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06/07/20

Raquel Guimarães – desafio 137

A Rosa vivia sozinha numa quinta com coelhos, porcos, vacas e burros.
Um dia, enquanto fazia o almoço, cheirou-lhe a queimado. Ela foi ver se era a comida. Quando olhou lá para fora, ela viu muita fumaça a sair do celeiro e correu para lá, mas os animais estavam mortos, menos um burro.
Ela começou a chorar muito e não entendia como o fogo começou. Pensou que fosse um isqueiro, mas ela lembrou-se que não tinha um.
Raquel Guimarães, Pretoria High School for Girls, Pretória, prof Margarida Sousa
Desafio nº 137 ― rosa, isqueiro, burro

Bouna Missie – desafio 137

Era uma vez uma menina que estava a regar as rosas cor de rosa e a alimentar os animais, a pedido do pai.
O pai estava a preparar as coisas para o jantar, mas lembrou-se que não tinha tudo o que precisava para fazer o jantar. Precisava de um isqueiro e de outras coisas.
Ele foi ao mercado comprar o que precisava e levou o seu burro.
Quando chegou lá, conseguiu comprar tudo e voltou para casa.
Bouna Missie, SA College, Pretória, prof Margarida Sousa
Desafio nº 137 ― rosa, isqueiro, burro

31/03/20

Matilde C ― desafio 137

O sol já havia nascido naquela aldeia. No topo da colina, numa pequena casa cor de rosa, vivia um homem pobre e doente que levava uma vida cinzenta. Havia perdido tudo, amigos, família, trabalho e até saúde. Passava seus dias na janela da casa onde um dia havia construído uma família. De isqueiro na mão, acendia um cigarro e ficava ali especado, feito burro, à espera que a vida lhe devolvesse tudo aquilo que lhe havia roubado.
Matilde C, 13 anos, Odivelas
Desafio nº 137 ― rosa, isqueiro, burro

02/11/19

Céu Coito ― desafio 137


Rosa é o nome da minha querida avó. Lembro-me de ela me contar que um dia fora buscar água à fonte com um burro. Naquela altura não existia água nas torneiras, por isso, o animal era de grande ajuda. Garrafões aprontados nos cestos que pendiam de cada lado do bicho, mas o macho não queria arredar pé! Então meteu as mãos no avental, logo escorregou num isqueiro magnífico, com o qual aqueceu o rabo do pobrezinho. Urra!
Céu Coito, Bombarral
Desafio nº 137 ― rosa, isqueiro, burro

18/07/19

Mariete Silva ― desafio nº 137


Festejamos o aniversário da Rosa. A festa decorre na quinta da avó, espaço luminoso e fantástico!
Os canteiros floridos lembram o arco-íris e no meio deles um espantalho de vestes coloridas embeleza o espaço.
Ouvimos ao longe o som dos grilos, no galinheiro os galináceos cacarejam e no estábulo, um burro, observa-nos em silêncio.
Dançamos ao som da música e comemos doces e iguarias. A mãe da Rosa, acende as velas com um isqueiro. Todos cantamos felizes.
Mariete Silva, 64 anos, Beja
Desafio nº 137 ― rosa, isqueiro, burro

10/06/19

Gonçalo F ― desafio 137

O burro acordou muito feliz porque ia encontrar-se com a vaca Mikas. Aquela vaca era o animal de que ele mais gostava.
Na quinta, ele deparou-se com o boi que disse mentiras sobre o burro à vaca e roubou a flor cor-de-rosa que ele lhe ia oferecer. O burro, que já não tinha nada para oferecer à Mikas, deu-lhe o isqueiro do seu pai. Ela não o aceitou, ele desistiu da vida, de tão triste que ficou.
Gonçalo F, 6º D, AE de Ílhavo, Prof Assunção Novais
Desafio nº 137 ― rosa, isqueiro, burro

Assunção Novais ― desafio 137

O nosso querido burro, Ambrósio, descansava à sombrinha quando se aproximou uma borboleta, linda, colorida, esvoaçando sobre as flores do campo, beijando uma bela rosa branca e dançando, voando, indo mais e mais longe, até se perder de vista.
A chama do isqueiro do Sr. José (seu dono) já se aproxima e lembra a Ambrósio que já vai deliciar-se com um belo fardo de feno, antes de se recolher, porque amanhã é um novo dia.
Bons sonhos!
Assunção Novais, Vila Nova de Gaia
Desafio nº 137 ― rosa, isqueiro, burro

