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18/02/18

4º E, EB1 Artur Louro ― desafio RS 50


O Carlos estava mesmo desconcentrado! Apetecia-lhe descalçar-se porque tinha calos. O Pai regressou cansadíssimo! Desligou a luz e o Carlos tropeçou nas pedras frias, húmidas da construção do celeiro. Os seus pés ficaram tão congelados! O Carlos decidiu calçar umas meias grossas e quentes para descongelar os pés. O pai foi descansar enquanto o Carlos ligou a luz, sentou-se, concentradíssimo, a escrever a sua história; acabou-a, envolveu-se em sonhos e pensou: desconstruí o celeiro! Ufa! Que pesadelo.
4º E, EB1 Artur Louro, Agrupamento de Escolas Carlos Gargaté, professores Fernanda Reigada e Susana Sousa
Desafio RS nº 50 ― palavras com prefixo des


29/01/18

Margarida Freire ― desafio 50

Mal acordou, Joana Feijoca franziu-se toda, DESCONTENTE. Dores DESAGRADÁVEIS no pé, deixavam-na sem ALENTO!
“Porcaria de coisa…”
Sentiu-se DESLEAL. A Vida não era apenas DESAMOR. “DESALENTO, pira-te daqui!”
Motivos para ficar CONTENTE? Mais que muitos.
Uma manhã bonita, AMOR no sorriso da criança, na flor que abria ao Sol, nas Músicas da Rádio Sim...
A Menina Feijoca tinha muitos momentos AGRADÁVEIS à sua espera.
 LEAL à Vida que lhe sorria, pulou da cama gritando:
“AQUI ESTOU! Prontíssima!”
Margarida Freire, 75 anos, Moita
Desafio RS nº 50 ― palavras com prefixo des


24/01/18

Ana Pegado ― desafio RS 50

Apressou-se a desdizer tudo o que a desanimava naquela obra até então. Esperou que ela desligasse o telemóvel e para a animar disse que estavam a construir a casa mais sólida jamais vista. Desconstruía aquelas ideias com a convicção de um burlão. Estava tão distraído a falar que nem ligou quando ela destapou a porta. Quando se apercebeu, correu para a tapar novamente e a impedir de entrar. Tarde demais, todas as falhas estavam bem à vista! 
Ana Pegado, 31 anos, Lisboa
Desafio RS nº 50 ― palavras com prefixo des


07/12/17

Mariana Elói ― desafio RS 50

O mar enrola-se e desenrola-se na areia da praia, enterra e desenterra coisas hoje e amanhã
Há pessoas habituadas a desabafar as suas mágoas na água do mar; outras, pelo contrário, desabituaram-se e abafam-nas. O mar é leal, mas há pessoas que acham que ele é desleal. Essas pessoas não veem o mar tal como eu o vejo: amigo e brincalhão que leva as minhas mágoas nas ondas nas quais, também, posso brincar nas férias de verão.
Mariana Elói, 7º A, Escola Secundária Pinhal do Rei - Marinha Grande, prof Rosa Miranda
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Francisca Duarte ― desafio RS 50

O Joaquim é desleal enquanto eu sou muito leal. O Joaquim passa a vida a mentir e a desmentir. Nunca se sabe quando está a dizer a verdade ou a «desverdade».
Ele também é muito desajeitado, não sei como, pois o seu pai é muito ajeitado. E é também desanimado, enquanto a mãe está sempre toda animada e é muito honesta, ao contrário do filho que é desonesto. Isto tudo para dizer que eu desgosto do Joaquim.
Francisca Duarte, 7º B, Escola Secundária Pinhal do Rei - Marinha Grande, prof Rosa Miranda
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Maria Alves ― desafio RS 50

Quando acabo de acordar fico toda despenteada. Depois da preguiça passar, preparo-me e fico penteada. Sinto-me descontente pois ainda não comi. Vou direta para a cozinha, como e fico extremamente contente. Eu sempre quis ter um cão e era um pouco infeliz sem um, mas há uns tempos atrás, recebi um e fiquei mais do que feliz. Ele é muito brincalhão, desarruma tudo mas depois acabamos por arrumar. Para além de tudo isto, ele é muito amado.
Maria Alves, 7º B, Escola Secundária Pinhal do Rei - Marinha Grande, prof Rosa Miranda
Desafio RS nº 50 ― palavras com prefixo des


