20/04/19

Desafio nº 170

Quantas palavras de 4 letras estão escondidas em PÁSCOA?
Atenção, a única letra repetida é o A.
São muitas palavras, é verdade, mas vamos construir um texto com o máximo possível!
Não se esqueçam da palavra Páscoa...

Eu experimentei assim:
Visitar o vulcão Poás? Nem pensar, respondi com asco. Raio do primo Paco, só tem ideias ocas. Posa para fotógrafos de soca e saca de praia, e depois diz coisas destas. Porque não coas os pensamentos, primo? Era caso para isso. Engulo este sapo desde que nasci, caiu-me na sopa, deixando-me qual aspa à deriva no coração da família. Cosa eu a minha irritação à figura para lhe dar asco, a ver se me sai de casa.
Margarida Fonseca Santos, 58 anos, Lisboa
Desafio nº 170 ― letras de Páscoa

19/04/19

Grandes miúdos de hoje

Sou um bule rachado, sou…
Sou sábio e, pelo que os outros dizem, belo, mas convencido.
Não tenho aqui nenhum espelho, mas, para saber como sou, peço aos outros que me descrevam. O que me costumam dizer é que sou bojudo, azul e bem decorado.
Sou presidente da Gaveta das Velharias. Às vezes, tenho de tomar decisões difíceis, mas, quando o faço, consulto os habitantes da Gaveta mais idosos. As suas opiniões costumam ser sábias e ponderadas.
Afonso N. , 5. º Ano, Colégio Verde Água, Mafra, prof Noémia Jorge
Desafio nº 4começando a frase “Sou um bule rachado, sou”

Um dia, Manuel viu um senhor sentado a um canto da rua com frio, fome e não tinha nenhum cêntimo. Ele estava a pensar como se fosse ele a estar naquele lugar, então deu ao senhor o seu casaco, o seu lanche e um euro que tinha no bolso. 
O senhor ficou-lhe muito agradecido e quis recompensá-lo mas ele disse:
― Você é que tem de ser ajudado. 
A partir daí o Manuel levava sempre comida ao senhor. 
Rodrigo T, 5ºB, Escola Dr. Costa Matos, Gaia, prof Cristina Félix
Desafio nº 159 – lutar por fazer a diferença


18/04/19

Grandes Miúdos de hoje

O mundo está a ficar caro, não acham? O preço está a aumentar no gasóleo, comércio, há muitas pessoas que vivem na rua com muita fome e sede. Existem pessoas que trabalham muito, outras que trabalham pouco e ganham muito dinheiro. Temos de eliminar a fome, a sede e temos que poupar dinheiro. Temos que nos impor e dizer: "Já chega, não podemos trabalhar tanto e receber tão pouco dinheiro! Temos também de lutar contra o racismo!”     
Filipe O., 5ºB, Escola Dr. Costa Matos, Gaia, prof Cristina Félix
Desafio nº 159 – lutar por fazer a diferença

Sou um bule rachado, sou…
O meu azul, mais belo do que o céu, faz com que eu seja o mais usado da minha prateleira. A minha asa, tal e qual uma metade de um coração, é grossa. A tampa que carrego comigo todos os dias, com uma nuvem no topo, é um semicírculo com uma pega pequena e arredondada.
O meu dono deixou-me cair e fez-me uma racha muito perto do olho, que me incomodou bastante.
Sara C. , 5. º Ano, Colégio Verde Água, Mafra, prof Noémia Jorge
Desafio nº 4começando a frase “Sou um bule rachado, sou”

17/04/19

Ana Paula Oliveira ― desafio 169


Não aguentei ver-te ali deitada, inerte, entregue a um anjo que te queria levar com ele. Quis gritar, mas… calei-me e chorei.
Daquilo que me lembrei? De todas as histórias partilhadas, da tua gargalhada sonora, do teu saber, mas sobretudo uma coisa ficou e ficará sempre: a tua força contagiante. Qualquer obstáculo que surgia não era impedimento para avançares e ires à luta.
O que dizer mais? Podia continuar aqui a escrever, mas as lágrimas não permitem.
Ana Paula Oliveira, 58 anos, S. João da Madeira
Desafio nº 169 ― frase ao contrário

Isabel Sousa ― desafio 169

Calei-me, o esquema era gigante, destituído de sentimentos. Humberto, Teresa e Luzia, para serem felizes, vexaram-me ― apagando sonhos, tratando-me como um objeto, ridicularizando-me. Daquilo, apenas em tempos pré-históricos! Lembrei-me dos casamentos de conveniência. Mas, uma coisa esclarecedora aconteceu, soltaram palavras, incriminando-se.
Não era uma dor qualquer, vinha da pessoa que me inspirava o mais nobre sonhar, o mais nobre sentir. Uma traição sem dizer algo, cheia de palavras ocultas. Um presente envenenado. Algo, que não podia perdoar.
Isabel Sousa, 38 anos, Lisboa
Desafio nº 169 ― frase ao contrário

Sofia F ― desafio 23


Laura estava a organizar o jantar de Natal. Já cozinhara o leitão e o bacalhau. Faltava comprar vinho, os que tinha já estavam sem rolha... Precisava de fazer o puré, e, para isso, tinha de pedir um almofariz à vizinha. Que dia atarefado! Pôs o despertador, mas acordou antes deste com o Manel à procura da bola de ténis. Foi na sua vespa ao supermercado, mas ainda voltou atrás para buscar o papel da lista de compras. 
Sofia F, 12 anos, Cascais
Desafio nº 23 – percurso de palavras obrigatório: leitão + rolha + almofariz + despertador + bola de ténis + vespa + papel

Vera Viegas ― desafio 164


Ir, ficar e desistir?
Ou ir, recuperar e persistir?
Ouvir, Calar e consentir?
Ou ouvir, calar e reagir?
Nesse Lugar…
De cada vez atingido
A dúvida… de como o configurar!
Usá-lo como conforto
Ou como veículo para chegar a outro porto?

