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09/12/17

Quita Miguel ― escritiva 26

Humanidade
Confesso que cada vez me espanto menos com a natureza humana, talvez porque, por um lado acredito pouco nas pessoas, e por outro pergunto-me se existe certo ou errado. É que muitas vezes basta uma diferente cultura para classificar de mau o que nós consideramos bom e vice-versa.
Este olhar sobre a humanidade tem-me feito julgar sempre menos e duvidar sempre mais das minhas certezas anteriores.
Hoje, apenas acredito que tudo tem um propósito que desejo compreender. 
Quita Miguel, 58 anos, Cascais
Escritiva 26 – mistérios da natureza humana
Faça aqui o download do conto «Sonho Esventrado» https://www.smashwords.com/books/view/595005

29/11/17

Ana Paula Oliveira ― escritiva 26

― Olhe, dona Celeste, estamos muito indignadas. E pode dizer ao seu patrão, eu própria lho direi. Não se admite, chegar à nossa beira e mandar-nos calar porque estamos a falar muito alto e incomodamos os outros clientes! Por amor de Deus! Não estávamos a dizer mal de ninguém, não estávamos a dizer segredos, nem a falar dos namorados das outras. Era só o que faltava! Isto é um local público e não podemos falar alto?! Que indignação!!!!
Ana Paula Oliveira, 57 anos, S. João da Madeira
Escritiva 26 – mistérios da natureza humana


Elisabeth Oliveira Janeiro ― escritiva 26

Talvez Sim ou Nem por Isso
Dois irmãos, dois amigos, da mesma forma criados. Mas diferentes como duas gotas de chuva. Raulzinho, o estouvado, sempre inquieto, sem se saber como, pulverizava o pecúlio em dois tempos. Sempre enredado em teias de arame farpado, nenhum cêntimo lhe resistia.
A família, preocupada, e já desconfiada, achava estranho o comportamento tão diferente do irmão, aprumado, discreto, estudioso. Veio a saber-se. Vida de amarguras com fulguritos enganadores devido ao jogo. Salvou-o o Amor. Da mãe. Até quando?
Elisabeth Oliveira Janeiro, 73 anos, Lisboa
Escritiva 26 – mistérios da natureza humana


28/11/17

Paula Castanheira ― escritiva 26

Sinto-me triste, quando vejo adultos a atiram pela janela do seu belo carro, a embalagem do pequeno-almoço, a deixarem na areia, a boa da beata, na mata, os restos não degradáveis do seu repasto.
Imagino como será a casa destes humanos. Também por lá, atiram o lixo para o chão?
Falo de falta de educação, de inconsciência, de desrespeito pelo próximo, de desprezo pela Mãe Terra!
Pessoas assim, são tantas vezes educadores dos adultos de amanhã. Medo!
Paula Castanheira, Massamá, 53 anos
Escritiva 26 – mistérios da natureza humana


27/11/17

Maria do Céu Ferreira ― escritiva 26

Barraca
A família, no verão,
Aproveita bem o mar,
Da areia ao paredão,
Adoramos passear!

Assim, também alugámos
A barraca já «famosa»,
Saímos e almoçámos
E a gente até já goza…

É que há uma temporada,
Outros lá se bronzeavam,
Nós ficámos à entrada
A ver se se afastavam.

Mas armaram barracada:
― Nós éramos inguístas,
Não era praia privada,
Era tudo comodistas…

Hoje somos veteranos,
Munidos de grande lata,
Dizemos todos os anos:
― Não há praia sem «Barraca»!
Maria do Céu Ferreira, 62 anos, Amarante
Escritiva 26 – mistérios da natureza humana


Margarida Freire ― escritiva 26

Nasci e cresci no Tempo em que as Crianças eram ensinadas a “Dar a Salvação”. Traduzido para o século XXI, significa dizer BOM DIA!
Costumes de um passado remoto – não que eu seja saudosista dele, credo. Mas é assim.
Nada dói tanto como entrar num qualquer espaço, dizer Bom Dia, e ser calorosa e estridentemente saudada com o silêncio. Alguns arriscam uma mirada de viés, mas logo reagem, desviando o olhar.
Distracção? Não…… Muita Falta de Chá!
Margarida Freire, 75 anos, Moita
Escritiva 26 – mistérios da natureza humana

26/11/17

Susana Sofia Miranda Santos ― escritiva 14

Chamo-me Cristina, tenho 7 anos e passei uma belíssima manhã primaveril, realizando um terrorífico teste de matemática!
Que crueldade!
Ontem, a professora apresentou-nos a Declaração dos Direitos das Crianças.
Eu, possuidora de uma mente brilhante, recordo-me que o 4° princípio advogava que as crianças deveriam beneficiar de adequada alimentação, habitação, recreio e cuidados médicos.
Eu abomino a prisão carrasca da escola; testes provocam stress. Quero viver no recreio, alimentando-me de gelados.
Respeitem os meus direitos, adultos tiranos!
Susana Sofia Miranda Santos, 38 anos, Porto
Desafio Escritiva nº 14 – direitos da criança


Ana Beatriz ― escritiva 26

Maria olhou pela janela e retrocedeu no tempo. Um arrepio ― gelou-a de emoção. O perfil era-lhe familiar ― a perna traçada, um olhar para o infinito. Era mesmo ele!  
A coragem foi mais forte que a pacatez. Ficou pertinho dele. Olhavam na mesma direção. Formava-se um arco-íris! Ambos o tinham visto, noutro tempo, noutro lugar, sabiam da maldição ― um amor inacabado, desfeito pelo nevoeiro da perversão. Finalmente enfrentaram-se, consolidaram o que nunca deveria ter acabado. Ressuscitaram o coração! 
Ana Beatriz, 39 anos, Lisboa
Escritiva 26 – mistérios da natureza humana


