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24/03/20

Judite ― desafio 169


Perante acontecimentos sombrios, não me calei, adverti sensibilizei, não aceitaram, consideravam-se donos da verdade. Daquilo, não os imaginava capazes. Percebi e lembrei-me das palavras. Tremia, mas acreditava, tinha Fé! Ainda que trôpega, percorri todos os Santos, iluminei-os, orei. Alguma coisa estava acontecendo, o Céu escureceu, relâmpagos e trovões - choveu copiosamente. Tudo parecia desabar a qualquer momento. Repentinamente, tudo terminou. Dizer tudo seria impossível! O Sol começou a brilhar. Felizmente, já podia sonhar com a Luz.
Judite, 27 anos, Santarém 
Desafio nº 169 ― frase ao contrário

19/03/20

Susana Sofia Miranda Santos ― 169

Estava a começar o discurso, porém quando olhei bem fundo dos teus olhos, calei-me.
A tua beleza fez-me perder a coragem esquecer-me daquilo que ia falar.
Todavia, lembrei-me que já estava há muito tempo sozinha.
Esqueci-me do que ia falar, mas para te conquistar não preciso de palavras.
Para te ter comigo, só preciso de uma coisa: de ser eu própria, não ser uma alma qualquer.
Dizer discursos elaborados... para quê? Podia ser alguém sem ti?
Susana Sofia Miranda Santos, 40 anos, Porto
Desafio nº 169 ― frase ao contrário

22/02/20

Iúri D ― desafio 169

A professora propôs vermos um filme, não me calei. A turma não gostava daqueles filmes, e todos refilámos. Um filme de drama romântico! Daquilo ninguém gostava! Era para as pessoas de idade. No meio daquela agitação, lembrei-me do filme “As cinquenta sombras de Gray”. Sugerimos a mudança, mas ela não respondeu logo à proposta. Indignada, propôs outra coisa – garantiu-nos que qualquer filme, indicado por nós, seria sempre muito interessante. Era fácil de dizer, contudo, podia correr mal.
Iúri D, 17 anos, EPADRC, Alcobaça, prof Fernanda Duarte
Desafio nº 169 ― frase ao contrário

27/08/19

Maria João Cortês ― desafio 169


Ele adorava discutir, mas eu que não gosto, CALEI-ME para acabar a conversa. Mais DAQUILO, não obrigada.
LEMBREI-ME de pôr música, MAS estava indecisa qual o DVD a escolher. Era preciso encontrar rápido QUALQUER COISA para desanuviar e lhe calar o pio. Decidi-me por uma valsa de Strauss e comecei a dançar. Renitente, olhava-me de soslaio.
PODIA DIZER-se que estaria a pensar no que se seguiria. Quando dei por mim, estávamos os dois a dançar numa boa.
Maria João Cortês, 75 anos, Lisboa
Desafio nº 169 ― frase ao contrário (com alguma liberdade)

20/06/19

3º/4º GA B, EB Galveias ― desafio 169


― Eu não! ― Calei-me e fui fazer a limpeza.
Depois daquilo acontecer, lembrei-me que tinha um almoço combinado. Mas ainda me faltava limpar o armário maior. Dentro do armário havia uma caixa com uma coisa lá dentro. Pareceu-me um diamante. Qualquer pessoa o podia ter roubado.
Fui dizer ao senhor Joaquim se me podia ajudar. Estava muito assustada e não queria que me acusassem de tentativa de roubo.
O bom do homem nem queria acreditar... Era o diamante!
3º/4º GA B, EB Galveias, professora Carmo Silva
Desafio nº 169 ― frase ao contrário

23/05/19

Carla Silva ― desafio 169


Gosto de ti
Ao ouvi-lo calei-me pensando como o olhar dele brilhava e como a mão estava quente. Na verdade não esperava nada daquilo... Os meus pensamentos congelaram pois lembrei-me dos convites para passear ou simplesmente beber café.
Na altura achei normal, éramos amigos, 
mas devia ter percebido que tinha coisa ali. Infelizmente não percebi e agora ele esperava uma resposta ou qualquer reacção.
Mas que 
dizer?! Não podia, nem queria colocar a sua amizade em risco.
Carla Silva, 45 anos, Barbacena, Elvas
Desafio nº 169 ― frase ao contrário

06/05/19

Susana Silva ― desafio 169


Calei-me, mas não devia. E era tudo o que não queria daquilo a que chamavam vida. Lembrei-me dos abraços do meu pai, mas uma coisa qualquer fez-me voltar ao presente. Olhei para aquele homem ali, à minha frente, quase não o reconheci, não sabia o que lhe dizer. Podia contar-lhe tanta coisa que tinha feito, mas nada lhe tiraria aquele olhar de perpétuo vazio. Segurei-lhe a mão, encostei a minha cabeça no seu ombro e ali fiquei.
Susana Silva, 37 anos, Carregosa
Desafio nº 169 ― frase ao contrário

28/04/19

Maria do Céu Ferreira ― desafio 169


Vantagem
Calei-me… Grande maldade,
Maléfica e depravada,
Pensei na enormidade
Daquilo que discordava…

Lembrei-me da insensatez,
Da verdade divulgada,
Mas tamanha mesquinhez,
Trazia-me amargurada!

