01 agosto 2019

«Razões para Escrever» - o livro

É isso mesmo, o livro está pronto!

Edição de NósNaLinha

Design e paginação de Carla Nazareth

Revisão de António Matos


Desejo neste livro apoiar quem gosta de escrever e levar quem não gosta a gostar. Porque escrever significa arriscar, apurar, limpar, reescrever, brincar, reinventar a língua. Porque escrever nos torna melhores leitores. Porque escrever nos faz bem. Precisa de mais razões para escrever…?
Encomendas para: geral@nosnalinha.pt ou 77palavras@gmail.com

05 julho 2019

ATENÇÃO! GRANDES MIÚDOS EM DESTAQUE!

A partir de hoje, os GRANDES MIÚDOS que escrevem para o blogue vão estar em DESTAQUE!!!

Todos os dias, vão aparecer dois textos - procurem os vossos TEXTOS!!!

E se não escreveste, do que estás à espera?

18 fevereiro 2019

Grandes Miúdos de hoje

Era Natal, e Natália irradiava espírito natalício. Preparava com todo o afinco as últimas sobremesas para a ceia, até que, distraiu-se meio segundo e queimou as rabanadas. Não tinha tempo para as refazer, mas não podia haver Natal sem elas! Saiu de casa apressada, contrariando a sua usual natureza pacata, e dirigiu-se à pastelaria mais próxima. Naturalmente, estava fechada. Correu a cidade, até pôs à prova a sua habilidade de natação passando o rio. Derrotada, voltou com sardinhas enlatadas e dois pastéis de nata.
Samuel F, 15 anos, Escola Secundária de Odivelas, prof Helena Gameira
Desafio nº 129 – palavras que vêm de NATA

― Marte, ajuda-me! A raça humana está a destruir-me.
― Terra, nunca desistas! Tu és um planeta ímpar e valente. Há centenas de décadas que lutas pela tua existência.
A Terra decidiu, assim, salvar definitivamente terra, ar e água, as casas de tantas espécies animais. Reuniu as nuvens e pediu-lhes que se espalhassem pela sua superfície e que precipitassem alertas em diferentes línguas para que qualquer um entendesse.
Finalmente, a raça humana, assustada perante as lágrimas derramadas, redimiu-se, arrependida.
Afonso G, 12 anos, Colégio Paulo VI, Gondomar, Prof.ª Raquel Almeida Silva
Desafio nº 157 ― hist de coragem sem O

16 fevereiro 2019

Guilherme M ― desafio 160


O Luís é um menino que faz figura de parvo, quando vê um cão. Foge logo a sete pés!
Remata sempre as frases com “Fogo!”
No verão, come figos e toca fagote, na festa da aldeia. À noite, lança foguetes.
Na telenovela, foi figurante. Nos escuteiros, faz fogueiras, mas aquece a comida no fogão.
Um dia, quase se afogou. Porém os pais salvaram-no e afagaram-no para o reconfortar.
Quer ser astronauta e ir à Lua num foguetão.
Guilherme M, 6ºC, Escola Dr. Costa Matos, Gaia, prof Cristina Félix
Desafio nº 160 – plvrs com FAG, FIG, FOG, FUG

João R ― desafio 160

Era uma vez um milionário que adorava figos, por isso tinha muitas figueiras que os seus empregados tratavam. Ele só tinha um amigo, que era um gato que muito o afagava. Quando se sentia só soltava foguetes. Na casa dele havia um sótão cheio de tralha. Eram figuras de ação, um fagote, placas com as palavras fugitivo, fuga, foge afogar. Ele fazia coisas muito boas e raramente más, mas quando isso acontecia fazia fogo na fogueira.
João R, 6ºC, Escola Dr. Costa Matos, Gaia, prof Cristina Félix
Desafio nº 160 – plvrs com FAG, FIG, FOG, FUG

