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24/06/20

Elsa Alves ― desafio 31

Na cidade dos números só havia desavenças... O dois deixara de falar ao três. O cinco não queria ir ao cinema com o sete. O oito recusava contar histórias ao quatro. O seis não brincava com o nove. O um, que era muito acertado, pediu auxílio ao zero. Juntos, tiveram uma ideia: pedir ajuda às letras. Estas, uniram-se, formando palavras que chamaram os números à razão: "Amizade, Gentileza, Harmonia, Paz..." Contagiaram os números. Tudo voltou ao normal.
Elsa Alves, 71 anos, Vila Franca de Xira
Desafio nº 31  – um conto com matemática…

18/06/20

Fernanda Malhão ― desafio 31

60 segundos vezes 60 minutos, 60 minutos vezes 24 horas, 24 horas vezes 365 ou 366 dias, ou seja, um total de 31'536'000 ou 31'622'400 segundos para serem vividos somente em um ano. Se a vida pode mudar num segundo, imaginem em 31'622'400, pois 2020 é bissexto. Também me ponho a pensar que a frase “não tenho tempo para”, soa um pouco ridícula comparada a este número tão alto. Vamos viver com propósito cada um destes segundos?
Fernanda Malhão, 44 anos, Gondomar
Desafio nº 31  – um conto com matemática…

13/08/19

António Azevedo ― desafio 31


Assustou-se ao ver o resultado da conta. Não estava à espera daquele valor. Tem de fazer a prova dos nove para confirmar. Várias vezes detetou erros nas suas contas com aquele método. Bendito seja quem descobriu aquele sistema para validar as operações aritméticas. Não gostava de calculadoras. Insistia em fazer as contas à mão. Queria continuar a dar uso ao cérebro. Eram simples somas e subtrações, não cálculos de engenharia. Noves fora nada. A conta está certa.

António Azevedo, 54 anos, Lisboa
Desafio nº 31 um conto com matemática…

16/04/18

António Guedes ― desafio 31

Era uma vez o 1 que foi chamar o 2 para brincar, numa aventura dos números. Estiveram a brincar ao “és bom a Matemática?”. Como passada uma hora já estavam fartos de brincar àquele jogo, foram chamar o 3 para irem ajudar os humanos a fazer exercícios sobre Áreas e Perímetros, mas esqueceram-se que tinham de chamar o 3,1416 para o PI. Foram então chamá-lo e voltaram para os “humanos pequenos”, como eles diziam, para os ajudar.
António Guedes, 6ºA, Escola Dr. Costa Matos, Gaia, prof Cristina Félix
Desafio nº 31 um conto com matemática…

06/04/18

Sofia Lopes ― desafio 31


Existem várias contas:
de somar e subtrair,   
de dividir e multiplicar.

Somamos um mais um
para dar rebuçados.
   
Divido dez por cinco
para partilhar com amigos.

Subtraio três menos dois
para tirar doces à avó.

Multiplico dez por cem
para dar dinheiro aos pobres.

Mas ainda temos de conseguir
calcular o perímetro do círculo,   
de outras figuras e também áreas.

E resolver problemas com potências é muito importante!
A matemática é essencial e muito divertida.

Queres experimentar?

Sofia Lopes, 6ºA, Escola Dr. Costa Matos, Gaia, prof Cristina Félix
Desafio nº 31 um conto com matemática…


02/04/18

Mafalda Domingues ― desafio 31


Os números são a minha paixão, matemática a minha disciplina favorita; de todas as matérias a minha favorita é geometria. As operações numéricas são cada vez mais difíceis, mas muito divertidas. Das regras se fazem números, dos números operações, que terminam em resultados difíceis de resolver. Todos os resultados matemáticos são comparados a um poema, porque são tão difíceis como construir uma rima. Dos números fazemos palavras, das palavras números, já que o resultado sai do enunciado.
Mafalda Domingues, 6ºA, Escola Dr. Costa Matos, Gaia, prof Cristina Félix
Desafio nº 31 um conto com matemática…

27/11/17

Beatriz Cardoso e Cristiano Moreira ― desafio 31

A matemática é fácil?
A matemática não é complicada como pensas.
A matemática tem 4 operações: adição, subtração, multiplicação e a divisão. Ela tem 10 números: 0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8 e o 9. Tem a percentagem e a raiz quadrada e outras coisas mais…
Sabias que a geometria é também uma área da matemática e não é simplesmente desenhar formas?
Nós pensamos que a matemática é fácil, pois é uma ciência exata!
Beatriz Cardoso e Cristiano Moreira - 7.º ano - Monthey – Suíça, prof Amelia Pessoa
Desafio nº 31 um conto com matemática…


