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14/06/20

Elsa Alves ― desafio 21

Sentia-se desesperado. Sem forças. Pôs a cabeça entre as mãos. Os soluços entrecortavam-se. Deixou as lágrimas correr livremente.  Talvez elas pudessem levar toda a sua tristeza para  longe. Libertado desse peso conseguiria retomar caminho? Aceitar a inevitabilidade da morte? Afinal, era ainda um garoto... Que crueldade ter ficado sem o seu melhor amigo, o seu companheiro de brincadeiras. Um acidente estúpido, explicara-lhe a mãe. A perda doía tanto... A partir desse dia deixou de acreditar em Deus.
Elsa Alves, 71 anos, Vila Franca de Xira
Desafio nº 21 a propósito de uma ilustração

09/06/20

Fernanda Malhão ― desafio 21

O torpor da madrugada dominava a sua mente. Toda à noite a procura da solução. Mas a privação de sono é má conselheira, das mil e uma alternativas imaginadas, nenhuma era ideal, pois nenhuma correspondia à verdade e a verdade deve ser dita sempre. Mas é como pedra preciosa: atirada em bruto contra o rosto de alguém, magoa. Mas se a lapidarmos, a envolvermos num lindo colar, e a oferecermos com humildade será bem aceite com certeza.
Fernanda Malhão, 44 anos, Gondomar
Desafio nº 21 a propósito de uma ilustração

27/06/19

António Azevedo ― desafio 21

Desde aquele telefonema que não estou em mim. Nem sei como aqui cheguei. Pensei não atender, como habitualmente faço com os números que não reconheço. Nem sei porque atendi, porque quebrei essa minha regra. “É o senhor Constantino?”, perguntaram. “Sim”, respondi. “O seu filho teve um acidente. Venha ter ao hospital o mais depressa que puder”, dispararam de seguida. Ainda agora vivo no atordoamento para onde essas palavras me atiraram. Espero, ou melhor desespero, por mais notícias.
António Azevedo, 54 anos, Lisboa
Desafio nº 21 a propósito de uma ilustração

11/03/18

Helena Rosinha ― desafio 21

Mas que irritação! Empurram-se, inspecionam, comentam, tentam tocar-me! Muitas vezes, sou salvo in extremis pelos gritos do vigilante. Então recuam, mãos atrás das costas, assobiam para o lado… Não têm sensibilidade.
Ninguém imagina a tortura que é passar a vida estático numa moldura. Existe apenas uma compensação nesta história: as noites e as segundas-feiras tornam-se absolutamente fantásticas sempre que A rapariga com brinco de pérola ou Las Meniñas escapam ao controlo e vêm, até aqui, confraternizar comigo!
Helena Rosinha, 65 anos, Vila Franca de Xira
Desafio nº 21 a propósito de uma ilustração

01/02/18

Elsa Alves ― desafio 21

Vesti a camisola vermelha de que gostavas tanto, embora saiba que não a vais ver. Com as duas mãos, puxei o cabelo todo para a frente, para me tapar a cara: olhos, nariz, boca. Em silêncio, faço na cabeça, puzzles de ti ― junto uma peça a outra, de entre milhares de palavras, gestos, frases, sinais; e canso-me, na busca incessante daquela combinação de peças que me aquietaria a alma mas que eu, afinal, nem sei qual é...
Elsa Alves, 69 anos, Vila Franca de Xira
Desafio nº 21 a propósito de uma ilustração


09/10/17

Susana Sofia Miranda Santos – desafio nº 21

Hoje, dia de teste de matemática, sinto-me totalmente exasperada... estudei imenso, mas mentalmente pareço absolutamente incapaz. A minha massa cinzenta não deve ser constituída por cérebro, mas sim por cimento!
Contudo, quando cheguei à escola, vi uma criança sentada na calçada da entrada, abandonada, com roupa rasgada, ao frio.
E eu, desespero com os números?
Eu cumpri o meu papel... estudei arduamente. Mas, mais urgente que o sucesso escolar, é que o amor alcance todo o mundo.
Susana Sofia Miranda Santos, 38 anos, Porto

