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27/08/19

Maria João Cortês ― desafio 169


Ele adorava discutir, mas eu que não gosto, CALEI-ME para acabar a conversa. Mais DAQUILO, não obrigada.
LEMBREI-ME de pôr música, MAS estava indecisa qual o DVD a escolher. Era preciso encontrar rápido QUALQUER COISA para desanuviar e lhe calar o pio. Decidi-me por uma valsa de Strauss e comecei a dançar. Renitente, olhava-me de soslaio.
PODIA DIZER-se que estaria a pensar no que se seguiria. Quando dei por mim, estávamos os dois a dançar numa boa.
Maria João Cortês, 75 anos, Lisboa
Desafio nº 169 ― frase ao contrário (com alguma liberdade)

20/06/19

3º/4º GA B, EB Galveias ― desafio 169


― Eu não! ― Calei-me e fui fazer a limpeza.
Depois daquilo acontecer, lembrei-me que tinha um almoço combinado. Mas ainda me faltava limpar o armário maior. Dentro do armário havia uma caixa com uma coisa lá dentro. Pareceu-me um diamante. Qualquer pessoa o podia ter roubado.
Fui dizer ao senhor Joaquim se me podia ajudar. Estava muito assustada e não queria que me acusassem de tentativa de roubo.
O bom do homem nem queria acreditar... Era o diamante!
3º/4º GA B, EB Galveias, professora Carmo Silva
Desafio nº 169 ― frase ao contrário

23/05/19

Carla Silva ― desafio 169


Gosto de ti
Ao ouvi-lo calei-me pensando como o olhar dele brilhava e como a mão estava quente. Na verdade não esperava nada daquilo... Os meus pensamentos congelaram pois lembrei-me dos convites para passear ou simplesmente beber café.
Na altura achei normal, éramos amigos, 
mas devia ter percebido que tinha coisa ali. Infelizmente não percebi e agora ele esperava uma resposta ou qualquer reacção.
Mas que 
dizer?! Não podia, nem queria colocar a sua amizade em risco.
Carla Silva, 45 anos, Barbacena, Elvas
Desafio nº 169 ― frase ao contrário

06/05/19

Susana Silva ― desafio 169


Calei-me, mas não devia. E era tudo o que não queria daquilo a que chamavam vida. Lembrei-me dos abraços do meu pai, mas uma coisa qualquer fez-me voltar ao presente. Olhei para aquele homem ali, à minha frente, quase não o reconheci, não sabia o que lhe dizer. Podia contar-lhe tanta coisa que tinha feito, mas nada lhe tiraria aquele olhar de perpétuo vazio. Segurei-lhe a mão, encostei a minha cabeça no seu ombro e ali fiquei.
Susana Silva, 37 anos, Carregosa
Desafio nº 169 ― frase ao contrário

30/04/19

EXEMPLOS - desafio nº 169


CALEI-ME quando percebi que não era o mesmo assunto. E também não tinha importância.
Depois DAQUILO que aconteceu, LEMBREI-ME que tinha prometido não falar,
MAS como não era confidencial, era COISA que tinha acontecido num passado tão distante.
QUALQUER um devia DIZER mas não PODIA criticar, porque a qualquer um pode acontecer.
Todos temos telhados de vidro, e quando o amor bate à porta, não lhe importa quem abre,  entra sem pedir licença e não dá satisfações,
Natalina Marques, 60 anos, Palmela

28/04/19

Maria do Céu Ferreira ― desafio 169


Vantagem
Calei-me… Grande maldade,
Maléfica e depravada,
Pensei na enormidade
Daquilo que discordava…

Lembrei-me da insensatez,
Da verdade divulgada,
Mas tamanha mesquinhez,
Trazia-me amargurada!

Não era coisa qualquer
Era menos vencimento,
Não era eu a mulher
Que perdia no sustento.

Confrontei o diretor,
Senhor da autoridade,
Para dizer que Senhor
Implicava seriedade.