31/10/17

Eurídice Rocha – desafio 31

Viver completo!
Seshat, desde criança, matemática voava-lhe pelos pensamentos como se jogo cuidasse. “Este número aqui, aquele ali”, escrevia…. Nunca decorou tabuada, nunca! Tinha dedos, usava-os em contas infindáveis ― traduzia-as em artes de multiplicação, divisão… adorava! Sempre olhou números com alma. Guiava-os pelo sonho duma vida melhor. Seshat, na beira Nilo, questionava inundações ― num vendaval mental reunia milhares grãos de areia ― volume e densidade, peso e força, … melhor vida!
Hoje, nas nossas escolas torturamos com abstracto o concreto. Porquê?
Eurídice Rocha, 51 anos, Coimbra
Desafio nº 31 um conto com matemática…


05/08/17

Susana Sofia Miranda Santos ― desafio nº 31

― Sr. Ferreira, finalmente recebi; quero saldar as dívidas.
― Sr. Silva, a sua honestidade é louvável. Só posso custear despesas fixas da loja e encomendas a fornecedores se os clientes pagarem. O senhor tem três registos de 40, 10 e 50, totalizando 100 euros.
― Meu Deus... não imaginava dever tanto! Só posso pagar 50 euros. Para compensar, ofereço-lhe este papagaio, tem milhões de penas coloridas, mais do que lhe devo.
― Mas... assim devo-lhe eu uma fortuna a si!
Susana Sofia Miranda Santos, 38 anos, Porto

Desafio nº 31 um conto com matemática…

28/04/16

Farta!

Estou farta de tantas contas para pagar. 48 euros prá mercearia, 24 pró padeiro, 14 prás senhas de almoço, 60 prá eletricidade e 49 para a água. Eu não acredito. Só num mês, quase 200 euros. Daqui a pouco temos de andar nus ou embrulhados em farrapos. Já pensei em começar a vender algumas das coisas que tenho em casa, mas gosto tanto delas. Talvez venda as minhas louças chinesas que valem muito. Vou à loja de antiguidades e posso conseguir que mas comprem. Espero sair mesmo deste grande 31.

Sara Catarina Almeida Simões, 28 anos, Coimbra

Desafio nº 31 um conto com matemática…

02/04/16

Para sempre na memória

Entre pão, queijo, chouriço, frutos secos e fruta variada,
no valor de 325 euros, mais vinho e refrigerantes, 15 euros
mais ou menos – foi a despesa da nova cliente.
Pagou e pediu para guardar, que em breve viria buscar.
Entretanto, alguém dizendo ser filha pediu as compras,
claro que entreguei, confiando.
Imaginem como fiquei quando a verdadeira dona
veio reclamar as compras.
Eu nunca fui tão humilhada na minha vida.
Foi cá um 31!!! Nem queiram saber.

Natalina Marques, 56 anos, Palmela

Desafio nº 31 um conto com matemática…

20/10/15

A conta de somar que só queria dividir

Na terra da Matemática, nasceu uma conta de somar. Essa conta de somar sonhava um dia dividir, mas a conta de subtrair dizia-lhe que era impossível dividir.
Ela cresceu com aquele sonho e por mais que tentasse não conseguia.
Um dia, encontrou uma conta de dividir e perguntou-lhe se a podia ensinar a dividia, mas a conta de dividir disse-lhe que era impossível.
Passaram-se muitos e longos anos e a conta de somar finalmente aprendeu a dividir.

Leonor Barardo e Constança Dias, 7º B, Clube +, Escola Básica e Secundária do Cadaval, profs Ana Paula Silvestre e Aida Santos (no workshop do Folio Educa, dia 20 de Outubro, em Óbidos)
Desafio nº 31 um conto com matemática…




A revolta dos números

Era uma vez uns números matemáticos que pertenciam ao livro de matemática do João. Infelizmente, o João não gostava nada de matemática. Os números ficaram fartos da má educação do João e fugiram para o livro de ginástica, que era a sua disciplina favorita.
Quando o João estava a folhear o livro de educação física, lá estavam os pequenos números. O João ficou muito envergonhado desse ato. A partir daí, o João ficou a gostar de matemática.

Sara Viangre e Rita Batista, 5º C, Clube +, Escola Básica e Secundária do Cadaval, profs Ana Paula Silvestre e Aida Santos (no workshop do Folio Educa, dia 20 de Outubro, em Óbidos)

Desafio nº 31 um conto com matemática…

O 77

Era uma vez um número que se chamava 77. Estava triste porque não tinha amigos, mas um dia encontrou um símbolo de uma conta. Que símbolo era esse?
– Sei lá, deve ser…
Foi quando descobriu: era um sinal de subtração.
– Já sei, vou perguntar àquele sinal se quer ser meu amigo.
– Claro que quero – respondeu o sinal. – Nunca tive amigos.
A partir desse dia, ficaram amigos para sempre. O 77 partia em viagem pelas contas de diminuir.