Leonel C ― desafio 160


Figueira estava em sua casa no fogão a fazer uma estufagem quando lhe bateram à porta: estava um fogo a dominar a sua árvore de figos. Tinha sido a figura do seu vizinho a fazer uma fogueira e as fagulhas invadiram a árvore!
Ele teve de afogar a figueira e o fumo era tanto que já lhe doía o esófago. Teve de se pôr em fuga imediatamente, porque o fumo estava a dominar aquela zona toda! 
Leonel C, 6ºC, Escola Dr. Costa Matos, Gaia, prof Cristina Félix
Desafio nº 160 – plvrs com FAG, FIG, FOG, FUG

Rodrigo D ― desafio 160

Cantava eu, indo a deslizar… e naquela altura tropecei. A linda rapariga de quem eu gostava estava do outro lado da rua e fiquei todo atrapalhado. Naquele dia em que as ruas estavam repletas de neve e o sol brilhava, toda a paisagem tornava o dia especial. Naquele momento senti-me inspirado para lhe revelar o meu amor por ela. Passamos o dia a passear, a divertirmo-nos. Sei que a nossa amizade ainda se tornou mais especial!
Rodrigo D, 6ºC, Escola Dr. Costa Matos, Gaia, prof Cristina Félix
Desafio nº 158 – acróstico de CEIA DE NATAL

Sara M ― desafio 160


Cláudia e Isabel ainda deixaram entrar Nádia, Ana, Tânia, António, Luís e Henrique antes do foguetão onde ia Neil Armstrong ser lançado. Neil espreitava pela janela, contemplava e sorria.
Enquanto isso, os seis amigos discutiam se Neil chegaria à Lua.
Quando ele lá chegou, saiu do foguetão e disse:
“Um pequeno passo para o homem, mas um grande passo para a humanidade”.
No dia seguinte, os seis amigos viram nas notícias o vídeo de Neil na Lua. 
Sara M, 6ºC, Escola Dr. Costa Matos, Gaia, prof Cristina Félix
Desafio nº 158 – acróstico de CEIA DE NATAL

Rita T ― desafio 1

Chegou uma aluna nova.
Fiquei muito contente, como se estivessem mil sorrisos dentro de mim.
Quando ela chegou eu soube que ela se chamava Crina. Depois reparei que ela estava muito triste e fiquei com pena dela. Fiquei sempre com ela em todos os momentos. Num dia fizemos uma atividade para tentar acender uma fogueira só com paus e mais nada:
Fogo! – disse eu, que sem querer pus tudo a arder…
Fui para casa com a Crina.
Rita T, 5ºB, Escola Dr. Costa Matos, Gaia, prof Cristina Félix
Desafio nº 1 – palavras impostas: pena, sorriso, fogo

Miguel P ― desafio 1


Que pena que eu tenho deste rapaz,
Anda sempre a apagar fogo
e odeia o ananás.
Ele anda sempre com tristeza 
Nunca tem o sorriso que faz a beleza

Ele anda sempre a trabalhar
“Fogo!”, diz ele, nunca o deixam descansar
No sítio onde se encontra
Quase nem o deixam respirar

Dantes, na informática ele queria trabalhar
só que os seus pais não o deixaram estudar
Esta é a história do rapaz que está sempre a trabalhar.
Miguel P, 5ºB, Escola Dr. Costa Matos, Gaia, prof Cristina Félix
Desafio nº 1 – palavras impostas: pena, sorriso, fogo

Beatriz C ― desafio 1


Num tempo muito lá atrás, havia muitas florestas com vários animais muito fofos: lémures, pandas, tigres e outros…
Mas, infelizmente para alguns, já existiam humanos, que foram matando e caçando os pobres... Até tenho pena!
Havia bastantes incêndios devido aos humanos, que pegavam fogo às florestas.
Mas as pessoas começaram a reduzir a poluição, os maus tratos aos animais, a caça e então começaram a aparecer muitos sorrisos. Mas o sorriso mais importante foi o dos animais.
Beatriz C, 5ºB, Escola Dr. Costa Matos, Gaia, prof Cristina Félix
Desafio nº 1 – palavras impostas: pena, sorriso, fogo