Não era coisa qualquer
Era menos vencimento,
Não era eu a mulher
Que perdia no sustento.

Confrontei o diretor,
Senhor da autoridade,
Para dizer que Senhor
Implicava seriedade.

E não podia… Podia?
Pude sem grande alarido.
Toda aquela autonomia
Funcionava sem sentido.
― Chantagem, interrogou?
― Vantagem em perceber.
Repõe quem prejudicou
E ninguém irá saber!
Maria do Céu Ferreira, 63 anos,Amarante
Desafio nº 169 ― frase ao contrário

22/04/19

Paula Castanheira ― desafio 169

Calei-me. Estava a ouvir bem?
agora?
Uma ilha de plástico!
Nada daquilo teria acontecido se não fosse a incúria humana.
Lembrei-me da infância, dos sacos de pano para o pão, das roupas usadas até estarem gastas… mas, bastaram uns anos, para tudo ser descartável!
Um objeto desalmado, é coisa que se deita fora, sem remorso.
Qualquer dia não haverá azul no mar.
Dizer que é preciso mudar não chega!
Podia ser diferente? Sim, claro!
Vamos começar?
Paula Castanheira, 55 anos, Massamá

Desafio nº 169 ― frase ao contrário

21/04/19

Natércia Tomás ― desafio 169


Sim, calei-me anos a fio, sempre por razões que não eram as minhas. Por causa disto e daquilo, lembrei-me até que por todos, mas nunca por mim: por “obediência” ao pai, por “imposição do regime”, por “ordem do marido”, para “poupar” os filhos, ou por outra coisa qualquer. Calei-me antes, calei-me depois, porque dizer o que me ia na alma, não podia. Agora calo-me porque já não me interessa, e o diabo que os carregue a todos.
Natércia Tomás, 65 anos, Caldas da Rainha
Desafio nº 169 ― frase ao contrário

17/04/19

Ana Paula Oliveira ― desafio 169


Não aguentei ver-te ali deitada, inerte, entregue a um anjo que te queria levar com ele. Quis gritar, mas… calei-me e chorei.
Daquilo que me lembrei? De todas as histórias partilhadas, da tua gargalhada sonora, do teu saber, mas sobretudo uma coisa ficou e ficará sempre: a tua força contagiante. Qualquer obstáculo que surgia não era impedimento para avançares e ires à luta.
O que dizer mais? Podia continuar aqui a escrever, mas as lágrimas não permitem.
Ana Paula Oliveira, 58 anos, S. João da Madeira
Desafio nº 169 ― frase ao contrário

Isabel Sousa ― desafio 169

Calei-me, o esquema era gigante, destituído de sentimentos. Humberto, Teresa e Luzia, para serem felizes, vexaram-me ― apagando sonhos, tratando-me como um objeto, ridicularizando-me. Daquilo, apenas em tempos pré-históricos! Lembrei-me dos casamentos de conveniência. Mas, uma coisa esclarecedora aconteceu, soltaram palavras, incriminando-se.
Não era uma dor qualquer, vinha da pessoa que me inspirava o mais nobre sonhar, o mais nobre sentir. Uma traição sem dizer algo, cheia de palavras ocultas. Um presente envenenado. Algo, que não podia perdoar.
Isabel Sousa, 38 anos, Lisboa
Desafio nº 169 ― frase ao contrário

Helena Rosinha ― desafio 169


Perante tamanha agitação, as tentativas de apaziguamento revelavam-se infrutíferas. Calei-me e tentei abstrair-me daquilo que a motivava. Lembrei-me dos jogos de mímica que fazíamos em família e improvisei uma cena, mas os gestos teatrais atraíam olhares reprovadores, reduzindo-me ao papel de coisa indesejada.Ignorei-os e como qualquer personagem dum filme mudo, esmerei-me a “dizer” as deixas do malabarista louco. No auge da representação, apercebi-me, espantado, que podia ser eu o autor dos gritos que ressoavam pelo Banco.
Helena Rosinha, 66 anos, Vila Franca de Xira
Desafio nº 169 ― frase ao contrário