Inês Pereira e Guilherme Carrasqueiro, 5º D, Clube +, Escola Básica e Secundária do Cadaval, profs Ana Paula Silvestre e Aida Santos (no workshop do Folio Educa, dia 20 de Outubro, em Óbidos)
Desafio nº 31 um conto com matemática…


Infinitas variáveis em Óbidos

O multifacetado eneágono de nove lados passa tangente ao oitavo lado do octógono. Toca-o e esse lado desaparece. “Só tenho sete, sou um heptágono!” Em círculo, dois grupos de seis traçam a
geometria da nossa escola. O denominador comum é serem bons alunos. 5 do 3.º ciclo, 4 do 5.º C, 3 alunos do 7.º ano, formando grupos. É uma incógnita o final da aventura em Óbidos, com infinitas variáveis que mostrarão o volume do nosso entusiasmo.

Ana Paula Silvestre e Aida Santos, professoras que acompanharam os alunos do Clube +, Escola Básica e Secundária do Cadaval (no workshop do Folio Educa, dia 20 de Outubro, em Óbidos)
Desafio nº 31 um conto com matemática…


O desejo

Um quadrado queria ser diferente dos amigos, que eram quadrados.
Um dia, estava no jardim e apareceu uma falda. O quadrado disse-lhe o seu desejo:
– Eu concedo-te o desejo com uma condição. Resolve esta equação: 5x + 85 – 82x = 47 + 50x + 1.
– Estás a fazer de mim parvo?!
– Ou isso ou esquece o desejo!
O quadrado, vendo que não havia solução, pensou.
– Já sei! Dá -74!
– Acertaste! Menos um lado terás!
E o antigo quadrado transformou-se num triângulo.

Margarida Matias e Mariana Vinagre, 8º C, Clube +, Escola Básica e Secundária do Cadaval, profs Ana Paula Silvestre e Aida Santos (no workshop do Folio Educa, dia 20 de Outubro, em Óbidos)

Desafio nº 31 um conto com matemática…

Uma história de amor

Era uma vez uma reta, um ângulo e o infinito, eram amigos na escola. A reta gostava do ângulo e o infinito gostava da reta.
Nas aulas, o infinito mandava cartas de amor à reta, mas ela não sabia que era o infinito. Depois de algum tempo, a reta descobriu que era o infinito que lhe mandava as cartas e pediu-o em namoro. Quanto ao ângulo… digamos que achou o par ideal.
Será? Descubram no próximo episódio!

Guilherme Nobre e Sofia Gomes, 5º C, Clube +, Escola Básica e Secundária do Cadaval, profs Ana Paula Silvestre e Aida Santos (no workshop do Folio Educa, dia 20 de Outubro, em Óbidos)

Desafio nº 31 um conto com matemática…

A letra e o número

A letra passeava no Jardim Botânico, feliz. Lia o nome das árvores e arbustos. Fotografava tudo o que gostava – tamanho, casca, folhas, flores. Só o cheiro não podia fotografar.
Deitou-se num banco, pertinho dum lago. Roeu uma maçã.
Caído duma árvore, surgiu outro viajante. Era o número. Trazia um rol de tudo o que havia para contar.
Olharam-se. Ela ofereceu-lhe uma maçã. Sentiram que nunca se poderiam separar: juntos, eram o mundo (das letras e das ciências).

Teresa Calçada, Curadora, com Mª José Vitorino, do Folio Educa (no workshop do FOLIO, dia 20 de Outubro, em Óbidos)

Desafio nº 31 um conto com matemática…

A esfera

Uma esfera tinha um grande sonho: um dia poder ter 8 vértices, 12 arestas e 6 faces. Ela queria ser um cubo e falou com o seu amigo, que era uma incógnita. Diariamente, ligava-lhe. Nunca o tinha visto, só tinha ouvido a sua voz.
Um dia, numa chamada, eles trocaram de forma e ela disse uma hipérbole porque ficara bastante contente.
Quando percebeu que se tinha mesmo transformado num cubo, ficou contente ao quadrado.
O sonho realizou-se!

Andreia Fialho, 7º F, e Bernardo Oliveira, 6º D, Clube +, Escola Básica e Secundária do Cadaval, profs Ana Paula Silvestre e Aida Santos (no workshop do Folio Educa, dia 20 de Outubro, em Óbidos)

Desafio nº 31 um conto com matemática…

14/10/15

Uma questão de contexto

Alice gostava de brincar com os números. Há algum tempo, pensava como é que um algarismo tão sem valor podia valer tanto. O zero era sempre zero, mas quando se colocava à direita de qualquer número era vê-lo subir em valor. E quantos mais zeros, mais as pessoas gostavam… Um dia, ficou doente e desejou tanto que o zero se colocasse à esquerda! Trezentos de colesterol? Mas eram só dois zeros… Afinal o valor estava no contexto…

Amélia Meireles, 62 anos, Ponta Delgada

Desafio nº 31 um conto com matemática…