Inês M ― desafio 1


Era uma vez uma menina chamada Maria, ela estava na romaria das flores ansiosa por ver o fogo de artifício às nove horas da noite, mas para marcar o lugar foram às oito horas. Entretanto encontram a amiga da Maria, a Marta. Mas a Marta teve de ir embora. Maria acenou-lhe com um sorriso, mas com pena.
― Já está na hora – disse Maria, fascinada com aquilo tudo.
Infelizmente, era tarde e tiveram de ir embora para casa.
Inês M, 5ºB, Escola Dr. Costa Matos, Gaia, prof Cristina Félix
Desafio nº 1 – palavras impostas: pena, sorriso, fogo

João S ― desafio 1


Num dia eu fiz uma experiência. Peguei nas plantas carnívoras, pu-las dentro de jaulas para ver se elas eram fortes; no início dei-lhes superpoderes para irem para a guerra civil.
Elas tinham possibilidades de deitar fogo pela boca, voar, e umas eram empregadas de casa.
Eu fiquei com um sorriso, pois ia receber um prémio por fazer plantas carnívoras modificadas, mas fiquei com pena das outras pessoas não o terem recebido….
Então peguei no prémio e partilhei-o. 
João S, 5ºB, Escola Dr. Costa Matos, Gaia, prof Cristina Félix
Desafio nº 1 – palavras impostas: pena, sorriso, fogo

3º/4º GA B, EB Galveias ― desafio 163


O Romeu bebeu um refrigerante de laranja ao almoço. Saiu à rua, viu muita gente à porta da Caixa Agrícola e viu o gerente muito irritado. Para o animar deu-lhe uma batata frita.
O homem deu um pontapé na batata, à sua frente.
O Romeu ficou triste e enterrou a batata na terra. Pegou na mangueira, abriu a torneira e começou a regar o pequeno jardim. Depois virou a mangueira para o chefe e este ficou encharcado.
3º/4º GA B, EB Galveias, professora Carmo Silva
Desafio nº 163 ― palavra grande gera mais 6

Maria do Céu Ferreira ― desafio 147

Aconchegado
Uma luz forte brilhou,
Sentiu a vida a sorrir,
Ganhou asas e voou,
Alegremente a subir!

Olhou para o sol poente,
Também viu o amanhecer,
Envolto num manto quente,
Com amores a florescer!

Sobrevoou mais à frente,
Viu alguns leões-marinhos,
Barcos, gaivotas e gente,
Borboletas, passarinhos…

Pediu então um programa,
Num delírio satisfeito
E meteram-no na cama,
Inspecionando-lhe o peito.

Saiu daquela loucura,
Viu o céu todo estrelado,
Viu a morte negra e pura
E escondeu-se aconchegado!...
Maria do Céu Ferreira, 63 anos, Amarante
Desafio nº 147 ― frase: o passeio…

15 fevereiro 2019

Grandes Miúdos de hoje

Num dia de Natal, uma pequenina aranha estava a fazer a árvore, decorar a teia e preparar a ceia. As decorações da árvore eram pequeninas teias. A ceia tinha moscas, mosquitos e muitos mais insetos.
– Boa! Chegaram os convidados! – disse ela com alegria, abrindo-lhes a porta.
Vinha a aranha saltadora, sua tia. Vinham também os seus pais e os seus sete irmãos; até vinha o bisavô, a grande tarântula!
Comeram, conversaram e abriram todas as prendas alegremente.
Beatriz T, 5ºB, Escola Dr. Costa Matos, Gaia, prof Cristina Félix
Desafio nº 80 – o Natal da aranha

No sábado fomos à caça. O Maró disparou com a sua espingarda e até saíram fagulhas do cartucho. Um tordo caiu num balseiro e dois fugiram.
Encontrámos uma figueira e colhemos figos. Depois fizemos uma fogueira e assámos os tordos. Lançámos foguetes para os matilheiros nos localizarem. O Maró pegou no fagote e começou a tocar. O Leo e o Martim distraíram-se a descobrir palavras começados por f”: fígadofogofogãofugafugitivofugidafiguranteFigueiredofoguetão
3º/4º B, EB Galveias, professora Carmo Silva
Desafio nº 160 – plvrs com FAG, FIG, FOG, FUG

14 fevereiro 2019

Grandes Miúdos de hoje!