Sara Correia ― desafio RS 50

Toda a gente diz que eu sou uma pessoa organizada. Na verdade, sou muito desorganizada. As minhas coisas estão sempre numa desordem. Bem, tento alinhar e pôr tudo em ordem, mas no final acaba tudo desalinhado. Tento arrumar as coisas, mas a minha irmã aparece e só faz pior, pois desarruma as coisas todas. Resumindo e concluindo: quando tento fazer bem as coisas, aparece sempre alguém (normalmente a minha irmã) que acaba por as desfazer.
Sara Correia, 7º B, Escola Secundária Pinhal do Rei - Marinha Grande, prof Rosa Miranda
Desafio RS nº 50 ― palavras com prefixo des


02/09/17

Maria Silvéria dos Mártires ― desafio RS nº 50

Amor ou desamor
Desfazer o que tanto tempo demorou a fazer não fazia sentido para o João.
Descontraidamente sentou-se e por momentos colocou as mãos contraidamente sobre o peito desfeito, pois achava que Cecília estava a ser desleal argumentando que a casa estava velha e tudo o que a partir daquele dia fosse feito seria leal a destruição que lhe estavam a dar pois era preciso uma nova construção que ele chamava desamor enquanto ela teimava em chamar-lhe outro amor.
Maria Silvéria dos Mártires, 71 anos, Lisboa

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09/07/17

Susana Sofia Miranda Santos ― desafio RS nº 50

Eu habito com os meus animais que nunca me deixam desacompanhada.
Fiz a cama enquanto ouvia a música composta pelo David e a sua banda de rock - é muito agradável.
A minha gata, Pintas, subiu para a mesa e, ao beber o leite, desfez o puzzle que estou a construir.
Em seguida, acompanhada pelo meu cão, Riscas, fui passear para junto da casa desabitada e uma rajada de vento deixou-me toda descomposta, o que foi bastante desagradável.
Susana Sofia Miranda Santos, 38 anos, Porto

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28/06/17

Amélia Meireles ― desafio RS nº 50

A sua vida fora sempre um desacerto. O seu nascimento, uma desventura para os pais que viveram em desencontro com o seu destino. Chegou para desfazer sonhos. Cedo aprendeu o que era o desamparo. A avó, com mais tino, ofereceu-lhe o amparo que a faria sobreviver a tão cruel desígnio. Aprendeu a carregar o fardo. A vida ofereceu-lhe ventura. Fez o acerto e, no encontro com o acaso, soube fazer do seu destino a mais nobre caminhada.
Amélia Meireles, 64 anos, Ponta Delgada

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Vera Viegas ― desafio RS nº 50

Desemburrecer
Depois de dez anos Ana sentia-se emburrecer diariamente naquele emprego. Vivia num constante descrédito sobre si. Acreditar que tinha capacidade para mais era-lhe porém difícil.
Sem contar a ninguém, um dia ligou o botão da confiança, candidatando-se para uma vaga, que, caso conseguisse, nunca mais se podia desacreditar. Desligou os pessimismos, deu um crédito a si mesma e começou a descontar as inferioridades.
Independentemente do resultado, amanhã será o dia em que Ana vai desemburrecer para sempre.
Vera Viegas, 33 anos, Penela da Beira

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27/06/17

Vera Campos ― desafio RS nº 50

Desculpa se te desiludi. Sinto culpa, porque em mim te iludiste. Desejei voltar atrás. Desfazer e volta a fazer. Construir um novo começo. Hoje, sonho com um novo desfecho. Contigo sei: vou destruir o preconceito. Vamos ser fortes e vencer as desconfianças. Juntos seremos força e confiança. De mãos dadas desbravamos terras desconhecidas. Destemidos não deixaremos que ninguém destrua o nosso amor. Aceita o meu pedido e parte comigo nesta descoberta. Eu, tu e para sempre nós!
Vera Campos, 38 anos, Santa Maria da Feira
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Theo De Bakkere ― desafio RS nº 50

Nem Italiano nem Belga
Era para mim um facto desconhecido que Santo António nasceu em Lisboa. Ora, não se chama António de Pádua, como eu tinha feito numa conversa com amigos, porque cada lisboeta considera isto como uma desfeita que deslustra sua terra natal. Porém desconsideram ou não conhecem seu lustroso nome familiar, Fernando do Martim de Bulhões, ou Boullion, uma vila belga. Então visto sua origem também é um pouco belga. Os amigos ripostaram "Santo António é só o nosso".
Theo De Bakkere, 65 anos, Antuérpia, Bélgica

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21/06/17

Manuela Branco ― desafio RS nº 50

Desculpa se errei!
Foi desconhecimento, foi por amor, foi por querer o Mundo só para ti.
Desfaço os nós da minha mente, que desmente o desfazer da minha culpa.
O apertar do peito, o desgosto do tempo perdido, o desapertar da mágoa, leva-me ao conhecimento da paixão que gosto e prezo ter por ti.
Faço parte da tua vida sempre, e o que melhor sei fazer é amar-te até morrer.
Um filho é outro coração que bate!
Manuela Branco, 60 anos, Alverca.