Tomás M ― desafio 137

Era um lindo dia,
eu tinha um grande
quintal,
esse quintal tinha
uma rosa
lindíssima!
No dia seguinte,
cinzento e muito
chuvoso,
a rosa estava
murcha,
muito, muito murcha.
O Sr. José
disse ao
burro,
― Queimaram-na!
Descobriram então 
um isqueiro e…

A coitada da
flor,
já morta,
enterrada,
com um monte
de terra por
cima!
O burro,
ia todos
os dias
visitá-la!
Passaram-se anos,
eles foram
envelhecendo,
até que chegou
o dia em
que também eles morreram!
Tomás M, 6º D, AE de Ílhavo, Prof Assunção Novais
Desafio nº 137 ― rosa, isqueiro, burro

12/01/19

Andreia Santos ― desafio 137


Ofereceu-lhe uma rosa branca
Suave, delicada, bela
Pura, cândida e singela
Tal como ela
Mas ela é mais de cravos vermelhos.
Pediu-lhe lume no Largo do Carmo
Mas, nas algibeiras, nem tabaco
Nem isqueiro
Ai, que anseio!
Faísca, clique!
Será?
Não desistiu
Voltou à carga
Ela enfrenta a vida sempre de frente
Não desiste
Insiste
Persiste
Ainda que ele fosse casmurro
Talvez burro
Por não entender que nem sempre é fácil
No entanto, é possível e plausível.
Andreia Santos, 34 anos, Póvoa de Santa Iria
Desafio nº 137 ― rosa, isqueiro, burro

25/10/18

Cristina Lameiras ― desafio 137


Engano
Antero puxou do isqueiro e fumou um cigarro... 
Estava a ganhar coragem para tocar à campainha da mansão.
Rosa era a sua pérola preciosa, franzina, esbelta e ágil. Adorava a sua magia encantadora, sorriso subtil e sensual.
Cheio de ilusões aguardou à porta e carinhosamente ofereceu-lhe chocolates.
Ela, com os seus belos olhos perscrutadores desdenhou do presente. Com uma aparência irascível, foi grosseira.
Incrédulo, percebeu que o enganara impiedosamente.
Era uma impostora fascinante.
Sussurrou para si: BURRO!
Cristina Lameiras, 53 anos, Casal Cambra
Desafio nº 137 ― rosa, isqueiro, burro

24/10/18

Jorge Manuel Rodrigues ― desafio 137


O homem estava com uma vontade enorme de fumar. Há tanto tempo que não fumava! Tinha no bolso do casaco um maço de cigarros, mas esquecera-se do isqueiro em casa. Viu um burro ali perto (isto acontecia num ambiente rural), montou-o, foi buscar o isqueiro, devolveu o pachorrento animal ao local onde o encontrara. Enfim era um homem feliz, pôs-se a fumar num banco de jardim, colheu uma rosa e foi oferecê-la ao burro. Nada mais justo!
Jorge Manuel Rodrigues
Desafio nº 137 ― rosa, isqueiro, burro

11/10/18

Sandra Nunes ― desafio 137


Pedro fazia os trabalhos de casa indolentemente. A cópia era enorme e tinha palavras difíceis. Tinha de procurá-las no dicionário, mas queria tanto ir brincar. Será que a professora não percebia que já estavam muitas horas a estudar durante todo o dia?!
Resolveu procurar ajuda e dirigiu-se ao quarto da irmã mais velha e perguntou:
― Rosa, o que é um isqueiro? É o homem que vende iscas??
― Eh, pá, tu és mesmo burro! Vai ver no dicionário!
Sandra Nunes
Desafio nº 137 ― rosa, isqueiro, burro

Elisabete Anastásio ― desafio 137


A Rosa bem procurou, procurou... Nada! Mas onde raio tinha o homem deixado o isqueiro? E fósforos? Também nem vê-los! Querem ver que ele tinha escondido tudo? Ela bem deu volta à casa, abriu e fechou caixas e caixinhas, portas de armários e gavetas, levantou as almofadas do sofá, viu na mesinha ao pé da janela, espreitou debaixo da mesa,... Nada de nada! “Se ele pensa que eu desisto assim com estes joguinhos é burro! Burro mesmo!”
Elisabete Anastásio
Desafio nº 137 ― rosa, isqueiro, burro

21/08/18

Maria do Céu Ferreira ― desafio 137


Burro ao Quadrado
Rosa era moça sadia
Que lidava sem cessar,
Começando com o dia
Até o Sol se poisar!

O seu burro rezingão
Ajudava no transporte
Da farinha e do grão,
Não aceitando tal sorte.