Sempre gostei de olhar para a lua. Ela brilha tanto... É a única que me acalma quando a minha mente cai entre silvas. E sempre que se vai, para mim fica noite e tudo escurece. 
Ás vezes os espinhos na silva só apertam, cada vez mais... Sem gritar, sem fugir... Porque foi por minha culpa que lá caí.
Percebi que a dor faz-me viver... A dor faz-me crescer, porque é nestas silvas onde caí que nascem rosas.
Ivo R e Pedro R, 15 anos, Escola Secundária de Odivelas, prof Helena Gameira
Desafio nº 133 ― cair nas silvas

Já é Verão! As figueiras de Figueiró estão carregadinhas de doces figos.
O senhor Figueiredo ateia o fogo numa fogueira que já liberta centenas de fagulhas. Sente-se no ar a forte fragância de mato queimado.
Meu Deus! Que desassossego!
Como é possível foguear em pleno Verão?
Os papa figos esvoaçam atordoados, confusos, refugiando-se na escaldante fraga aquecida pelo fagulhar do fogo.
Após o terrível incêndio resta um solo necrófago causado inadvertidamente por uma ação inadequada do Homem.
Rodrigo S, Gondomar, Colégio Paulo VI
Desafio nº 160 – plvrs com FAG, FIG, FOG, FUG

Zelinda Baião ― desafio 141


Tudo estava pronto para o receber. Na esplanada, havia, desde cedo, um ar de festa e tudo estava engalanado: mesas, cadeiras, muitas, de onde, berrantes adamascados pendiam de cada dossel, cuidadosamente selecionado para a ocasião. Era uma ocasião muito especial. Por todo o lado, entreviam-se adornos nostálgicos costurados à pressa, numa equilibrada dosagem de cores alucinantes onde o amarelo gema sobressaía. Dali, emanava um cheio a sótão de onde tudo saíra. Ninguém se importava. O Rei chegara.
Zelinda Baião, 55 anos, Linda-a-Velha
Desafio nº 141 ― 3 letras do fim no início da palavra seguinte

13 fevereiro 2019

Grandes Miúdos de hoje!

Querida tia:
Nem imaginas o susto que apanhamos! Houve um incêndio na cozinha. O fogo deflagrou por causa do fogão, que a Teresa deixou ligado por esquecimento. A cozinha ficou desfeita... até pensávamos que estávamos no sítio errado. A sorte foi que o nosso cão Caju veio connosco à praia.
Mando-te esta espátula em forma de pena como recordação das poucas coisas que sobraram da cozinha.
Beijinhos da tua sobrinha,
Matilde.
P.S.: Tenho saudades do teu sorriso.
Margarida F, 5ºB, Escola Dr. Costa Matos, Gaia, prof Cristina Félix
Desafio nº 1 – palavras impostas: pena, sorriso, fogo

O Figueiredo vivia numa cidade.
Certo dia, viu um foguetão a ser lançado para a lua. Figueiredo foi para casa e viu o pai a tocar fagote e a mãe a cozinhar no fogão. Estava com fome e comeu alguns figos da figueira que tinham no quintal. Comeu tantos que lhe começou a doer o fígado e chamou a doutora Fagundes . Esta parecia um foguete!
Trazia uma figura que pegou fogo. O Figueiredo desatou a fugir.
Kélvio C., 6º M, Profs Elisa Ferreira e Sandra Gonçalves - CPL CED Nuno Álvares Pereira 
Desafio nº 160 – plvrs com FAG, FIG, FOG, FUG

