31 outubro 2014

Programa Rádio Sim 376 – 31 Outubro 2014

OUVIR o programa! 


No site da Rádio Sim

Um abraço
A evolução da vida obrigou-me a transgredir as regras, a mudar de casa, de terra, de vida!
Mas até o transtorno do transporte tem valido a pena pela transformação que acarreta consigo uma mudança.
Mudar de vida quase sempre nos transporta a estádios superiores do ser.
Exige de nós desapego de rotinas e hábitos mas transmite novas energias transformadoras e geradoras de oportunidades novas.
Rasga o nosso horizonte, quantas vezes tão limitado, abrindo novos ângulos de visão.

Maria da Graça Palhares, 60 anos, Vila Nova de Famalicão
Desafio RS nº 5 – 7 palavras com TRANS–– (no início, não necessariamente prefixo)

Partilhas e emoções

Não são apenas palavras
São acções,
São partilhas e emoções

Não são contos
Não são ilusões
São vivências dos corações

São raios solares
E brilhos dos olhares
São painéis celestes
E pinturas rupestres
Catedrais dos pensamentos
Dias iluminados e não cinzentos

77 toques humanos
Dedicados aos seres mundanos
Cuja fonte é a Margarida
Nossa escritora querida

77 flores
Apalavradas do jardim
77 cores
De uma magia assim

Não são apenas palavras
São acções
São partilhas e emoções!

Ana Mafalda, 44 anos, Lisboa

Desafio nº 77 – texto sobre o blogue

Vai ver, vai...

“Vai ler o blog “77 palavras”, já que gostas tanto de histórias!”, disseram-me… Eu fui! Bem-mandada que sou, li e reli imensos conjuntos de 77 palavras… uns hilariantes, outros sentimentais, outros que deixam-nos viajar ao som de palavras para terras ou situações longínquas…! Resumindo, o que para uma pessoa foi um novo projecto, para muitos outros tornou-se um vício semanal. A curiosidade pode ser fatal para os gatos, mas para os blogueiros é uma constante imprescindível.

Isabel Pinela Fortunato, 41 anos, Amadora
Desafio nº 77 – texto sobre o blogue

Desafia Sim!

Era um blogue de palavras
Setenta e sete, apenas e tão só
A cada dez dias um tema
Desafia que mete dó

Há sílabas que não encaixam,
Regras para cumprir
Palavras que não se cruzam
E o prazo a sucumbir

Há consoantes proibidas
Vogais que são sinais
Um barco que não navega
Ou que não chega ao cais

Escrever é inventar nova alegoria
O mar uma imensidão
Ao céu traz poesia
A Margarida uma flor na mão!

Alda Gonçalves, 77, Porto

Desafio nº 77 – texto sobre o blogue

O blogue

O blogue "Histórias em 77 palavras". Quem ignora? Mesmo além das fronteiras de Portugal, sabe bem encontrá-lo.
Ora, são desafios para todas as idades. Somente necessita um pouco de audácia e mente aberta. Seja breve e conciso. Uma palavra a mais ou sintaxe errada será desempanada mais rápido do que uma declaração de furto no posto de polícia.
Participe! E sempre será recompensado pela sua contribuição literária com um encorajamento amigável.
Adoro este mundo das 77 palavras.

Theo De Bakkere, 61 anos, Antuérpia Bélgica
Desafio nº 77 – texto sobre o blogue

Que raiva!

Sou um bule rachado, sou velho, o dourado que me tornava o mais lindo bule do armário, desapareceu há muito.
Ontem, a Maria ao lavar-me quebrou a minha bica.
Baboso, o chá já não vai cair certo naquela linda chávena de porcelana chinesa.
Aproxima-se a hora de voltar a ver a minha amada.
Reparará na minha cicatriz?
Poderei  eu aspirar ao amor daquela bela chávena que me tolda os sentidos?
Que raiva! Hoje estrearam o bule azul!!!

