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27/07/20

Fernanda Malhão – desafio 70

Deambulou sozinho durante o amanhecer, percorreu a vereda repleta de orvalho. Por ali fora foi experimentando todos os sons e aromas. Tinha saudades da terra onde cresceu. Olhou as casinhas da aldeia todas reconstruídas, agora ainda estava ainda mais bonita. No caminho passou pela velha figueira, havia esquecido que no seu tronco estava gravado um coração com as iniciais do seu nome e da sua esposa. Esse amor resistiu ao tempo e deu frutos assim como aquela figueira.
Fernanda Malhão, 44 anos, Gondomar
Desafio nº 70 – frase de palavras obrigatórias

21/08/17

Susana Sofia Miranda Santos ― desafio nº 70

Hoje, foi ao sótão buscar roupas velhas para oferecer à instituição de caridade e encontrou um álbum antigo.
Dário viu, então, a fotografia de Camila, sua namorada de juventude.
Foram felizes, mas terminaram abruptamente, pois ela emigrara para França com familiares.
Ele soube pela vizinha que ela casara, tinha dois filhos, mas ele estava só. Nunca conseguira cicatrizar as feridas daquele amor.
Levaria imediatamente a roupa à instituição.
Sentindo-se esquecido, deambulou sozinho, vereda fora, experimentando saudades reconstruídas.
Susana Sofia Miranda Santos, 38 anos, Porto

Desafio nº 70 – frase de palavras obrigatórias

28/03/16

Pensamentos

Estas memórias, agora reconstruídas, não lhe despertam saudades. Nesse tempo, deambulou por ideias que não eram ele, caminhou por uma vereda que lhe parecia errada, e sobretudo interminável, julgou ter-se perdido nela para sempre. Enquanto estava sozinho, ia experimentando, agarrava-se a um pensamento, e pouco tempo depois deitava-o fora. Agora que o lia, percebeu que já tinha esquecido tudo aquilo, um dia decidiu simplesmente não pensar, e acabou por se encontrar pelo caminho, e graças a ele.

Rita Riscada, 24 anos, Porto

Desafio nº 70 – frase de palavras obrigatórias 

25/03/16

Vida po viver

Era triste a vida que escolhera
vivia-a por viver.
Olhava o mundo, sem nada ver
Foi sempre assim que ele a viveu
já ESQUECIDO de vivê-la.
Nos caminhos que cruzou,
por eles DEAMBULOU,
embriagado de SAUDADES,
de que nunca se orgulhou.
SOZINHO pela vida FORA,
e as lembranças já esquecidas
que outrora foram vividas
na VEREDA dessa estrada,
ele foi EXPERIMENTANDO
recordações, CONSTRUÍDAS.
Agora que o fim chegou,
foi somente o que levou.
Uma vida por viver.

Natalina Marques, 56 anos, Palmela

Desafio nº 70 – frase de palavras obrigatórias 

22/01/16

Programa Rádio Sim 686 – 22 Janeiro 2016

o programa em podcast na Rádio Sim



De forças reconstruídas, atirou-se à tarefa sem pestanejar. Parecia ter-se esquecido de que, sozinho, talvez pudesse atingir o necessário êxito. Experimentando novas ferramentas, compradas a custo com os poucos tostões que tinha, deitou fora dúvidas e saudades. Precisava de fazer tremer a comunidade, a sua sobrevivência dependia disso. Deambulou, obsessivo, pela vereda da criatividade, exigindo de si mesmo o melhor. De obra acabada, sentiu um ligeiro tremor. Recebeu o prémio. Sorriu. Quem poderia agora acusá-lo de acomodado?

Margarida Fonseca Santos, 53 anos, Lisboa
Desafio nº 70 – frase de palavras obrigatórias


02/10/15

Programa Rádio Sim 610 – 2 Outubro 2015

OUVIR o programa! 
Visite o site da Rádio Sim


Deambulando pelas saudades

Os dias teciam o tempo onde agora vivia sozinho. Há muito que havia esquecido a cor dos seus gestos de ternura. Os dias alongavam-se pela sua ausência. O tempo esvaziado dos seus sorrisos, das suas gargalhadas, fazia eco na mágoa que agora o abraçava. Subiu a vereda das recordações experimentando a amarga solidão. Deambulou pelas saudades. Lá fora, o vento dançava ao som da melodia das árvores. As recordações reconstruídas pela lembrança acalentavam a sua triste existência.

Amélia Meireles, 62 anos, Ponta Delgada
Desafio nº 70 – frase de palavras obrigatórias

08/12/14

Reconstruir

Era quase um peixe fora de água deambulando sozinho pela cidade. Saudades de histórias quase esquecidas percorriam-lhe a mente como um arrepio de um apelo ao passado. Havia agora também boas notícias, os novos caminhos traziam-lhe desafios que o fazia sentir-se vivo e o alimentava experimentando novas sensações. O turbilhão na sua cabeça tinha de ser domado e não valia a pena dar-se ao lamento. A vida é uma vereda que se reconstrói a cada novo passo.