Rodrigo Santiago ― escritiva 28


Era Verão, dia quente de Agosto. Eu debatia-me com um manual de instruções, para conseguir conectar novamente o comando televisivo.
Já frustrado com a situação, pensei criticamente: será que o comando quer mesmo ligar-se à televisão? Ou talvez pretenda algum descanso, desta vida árdua? Ou será a própria produtora tecnológica, querendo um mundo melhor, sem telespectadores que dependam única e exclusivamente da televisão para viverem?
Após esta exaustiva reflexão, pousei o comando, e fui apanhar ar fresco.
Rodrigo Santiago, 12 anos, Gondomar, Colégio Paulo VI
Escritiva nº 28 - manuais de instruções

Frederico, Jacqueline e Tomé ― desafio 160


Esta é a história do José Figueiredo que foi desfigurado a afugentar galinhas para proteger uma figueira lá na sua quinta.
Ele tentou fazer de tudo: assá-las no fogão, enviá-las num foguetão ou comunicar com elas por gestos e figuras. Até se lembrou de as afagar com carinho, mas foi tudo em vão!
Para afogar as mágoas, decidiu comer óleo de fígado de bacalhau… Fez uma grande fogueira e saltou uma fagulha que pôs todos em fuga
Frederico R, 14 anos, Almoçageme, Jacqueline S, 14 anos, Penedo, Tomé M, 12 anos, Galamares, Apoio Educativo, prof Maria João Lavrador
Desafio nº 160 – plvrs com FAG, FIG, FOG, FUG

Theo De Bakkere ― desafio 163


Em palavras comuns
Quando examinara as chapas MICRORRADIOGRAFIAS e depois a amostra pulmonar do VULCANOLOGISTA no MICROSCÓPIO,  o médico dirigiu-se ao paciente para o informar conforme o TRÂMITE oficial que ele sofria de PNEUMOULTRAMICROSCOPICOSSILICOVULCANOCONIÓTICA. Sem gaguejos, mas esbaforido pela denominação ULTRA longa dessa afeção, o doutor continuava a conversa em palavras mais comuns: Os seus  pulmões estavam contaminados com pó de SÍLICA e por enquanto você terá de acabar com escalar VULCÕES principalmente aqueles PICOS CÓNICOS com muitas atividades VULCÂNICAS.
Theo De Bakkere, 66 anos, Antuérpia, Bélgica
Desafio nº 163 ― palavra grande gera mais 6

Ana Seixas Silva ― desafio 135

Todos os dias aquele bonito homem entrava na minha padaria e saía sempre contrafeito.
Todos os dias eu, Mercedes da Conceição – mulher séria e bem casada -, pensava o mesmo: “Podia cometer um delito com este presidente da autarquia – ele ia adorar.”
De todos os candidatos à Câmara o eleito era o meu favorito desde sempre e até ao infinito.
Hoje entrou e pediu: “Um café e uma cornucópia, por favor.”
Fiquei a olhar para ele: era perfeito.
Ana Seixas Silva. 45 anos. Nelas
Desafio nº 135 – 7 palavras com ITO

Graça Pinto ― desafio 163

FOTOCROMOMETALOGRÁFICO 
Este ano Roma estava na sua rota de férias. Como meta seguinte faria de carro toda a orla junto ao mar, pois o clima assim ditava. Em total ociosidade haveria de fotografar toda a costa amalfitana que dizem de tão bela, ser de tirar o ar. Pizzas haveria de comer muitas, pois adora. Como viajante solitário, quem sabe encontrar o amor de sua vida. Se tal acontecesse, seria um passeio que ficaria para sempre na sua memória.
Graça Pinto, 60 anos, Almada
Desafio nº 163 ― palavra grande gera mais 6

12 fevereiro 2019

Grandes Miúdos de hoje!