Maria Helena Alves, 80 anos, Estremoz, Academia Sénior, prof. Zuzu Baleiro
Mais textos aqui: http://zuzupoesiaecontos.blogspot.pt/
Desafio nº 2 – “Sempre quis ser uma história”, palavras obrigatórias por ordem inversa


Os papagaios perdidos

Um menino fez anos e ofereceram-lhe nove papagaios.
Num dia de vento, lançou os papagaios e dois deles fugiram para o infinito e mais além…
Mas o azar não ficou por aqui.
Apareceu um ladrão e levou-lhe o mais lindo dos papagaios.
Nesse instante apareceu uma estrela cadente e o menino pediu um desejo
O desejo era: entrar no portal do mundo dos papagaios.
Entrou. Enfrentou medos e um lago de crocodilos e lá estava o papagaio!


EB Coruche, 3º B, Professoras Carmo e Fátima
(sem desafio)

30 outubro 2014

Programa Rádio Sim 375 – 30 Outubro 2014

OUVIR o programa! 


No site da Rádio Sim


Tudo começou com uma ideia: escrever textos curtos, partilhar histórias. 77 foi o número mais divertido que encontrei, gosto muito do 7. A cada desafio, foram chegando mais amigos, viciados em textos curtos, dispostos a escrever e cortar, aprimorar o texto para que mostre o que queremos dizer e o que queremos que se adivinhe nas nossas palavras. Depois, a Rádio Sim! Para mim, é um sonho realizado. Agradeço-vos a todos este cantinho de escrita e amizade.

Margarida Fonseca Santos
Desafio nº 77 – com frase retirada de um livro

Com o Atlântico pelo meio

Há bastante tempo que tenho vindo a ler no Blogue da querida Chica as suas histórias incríveis de participação nos desafios das 77 palavras! Entusiasmei-me, até que um dia resolvi também tentar! Hoje é a minha terceira participação! O mais extraordinário foi tomar conhecimento do desafio através desta amiga do outro lado do Atlântico!
Através dela conheci outra pessoa muito especial, como é a Margarida! Simpática, alegre, meiga, acolhedora! Agradeço-vos, amigas, pelo carinho e atenção dedicados. Bem-hajam!

Emília Simões, 63 anos, Mem-Martins, Algueirão
Mais histórias aqui: http://ailime-sinais.blogspot.pt/
Desafio nº 77 – texto sobre o blogue

Sai daqui, alemão!

Sintetizar. Limitando o traduzir do pensamento. Dar sentido ao texto em poucas palavras. Criar minimalistas.  Daí encontrei recentemente algo ainda melhor. Tudo isso na limitação de palavras. Epa! 77 palavras? Como?
A flor Margarida gosta do número 7, mas, seria muito pouco. 77 ficou no tamanho ideal. Para batermos cabeça, escrever, enxugar, contar, revisar. Exercitar, afastar de vez o Alemão. Adorei!  Fica ainda melhor quando além de tudo temos mais um criativo complicador! E viva a primavera!

Roseane Ferreira, Macapá, Estado de Amapá, Brasil
Desafio nº 77 – texto sobre o blogue

O 7 e a Margarida

E na origem estava o 7: 7 virtudes; 7 pecados mortais; 7 chacras; 7 ciclos da Terra; 7 notas musicais; 7 cores do arco-íris; 7 dias da semana...
Número sagrado, perfeito e poderoso, já dizia Pitágoras.
O 7 e a Margarida. Que não satisfeita apenas com o 7 o repete e torna em 77. O blogue ou belogue, como diria o Tomás, de partilha de textos de 77 palavras, de Amizade.
Histórias lidas, contadas, também porque SIM.

Violeta Seixas, 47 anos, Lisboa

Desafio nº 77 – texto sobre o blogue

Quantas? Quantas?

«Ideia de doidos», diriam alguns. «Impossível» pensariam outros.
Escrever com limite de palavras e ainda por cima com regras: não pode fazer isto ou aquilo; tem de fazer assim ou assado.
– Quantas palavras tem de ter o texto? Quantas? – pergunta alguém acabado de chegar, pronto a arriscar a sorte.
E lá vamos, construído um texto após outro, permitindo que as 77 palavas nos entrem na pele e nos viciem. Mas, não se preocupem. É um vício bom!