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Mara Domingues ― desafio RS nº 50

Tinha escolhido desvalorizar o amor ao longo dos anos, possivelmente para se poupar à descoberta do desgosto mas sempre fora honesta com aqueles de quem gostou, até porque seria uma deselegância da sua parte não esclarecer desde início as suas intenções.
Preferia levar uma vida de desamor mas coberta das suas certezas do que valorizar o que não dependia só de si. Gostava de se mover dentro das suas relações de forma elegante, segura e sem surpresas.
Mara Domingues, 36 anos, Lisboa

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Domingos Correia ― desafio RS nº 50

Um passo em frente, dois para trás
Eram dois compadres. Um sóbrio, o outro, o Manel, sempre bêbado. Enquanto havia farra, tudo engraçado. Desengraçado, era na hora de voltar. O Manel, não andava, desandava! Um passo em frente, dois para trás. Adivinha-se o resultado…
Um dia, o compadre olhou-o, desolhou-o…
“Estou farto… mas ser desleal? deixá-lo aqui embrulhado?… quem haveria de o desembrulhar?...”
Então, amigo leal, virou-o ao contrário. Assim, dando um passo em frente, afastando-se, mas dois para trás, aproximando-se, chegou a casa.
Domingos Correia, 59 anos, Amarante

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14/06/17

Ana Paula Oliveira ― desafio RS nº 50

Acordou com o sonho bem presente. O céu era uma pauta onde bailavam as nuvens cinzentas transformadas em notas musicais. O mundo tornara-se numa orquestra. Um afinado concerto, sob a alegre batuta do maestro, muito alinhado, transmitia harmonia.
Agora, desperta, olha a realidade. A loucura instalada, o bom senso desinstalado.
Como sentir paz neste mundo desafinado?
Como viver neste desconcerto?
Como suportar a desarmonia dos dias?
Tudo tão desalinhado!

Tantos sonhos descosidos querem, urgentemente, ser novamente cosidos.                                   
Ana Paula Oliveira, 56 anos, S. João da Madeira
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12/06/17

Margarida Belchior ― desafio RS nº 50

Descola!!
Está tudo “descolado”!! Finalmente.
Toda despenteada, também. Já não aguentava aquele penteado de ilusão que o vento levou. Que desilusão!
Ele percebeu e desandou.
Foi colar-se a outra, logo ali. Nem precisou de andar a dar muitas voltas ao quarteirão.
Eu aprendo a perceber o que me convém. Desaprendo a ideia que me ensinaram de que uma mulher não pode viver sozinha.
Ora essa!!
Está escrito e descrito. Nada de novo entre a terra e o céu.

Margarida Belchior, 58 anos, Lisboa

Natalina Marques ― desafio RS nº 50

Aquele não era o seu dia de sorte.
Chegou ao emprego, recebeu a carta de despedimento.
Foi para casa triste, no seu desencanto, amaldiçoando o destino cruel.
Já não tinha vontade de ir ao concerto, nem de lhe dizer o sim, pois sabia que ia ser pedida em casamento. Não queria viver do dinheiro dele, gostava de ser independente, mandar e desmandar em si própria.
Agora no desemprego, tudo perdeu o encanto, porque tudo estava num desconcerto.
Natalina Marques, 58 anos, Palmela

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Chica ― desafio RS nº 50

Repolhos
Era fria a noite. A janta fora perfeita. Papos e após hora de dormir.
Dormiam colados, juntinhos, em concha, sob a coberta.
Veio o primeiro ronco da barriga. O segundo.
O temido terceiro, acompanhado de gases.
Ficou desorientado, envergonhado.
Desculpas descoladas cabiam?
Assumir-se desenvergonhado?
Não era destemido a tal ponto.
Orientado, ainda sabia quem ao seu lado estava!
A solução foi deixar a "busanfa" descoberta, bem longe.
Já sabia: nunca mais comeria repolho e cebolas à noite!!!
Chica, 67 anos Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil

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