23/10/19

Helena Rosinha ― desafio 187


― Desanda! Estou farto de charlatães.
― Escuta, Joselino: tu tens um rebanho, eu vendo bandoletes; compras-me meia dúzia e dou-te sociedade. Fiz contas, ficamos ricos num instante.
― Hã? Troca lá isso por miúdos.
― Estratégias de marketing — agarras num animal, pespegas-lhe uma bandolete e passeia-lo pela aldeia; no dia seguinte, fazes o mesmo com outros dois, até que…
― … mas que jeito tem isso?
― Calma! O bicho é um “influencer”. A carneirada vai toda seguir a moda… E nós faturamos!
Helena Rosinha, 67 anos, Vila Franca de Xira
Desafio nº 187 ― Joselino e a proposta

22/10/19

Maria Santos ― desafio 188


Em estremecimento, acordei a pensar no meu futuro. Vieram à minha mente pensamentos sobre a forma como irei viver a minha vida ― que amizades farei, onde viverei, qual será o meu trabalho? Todos eram sonhos realizáveis. Tive medo de pensar em acontecimentos negativos, tremi, não vá eles acontecerem.
De repente, tocou o despertador a chamar-me para a vida. Lembrei-me que hoje era um dia especial – eu ia ao cinema, pela primeira vez, com o meu namorado, Vítor.
Maria Santos, 17 anos, Alcobaça
Desafio nº 188 ― sílabas de estremecimento

Theo De Bakkere ― desafio 188


O anel de duendes
De repente ouviu-se uma ululação demorada. Avó espreitava com medo através das cortinas nas trevas. Não era a única com angústia. O gato escondera-se, e a cadelinha começava a uivar junto com esses seres mortos na mata. Embora avó quase morresse de pavor, não falaria a ninguém sobre o acontecimento atroz.
Também guardava silêncio quando os netos, sem estremecimento, zombaram de bruxas e do anel de duendes que viram na clareira. Porém, avó sabia efetivamente: fantasmas existem.
Theo De Bakkere, 67 anos, Antuérpia Bélgica
Desafio nº 188 ― sílabas de estremecimento

Graça Pinto ― desafio 188

Hoje uma das redes sociais postou uma foto fazendo-me reviver um momento que jamais esquecerei.
O primeiro impacto, num estremecimento, fez-me chorar.
Chorei de saudade, da falta de TI, desta dor tremenda que dói, dói tanto, cá dentro…, num coração cioso do teu carinho.
Sabes que sempre te amei, disse-to tantas vezes, mas hoje ao ver a tua foto de sorriso rasgado como eu  tão bem conhecia, desejei como nunca poder reviver nossos momentos únicos.
Amo-te “MÃE”
Graça Pinto, 61 anos, Almada
Desafio nº 188 ― sílabas de estremecimento

21/10/19

Natalina Marques ― desafio 188


― Mãe, a Margarida, EScondeu o meu caderno, já procurei enTRE as coisas dela, mas não encontro.
Um ESTREMECIMENTO esquesito apoderou-se dela.
― Não tenhas MEdo, tem que aparecer, vai lá aCIma ao escritório do pai, na secretária há um compartiMENto, onde costuma pôr os brinquedos.
― O caderno não encontrei, só esta foTOgrafia de uma mulher que não conheço.
― Já te apanhei...!
― O que foi mamã?
― Nada, mas não te admires, se o teu pai amanhã estiver no hospital.
Natalina Marques, 60 anos, Palmela
Desafio nº 188 ― sílabas de estremecimento

Verena Niederberger ― desafio 188

Joana ainda não estava livre da virose.
Seu corpo tremia, tosse não tinha fim.
Chupava pastilhas de menta precisava urgentemente sarar.
Tomava chá de camomila, efeito não fazia.
Rouquidão foi tomando conta, não conseguia falar.
Menina foi ficando intedeada marcou uma balada.
Namoradinho aflito precisava muito ver a amada.
Mãe ficou irritada, como iria a balada?!
Joana bateu a porta, foi ao cinema
Mãe e filha ficaram sem se falar...
Entre as duas era visível o
ESTREMECIMENTO.
Verena Niederberger, 68 anos, Rio de Janeiro - Brasil
Desafio nº 188 ― sílabas de estremecimento