Quita Miguel, 54 anos, Cascais

Desafio nº 77 – texto sobre o blogue

Só podemos agradecer

Bela iniciativa a Margarida teve e assim que dela tomamos conhecimento, viciadas nele ficamos.
Para quem, como eu, "mais pra lá do que pra cá", mexer com a cuca é preciso cada vez mais.  
Desafios assim  garantem uns bons tempinhos de neurônios funcionantes.
Hoje, por ser o  número 77, Margarida foi "boazinha".  Outros, bem difíceis e que quase fundem a cabeça.
Desejo continuar muito tempo a desafiar a cuca aqui.
Sinal de vida! Venham muitos desafios mais!

Chica, 65 anos Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil 

Desafio nº 77 – texto sobre o blogue

Na blogosfera

Foi através de uma amiga da blogosfera que aqui vim parar, a este cantinho onde são precisas 77 palavras. Comecei timidamente, sem saber muito bem o que escrever. Achava complicado fazer pequenos textos, mas aos poucos fui escrevendo e fiquei viciada. Nem sempre tenho muito tempo, mas lá vou conseguindo colaborar e estou sempre na expectativa do que a Margarida vai inventar. Por aqui penso ficar e com amizade deixo um abraço para quem por aqui passar.

Sissi, 39 anos, Vila Real
Desafio nº 77 – texto sobre o blogue

O berbicacho

Já não sabia que fazer.
Começara bem mas depois percebeu a dificuldade que o esperava! 
Como teimoso que era continuaria tentando até conseguir. Não iria desistir depois de tanto trabalho.
Repentinamente começou a chover.
Decidiu esperar, afinal depois da chuva vem o sol. Olhou a porta tentando perceber porque não conseguia!
Já o colocara de frente, de lado, depois deitou-o... Mas nada!
Desistir? Isso nunca! Nem que morresse tentando. Mas ia meter aquele bendito sofá na rua!!!


Carla Silva, 40 anos,  Barbacena, Elvas
(sem desafio)

Desafio nº 77

O desafio nº 77 só pode ser…
… sobre o blogue histórias em 77 palavras!

Vamos a isto.

A ideia é escrever um texto que brinque com o blogue, ou partilhe experiências. Vamos comemorar este cantinho de partilha de histórias!


Deixo-vos aqui a minha:
Tudo começou com uma ideia: escrever textos curtos, partilhar histórias. 77 foi o número mais divertido que encontrei, gosto muito do 7. A cada desafio, foram chegando mais amigos, viciados em textos curtos, dispostos a escrever e cortar, aprimorar o texto para que mostre o que queremos dizer e o que queremos que se adivinhe nas nossas palavras. Depois, a Rádio Sim! Para mim, é um sonho realizado. Agradeço-vos a todos este cantinho de escrita e amizade.
Margarida Fonseca Santos, 53 anos, Lisboa

29 outubro 2014

Programa Rádio Sim 374 – 29 Outubro 2014

OUVIR o programa! 


No site da Rádio Sim

Borrasca Providencial
No Largo do Chafariz de Fora, chovia.
A potes.
A água transbordava fazendo ricochete na calçada.
Tudo ensopado.
As horas pardas do dia escurecendo corriam.
Tola enxurrada.
Residentes de mãos dadas saltavam de canguru.
Para atravessar.
Barquilhos a fazer ondas com gente dentro.
Sem escapatória.
Dum lado ao outro - porto de abrigo.
Muita agitação...
Mas afinal  a tormenta ainda promoveu amizades.
Surpreendentes encontros!
Ele e ela na confusão das águas
Foram apresentados..
E uma linda história começou...

Elisabeth Oliveira Janeiro, 70 anos, Lisboa

Desafio nº 75 – frases de 7 e 2 palavras

A prece

Lágrimas deslizavam-lhe pelas faces.
Alheia a quem estava na capela, fixava atentamente a mãe celestial. Falava mas apenas a mãe escutava.
Mãe diga-me, que fiz eu para ter tal sina? Fui ingrata para si? Diga-me... Quanta tristeza invade minha alma. Andei afastada mas nunca a esqueci mãe... Sabe bem quais as minhas dificuldades. Será que nada mais resta para mim além desta tristeza? Mãe aqui a teus pés, de alma rasgada... nesta angústia sem fim... Diga-me mãe...