15/04/19

Theo De Bakkere ― desafio 169


Em pânico
Um alarme soou. Calei-me e, porque ninguém espera daquilo que não pode ser predito, reagia em pânico. Um cheiro a queimado saía da cozinha. Lembrei regras em caso de incêndio, mas imprecisas:
Não perca o sangue frio e proteja-se com uma coisa qualquer molhada.
Pela saída de emergência fugi em pijama para o vestíbulo hoteleiro, com uma toalha encharcada enrolada à cabeça.
Ora, o gerente não arriscava dizer que um bolo queimado causara o alarme. Podia arriscar…!
Theo De Bakkere, 67anos, Antuérpia, Bélgica
Desafio nº 169 ― frase ao contrário

Sofia F ― desafio 169

Pus o dedo no ar, imediatamente a professora me deu a palavra. Respondi bastante confiante. Contudo, os meus colegas riram-se, por isso, calei-me, e nunca mais me esqueci daquilo. Na semana seguinte, estava prestes a responder, mas não o fiz, pois lembrei-me desse dia. Mas, estava certa da resposta... Que coisa... Não me sentia segura ao responder a qualquer pergunta que fosse: se alguém me perguntasse o nome, ficaria receosa de o dizer, pois podia estar errado.
Sofia F, 12 anos, Cascais
Desafio nº 169 ― frase ao contrário

14/04/19

Emília Simões ― desafio 169

Estava um dia muito agitado na agência. Muitas reclamações e o chefe chamou-me. Discutiu comigo. Calei-me e daquilo não queria saber, porque eu não contribuíra para tal situação. Lembrei-me que tinha havido uma avaria no sistema informático, pela manhã, que não tinha sido reparada, mas que não era da minha responsabilidade. A “coisa” estava a tornar-se feia. O chefe estrebuchava. Um ruído qualquer chamou-me à razão. Nada a dizer neste momento. Podia apenas esperar por um milagre. 
Emília Simões, 67 anos, Mem-Martins (Algueirão)
Desafio nº 169 ― frase ao contrário

13/04/19

Sandra Évora ― desafio 169


Deslumbrada com a história que o lugar testemunhou, calei-me. As palavras ficaram suspensas entre os livros das estantes altas e o disto e daquilo que atordoa os sentidos. Lembrei-me da possibilidade de ter estado ali muitos anos antes e ter respirado a alma dos lustres, das madeiras, das vozes sussurradas e do restolhar das saias, mas uma coisa qualquer, breve, intermitente, reclamou a realidade para me dizer que o sonho podia mas nem sempre comandava a vida.
Sandra Évora, 46 anos, Sto. António dos Cavaleiros
Desafio nº 169 ― frase ao contrário

12/04/19

Natalina Marques ― desafio 169


CALEI-ME quando percebi que não era o mesmo assunto. E também não tinha importância.
Depois DAQUILO que aconteceu, LEMBREI-ME que tinha prometido não falar,
MAS como não era confidencial, era COISA que tinha acontecido num passado tão distante.
QUALQUER um devia DIZER mas não PODIA criticar, porque a qualquer um pode acontecer.
Todos temos telhados de vidro, e quando o amor bate à porta, não lhe importa quem abre,  entra sem pedir licença e não dá satisfações,
Natalina Marques, 60 anos, Palmela
Desafio nº 169 ― frase ao contrário

11/04/19

Graça Pinto ― desafio 169


Calei-me! Apenas o seu discurso se ouvia, fazendo o chão ruir por baixo dos meus pés.
Nada podia prever que daquilo que outrora se pautara por um amor quase inflamável, terminasse assim.
Naquele instante lembrei-me de toda a cumplicidade que ilustrava nossos atos, mas agora haveria coisa mais importante que o meu amor-próprio?
Desolada, compreendera que o amor acabara ali e que qualquer coisa que pudesse dizer ou fazer, já nada podia mudar o rumo das coisas.
Graça Pinto, 60 anos, Almada
Desafio nº 169 ― frase ao contrário

Chica ― desafio 169


Mesmo tendo as palavras querendo para fora colocar, calei-me.
Tentava nem pensar... Precisava daquilo esquecer.
Quando questionada, quase falei. Lembrei-me entretanto da surpresa que faria. Mas resisti enquanto pude.
Cada vez mais me sentia forçada, porém a coisa para mim complicaria muito.
O que qualquer um faria na minha situação?
Acabei pela verdade toda dizer.
Assumi ter atacado a geladeira, comendo todo o pudim, antes da festa. Agora podia em paz dormir.
Pena! A barriga não deixou.
Chica, 70 anos Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil
Desafio nº 169 ― frase ao contrário