E não podia… Podia?
Pude sem grande alarido.
Toda aquela autonomia
Funcionava sem sentido.
― Chantagem, interrogou?
― Vantagem em perceber.
Repõe quem prejudicou
E ninguém irá saber!
Maria do Céu Ferreira, 63 anos,Amarante
Desafio nº 169 ― frase ao contrário

22/04/19

Paula Castanheira ― desafio 169

Calei-me. Estava a ouvir bem?
agora?
Uma ilha de plástico!
Nada daquilo teria acontecido se não fosse a incúria humana.
Lembrei-me da infância, dos sacos de pano para o pão, das roupas usadas até estarem gastas… mas, bastaram uns anos, para tudo ser descartável!
Um objeto desalmado, é coisa que se deita fora, sem remorso.
Qualquer dia não haverá azul no mar.
Dizer que é preciso mudar não chega!
Podia ser diferente? Sim, claro!
Vamos começar?
Paula Castanheira, 55 anos, Massamá

Desafio nº 169 ― frase ao contrário

21/04/19

Natércia Tomás ― desafio 169


Sim, calei-me anos a fio, sempre por razões que não eram as minhas. Por causa disto e daquilo, lembrei-me até que por todos, mas nunca por mim: por “obediência” ao pai, por “imposição do regime”, por “ordem do marido”, para “poupar” os filhos, ou por outra coisa qualquer. Calei-me antes, calei-me depois, porque dizer o que me ia na alma, não podia. Agora calo-me porque já não me interessa, e o diabo que os carregue a todos.
Natércia Tomás, 65 anos, Caldas da Rainha
Desafio nº 169 ― frase ao contrário

17/04/19

Ana Paula Oliveira ― desafio 169


Não aguentei ver-te ali deitada, inerte, entregue a um anjo que te queria levar com ele. Quis gritar, mas… calei-me e chorei.
Daquilo que me lembrei? De todas as histórias partilhadas, da tua gargalhada sonora, do teu saber, mas sobretudo uma coisa ficou e ficará sempre: a tua força contagiante. Qualquer obstáculo que surgia não era impedimento para avançares e ires à luta.
O que dizer mais? Podia continuar aqui a escrever, mas as lágrimas não permitem.
Ana Paula Oliveira, 58 anos, S. João da Madeira
Desafio nº 169 ― frase ao contrário

Isabel Sousa ― desafio 169

Calei-me, o esquema era gigante, destituído de sentimentos. Humberto, Teresa e Luzia, para serem felizes, vexaram-me ― apagando sonhos, tratando-me como um objeto, ridicularizando-me. Daquilo, apenas em tempos pré-históricos! Lembrei-me dos casamentos de conveniência. Mas, uma coisa esclarecedora aconteceu, soltaram palavras, incriminando-se.
Não era uma dor qualquer, vinha da pessoa que me inspirava o mais nobre sonhar, o mais nobre sentir. Uma traição sem dizer algo, cheia de palavras ocultas. Um presente envenenado. Algo, que não podia perdoar.
Isabel Sousa, 38 anos, Lisboa
Desafio nº 169 ― frase ao contrário

Helena Rosinha ― desafio 169


Perante tamanha agitação, as tentativas de apaziguamento revelavam-se infrutíferas. Calei-me e tentei abstrair-me daquilo que a motivava. Lembrei-me dos jogos de mímica que fazíamos em família e improvisei uma cena, mas os gestos teatrais atraíam olhares reprovadores, reduzindo-me ao papel de coisa indesejada.Ignorei-os e como qualquer personagem dum filme mudo, esmerei-me a “dizer” as deixas do malabarista louco. No auge da representação, apercebi-me, espantado, que podia ser eu o autor dos gritos que ressoavam pelo Banco.
Helena Rosinha, 66 anos, Vila Franca de Xira
Desafio nº 169 ― frase ao contrário

15/04/19

Theo De Bakkere ― desafio 169


Em pânico
Um alarme soou. Calei-me e, porque ninguém espera daquilo que não pode ser predito, reagia em pânico. Um cheiro a queimado saía da cozinha. Lembrei regras em caso de incêndio, mas imprecisas:
Não perca o sangue frio e proteja-se com uma coisa qualquer molhada.
Pela saída de emergência fugi em pijama para o vestíbulo hoteleiro, com uma toalha encharcada enrolada à cabeça.
Ora, o gerente não arriscava dizer que um bolo queimado causara o alarme. Podia arriscar…!
Theo De Bakkere, 67anos, Antuérpia, Bélgica
Desafio nº 169 ― frase ao contrário

Sofia F ― desafio 169

Pus o dedo no ar, imediatamente a professora me deu a palavra. Respondi bastante confiante. Contudo, os meus colegas riram-se, por isso, calei-me, e nunca mais me esqueci daquilo. Na semana seguinte, estava prestes a responder, mas não o fiz, pois lembrei-me desse dia. Mas, estava certa da resposta... Que coisa... Não me sentia segura ao responder a qualquer pergunta que fosse: se alguém me perguntasse o nome, ficaria receosa de o dizer, pois podia estar errado.
Sofia F, 12 anos, Cascais
Desafio nº 169 ― frase ao contrário