Carla Silva, 40 anos,  Barbacena, Elvas

Desafio nº 76 – escrever sem a letra O

28 outubro 2014

Programa Rádio Sim 373 – 28 Outubro 2014

OUVIR o programa! 


No site da Rádio Sim

Receita das amigas
Ingredientes: 
Uma pitada de carinho, amor e ternura.
Uma caneca de amizade, um copo com risos, de brincadeiras, mais vinte ovos de afeto para sempre.
Um caldeirão de amigas fiéis.
Preparação:
Agarra-se num caldeirão para receitas das amigas e depois põe-se uma pitada de carinho com amor e ternura.
Depois disso põe-se uma caneca de amizade, com vinte ovos de afeto para sempre, a seguir põe-se um copo com risos, de brincadeiras, sempre alegremente. Mexer e tomar!

Alícia Duarte, 11 anos, Colégio D. Dinis, Amor, professora. Rosário Oliveira
Desafio RS nº 10 – uma receita em 77 palavras

Desamparo

Que tristeza tamanha esta, de saber que a espera, nunca se faz negada.
Espera-se que passem dias, meses…
Desespera-se…
Aguardam-se incertezas de visitas que sempre tardam em chegar,
E muitas vezes nunca chegam.
Assim é a vida, a de tanta gente 
Largadas em lares… Desamparadas…
A espera, sempre à espera, que um dia a vida mude
E existam amanhãs de alegrias…
Mas a vida teima sem querer mudar, tal qual a espera
Que, igualmente teima em continuar. 

Graça Pinto, 56 anos, Almada
Desafio nº 76 – escrever sem a letra O

Sem O no Teclado

Desde tenra idade, que admirava a menina de tranças pretas. Tinha uma carinha bem gira, linda a valer!
Mais tarde na primária, já a pensar que eram grandes, retraiam-se, passavam indiferentes, mas a beleza dele e dela, atraiam-se.
Certa tarde em que brincava na esplanada da pastelaria, Daniel discretamente, entrega-lhe uma margarida.
Ela chama-se Margarida.
Ainda guarda essa terna lembrança.
Há dias cruzaram-se na rua. Decidiram ver um filme. 
Surpresa!
Ele leva-lhe margaridas!
Imaginem a sua felicidade. 

Rosélia Palminha, 66 anos, Pinhal Novo

Desafio nº 76 – escrever sem a letra O

Trair ou não?

Tudo correra totalmente bem, tinha razões tremendas para tomar suas tequilas. Havia tramado perfeitamente. Teria erros, todavia, poucos. Talvez nunca traçara planos tão arriscados.
Temia ser tachada de traidora?
... Tatuara propositadamente “Tércio” no tornozelo esquerdo, tendo abaixo “te amo”. Terminaria aquela tortura, entregar-se-ia torridamente ao templo da tentação. Amar transcenderia. Seu telefone vibrou. Teve enrubescimento, taquicardia, desejo, tensão. Irresistivelmente tentada não tardou correr, tropeçando apressada, tomou assento, tímida foi tateando, enquanto Tércio, entre tamanha ansiedade, tomou-a, trémulo...

Roseane Ferreira, Macapá, Estado de Amapá, Brasil

Desafio nº 61 – palavra sim, palavra não começada por T

27 outubro 2014

Programa Rádio Sim 372 – 27 Outubro 2014

OUVIR o programa! 

No site da Rádio Sim

Se quisesses...
Se me quisesses enfeitiçar, bastava um sorriso
Não sorriste...
Se me quisesses imaginar, bastava um sonho
Não sonhaste...
Se me quisesses prender, bastava um abraço
Não abraçaste...
Se me quisesses espantar, davas-me a lua
Não deste...
Se me quisesses amar, bastava um gesto
Não fizeste...
Se já não te inspiro, diz-mo olhando
Não fujas…
Se apenas te amarguro, por favor sai
Não fiques…
Se um dia voltares, talvez não esteja
Não voltes...
Será que valeu a pena ter-te amado?
Não sei...
Acho que nunca o saberei!