Ludmila Faneca sempre viveu no que achava ser um estafermo regime de vida, restrito apenas àquilo que o mar podia dar. Acreditava que a vontade de cimento do seu pai a deixava presa, obstruindo o seu próprio alvedrio.
lamparina que possuía, da sua bisavó, lembrava-lhe o que esta sempre apoiou, ao contrário do seu querido pai: uma vida cheia de concretizações, de sonhos. Tendo isso em mente, seguiu o rumo do tratamento de unhas e vingou.
Sofia P., Escola Secundária José Saramago – Mafra, prof Teresa Simões
Desafio RS nº 17 – Ludmila Faneca

Como estava irritada, a Débora encostou-se nantiga torre amarela lá da escola e acalmou-me.
― Porque estás assim? ― perguntou-me.
― Gozaram comigo…
― Não ligues, eles são parvos!
Pouco depois, voltaram a gozar comigo, mas não liguei. Nessa tarde, procurei a Débora, mas não a encontrei. E fiquei preocupada.
Descobri-a presa numa rede! Estavam a tentar tirá-la, mas não conseguiam. Fui tentar ajudá-la, mas disseram-me que eu não iria conseguir. Afinal, consegui.
A partir daí nunca mais gozaram comigo.
Mafalda S, 6ºC, 5ºB, Escola Dr. Costa Matos, Gaia, prof Cristina Félix
Desafio nº 158 – acróstico de CEIA DE NATAL

PODCAST


PODCAST das Escolas

e


Diário 77


(no Soundcloud)






Oiça aqui os antigos programas


Rádio Sim


e



Rádio Miúdos 

Natalina Marques ― desafio 163

Foi DESPROPOSITADAMENTE que se esqueceu da data de aniversário.
Para ele não era IMPORTANTE. Naquele dia havia dérbi, não podia faltar ao DESPORTO favorito.
PENSARIA numa MENTIRA inofensiva. Enviou-lhe uma mensagem dizendo que sairia mais tarde do escritório.
Assistiu ao jogo, comprou na florista situada em frente ao estádio, um ramo de rosas.
Nessa noite dormiu no sofá, viu-o na televisão aplaudindo o jogo.
― Desculpa, não foi de PROPÓSITO...
Nem as juras de amor ETERNO lhe valeram.
Natalina Marques, 59 anos, Palmela
Desafio nº 163 ― palavra grande gera mais 6

Cristina Lameiras ― desafio 159


Conversas
Uma conversa entre amigas começou com uma brincadeira.
Vivemos uma realidade frenética, recheada de competição e está na hora de mexermos alguns cordelinhos, partilhar as nossas ideias com a comunidade.
Todos, no nosso quotidiano podemos ter a sensibilidade e o privilégio de partilhar a inclusão, descobrir ideias, ajudar quem precisa mais do que nós precisamos.
Com respeito, simplicidade, avaliando as situações, transmitindo interesse na divulgação das histórias.
Com dignidade para todos os envolvidos.
Com Esperança...
Sempre... Sempre.
Cristina Lameiras, 53 anos, Casal de Cambra
Desafio nº 159 – lutar por fazer a diferença

11 fevereiro 2019

Carlos Rodrigues ― desafio 163


A idade actual do Pedro é vinte cinco anos. Assim, parece linear concluir que, quando ele era jovem, não frequentou a mocidade portuguesa. O pai tem cinquenta anos que é um múltiplo de vinte cinco. Este conceito aprendeu o Pedro na disciplina de matemática. O Pedro não gostava desta matéria. A caridade da professora é que lhe valeu dez valores na multidisciplinaridade de matérias que ele aprendeu. Ele sempre quis seguir Direito. Era a carreira dos homens da família.
Carlos Rodrigues, 59 anos, Lisboa
Desafio nº 163 ― palavra grande gera mais 6