24/11/17

3°/4° B, EB Galveias

Ai, ai, ai!
Ai, ai, ai o ser humano tem comportamentos inadmissíveis!
Uns gritam, outros brigam, há até quem bata nos próprios colegas.
Não podemos continuar assim! Deste modo o mundo será um caos.
Vamos apelar aos valores. Queremos mais educação, respeito, amizade, humildade, generosidade, felicidade..
Não queremos seres humanos delinquentes!
Não queremos ser o lixo da sociedade!
Com violência, não vamos a lado nenhum. Vamos resolver os problemas de forma civilizada. Por isso, já sabem, sejam amigos e educados!
3°/4° B, EB Galveias, professora Carmo Silva
Escritiva 26 – mistérios da natureza humana


22/11/17

Theo De Bakkere – escritiva 26

A lambada
Os sons de chamada são, em lugares públicos, um motivo de irritação para muita gente. Também me torvo bastante com aqueles toques inconvenientes. Como aconteceu ultimamente durante a representação "A morte de Inês". Naquele mais dramático momento, a lambada retumbou pela sala. Zangado olhava em redor, contudo, todos os olhos acusativos estavam orientados para mim. Ai! Morro de vergonha, na minha pressa, tinha o telemóvel do filho comigo. Evidentemente, era uma desculpa inaceitável, não o tinha desligado.
Theo De Bakkere, 65anos, Antuérpia Bélgica
Escritiva 26 – mistérios da natureza humana


21/11/17

Natalina Marques ― escritiva 26

Sentada no autocarro, ouvia a sua música preferida, suave e romântica, dos tempos que já eram idos, quando entra um grupo de jovens alegres, extrovertidos, como é normal, na idade da adolescência.
Mesmo com os fones postos nos ouvidos, conseguia ouvir o estrondoso barulho, que não podia classificar de música, pois ofendia os bons compositores.
Tirou os fones, e deixou que a melodia fizesse o milagre do silêncio. E conseguiu!!!
Foi assim o milagre da RÁDIO SIM.
Natalina Marques, 58 anos, Palmela
Escritiva 26 – mistérios da natureza humana


Susana Sofia Miranda Santos ― escritiva 26

Eu sou uma apaixonada pela música, por isso, apresento como mistério da Humanidade, um estudo efectuado por dois investigadores da Universidade de Mc Gill, no Canadá, afirmando que realizar actividades laborais ouvindo música torna o ambiente mais agradável, aumentando consequentemente o rendimento produtivo.
A música reduz o nível de stress, eleva o grau de oxitocina, produtor de bem-estar físico, melhorando ainda o humor do ser humano, facilitando as suas interacções sociais.
O poder da música é fabuloso! 
Susana Sofia Miranda Santos, 38 anos, Porto
Escritiva 26 – mistérios da natureza humana


20/11/17

Chica ― escritiva 26

A natureza humana é comprovadamente cheia de mistérios.
Atualmente convites para reuniões, encontros de amigos e ou família, de repente, ao olhar para o lado, vemos pessoas cada uma com seu celular, absortos com o olhar na pequena telinha, e dedos ágeis digitando. Ao lado, cônjuges, mães, pais são relegados à segundo, terceiro ou décimo plano.
Há de se promover a volta à presença EFETIVA! Nada substitui conversas, trocas de opiniões ao vivo!
Haverá esse retorno? Tomara!
Chica, 67 anos Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil
Escritiva 26 – mistérios da natureza humana


Escritiva nº 26

Viajo com frequência, é um facto. Gosto de observar comportamentos humanos, é outro facto, e devo dizer que há série de coisas que, como se diria na minha terra, me “fazem espécie”, ou seja me deixam intrigada.
Uma delas é esta mania, que já se tem estendido no tempo e no espaço, de fazer filas nas portas de embarque imenso tempo antes de começar o embarque. E não me venham com a conversa de que não há lugares marcados porque é uma treta, as pessoas adoram fazer filas, tenham ou não lugares marcados. Parte boa? Agradeço ter gente organizada à minha volta, mas fico um bocadinho ansiosa porque desconfio sempre que sou eu que vou ficar sem lugar no avião ou coisa que o valha.
Outro “mistério da humanidade” é a técnica da “mochila como companheira de viagem”. Passo a explicar: há gente que, mal se senta, põe logo a mochila no lugar do lado, sendo que NUNCA vi ninguém comprar um bilhete para a sua mochila querida.
Ora quando eu tenho a veleidade de perguntar “Está ocupado?”, a cara é sempre de “Não vê que vou ter que pôr a minha mochila no chão? Como é capaz de fazer isso?”
Bom, de certeza que vocês também se encontram com estes e outros “mistérios da natureza humana”.

Eu partilho aqui um que não deixa de me surpreender:
Os auriculares inventaram-se para cada um ouvir a música que quer, mas há quem não os use como deve e insista em subir o volume partilhando o seu mau gosto com toda a gente. Por que é que só quem tem maus gostos musicais é que é assim generoso? Apelo aos amantes da boa música que saiam à rua, ponham o volume no máximo e deixem o bom gosto transbordar dos vossos auriculares para os nossos ouvidos.
Paula Cristina Pessanha Isidoro, 36 anos, Salamanca
Escritiva nº 26 – mistérios da natureza humana
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