Isabel Lopo, 68 anos, Lisboa

Desafio nº 75 – frases de 7 e 2 palavras

26 outubro 2014

A má receita

Num belo dia de Agosto, eu tinha feito um bolo. Custou-me bem, pô-lo a gosto de toda a gente. Uns porque não gostam de laranja, outros de chocolate… ora não se pode agradar a todos. Lá pus o bolo na mesa e chamei os garotos. A minha filha, muito a contragosto, provou o bolo e, sem papas na língua, disse que sabia a remédio… apanhei cá um desgosto… nem sempre se consegue acertar na receita, não sabem?

Sissi, 39 anos, Vila Real

Desafio nº 50 – Com as palavras AGOSTO; A GOSTO; A CONTRAGOSTO; DESGOSTO

Dia sim, dia sim

Dia sim, dia sim Alexandre passeava pelas ruas e avenidas da sua cidade e repetia rituais de beber cerveja nas esplanadas a pensar na vida que tinha.
A mulher estava diferente, uma estranha, gritava e refilava. Estaria grávida?
Tinham de falar… Para ele a vida tinha que ser mais.
Talvez a deixe! Pensava frequentemente.
De repente, viu-a e fez-lhe sinal. Maria assentiu.
Amanhã, talvez a deixe amanhã, mas apenas disse:
Já tinha saudades! E fez-lhe uma festa!

Carlos Fonseca, 40 anos, Loures

Desafio nº 76 – escrever sem a letra O

24 outubro 2014

Liberdade

Quanto tempo fazia que não caminhava assim? Aquele seria sem dúvida o primeiro dia de sua nova vida. Experimentando o sabor da liberdade, abstraiu todo pensamento que o incomodava, lembranças que fustigavam, e deambulou por horas a fio, sozinho, quase esquecido das amarras que o acorrentaram nos últimos 20 anos. Agora só um pensamento conduzia vereda fora: reencontrar Madalena, lugar onde aprisionara seu coração. Dissipar tantas saudades. Voltar ao ponto que fora interrompido. Quem sabe vidas reconstruídas.

Roseane Ferreira, Macapá, Estado de Amapá, Brasil

Desafio nº 70 – frase de palavras obrigatórias

A Minha Cidade

Ela é mágica, cheia de luz, vibrante, de gentes afáveis, de inigualáveis praias fluviais, de marés cheias, de argênteas luas, de pedras que em cima de mais pedras fizeram eminentes maravilhas, das grandes calçadas, de apetites saudáveis à invídia das delícias pantagruélicas, de mesetas planálticas e aveludadas planícies, de fulvas mantas cerealíferas, de verdes e escarlates, de alabastrinas nuvens dispersas, de alvas matizadas, de chuvinhas refrescantes e mansas brisas.
Eis a minha querida cidade. De Ulisses também.

Elisabeth Oliveira Janeiro, 70 anos, Lisboa

Desafio nº 76 – escrever sem a letra O

Beijos interditos - I

Um homem, uma mulher encontram-se, várias vezes, sabendo ele do risco; ela não.
Após diálogos de horas, depois percebeu.
Explicou, insistentemente a inocência do comportamento sabendo(?), provavelmente, seria incompreendida. Manteve esperança.
Mal entendidos sucederam-se. Depois esclarecia-os insistentemente. Por fim, entendeu-os resolvidos.
Sentindo, sabendo que assim era, reuniram-se sempre que possível: construção de uma relação de amizade.
No último contacto, despedindo-se, beijou-a; beijaram-se. Depois, em silêncio, ela desapareceu incrédula.
Ambos, sabendo do interdito, como… Ela entrou em sofrimento, ele?...