Constantino Mendes Alves, 56 anos, Leiria

Desafio nº 70 – frase de palavras obrigatórias 

24/10/14

Liberdade

Quanto tempo fazia que não caminhava assim? Aquele seria sem dúvida o primeiro dia de sua nova vida. Experimentando o sabor da liberdade, abstraiu todo pensamento que o incomodava, lembranças que fustigavam, e deambulou por horas a fio, sozinho, quase esquecido das amarras que o acorrentaram nos últimos 20 anos. Agora só um pensamento conduzia vereda fora: reencontrar Madalena, lugar onde aprisionara seu coração. Dissipar tantas saudades. Voltar ao ponto que fora interrompido. Quem sabe vidas reconstruídas.

Roseane Ferreira, Macapá, Estado de Amapá, Brasil

Desafio nº 70 – frase de palavras obrigatórias

22/10/14

Nostalgia

Esquecida de si, deambulou pela aldeia. Paisagem verde; horizonte sem fim. Sentia-se menina, irrequieta e alegre; sozinha descobria o mundo. Experimentando coisas novas; boas. O sítio da vereda era o seu preferido. Nele, inventava histórias, transformando-se dentro e fora.
Hoje, recorda esse tempo com nostalgia e saudades. Esse lugar de infância desapareceu (ou será ela, agora, incapaz de o sentir desse modo?). Reconstruídas as memórias, resta o sentimento estranho de uma criança que já não existe (existiu?).

Isabel Pinto, 47 anos, Setúbal

Desafio nº 70 – frase de palavras obrigatórias

06/10/14

Programa Rádio Sim 358 – 6 Outubro 2014

OUVIR o programa! 

No site da Rádio Sim


Queria a desforra
Queria a desforra, gritou. Ninguém o ouviu. Fogo!, tinham prometido deixá-lo ganhar naquela tarde. Embriagado pelo compartimento estanque da cervejaria, nem hesitou. A garrafa estilhaçou-se contra a parede, deixando uma ferida aberta na mão de Ramiro. Aquilo que pensara ser um início de amizade ligeira, desfiava-se como pano abandonado na corda. Sem conhecimentos sobre as praxes académicas, tentou sair. Não foi capaz. Acordaria de ressaca, no chafariz, molhado e humilhado. Era um desgraçado… O ano começava mal.

Margarida Fonseca Santos, 53 anos, Lisboa
Desafio nº 70 – frase de palavras obrigatórias 

03/10/14

Programa Rádio Sim 357 – 3 Outubro 2014

OUVIR o programa! 
No site da Rádio Sim

E o outro?
Deambulou sozinho, esquecido de si e do mundo veredas fora, experimentando, num tempo agora infinito, doloroso e longo, longo, saudades tão profundas do amor. E isso é o que lhe doía. Tempo perdido. Seria? Por que foi assim? Memórias reconstruídas de zangas e amarguras a toldar-lhe infinitamente o pensamento. Como é o amor? Raivas! Não, amor? Sim, amor? Que é do outro? Caminhos insondáveis. Reconstrução do ser e andar. Andar, sim. Não é isso que se diz? 

Antónia Pereira, 57 anos, Lisboa
Desafio nº 70 – frase de palavras obrigatórias

11/09/14

A casa da bruxa

Adérito tinha esquecido como o bosque era lindo! Andava sozinho, matando saudades dos tempos de criança.
Experimentando novas sensações a cada passo. De repente lembrou-se das casas praticamente em ruínas que pertenciam a uma suposta bruxa. Caminhou pela vereda até lá. Para sua surpresa, foram reconstruídas. Ficou desiludido, a clareira perdeu toda a magia. Deambulou meio perdido pela estrada, lembrando com saudades os gritos da velha "bruxa" quando lhe invadiam o quintal.
–  Fora, seus pirralhos!!! Fora daqui!!!  

Carla Silva, 40 anos,  Barbacena, Elvas

Desafio nº 70 – frase de palavras obrigatórias 

27/08/14

Novo Mundo

A incerteza do mar aberto põe à prova a determinação.  
O vento ora enfuna a ânsia por glória, ora sussurra perigos e ameaças...
Haja terra!
Do alto da gávea o grito desejado:
Terraàvistaaaaaaa!!!
Aportou o barco à ilha. Desconhecida.
Havia pântanos, floresta densa, gritos de aves vereda fora.
Deambulo sozinho e Imaginou um porto, muitos barcos, cidades, comércio, indústria. Civilização!
Experimentando saudades, sonhou até com um nome: York?
A sua York?
Não! Nova York!
Seriam cidades reconstruídas!