Roselia Bezerra ― desfio 188


Um sonho da espera da casa própria tão necessária incentivou a várias famílias. Mentalizado os proventos, toda família começa a economizar com consciência do progresso financeiro que mereciam.
Sonho realizado com sacrifícios de todos, mas um estremecimento no prédio por reformas mal estruturadas, quebrando os pedreiros os cimentos das vigas de sustentação, fez o sonho da casa própria se desmoronar.
Resultou em vidas ceifadas, futuros destruídos e trevas eternas talvez...
Quiçá possam novamente se reerguerem?
Oxalá aconteça!
Roselia Bezerra, 65 anos, ES, Brasil
Desafio nº 188 ― sílabas de estremecimento

Rosário Oliveira ― desafio 188


Olhou para ela nos olhos e o estremecimento foi grande e tremeu todo. Sabia que o que tinha feito merecia castigo. Partira o retrato da avó Estrela que estava na cómoda antiga virada para a sacada onde ela costumava olhar a rua e os transeuntes domingueiros que passavam debaixo das escadas. Na cidade não havia outra vista assim e o sentimento de vazio encheu-lhe os olhos enquanto pegava na folha a preto e branco e a beijava. 
Rosário Oliveira, 53 anos, Leiria
Desafio nº 188 ― sílabas de estremecimento

Toninho ― desafio 188

Manchas assassinas
Estado de alerta pelo Nordeste.
Manchas pegajosas invadem praias, mangues disseminando fauna, flora pelos trechos atingidos. Marisqueiros, pescadores desesperados sem metodologia para estancar a contaminação.
Perde-se tempo precioso sobre origem do petróleo, enquanto a mancha avança. O Brasil tem estranho comportamento diante catástrofes, não se entende, inercia total dos responsáveis pela navegação e meio ambiente. Pela inerte ação presidencial especula-se, em origem no estremecimento com os governadores nordestinos. Seria ridículo e inaceitável. As praias são de todos.
Toninho, 63 anos, Salvador-Bahia-Brasil
Desafio nº 188 ― sílabas de estremecimento

Maria Silvéria dos Mártires ― desafio 188


EScolhas que vou fazendo
E enTRElaçando no meu coração
Enchem-Me de espanTO e alegria
As quais transformo em poesia.
Por vezes provocam estremecimento
Todo meu ser, meu espírito, meu corpo se arrepia.
São poemas da natureza cuja beleza extasia.
Cheiram a mel, a esteva e rosmaninho.
A uvas, vindimas de setembro e outubro
E recordo com amor carinho e deliciosaMENte
Assim como lembro o Natal e dezembro
O Deus menino, José e Maria que minha alma acariCIA.
Maria Silvéria dos Mártires, 72 anos Lisboa
Desafio nº 188 ― sílabas de estremecimento


Paula Castanheira ― desafio 187


― Você outra vez?
― Senhor Joselino, prometo-lhe que vai ficar rico!
― Ora, ora onde já se viu?
― As suas ovelhas vão produzir cinco litros de leite. Por dia!
― Senhor…
― Bonifácio Freitas.
― Olhe, Bonifácio, já não tenho idade para tantos disparates.
― Mas é verdade. Basta colocar o microchip sob a pele do animal.
― Não tenho dinheiro para isso.
― É um investimento certeiro.
― Microchip que põe as ovelhas a ouvir música clássica, hahahahah…
― Ficam felizes, produzem mais.
― Oh, valha-me Deus!
Paula Castanheira, 55 anos, Massamá
Desafio nº 187 ― Joselino e a proposta

20/10/19

Isabel Sousa ― desafio 188

A cabeça de Ricardo tremia, ao lembrar-se de tantas injustiças. Cada passo, cada palavra, ou cada pensamento, faziam-no relembrar os pavorosos acontecimentos. Era algo que jamais poderia esquecer – coração filial, dilacerado pela espada da separação.
estremecimento da culpa era inquestionável, fora mandatado. Contudo, o arrependimento dominava-lhe a existência. Todos os seus movimentos eram geometricamente controlados – o medo dominava-o.
Quando sentia a esperança do regresso, os olhos agigantavam-se, o pensamento equilibrava-se, doando um largo sorriso ao mundo.
Isabel Sousa, 38 anos, Lisboa 
Desafio nº 188 ― sílabas de estremecimento