14/04/19

Emília Simões ― desafio 169

Estava um dia muito agitado na agência. Muitas reclamações e o chefe chamou-me. Discutiu comigo. Calei-me e daquilo não queria saber, porque eu não contribuíra para tal situação. Lembrei-me que tinha havido uma avaria no sistema informático, pela manhã, que não tinha sido reparada, mas que não era da minha responsabilidade. A “coisa” estava a tornar-se feia. O chefe estrebuchava. Um ruído qualquer chamou-me à razão. Nada a dizer neste momento. Podia apenas esperar por um milagre. 
Emília Simões, 67 anos, Mem-Martins (Algueirão)
Desafio nº 169 ― frase ao contrário

13/04/19

Sandra Évora ― desafio 169


Deslumbrada com a história que o lugar testemunhou, calei-me. As palavras ficaram suspensas entre os livros das estantes altas e o disto e daquilo que atordoa os sentidos. Lembrei-me da possibilidade de ter estado ali muitos anos antes e ter respirado a alma dos lustres, das madeiras, das vozes sussurradas e do restolhar das saias, mas uma coisa qualquer, breve, intermitente, reclamou a realidade para me dizer que o sonho podia mas nem sempre comandava a vida.
Sandra Évora, 46 anos, Sto. António dos Cavaleiros
Desafio nº 169 ― frase ao contrário

12/04/19

Natalina Marques ― desafio 169


CALEI-ME quando percebi que não era o mesmo assunto. E também não tinha importância.
Depois DAQUILO que aconteceu, LEMBREI-ME que tinha prometido não falar,
MAS como não era confidencial, era COISA que tinha acontecido num passado tão distante.
QUALQUER um devia DIZER mas não PODIA criticar, porque a qualquer um pode acontecer.
Todos temos telhados de vidro, e quando o amor bate à porta, não lhe importa quem abre,  entra sem pedir licença e não dá satisfações,
Natalina Marques, 60 anos, Palmela
Desafio nº 169 ― frase ao contrário

11/04/19

Graça Pinto ― desafio 169


Calei-me! Apenas o seu discurso se ouvia, fazendo o chão ruir por baixo dos meus pés.
Nada podia prever que daquilo que outrora se pautara por um amor quase inflamável, terminasse assim.
Naquele instante lembrei-me de toda a cumplicidade que ilustrava nossos atos, mas agora haveria coisa mais importante que o meu amor-próprio?
Desolada, compreendera que o amor acabara ali e que qualquer coisa que pudesse dizer ou fazer, já nada podia mudar o rumo das coisas.
Graça Pinto, 60 anos, Almada
Desafio nº 169 ― frase ao contrário

Chica ― desafio 169


Mesmo tendo as palavras querendo para fora colocar, calei-me.
Tentava nem pensar... Precisava daquilo esquecer.
Quando questionada, quase falei. Lembrei-me entretanto da surpresa que faria. Mas resisti enquanto pude.
Cada vez mais me sentia forçada, porém a coisa para mim complicaria muito.
O que qualquer um faria na minha situação?
Acabei pela verdade toda dizer.
Assumi ter atacado a geladeira, comendo todo o pudim, antes da festa. Agora podia em paz dormir.
Pena! A barriga não deixou.
Chica, 70 anos Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil
Desafio nº 169 ― frase ao contrário

10/04/19

Desafio nº 169

Vamos lá atrapalhar o texto… Teremos de usar esta frase:
Podia dizer qualquer coisa, mas lembrei-me daquilo e calei-me.
Vamos distribuir estas palavras, por ordem inversa, pelo nosso texto. O texto resultando passará por elas enquanto contam a vossa história.

Escrevi assim:
Não tinha culpa da jarra estilhaçada, mas calei-me e até os deixei pensar que sim durante uns instantes, para ver como reagiam. Arrependi-me logo, qual seria o preço daquilo? Quase não tinha moedas no mealheiro. Então, lembrei-me de acusar o meu irmão, mas ninguém ia acreditar em tal coisa, acabou de nascer. Por isso, disse uma frase que uma tia qualquer costumava dizer: Podia ter sido um desastre! Riram-se. Iriam rir-se ao ver que adotara um gato?
Margarida Fonseca Santos, 58 anos, Lisboa
Desafio nº 169 ― frase ao contrário
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