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18/01/20

Micaela C ― desafio RS 26

Lá fui eu, no dia marcado, ao tribunal implorar por justiça.
metro atrasou-se, mas, mesmo assim, eu consegui chegar a tempo.
Quando entrei no tribunal, deparei-me com a falta de uma peúga.
Não foi isso que me deteve, aliás, não era nenhuma ruína.
Após o relojoeiro, eu tomei a palavra, dizendo:
― Não foi assim! Você é que agarrou no relógio, atirando-o pelo ralo e culpando-me.
A sentença foi-me favorável, o senhor pediu-me desculpa, oferecendo-me um doce.
Micaela C, 17 anos, Alcobaça, Prof.ª Fernanda Duarte
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25/07/18

Maria João Barradas ― desafio RS 26


Falando com justiça, lembro mal a Alice do País das Maravilhas.
Trazia um relógio à cintura e uma peúga de cada cor?
Não, isso era o traje do seu amigo, o estranho relojoeiro.
Não havia tal personagem?, tenho o cérebro em ruína, era Chapeleiro!
Adoro a colorida cena do chá, ninguém o queria muito doce.
Apareceram o coelho, o gato e o rato de pelo ralo.
E claro, o gato, com a sua peluda cauda a metro.
Maria João Barradas, Faro
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17/01/18

Lúcia Marina Correia Casalta ― desafio RS 26

A minha vida neste momento está uma ruína. O que fazer?
Estou a lavar a loiça e olho para o ralo pensativa.
A minha história de vida longa e triste definida ao metro.
Ele foi embora e deixaram de aparecer peúgas espalhadas pela casa.
Um dia irá fazer-se justiça mas agora tenho que me conformar.
Encontrei um doce, lindo e verdadeiro amor que não poderei viver.
relojoeiro da vila, grande amigo da família, partiu hoje cedo.
Lúcia Marina Correia Casalta, Vieira de Leiria
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14/11/17

Margarida Freire - desafio RS 26

O Viajante resolveu pousar a Máquina na encosta, perto da Ruína.
Olhando atentamente em volta, descobriu um RALO, quase coberto de margaridas.
"Que será aquilo? Mais de um METRO... mal dava por ele."
Curioso, aproximou-se, sem descobrir onde 'pousara'. "Um DOCE a quem ajudar!"
Quase morreu de susto. Um cão enorme saltara, PEÚGA na cabeça.
"É de JUSTIÇA não assustar as pessoas, não achas grande pateta?"
"O RELOJOEIRO amalucou. Vem aí. Traz a bomba! ". Sebastião, finalmente, acordou.
Margarida Freire, 75 anos, Moita
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29/10/17

Carla Augusto - desafio RS 26

Agora já não me ralo nem quero saber de ti, estupor!
Contigo nem de metro, nem de avião, nem Paris nem Paquistão!
Diz-me lá, que raio de justiça existe nesse teu estúpido narcisismo?
Dizes que és uma peúga perdida, à procura do seu par
E que o meu inesperado afastamento é a tua terrível ruína!
O teu doce olhar já há muito deixou de dar frutos,
Desaparece, relojoeiro embriagado pelo tempo, dá corda a quem te aturar!
Carla Augusto, 49 anos, Alenquer
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24/10/17

Paula Cruz ― desafio RS 26

Nem sempre gostei de andar de Metro, incomodava-me o ar pesado.
Pior do que a sujidade, era o cheiro a peúga suja.
Nem a doce lembrança esvoaçante da Marylin me ajudava a gostar
Porém, Justiça seja feita, ultimamente, as estações estão bastante mais asseadas.
Já não é preciso um olhar de relojoeiro para ver mudança.
Pelos respiradouros, pode vislumbrar-se mais do que a ruína dos dias.
Um ralo é a janela que basta para ver a luz.
Paula Cruz, 42 anos, Viana do Castelo
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11/07/17