Maria João Cortês ― desafio 161


Lá estava o VELHO sentado no CHÃO a tocar FAGOTE. BONÉ às três pancadas e casaco a cheirar a MOFO, passava o dia a PRATICAR como um VÍCIO TÓXICO difícil de largar. Nem uma MOSCA pousada no nariz o fazia perder o RUMO.
Os miúdos da aldeia desafiavam-no à TRIPA forra e algum mais atrevido, tentava atingi-lo com a FISGA. Outros havia a oferecer-lhe uma garrafa de AZEITE ou um pãozinho de CEREAL para entreter a fome.
Maria João Cortês, 76 anos, Lisboa
Desafio nº 161 – 14 palavras com fisga

Chica ― desafio 188


Época de muitos estudos, perto prova Vestibular. 
Tremiam as pernas de todos alunos que durante anos se prepararam e esperavam a vaga alcançar. Meninos e meninas compenetrados. Nem às festas na cidade compareciam.
Isso causava até estremecimento de relações.
Enfim, chega o dia dos resultados serem divulgados e, com o coração tremendo de emoção, conseguem a aprovação. 
Momento inesquecível! O esforço foi compensado. Agora mais e mais estudo para o diploma conseguir! 
Mais um objetivo a seguir! 
E depois?
Chica, 70 anos Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil
Desafio nº 188 ― sílabas de estremecimento

Desafio nº 188

Vamos construir um texto em 77 palavras com a seguinte regra: 

As palavras obrigatórias (devem ser 6) têm uma sílaba em comum com a palavra ESTREMECIMENTO! E esta palavra entra no texto.

ES  TRE  ME  CI  MEN  TO

O meu ficou assim:
Atreve-te! ― gritaste como se eu fosse culpada pela nódoa negra que tens na cara. ― Mentiste-me!!!
Nem um estremecimento senti. A velocidade do meu cérebro deixava os olhos a vaguear. Isso assustou-te, bem sei, ficaste atolado no teu próprio descalabro. Procurei a saída. Mentalizara-me para o fim do namoro. Vacilavas entre a bancada e a garrafa quase vazia. Desequilibraste-te, contornei-te e abri a porta. Fugi. Só estranhei a ausência de remorsos, mas agora era tempo de recomeçar.
Margarida Fonseca Santos, 59 anos, Lisboa
Desafio nº 188 ― sílabas de estremecimento

19/10/19

Apoio às escolas: set/out 2019

É verdade, já existe material para ir preparando o arranque do ano.

Está AQUI, na Página de Apoio às Escolas, das Histórias em 77 Palavras, para os professores que queriam usar esta ferramenta - vale a pena!

Inês N ― desafio 181

Hoje acordei com o sol na cara e uns grãos de areia de criatividade. Na aula de E.V. fiz um grande desenho de um mar de corações. Adoro ler, fazer a minha leitura matinal. Eu tenho um grande amigo, e esse amigo é o meu livro favorito. A história de hoje falava sobre um menino que tinha uma picada no braço em forma de flor, que tinha feito um grande farnel com pão e creme de avelã.
Inês N, 6ºB, Escola Dr. Costa Matos, Gaia, prof Cristina Félix
Desafio nº 181 ― sequência imposta sem praia

Jorge ― desafio 163

Agricultura é uma atividade que nos fornece uma alimentação saudável. 
cultura da pereira é a minha favorita, porque dá-nos boa fruta. Agir com cuidado é uma das obrigações de qualquer agricultor. Na altura das colheitas haverão cuidados redobrados, os frutos podem estragar-se. 
Pela rua, os aromas dos frutos animam todos os transeuntes levando-os a rir. As adiafas dão alegria contagiante, a todos os intervenientes no ritual. Ficamos com arcas cheias e rostos empolados de tanta folia.
Jorge, 21 anos, Alcobaça
Desafio nº 163 ― palavra grande gera mais 6

Tiago B e Beatriz F ― desafio 35


Eu fui aparelhado para gostar de passarinhos, para ouvir os seus lindos trinados e sentir a leveza das suas penas.
Quando eles aparecem nos beirais, percebo algumas das mensagens. Transmitem-me alegria, tristeza ou informações. Por isso digo: vim ao mundo para os perceber.
Hoje de manhã, algo estranho aconteceu. Quando estava no meu escritório, apareceu um mensageiro ― não o percebi, mas sei que era importante, pois senti-o nervoso. Ignorei-o propositadamente, porque eu tenho abundância de ser feliz.
Tiago Bento e Beatriz Fonseca, 16 e 17 anos, Alcobaça
Manoel Barros – Respeito entre animais - «Eu fui aparelhado para gostar de passarinhos» e «tenho abundância de ser feliz»
Desafio nº 35 – partindo de dois versos de autor