Rosa, de rédea apertada,
Fazia-o espernear,
Até que ele estrebuchava,
Fumegando pelo ar!

Espumava e fumegava,
Qual isqueiro incendiado,
E ela atacava zangada:
― Nasceste Burro ao Quadrado!...

És burro desnaturado,
Filho de égua vadia,
És Burro pelo teu fado
E um Burro sem serventia!...
Maria do Céu Ferreira, 63 anos, Amarante
Desafio nº 137 ― rosa, isqueiro, burro

Manuela Santos ― desafio 137


Um burro estava no seu jardim.
Não propriamente no jardim, mas a sua cabeça sobre o muro.
Pormenores? Talvez.
Mas era o suficiente para ele lhe estar a comer a sua rosa favorita!
Sim! Aquela, que resplandecia de mil cores quando a luz se deitava.
O momento da calma, onde ambos se olharam.
Depois o caos.
Tudo voou pela janela: tachos, panelas, copos, isqueiro…
Mas a rosa já tinha ido.
Assim como os sonhos por ela invocados.
Manuela Santos, 43 anos, Almada
Desafio nº 137 ― rosa, isqueiro, burro

12/07/18

Amélia Meireles ― desafio 137


Não suportava aquela camisa rosa. Como lhe havia de dizer? Tinha que engendrar alguma coisa para que a famigerada camisa desse à sola. Não podia falhar, pois ele não era burro e podia perceber a trapaça. Naquele abençoado jantar, a vela do candelabro apagou. Pediu-lhe o isqueiro e fingindo tropeçar tombou a cera na sua estimada camisa. As desculpas saíram em catapulta. Ele, suavemente apaziguou o seu falso arrependimento. Odiava a camisa que a mãe lhe dera.
Amélia Meireles, 65 anos, Ponta Delgada
Desafio nº 137 ― rosa, isqueiro, burro

28/05/18

Celina Silva Pereira ― desafio 137


Conto de fadas – continuação
A fada do isqueiro encontrou o gênio da lâmpada:
― Está difícil. Ontem, não criei carruagem, que estava sem abóboras. Não haviam sido entregues na Central de Abastecimento e daí para os feirantes. Estou devendo um burro de brinquedo a um pobre menino na história da professora.
― Verdade, respondeu o gênio: pediram hoje rosas e recorri às de plástico. Fiquei devendo também. Pagarei a uma dona de casa que com elas decorava a mesa da sala.
Celina Silva Pereira, 67 anos, Brasília, Brasil
Desafio nº 137 ― rosa, isqueiro, burro

26/05/18

Celina Silva Pereira ― desafio 137

A professora procurou nas lembranças um conto de fadas e olhou a classe para procurar alguma inspiração. Achou um vaso de rosas e jornais do dia.

«Havia uma menininha que vendia rosas pelos restaurantes. Era noite, sem luz. Faltava combustível para os ônibus. Apareceu-lhe a fada madrinha, à chama de um isqueiro que achou na calçada. Fez um pedido e conseguiu não uma carruagem, mas um burro que surgiu da transformação de um brinquedo resgatado na rua.»
Celina Silva Pereira, 67 anos, Brasília, Brasil
Desafio nº 137 ― rosa, isqueiro, burro

03/05/18

Martim Mendes ― desafio 137


― Ó Rosa!  ― chamou o avô, com bravura. ― Tinha um isqueiro,  onde é que o meteste? – perguntou,  gritando.
A avó,  muito surda, não se apercebeu, apenas viu o  marido estendido no chão. Tinha acabado de tropeçar numa bola, que entrara pela janela.  Pobre avô!
― João, não me deixes viúva! – disse a avó preocupada.
Infelizmente, o avô nunca mais conseguiu andar, precisando da ajuda de um burro e também de um novo isqueiro, porque o outro nunca mais apareceu.
Martim Mendes, 14 anos, Lisboa
Desafio nº 137 – Rosa, isqueiro, burro

01/05/18

Carla Abegão ― desafio 137


Era ainda manhã cedo quando o burro espreitou pelo curral e com espanto viu junto à porta de madeira um talo verde com duas folhas pontiagudas. Ainda com alguns pingos de orvalho a cair por entre o verde das folhas, o Burro baixou o seu dorso levemente e contemplou a planta. Pensou para si que gostaria que daquele verde brota-se uma rosa igual aquela que viu, junto à casa, perto de um isqueiro, na manhã solarenga anterior. 
Carla Abegão, 29 anos, Valado dos Frades, Nazaré
Desafio nº 137 ― rosa, isqueiro, burro