10 fevereiro 2019

Chica ― desafio 163


Complexo
Desproporcionadamente ele vivia reclamando pela vida: para uns tanto, aos outros nadica, pensava.
Não gostava nem um pouco do tamanho de suas pernas, entretanto, admirava muito as dos irmãos, bem maiores e bem proporcionais. As suas lhe pareciam horrorosas, como as de um velho porco.
Isso lhe causava grandes tristezas e complexos incríveis, grandes, invencíveis danos.
Assim, sonhava com pernas grandes. Seria isso coisa de sua mente?
Aí estava algo a tentar mudar, melhorar nesse próximo trimestre.
Chica, 70 anos Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil
Desafio nº 163 ― palavra grande gera mais 6
Publicado aqui, numa versão mais livre: https://chicabrincadepoesia.blogspot.com/2019/02/complexo.html


Maria do Céu Ferreira ― desafio 160


Figurão
Chamava-se Figurão,
Era fogoso e matreiro,
Fazia boa figura,
Embora fosse rafeiro!

Ladrava afogueado,
Fincava patas no chão,
Saltava como veado,
Fugia como ladrão…

Não era um fugitivo,
Variava de andamento,
Esperto, era assertivo,
Atacando no momento.

Tinha sido bem treinado,
Transfigurando-se todo,
Poupava-lhe o meu afago,
Desviando-me do fogo.

Parecia uma fagulha,
Muito leve e fugidia,
Estacando como agulha
Se o momento exigia.

Só o avô Sebastião
Descia da sua altura,
Afagando o Figurão,
Retirando-lhe bravura!
Maria do Céu Ferreira, 63 anos, Amarante
Desafio nº 160 – plvrs com FAG, FIG, FOG, FUG

Desafio nº 163

Procurem uma palavra muito grande, como CONTRADITORIAMENTE, por exemplo.

Agora, encontrem seis palavras de 5 ou mais letras dentro dela (ou seja, palavras que usem as letras da original sem repetir nenhuma).

Sabendo que no vosso texto, a palavra original e as outras 6 estão a 9 ou 10 palavras umas das outras, o que sai?

Deixo um exemplo. Neste caso, com a tal palavra, podiam ser:
CONTRA TRADIÇÃO DIAMANTE CORDA DITARIA ADERIRA RADICAL

Contraditoriamente ao que se dizia pelos corredores, Leonardo não era contra nada. Nunca se pronunciava, calava-se. Se queriam vender o tal diamante, concordaria. Até podia ser bom. Não podiam depois falar de tradição, já que a falência chegava e estavam com uma apertada corda na garganta. O dinheiro, de que nunca se falara, faltava. Aderira ao grupo de vendas online, talvez não fosse tão radical fazer assim o negócio. Podia ser proveitoso. O futuro ditaria as regras.
Margarida Fonseca Santos, 58 anos, Lisboa
Desafio nº 163 ― palavra grande gera mais 6

08 fevereiro 2019

Luana S ― desafio 159


Eu era uma menina de seis anos. Na escola gozavam sempre comigo porque não sabia responder às questões que a “stora” punha. Fui acreditando neles, que eu não conseguia e que era burra.
Um dia, acreditei em mim e lutei para fazer a diferença e que não era igual a eles!
Chegou finalmente o meu dia e confiei em mim própria. Consegui responder a todas as questões da professora. Comecei a ser melhor do era que antes! 
Luana S., 6º A  - CPL /CED Nuno Álvares Pereira – Prof. Teresa Monteiro
Desafio nº 159 – lutar por fazer a diferença

Maria do Céu Ferreira ― desafio 146


O Postilhão
De uma distância abissal,
Ouviu-se um tiro certeiro
Que com fragor colossal
Acertou num cavaleiro.

O pobre tinha a jaleca
Cheia de sangue a jorrar,
Montava uma pileca
Que não se quis levantar.

Soube-se ser postilhão,
E a multidão ululava,
Cheia de indignação
Pela justiça que falhava…

Viram cartas da Gertrudes,
Casada com o doutor,
Uma mulher de virtudes,
A dormir com o Regedor!...

Vai-se agora investigar
Essas cartas de traição…
Quem quereria matar
O secreto postilhão?...
Maria do Céu Ferreira, 63 anos, Amarante
Desafio nº 146 ― palavras que não usamos