17/10/19

Eduardo N ― desafio 80


Sim, já passou mais um ano e a aranha continua sozinha neste Natal.
O seu marido falecera há dois anos e, desde então, nunca mais teve um dia feliz. Os Natais que passava com o marido «eram os melhores», dizia.
Durante aquela noite, apareceu um caranguejo que lhe contou a sua história e era muito semelhante. Essa história reconfortou-a, pois sentiu que, na verdade, não era a única!
Depois de muita partilha, pediram um desejo: ficarem juntos...
Eduardo N., 12 anos – Colégio Paulo VI, Gondomar, Prof.ª Raquel Almeida Silva
Desafio nº 80 – o Natal da aranha

Rafaela ― desafio 35


Crianças
Pensem nas crianças
Que trazem esperança.
Pensem nas meninas
Rosa ou azul,
Em alegria se tornam.
Pensem nos meninos.
Bola ou boneca,
Princesa ou sapinho,
Fantasia ou não,
Somos todos crianças.
Pensem nas mulheres
Que vivem com medo.
Pensem nos homens
Que são julgados
De qualquer forma.
Com medo da sociedade.
Pensem nas flores
Arrancadas e amassadas,
Que às vezes são usadas
Como forma de perdão.
Pensem na vida.
Vivam como as crianças.
São alegres e francas.
Rafaela, 14 anos, CEF 214 Sul, Brasília, Brasil, professora Celina Silva Pereira
“Pensem nas crianças” (“A rosa de Hiroshima” – Vinicius de Moraes)
“São alegres e francas” (“As borboletas” – Vinicius de Moraes)
Desafio nº 35 – partindo de dois versos de autor

Eduardo N ― desafio 87


Sempre ouvi falar bem dos Açores, embora nunca tivesse lá ido!
Um dia, a minha mãe perguntou-me o meu destino predileto e respondi: “ Açores!”
Viajámos, então, até São Miguel, onde visitámos vários lugares. O meu preferido? A Lagoa das Sete Cidades. Inicialmente, pensava que era um rio, uma ponte... Mas não! Eram duas bonitas lagoas de diferentes cores!
Depois, passámos por um café, bebemos chá e comemos queijo de cabra!
Sem dúvida, as melhores férias de sempre!
Eduardo N., 12 anos – Colégio Paulo VI, Gondomar, Prof.ª Raquel Almeida Silva
Desafio nº 87 – ponte, rio, cabra

15/10/19

Natan e Celina Silva Pereira ― desafio 35

Sorveteria
Quem sabe um dia
eu vou à sorveteria
para passar o dia
com a minha tia.

Eu vou pedir um
sorvete de chocolate
porque lá perto o
cachorro late.

Oh! Não! Chegou
o meu irmão,
e ele pediu um
sorvete de limão.

Meu coração é um
Sorvete colorido
De todas as cores,
E é saboroso de
Todos os sabores.

Meu coração ainda
Vai derreter e amar.
Ainda vou crescer.
Mais sabores vou viver.
Coração meu, meu coração.
Natan, 13 anos, CEF 214 Sul, Brasília, Brasil e profª Celina Silva Pereira
Desafio nº 35 – partindo de dois versos de autor
"Quem sabe um dia" - Mário Quintana
"Coração meu, meu coração" - Caio Fernando Abreu

Fernando Morgado ― desafio 161


velho parecia uma fisga a caminhar sem rumo no chão peregrino dos seus desmandos. Sem nunca largar o fagotevício que o acalmava, nem o boné a cheirar a mofo, talvez do sebo já tóxico da sua cabeça careca, cabeça de mosca, como diziam, lá ia ele aldeia afora roubar cereal e azeite em casas alheias. Não era homem de boas práticas, só gostava de praticar a maldade.
Dizia chamar-se João Tripa, e mais nada dizia!
Fernando Morgado, 64 anos, Porto
Desafio nº 161 – 14 palavras com fisga

14/10/19

Daniel C ― desafio 181


Era um dia sol quente
E o nosso mosquito
Estava contente
Com um plano
Para ferrar toda gente.