Desafio nº 21 a propósito de uma ilustração

09/06/17

Eurídice Rocha ― desafio nº 21

Protector ou agressor?
Entrelaço sofrimento nos cabelos… acaricio, com almofadas dos dedos, esta cefaleia que teima em mim pernoitar! É iminente impor-me para que respeitem os soldados rasos. Podem-me incendiar na fogueira, mas defendê-los-ei até ao fim ― nunca lhes roçarão num só cabelo. Há "coisas" que não são gentes. Há "deles" que se sentem centro do universo… cretinos. Só pisam quem condenado está nesta vida… arrastá-los-ei!
Este rasgo estrelar ilumina-nos sonhos… sustentarei a dignidade por todos que estão por vir.

Eurídice Rocha, 50 anos, Coimbra
Desafio nº 21 a propósito de uma ilustração

28/09/16

Programa Rádio Sim 849 – 28 Setembro 2016


o programa em podcast na Rádio Sim

Parados
Há dias em que nada é certo. Dias em que a cabeça percorre o universo à velocidade da luz e não consegue encontrar nenhuma solução. Dias em que nos tornamos prisioneiros dos nossos próprios pensamentos. Em que a languidez nos invade o peito e o medo supera qualquer vontade de sorrir. Dias em que ficamos ali, parados. A tentar reconhecer a imagem refletida no espelho. À espera que uma estrela mais brilhante nos diga para onde ir.
Carolina Constância, 23 anos, S. Miguel, Açores
Desafio nº 21 a propósito de uma ilustração

23/04/16

Que será de mim?

Estava perto o dia de sair da instituição,
onde cresceu por ser abandonado.
Pensa com desespero na alma:
– Que será de mim, sem família para recorrer,
pedir um conselho, amigos para me acompanhar
na vida que tenho para viver, os problemas
que vou ter que empreender.
A quantos terá acontecido o mesmo?
Mas eu tenho que ser forte, ter coragem para enfrentar
todos os desafios. Tenho que ter fé.
A fé no Deus que estará sempre comigo.

Natalina Marques, 57 anos, Palmela

Desafio nº 21 a propósito de uma ilustração

29/11/15

A imagem da Inês do Carmo não lhe saía da cabeça. Podia dar azo a tanta imaginação, aliás é o que os grandes artistas conseguem fazer. Cabeça pendente, parecendo mergulhar num mundo só dele…Cabelos desarrumados, os dedos entrelaçados, sim, era assim que se posicionava quando queria fugir para um mundo só seu… Deixava-se levar pelos pensamentos escolhidos por uma força de vontade férrea. Nunca se deixava vencer. Dentro de si sempre encontrou as razões para continuar…

Amélia Meireles, 62 anos, Ponta Delgada

Desafio nº 21 – a propósito de uma ilustração

20/06/15

Iolanda

Só quis experimentar. Que sensação! Não parei mais… desci até ao fundo, sem haver mais fundo. Fiquei agarrada. Deitei as mãos à cabeça e chorei… lágrimas que já nem tinha.
Subi a falésia. Lá em baixo o mar, onde tudo acabaria.
Subitamente, o cheiro da maresia trouxe-me recordações de infância. Sorri…
Uma sereia soprou e estrelas multicolores bailaram à volta da minha cabeça.
Lentamente, com muito custo, fui subindo o poço.
E tudo acabou colorido para mim.