Luís Marrana, 52, Oliveira do Douro, Portugal (enviado de Nova Iorque)

Desafio nº 70 – frase de palavras obrigatórias 

26/08/14

Retiro

Encontrei o caminho esquecido. Sozinho deambulei entre pedras escorregadias experimentando a nudez dos meus pés. Reconstruí mentalmente todos os espaços perdidos pela vereda sinuosa da solidão.
Senti saudades do tempo que de mãos dadas fizemos estes caminhos. Olhando-nos e rindo do nada que diariamente acontecia. Segui também de pés descalços por ali fora, para sentir a sensação do calor ou do frio que nos guiava.
Obrigatoriamente partiste.
Espero-te.
… Junto da nossa árvore, agora também desnudada pelas tempestades.

Rosélia Palminha, 66 anos Pinhal Novo
Desafio nº 70 – frase de palavras obrigatórias 

20/08/14

A primeira vez

Sozinho, saltou experimentando pura adrenalina. Deambulou sobre a vereda junto ao mar, fora do alcance dos progenitores. Tombou sobre as reconstruídas palhotas da praia. Desnorteado, esquecido da rota, refugia-se nas saudades e aflição. Todos o procuram: lá está ele. Com afagos carinhosos, a mãe sossega-o. Rumo ao ninho consolidam a primeira lição de voo. Seguem-se dias de treinos intensivos. Migram juntos, prontos para a mega maratona, honrando o código da Andorinha-do-mar-ártica: um por todos, todos por um. 

Ana Diniz, 53 anos, Almada

Desafio nº 70 – frase de palavras obrigatórias 

17/08/14

O Baú Esquecido

Tobias Filipe deambulou pelo sótão e encontrou um baú com um manuscrito esquecido.
Sozinho, relembrou com melancolia as saudades que tinha da sua amiga Helena.
Estranhamente, sonhou que saltavam penhascos e rochedos, vereda fora e lutavam pelo seu amor.
Experimentando duvidas, afastando a raiva, certezas reconstruídas afastariam os metediços.
Delicadamente, sem escândalo ou num turbilhão de emoções e pensamentos esqueceriam a traição albergada nos seus corações humildes.
Rascunho a rascunho guardou os seus segredos no baú esquecido.

Cristina Lameiras, 49 anos, Casal Cambra 

Desafio nº 70 – frase de palavras obrigatórias 

06/08/14

O Monte do Coelho

Fiquei estática. Tumultuosos  sentimentos  me invadiram quando,  num  almoço  familiar, me acumularam de presentes.
Não soube agradecer, sobretudo ao deparar com um quadro a óleo, cujo tema é um monte velhinho inserido numa paisagem lindíssima,  "vales e chapadas", na mais bela mistura de verdes da natureza. 
Fui lá há muitos anos. 
Nada ficou esquecido. Mentalmente deambulei sozinha, vereda fora, experimentando saudades reconstruidas. 
Conheci o tio Zé, a tia Luísa, cujo carinho ainda guardo comigo.
Obrigada, minha prima.

Rosélia Palminha, 66 anos, Pinhal Novo  

Desafio nº 70 – frase de palavras obrigatórias

29/07/14

Esquecer o passado

Afogara-se. Primeiro no êxito de uma carreira de sucesso; depois, no álcool. Ela não suportou a descida aos infernos, nem tentou compreender os seus motivos. Foi mais fácil fugir.
Lembrava-se da luta travada no tribunal: palavras azedas trocadas, roupa suja esfregada, vidas negociadas não mais reconstruídas.
Agora, ali, no atalho da sua vida, experimentando saudades, tentou apagar o passado mas as memórias não o largavam. Voltou a beber, para se distrair.
Então, esquecido, deambulou sozinho, vereda fora.

Ana Paula Oliveira, 53 anos, S. João da Madeira 

Desafio nº 70 – frase de palavras obrigatórias 

27/07/14

Lugar do coração

Experimentando sozinho, o que já tinha pensado fazer acompanhado, lá fui por um caminho incerto e esquecido.
Na verdade não era um caminho.
Era uma vereda escura e estreita.
A incerteza apareceu, o medo apoderou-se, o coração bateu tão forte que parecia querer salta para fora.
O meu corpo hesitante deambulou por breves momentos.
As saudades trouxeram-me de volta.
As ideias foram reconstruídas e as certezas enraizadas.
Este era o lugar do meu coração!
O meu Portugal!

Isabel Franco Cabral, 39 anos, Lisboa

Desafio nº 70 – frase de palavras obrigatórias 

Regresso

As saudades há muito que se deixavam esboçar. Apesar da distância, não houvera um dia que se tivesse esquecido do cheiro e da luz da sua terra.
Sozinho, deambulou pelos enormes corredores daquele aeroporto, relembrando imagens reconstruídas, experimentando as emoções dos dias que o aguardavam. Mal chegasse, haveria de correr vereda fora, galgando distâncias, deixando para trás as pedras do caminho que tão bem conhecia e que há muito o haviam deixado de conduzir às suas gentes…

Graça Pinto, 56 anos, Almada
Desafio nº 70 – frase de palavras obrigatórias