Primeiro um gato
Pela areia dele se escondeu
Mas quando ia defecar
O mosquito lá o mordeu.

Este ficou cansado
E foi à beira mar,
Onde a um clube de leitura
Com um amigo se foi juntar.

Cheios de fome,
Na mão de alguém deram uma picada,
E foi um ótimo farnel!
A vítima foi buscar um creme calmante.
Daniel C, 6ºB, Escola Dr. Costa Matos, Gaia, prof Cristina Félix
Desafio nº 181 ― sequência imposta sem praia

Rodrigo T ― desafio 181


Certo dia, eu estava a passear com o meu pai à luz solar, quando decidimos que íamos para casa.
Quando chegamos, fomos para a varanda ver o areal e o mar. Mal saímos da varanda, resolvemos ir ler um livro que um escritor amigo nos deu. Enquanto líamos, fui picado.
Depois de me curar, eu e o meu pai preparamos um farnel. Depois de comermos, o meu pai pôs-me um creme na picada e felizes, fomos dormir.
Rodrigo T, 6ºB, Escola Dr. Costa Matos, Gaia, prof Cristina Félix
Desafio nº 181 ― sequência imposta sem praia

João S ― desafio 181


Num dia de sol, andava eu a passear na areia junto ao mar, a sentir a sua brisa fresca, quando reparei que numa varanda estava uma senhora a ler um livro. Entretanto, encontrei um amigo a jogar futebol e convenci-o a ir comigo à biblioteca requisitar livros interessantes. Azar, pelo caminho fomos picados por abelhas que queriam atacar o nosso farnel
Levamos os livros para casa e a primeira coisa que fizemos foi colocar creme nas mordidas. 
João S, 6ºB, Escola Dr. Costa Matos, Gaia, prof Cristina Félix
Desafio nº 181 ― sequência imposta sem praia

António B ― escritiva 12

A melhor recordação foi no 4° ano? Eu estava ansiosíssimo para saber as notas. Quando finalmente chegou o dia que eu esperava, tirei boas notas.
Passei para o 5°ano. Quando soube que havia o Quadro de Honra, pensei "Vou-me esmerar para ir todos os anos a essa festa".
A meio do quinto ano recebi uma carta a dizer que fui um dos melhores alunos do 4°ano. Fiquei nervoso mas ao mesmo tempo muito feliz. Afinal foi fácil!
António B, 6ºD, Escola Dr. Costa Matos, Gaia, prof Cristina Félix     
Desafio Escritiva nº 12 – a escola…

Dherick e Guilherme ― desafio 35

Poemas
Oh bendito o que semeia
sementes e frutos
para regar
e deixar ao sol.
Bate chuva, bate sol,
Nada nasce ali.
Coitado do
que plantou pedras,
que colheu areia,
pois a areia faz
as pedras.
É chuva - que faz o mar.

Enfim, depois de tanto erro passado
estou lembrado
de tanto aperto
desejando seu amor.
Quer ser minha amiga.
Ah, a amizade.
Tanta complexidade,
uma perda atrás da outra.
É o amor...
Nunca  perdido,
sempre reencontrado.
Dherick e Guilherme, 13 anos, CEF 214 Sul, Brasília, DF, professora Celina Silva Pereira
Desafio nº 35 – partindo de dois versos de autor
“Oh bendito o que semeia”, “É chuva - que faz o mar” – Castro Alves
“Enfim, depois de tanto erro passado”, “Nunca perdido, sempre reencontrado” – Vinícius de Moraes

Carla Silva ― desafio 177

A boa nova
Abrira a carta com algum receio temendo o conteúdo. 
Mas estava ali, preto no branco, sem lugar para dúvidas. Finalmente o seu grande sonho iria realizar-se. Por momentos sentiu as lágrimas nos olhos, enquanto um sorriso se formava nos seus lábios.
Parecia confuso mas sentia-se a viajar num carrossel de emoções.
Desejava correr estrada fora, saltar de alegria, contar a todos a notícia mas pensando bem iria ficar calado, não fosse o sonho desvanecer-se com inveja alheia.
Carla Silva, 45 anos, Barbacena
Desafio nº 177 ― imagem de Andrew Mathews