Domingos Correia, 57 anos, Amarante

Desafio nº 21 – a propósito de uma ilustração

22/01/14

Programa Rádio Sim 179 – 22 Janeiro 2014

OUVIR o programa! 
No site da Rádio Sim


Vou lutar!
Sinto-me perdida...
Desesperada!
Não devia sentir-me assim, esse devia ser o meu pensamento.
Mas nem sempre é possível controlar a nossa mente.
A vida dá-nos coisas boas e coisas más, resta-nos saber dar a volta às más e transformá-las em melhores opções.
A crise pela qual  estamos a passar não é boa, mas podemos torná-la uma oportunidade de mudança, valorizar coisas que até aqui não o fazíamos.
Vou transformar o desespero.
A angústia vai passar.
Vou lutar!!!
Marina Maia, 45 anos, Castanheira do Ribatejo

Desafio nº 21 – a propósito de uma ilustração

13/10/13

Pensando!

A mulher deve estar triste e mantém a cabeça entre as mãos, como se assim pudesse, concentrando-se,
compreender melhor o que lhe aconteceu, sem aviso algum, de forma tão inesperada.
Pode também ter dores... Contudo, transmite mais a ideia de quem pensa numa fácil solução, para o problema a que necessita pôr fim.
Espero e desejo que o resolva, para que, na próxima imagem com que a Inês nos brinde, possamos vislumbrar um rosto de expressão feliz!

Arminda Montez, 75 anos, Queluz

Desafio nº 21 – a propósito de uma ilustração

30/09/13

Mágoas

O recanto afastado da confusão na pastelaria hoje estava ocupado. Decidida a não perder o "meu" lugar,
escolhi uma mesa voltada para lá.
Enquanto saboreava o chá, observei a ocupante: de mãos na cabeça, ligeiramente descaída, parecia ter o mundo sobre os ombros. Divaguei sobre o motivo de tanto desânimo: doença, desemprego, discussão amorosa, mil e uma coisas podiam levar a tal estado. Levantou a vista, como se soubesse ser observada e lágrimas caiam pela sua cara.

Carla Silva, 39 anos, Barbacena, Elvas

Desafio nº 21 – a propósito de uma ilustração

28/07/13

Sim ou não... Uma Escolha de Morte

O sentimento de minha alma era diferente naquele momento...
Aquela chuva de estrelas me atormentava com suas propostas ameaçadoras...
Diria sim, diria não... O que fazer?
Deitando as mãos à cabeça, pensara que aquilo não iria acabar...
Mas não me rendi... Levantei-me, olhei para o céu, fechei os olhos e proclamei:
– O poder da minha família não arriscarei, prefiro lutar e morrer, sofrer as tristes consequências da realidade do meu desagrado.
E morri sobre as estrelas reluzentes...


Rickyoescritor, 11 anos, Pedroso, VNG

30/05/13

Programa Rádio Sim nº 14 – 30 Maio 2013

Indicativo + OUVIR o programa! No site da Rádio Sim

Desafio nº 21 – uma imagem obrigatória 
A imagem é de Inês do Carmo (http://www.inesdocarmo.com/ )

Um jantar e uma desgraça
O convite estava feito, o jantar era em sua casa. A ementa estava combinada há muito. Tudo perfeito - a toalha bordada, copos de cristal, os talhares das ocasiões especiais. Faltava ele, tinha agora tempo para se preparar. O aroma fresco do perfume misturou-se repentinamente com o fumo da cozinha. Reconheceu o cheiro dos ingredientes cuidadosamente escolhidos agora irremediavelmente queimados. Estava desgraçado, o jantar estava queimado e, com as mãos na cabeça, ouviu a campainha a tocar…

Mafalda Palmela (13 anos) e Nicolau Palmela (7 anos), Marinha Grande.

23/10/12

Lembram-se do desafio 21? O do rapaz? Então leiam...

Era uma vez um menino, chamado Pedro que sonhava ter uma horta, mas os pais desse menino eram pobres e não podiam comprar nenhum terreno.
Anos mais tarde, o menino já era um homem e ele foi juntando dinheiro e conseguiu comprar um terreno, onde resolveu plantar muito arroz.
Chegaram as tempestades e ele só tinha arroz e a todas as refeições, pequeno-almoço, almoço e jantar, só comia arroz.
Ele disse:
- Outra vez arroz… já estou farto.