Isabel Pinto, 47 anos, Setúbal

Desafio nº 73 – frases com sabendo e depois

Camélia

Camélia era a vaca mais amada da aldeia.
Nunca bebi leite sem ser da Camélia.
Dá saúde, dizia a minha mãe.
Faz crescer acrescentava a tia Teresa.
Eu adorava aquela vaca, era meiga, amiga, paciente...
Escutava sem fazer cara feia, às vezes dizia MUUU, mas era a sua linguagem, eu ria.
Ninguém sabia quem era a Camélia, apenas as duas, eu e ela.
Um dia a Camélia desapareceu, berrei, gritei...
E assim desapareceu a minha amiga Camélia.

Goretti Pina, 52 anos, Odivelas

Desafio nº 76 – escrever sem a letra O

23 outubro 2014

Programa Rádio Sim 371 – 23 Outubro 2014

OUVIR o programa! 

No site da Rádio Sim

Rúben estava sem pinga de sangue. Afinal, enganara-se à séria, Catarina era, de certeza, a mulher errada. E tinha de se desenvencilhar dela, depressa, de preferência. Primeiramente, disse mal de Catarina até se fartar. De seguida, fugiu dela à descarada de saídas e jantares à luz da vela. Finalmente, Catarina percebeu a mensagem e as lágrimas caíram sem parar. Mas Rúben estava bem, assim já iria engatar mais umas para se divertir. E evitaria as Catarinas, livra!
Margarida Fonseca Santos, 53 anos, Lisboa 

Desafio nº 76 – escrever sem a letra O

Clarisse

Chama-se Clarisse. Nasceu numa linda manhã de primavera. A mãe sempre quis uma menina, mas a figura paterna, apesar de feliz pela sua chegada, preferia um rapaz.
Mas Clarisse apareceu e fez as delícias deste pai, que se rendeu, ainda que sempre na esperança de que um dia tivesse a felicidade de abraçar um ser semelhante a si. Enfim, um rapaz! Quem sabe!
E esse dia chega, qual milagre da vida, nasce a dupla Manuel e Miguel.

Joana Marmelo, 50 anos, Cáceres, Espanha

Desafio nº 76 – escrever sem a letra O

22 outubro 2014

É dia

Um batel a navegar
Uma cana de Mar
Uma caravela a marear
Uma espuma a saltitar.

Sussurra ventania
Canta chuva
Salta vaga
Empurra água;
Pula pedra
Suga sal
Embeleza alga
Beija peixe.

Um batel a navegar
Uma cana de Mar
Uma caravela a marear
Uma espuma a saltitar.

Afaga nuvem
Acaricia pingas
Em balança marinha
Em margem submarina;
Sente Terra
Alumia serra
Dança lume
Alcança o cume;
Lança barca
Caminha estrela
Brinca à magia
Alumia, é Dia!

Ana Mafalda, 44 anos, Lisboa

Desafio nº 76 – escrever sem a letra O

Esquecer de ti...

Quanto tempo há de passar até que esqueça de ti?
Até que esqueça de ti, oceanos secarão, lua nascerá em pleno meio dia.
Em pleno meio dia sinos não tocarão, chuvas de estrelas cairão,
Estrelas cairão no céu que será meu chão.

Meu chão de solidão,
De solidão ruirão mundos, dias e noites em vão...
Dias e noites em vão, sóis que se apagarão,
Sóis que se apagarão, e esquecer de ti? Quanto tempo há de passar?

 Roseane Ferreira, Macapá, Estado de Amapá, Brasil 

Desafio nº 63 – fim de cada frase é igual ao início da próxima…

Encontro insólito

Num acaso insólito, um estranho interpela-a. Porquê? Curiosidade? Estranheza? Humanidade?
Fez-lhe perguntas. Muitas. Que chatice, pensou. Porra! Respondeu sempre, aparentemente, com um discurso lúcido. Desse diálogo resulta uma caminhada conjunta, almejando ela obter o que necessitava e que ele possuía.
Depois de alguns dias, contactou-a. Contactaram-se. Acedeu a uma aproximação invulgar. Desta, iniciam sozinhos, ainda, uma relação ambicionada de amizade, mas no essencial mantém-se indecifrável (?). É afecto(?). Talvez?! Assim alertou-a do nada em que se transformara.

Isabel Pinto, 47 anos, Setúbal

Desafio nº 74 – nada em que se transformara