Theo De Bakkere ― desafio 187


O colchão
― Olá! Uma pergunta, tens dificuldade de sono causado pelo colchão gasto.
― Mas eu....
― Não te vergonhes. Também sei como depois duma noite mal dormida, saímos esgotados da cama.
― Mas eu....
― Descubra neste folheto! "O colchão de água." Nossa solução espetacular que resolverá cada problema.
― Oiça uma vez, amigo! Sou Joselino o pastor, meu colchão é o feno bem cheiroso no aprisco. Nunca tenho dor de costas. Além disso, não sofro da insónia. Antes de adormecer conto ovelhinhas.
Theo De Bakkere, 67 anos, Antuérpia Bélgica
Desafio nº 187 ― Joselino e a proposta

11/10/19

Graça Pinto ― desafio 187

― Boas; Sr. Joselino?
― Sim senhor. Porquê?
― Deambulo nestas bandas apresentando algo que precisam urgentemente. Este é um protótipo da nossa amiga Dolly, primeira ovelha clonada no mundo. Foram-lhe ensinadas técnicas de defesa, porque a ovelha é um animal dependente, não sabe defender-se. Não haverá ataques de lobos que resistam à nossa Dolly, que ao mesmo tempo ensinará a técnica às vossas ovelhas.
Joselino olhou o homem, esfregou a cabeça respondendo:
― Você deve estar a mancar comigo. Só pode!
Graça Pinto, 61 anos, Almada
Desafio nº 187 ― Joselino e a proposta

Manuela F e Iúri D ― desafio 187

― Muito chique, para andar nestes terrenos!
― Trago-lhe novas propostas empreendedoras.
― Olhe, não entendi o que disse.
― Ah, está bem, está bem…  
― Eu não sou muito esperto em palavras!
―  Olhe, Joselino, trago-lhe uma nova tecnologia, para facilitar o seu trabalho de pastor.
― Diga!!!
― Tenho um sistema de vídeo que serve para vigiar o seu gado, para poder fazer outras coisas, em vez de estar a olhar para ele.
― Tenha paciência, sou um pastor antigo, guio-me pelo Sol.
Manuela Ferreira e Iúri Dias, 15 e  16 anos, Alcobaça 
Desafio nº 187 ― Joselino e a proposta

Beatriz F e Tiago B ― desafio 187

― Ai, uma porca!
― Só tens a ganhar. Vendes os leitões e ficas rico.
― Ser rico, sim senhor, mas não me entristeço por ser pobre.  
― Joselino, sabes o que é ser rico?
― Não, nunca fui!
― Pensa melhor, uma porca era uma grande  fonte de riqueza.
― Eu tenho um rebanho de ovelhas, e não combinam com suínos.
― Tu lá sabes! Ofereço-te a porca e venho cá buscá-la pelo Natal.
― Olha este Manjerico, sou pastor, mas não me esbanjo em Amor.
Beatriz Fonseca e Tiago Bento, 17 e 16 anos, Alcobaça
Desafio nº 187 ― Joselino e a proposta

Judite ― desafio 163

Assustadoramente magoada pela ausência de reconhecimento, Rita olhava-os como traidores. Tentara impressionar Joaquim, emitindo pareceres divinatórios que, ocasionalmente, iam resultando. Contudo o amado, manifestava-se indiferente, até emitia pareceres irónicos, devastadores, ferindo-lhe o peito.
Uma anormal! ― retorquia ―, incentivar nadadores que nem conhece!
Rita tinha-os no coração, apenas pretendia aliá-los ao romance.
Almejou obter conhecimentos sobrenaturais. Nada melhorou. Continuou a ser ridicularizada ― Joaquim apaixonou-se pela amiga.