António – 4º ano – EB Veiros


O amor é mais forte que tudo

Era uma vez um menino chamado Miguel que não tinha casa e estava muito triste.
Uma menina chamada Raquel ajudou-o. Um dia foram conversar e ele disse:
- Eu acho que és muito linda!
- Obrigado. És muito simpático!
- Queres namorar?
- Sim…
Porém, o pai da Raquel não os deixou namorar.
Abandonaram Lisboa e foram para Portalegre, prometendo amarem-se na alegria e na tristeza, na saúde e na doença!
Viveram sempre felizes!

Teresa – 4º ano – EB Veiros


Estava um dia muito bonito, mas o menino António, nem no dia mais bonito parava de estudar.
Quando foi para o quarto a mãe deixou-lhe a janela aberta e o António reparou que, de noite, estava a nevar.
A mãe disse ao filho:
- Podes ir brincar na neve com as outras crianças.
O menino foi e conheceu uma menina, chamada Maria.
A Maria ensinou-o que na vida há tempo para tudo. Para estudar, conviver e ser feliz.

João Miguel – 4º ano – EB Veiros


Era uma vez um rapaz que só comia arroz.
De manhã, em vez de comer torradas e beber leite, comia arroz, ao almoço comia arroz e ao jantar comia arroz. Não fazia mal, mas a nossa alimentação deve ser variada.
- Outra vez arroz! – disse ele.
Baixou a cabeça e colocou as mãos por cima desta.
Entrou numa loja, onde viu verduras, legumes, frutos, carne, peixe…
Provou, gostou, começou a comer de tudo e nunca mais se fartou!

João Filipe – 4º ano – EB Veiros

Professora Carmo Silva

19/10/12

Vencer?


Esteve hospitalizada. Sofrimento insuportável, culpa insistente, desespero...
Tinha de continuar, pelos que amava, mas como? Aguentaria?! Para conseguir iniciou um percurso de anestesia medicamentosa. Assim, não pensava ou interrogava sobre as coisas. Consequência: resistência orgânica à substância; episódios psicóticos.  Aí, assustaram-se. Conduziram-na ao médico. Internamento. Outro médico: bipolaridade. Sabia que era depressão, grave, arrastada no tempo, com comportamentos para-suicidários. Mas... Depressão era, que sabia. Lutara, antes, através dos livros, para  vencê-la. Vencera-a? Talvez! Ainda não. Não!

Isabel Pinto, Almada

Partiste Cedo


Lembro-me das maravilhosas bolachinhas de manteiga! Que bem que cheiravam! Hum! E que bem sabiam!
Sabias como confortar, o meu coraçãozinho, quando triste chegava da escola por não me terem deixado jogar à bola!
Agora não estás cá! Partiste! Eu cresci! Não tenho as bolachinhas, mas quando me sinto triste, baixo a cabeço, penso em ti!
E, não sabendo explicar, de repente paira sobre mim, um manto invisível! É mágico porque traz o cheiro das bolachinhas.

Sandra Maria Filipe de Jesus Coelho, 41 anos, Portugal

A sopa da mãe

Tudo estava ao contrário na vida de Leonor, as constantes chatices com as amigas faziam baixar progressivamente as suas notas.
Não se sentia segura para fazer o que quer que fosse, a sua vida tinha ficado sem cor!
Leonor só pensava nos planos que tinha feito para o seu futuro, planos brilhantes, que agora pareciam tão inseguros como um fio de esparguete!
Mas Leonor sentiu um cheiro, cheiro inconfundível da sopa da mãe que aquece qualquer coração.

Maria Francisca Boaventura, 8º ano, Marinha Grande – profª Isabel Palmela