Susana Sofia Miranda Santos ― desafio RS nº 26

A minha vida está uma ruína completa... só me acontecem desgraças!
Comprei uma pulseira para oferecer à mãe e caiu no ralo.
Quando vinha da joalharia, deixei esquecido no Metro o meu casaco.
Cheguei a casa e vi a cadela a roer uma peúga.
Como não há justiça neste mundo, tive que levá-la ao veterinário.
A cadela faz asneiras, eu pago contas... eu sou um doce!
Como perdi a pulseira vou ao relojoeiro comprar um relógio bonito.
Susana Sofia Miranda Santos, 38 anos, Porto

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22/03/17

José Jacinto Pereira Peres ― desafio RS nº 46

Sem perceber porquê, a vida tinha, aos poucos, ficado uma RUÍNA.
Ao entardecer, o RALO irritante recomeçava a cantoria monótona de sempre!!!
Não lhe bastava o METRO cúbico de galerias para viver regaladamente…

10/02/17

Que dia!

Hoje de manhã quando acordei, encontrei o meu relógio em ruína.
Estava perto da peúga, dentro do sapato cinzento, junto à cama.
Comecei logo a pensar na justiça ou injustiça que me aconteceu.
No dia anterior deixei-o cair no metro, mas ficou a funcionar.
Que doce aquele momento, ao ver que estava tudo a trabalhar.
Logo de manhã, já a pilha tinha ido pelo ralo da bacia.
Tive que ir ao relojoeiro que vive ao fundo da rua.
Vera Saraiva, 37 anos, Redondo, Alentejo

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01/02/17

Fechado?

Calço a peúga e depois vejo o sapato roído pelo rato!
A minha rua parece uma ruína e eu tento atravessá-la depressa!
Não há justiça, sem ver, acabo por cair num surpreendente buraco!
Eu não me ralo nada e continuo a minha grande caminhada!
Paro pelo caminho para tentar comer um doce que me anime.
A espera do metro parece interminável e o barulho ambiente ensurdecedor.
Chego ao relojoeiro e não é que a porta está fechada!?
Raquel Candeias,  36 anos, Montijo
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26/01/17

E saiu

Um tamborilar de dedos frágeis e receosos fizeram-se ouvir na vidraça junto da secretária dela. Tremeu por dentro, demasiado aflita para olhar e demasiado ansiosa para fingir não perceber. Levantou o olhar e viu-o, desarmado, numa postura abandonada ao que a vida lhe pudesse trazer. Fixou o seu olhar nele. Ele não evitou. Sussurrou: abre a janela. Ela manteve-se firme, sem fazer um único gesto. Desalentado, ele saiu pelo corredor fora. Aí, sim, ela levantou-se. E saiu. 
Filomena Mourinho, 43 anos, Serpa

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08/11/16

Liberdade

Aquele era o bairro mais antigo da cidade, quase uma ruína. Havia uma loja de peúgas esquecidas, do tempo em que abrira. Nela o velho metro de madeira trabalhara um dia sem parar. Fazia então um barulhinho doce ao bater, ritmado, sobre o balcão. Solitário, o relojoeiro, trabalhava horas sem fim, sem rumo ou destino. Que justiça teria conduzido ao fim daquele mundo, coado pelo tempo? Parada junto ao ralo de ferro, libertei enfim a minha tristeza. 
Paula Coelho Pais, Lisboa, 55 anos

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15/10/16

Esgotou!

Pedes-me que leve o teu relógio ao relojoeiro intragável daquela esquina.
Detesto-o, metia medo às crianças com um pau para fazer justiça.
Um miúdo roubou-lhe um doce que tinha em cima do balcão.
Por causa disso, passou a odiar crianças, julgas que me ralo?
Não vou, aquele rosto em ruína até provoca pesadelos de noite!
Calça mas é a outra peúga e vai lá tu, ok?
A paciência não se vende a metro e a minha esgotou!
Carla Augusto, 48 anos, Alenquer

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24/06/16

Relógio da vida

O castelo, uma ruína completa, após a passagem do dragão vermelho.
O rato distraído e trapalhão sem dar conta entrou pelo ralo.
Uma menina loura, de olho azul e de metro e meio.
O gato, de peúga entre os dentes, ronronando, saltou pela janela.
Justiça feita, pensei eu imediatamente, quando o tribunal ditou a sentença.
Doce lar, pensamento emergente do coração e da mente no regresso.
O relógio da vida parou, não há relojoeiro que o conserte.
Fátima Fradique, 41 anos, Fundão