Agora, somente Deus domina os seus pensamentos, sentindo o coração preenchido, em plenitude.
Judite, 27 anos, Santarém 
Desafio nº 163 ― palavra grande gera mais 6

Natalina Marques ― desafio 187

― Bom dia ti Joselino.
― Bô dia, qué que bomecê quer, coisa boa nã é.
― Ando a vender uns terrenos em Marte.
― Marte; onde fica essa coisa?
― sso, não sei, mas sei que não tem poluição, e não se paga impostos de nada..
― Posso levar as minhas ovelhas?
― As ovelhas, o cão, o gato, o periquito, tudo.
― Está bem, convenceu-me a fazer negócio. E vinho tem lá vinho?
― Não, isso não tem
― Atão nã há negócio pra niguém.
Natalina Marques, 60 anos, Palmela
Desafio nº 187 ― Joselino e a proposta

Fernando Morgado ― desafio 187

Olá Joselino, posso falar com as suas ovelhas?
Ó homem não me roube o sossego qu’elas estão mesmo sossegaditas
Ah, Joselino, pois é pra lhes dar mais sossego.
Vossemecê não vê q’as bichanitas não falam!?
Então? Mas ouvem! Pra falar está você.
O que lhe digo, homem?
Elas precisam usar óculos de sol, coitadas.
Não é que você é maluco!?
Óculos verdes para as enganar, está a ver?
Pois… verdes… traga aí uns 20 pares, e uns pra si.
Fernando Morgado, 64 anos, Porto
Desafio nº 187 ― Joselino e a proposta

Filomena Galvão ― desafio 187


― Olhe lá, amigo Joselino, você está aqui pasmado, porque não ganha dinheiro enquanto elas pastam?
― Atão como é qu’eu faço?
― Aqui com o telemóvel tira fotografias e escreve num caderninho. Depois, cria um blogue no computador, posta as fotos, fala da sua vida, da……
― Um blog, o qu’é isso? O que é qu’ê faço às postas?
― Ó homem, um bloque é uma página na internet.
― Qu’absurdo! Eu cá nã tenho tempo para isso. 
Filomena Galvão, 58 anos, Corroios
Desafio nº 187 ― Joselino e a proposta

Mónica Marcos Celestino ― desafio 186

O desengonçado marino
Com pungente angústia amaldiçoava
o desengonçado marino
as rebeldes ondas
que o engolir queriam.

Qual humildes bengalas
vergavam-se os mastros
às vingativas vagas feiticeiras
com chilreante gemido esgasgado.

O destecido velame
nas enganosas águas baloiçava,
como engraçada moça
de alvacentas fraldas engalanada.

Sonhando com longínquas terras
de caldas praias
o rumo proseguia
sem ninguém o deter.

Com dengoso passo
baldava os mares maldispostos
e, qual intrépido soldado,
aos ventos enganava.

Ingénuo, pretendia
arribar a seu destino.
Mónica Marcos Celestino, 47 anos, Salamanca (Espanha)
Desafio nº 186 ― 12 palavras com LD e NG

Chica ― desafio 187


― Joselino! 
― Bom dia, José!
― Vim oferecer algo raro!
― Fala, fiquei curioso!
― Pinico com fundo espelhado.
― Ora! 
― Ficarás satisfeito.
― Como? 
― À noite, com o pinico: não precisarás atravessar o longo corredor... Ao acordar, espelho.
― Achas mesmo que é bom?
― Sim, além disso, poderás fazer teste de tua lucidez.
― Como?
― Se tentares te espelhar com ele cheio, saberás que tua memória e lucidez não estão boas! E então? Aceitas? Vais arrasar, o único na paróquia a ter um deles!
Chica, 70 anos Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil
Desafio nº 187 ― Joselino e a proposta

10/10/19

Desafio nº 187

Num texto com, imagine-se!, 77 palavras, vamos tentar convencer 
o nosso amigo e pastor Joselino a comprar algo absurdo, 
como um telemóvel, ou um acordeão, ou uma máquina de panquecas, inventem!

Será em diálogo, entre nós e Joselino, sem intervenções do narrador.

(cuidado nas contagens: um hífen/travessão pode baralhar as contagens, usem o dedo!)

Eu diverti-me com isto…
― Amigo, isso é um disparate!
― Como assim, Joselino?! Passava mais depressa o tempo.
― Mas quem é que lhe disse, hã, que o meu tempo custa a passar?
― Ó homem, deve ser uma seca estar aqui a olhar para as ovelhas.
― Pois está vossemecê muito enganado. Gosto muito de ser pastor. Pergunte-lhes.
― Como se as ovelhas falassem…
― Falam, pois. E um acordeão faz muito barulho, dava-me cabo do rebanho… Tenha juízo. E cale-se, que me cansa as ovelhas.
Margarida Fonseca Santos, 58 anos, Lisboa
Desafio nº 187 ― Joselino e a proposta