveis, vertiam. No berçário, um dos primeiros núcleos a ser resgatado, já havia plataformas de segurança para proteger os rebentos. Que trabalheira!

Margarida Fonseca Santos, 60 anos, Lisboa

Desafio nº 238 – palavras com FRMS

29/03/21

Elsa Alves – desafio RS 19

Nada mais fácil... parecia-lhe... Lia e relia o anúncio achando ter todas as condições requeridas para desempenhar as funções de auxiliar, num consultório de veterinária. Não tinha habilitação própria, é verdade mas, sempre gostara de animais. Com um telefonema rápido, confirmou pormenores. Pediram-lhe que se apresentasse no dia seguinte. Assim fez. Chegou antes da hora: já havia gente à porta. Com os respectivos animaizinhos. Cães, gatos, periquitos, hamsters. Uma confusão... Enganara-se. Auxiliar de veterinária?!? Nada mais difícil...

Elsa Alves, 72 anos, Vila Franca de Xira

Desafio RS nº 19 – começando em Nada mais fácil e terminando em Nada mais difícil

Ana Filipa C – desafio 180

Uma vez quando eu tinha seis anos vi uma imagem, horrível, num sonho que me deixou bastante assustada, rapidamente fui contar aos meus pais, mas eles não ligaram muito só disseram para me acalmar e que era a minha imaginação, voltei então para a cama para tentar dormir mas não adiantou de muito pois sempre que o sono vinha, essa imagem não me saia da cabeça, olhei pela janela, mas foi ainda pior o que eu vi.
Do livro que estou a ler, copiei isto: "Uma vez quando eu tinha seis anos vi uma imagem", O Principezinho de Antoine de Saint-Exupéry

Ana Filipa C, 13 anos, Linda-a-Velha, Escola Básica Amélia Rey Colaço

Desafio nº 180 ― 10 palavras do livro que estamos a ler

Maria do Céu Ferreira – desafio 49

Saímos de madrugada,

De carro carregadinho,

Bagagens para jornada,

Muita ternura, carinho!

 

Éramos cinco pessoas:

Carregadas de euforia,

Surgiam piadas boas,

Respirava-se alegria!

 

Rumávamos ao Algarve,

Acordando prosseguir,

Se ficasse muito tarde,

Era encostar e dormir!

 

E, surge no horizonte,

Uma surpresa guardada,

Linda casinha no monte,

Toda gente extasiada!

 

Subimos em euforia,

Vendo Melides e mar,

Respirava-se alegria,

Da paragem no lugar!

 

Um sítio encantador!...

Explorámos gargalhando,

Paixão pelo exterior…

Dentro, melgas farejando,

Alastraram o terror!...

Maria do Céu Ferreira, 65 anos, Amarante

Desafio nº 49 – história louca de férias!

Maria João Cortês – desafio 213

Ela ali estava a seguir-me com o olhar. Uns olhos esbugalhados plantados numa cara de velha.

Ao longo dos anos, a fisionomia mudava conforme os cortes que sofria.

Houve uma época, em que ela me metia medo e desviava sempre o caminho para não ter de a enfrentar.

Mais tarde quando namorava íamos para longe, não fosse ela estar a espiar-nos.

Agora já não me mete medo, é uma simples arvore com umas características diferentes das outras.

Maria João Cortês, 78 anos, Lisboa

Desafio nº 213 – imagem de madeira

26/03/21

Martim S – desafio PNL2027 - 2021

Há uns anos, passava pela nossa aldeia uma carrinha itinerante onde as pessoas podiam requisitar ou trocar livros. Havia bastante procura, porque era uma forma de proximidade e sem custos à leitura diversificada.

Eu adorava ler sobretudo os livros das aventuras de “Lucky Luke”, de Morris. Eram aventuras infantis muito conhecidas nessa época.

A estrutura típica da carrinha, o seu interior e o cheiro a livros, tornava-a muito chamativa.

Mas, um dia, a carrinha nunca mais voltou.

Martim S, n.º 17 da Turma 6.ºC da Escola Básica de Baltar, Paredes

Desafio PNL – Semana da Leitura 2021

Rodrigo R – desafio PNL2027-2021

Um livro é um amigo  

Que aquece o coração 

Ensina e diverte 

Dá asas à imaginação

 

Porque um livro para mim 

É cultura, é fantasia, 

É o amigo certo,  

Que enche a vida de magia

 

Quando leio um livro 

Parece que estou a viajar  

Perco a noção do tempo 

Sinto que estou a voar 

 

Antes me de deitar 

Um livro vou pegar 

Fico a folhear 

P´ra depois sonhar.   

 

Um livro é meu amigo 

Que nunca vou esquecer! 

Rodrigo R, Turma 6ºG da Escola Básica Daniel Faria, Paredes 

Desafio PNL – Semana da Leitura 2021