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14/03/16

Ruína e recomeço

Estou na RUÍNA dizia desesperado, porque o sócio o tinha tramado.
Entretanto contratou um advogado esperava que a lei, lhe fizesse JUSTIÇA, 
Fugido, o sócio obrigou as autoridades a andarem na sua PEÚGA.
O coitado pensava na DOCE e boa vida que tinha perdido.
Porque agora toda essa boa vida tinha ido pelo RALO abaixo
Agora, apanha o METRO todos os dias, resignado com o destino.
Até se sente um sortudo, conseguiu emprego na RELOJOARIA da esquina.

Natalina Marques, 56 anos, Palmela

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29/12/15

Programa Rádio Sim 669 – 29 Dezembro 2015

o programa em podcast na Rádio Sim

A peúga sonhadora
A justiça divina não falha; a humana é cega. Tanta injustiça.
relojoeiro conserta horas numa minucia de cirurgião; tantos relógios diferentes!
Testemunhou a vida de várias famílias; hoje vive a sua ruína.
À hora de ponta, magotes eram devolvidos à rua pelo metro.
O cabelo ralo afligia-o; medo de parecer demasiado velho ou feio.
Noite de Natal. A peúga sonhadora da pequena pendurada na lareira.
A sua voz meiga soava-lhe doce e terna ao confidenciar-lhe amor.

Rosa Maria Pocinho dos Santos Alves, 52 anos, Coimbra
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12/11/15

Um olhar

Parou defronte à ruína do antigo forte, onde vinham sempre turistas. Olhou o mar e andou devagar para o metrô no centro. 
Lembrando ainda o passeio, jogou irritado no ralo o café antigo. Calçou uma peúga, preparou um rápido jantar antes de assistir TV. Quase a dormir, lembrou-se de passar logo pela manhã no relojoeiro.
Ignorando horários, atrasava-se, não via a doce mocinha, guia dos visitantes. Por justiça, ela ainda esqueceria o grupo, lhe dirigiria o olhar...

Celina Silva Pereira, 65 anos, Brasília, Brasil
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14/09/15

Programa Rádio Sim 596 – 14 Setembro 2015

OUVIR o programa! 
Visite o site da Rádio Sim



A um metro do caos
O despertador não tocou e até lhe pareceu doce acordar assim.
Levantara-se a custo e apanhara a peúga preta caída no chão.
Distraída, coçou a cabeça e notou como estava ralo o cabelo.
Rala estava a sua vida, como uma ruína sem qualquer sentido.
Ou como qualquer outro objeto inanimado, se quisermos fazer elementar justiça.
A um metro do caos, o tempo já importava muito pouco.
Decidiu que já não iria ao relojoeiro, que preferia afinal assim.

Paula Dias, 50 anos, Lisboa
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17/08/15

Programa Rádio Sim 576 – 17 Agosto 2015

OUVIR o programa! 
Visite o site da Rádio Sim


Estava uma casa em ruína, velha, decadente, tal sociedade sem valores.
Pelo ralo que surgia no vão do telhado, ia crescendo vegetação.
Ao fundo da rua passava o metro de superfície, amarelo vibrante.
Elementar justiça para a ligação entre os transportes públicos da cidade.
Nem à noite o silêncio imperava, na esplanada da loja doce.
Desde que o movimento peúga-rota se instalou numa ala da casa.
O velho relojoeiro ia observando tudo, enquanto consertava o cuco antigo.

Alda Gonçalves, 47 anos, Porto
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Acordando mal...

Acordou mal disposta, estava a sonhar na ruína da sua casa.
Vive em péssimas condições, a justiça não pairava ali… era horrível.
Paredes rachadas, ralo da banheira entupido, cheiro a esgoto na cozinha…
Renata era doce, mas mostrava ser firme e decidida… tinha atitude!
Olha para o relógio parado, ainda tinha de passar pelo relojoeiro.
O tempo é precioso, tinha de apanhar o metro, stresse aumenta!
Fica perplexa a observar os pés… uma peúga de cada nação.

Prazeres Sousa, 52 anos, Lisboa

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