Essa angustiante linha ténue
Entre o que queremos
O que devemos
E no fim, o que fazemos.
Sigamos apenas…
Hoje fico
Para amanhã ir.
Não sou o único ali.
Somos dezenas…
Somos infinitos milhões de centenas!
Vera Viegas, 35 anos, Penela da Beira
Desafio nº 164 ― imagem de navio afundado

Sofia F ― desafio 19

O meu gato decidiu ser advogado. Tinha poder de argumentação, que bem usava na hora da refeição. Bom ator, conseguia imitar o ar sério de um advogado. A togarota e torta, favorecia-o. Estava confiante, até descobrir que o juiz era cão. Podia reclamar ao Supremo Tribunal, mas não o fez, como quem: eu trato disto! Mas, quando começou a dar para o torto, roubou uma saca de rebuçados da mesa do juiz e foi para casa.
Sofia F, 12 anos, Cascais
Desafio nº 19 – anagramas dentro da história

Helena Rosinha ― desafio 169


Perante tamanha agitação, as tentativas de apaziguamento revelavam-se infrutíferas. Calei-me e tentei abstrair-me daquilo que a motivava. Lembrei-me dos jogos de mímica que fazíamos em família e improvisei uma cena, mas os gestos teatrais atraíam olhares reprovadores, reduzindo-me ao papel de coisa indesejada.Ignorei-os e como qualquer personagem dum filme mudo, esmerei-me a “dizer” as deixas do malabarista louco. No auge da representação, apercebi-me, espantado, que podia ser eu o autor dos gritos que ressoavam pelo Banco.
Helena Rosinha, 66 anos, Vila Franca de Xira
Desafio nº 169 ― frase ao contrário

Grandes Miúdos de hoje

Na floresta, havia muitas zebras, leões, elefantes, formigas, esquilos e ursos.
Na altura do verão houve um grande incêndio. Na zona viviam formigas e elefantes; todos se juntaram para apagar o fogo. Mas a certa altura o elefante, disse:
― Tu não ajudas, formiga, és muito fraca.
A formiga foi-se embora muito triste. Mas como achava que o elefante precisava mesmo de ajuda, chamou os seus amigos e todos conseguiram, num trabalho de equipa, apagar o fogo.
João Vasco Sousa, 5ºB, Escola Dr. Costa Matos, Gaia, prof Cristina Félix
Desafio nº 159 – lutar por fazer a diferença

 Era uma vez um idoso, de nome Elias Tolo, muito tonto, que caiu no chão. Azarado, trapalhão, desastrado, coscuvilheiro…
Foi ver o que o rapaz da boina fazia no alto da serra. Maldoso, brincalhão, engraçado, briguento…
Pega numa vara e bate na perna do rapaz. Cachopo aldrabão, idiota, malcriado…
― Velho doido, o que estás a fazer? Desaparece daqui, corre imbecil.
― Posso ser velho, mas não tenho medo de ti rapaz. Otário, cabeçudo, fracassado, antipático.
― Volta para casa!
3º/4º GA B, EB de Galveias, professora Carmo Silva
Desafio nº 166 – Elias de Caramuja

16/04/19

Grandes miúdos de hoje


Era uma vez um leão e uma leoa que andavam assustados: os seus amigos peixes viviam num mar poluído. 
Certo dia o leão virou-se para ela:
― Temos de ajudá-los!
E assim fizeram. 
No dia seguinte eles foram a correr para o mar, começaram a pedir ajuda para a tarefa. 
Os humanos logo que ouviram foram ter com eles e começaram a limpar. 
Passados alguns dias acabaram, o mar ficou limpo, os seus amigos agradeceram e viveram felizes.
Carolina H., 5ºB, Escola Dr. Costa Matos, Gaia, prof Cristina Félix
Desafio nº 159 – lutar por fazer a diferença

O Manuel estava muito aflito porque não gostava nada de andar de avião. O que via lá em baixo era muito bonito mas estava enjoado com o ensopado de cabrito do almoço. Estava quase a aterrar no Egito quando se ouviu um grito. Todos os passageiros ficaram sobressaltados com aquilo! Mas, afinal, era um mosquito que tinha mordido um passageiro no nariz. Para complicar, o periquito do homem soltou-se da gaiola e entrou na cabine do piloto.
4.ºB - MAP, EB Manuel António Pina, prof Liliana Eira
Desafio nº 135 – 7 palavras com ITO

15/04/19

Theo De Bakkere ― desafio 169


Em pânico
Um alarme soou. Calei-me e, porque ninguém espera daquilo que não pode ser predito, reagia em pânico. Um cheiro a queimado saía da cozinha. Lembrei regras em caso de incêndio, mas imprecisas:
Não perca o sangue frio e proteja-se com uma coisa qualquer molhada.
Pela saída de emergência fugi em pijama para o vestíbulo hoteleiro, com uma toalha encharcada enrolada à cabeça.
Ora, o gerente não arriscava dizer que um bolo queimado causara o alarme. Podia arriscar…!
Theo De Bakkere, 67anos, Antuérpia, Bélgica
Desafio nº 169 ― frase ao contrário

Sofia F ― desafio 169

Pus o dedo no ar, imediatamente a professora me deu a palavra. Respondi bastante confiante. Contudo, os meus colegas riram-se, por isso, calei-me, e nunca mais me esqueci daquilo. Na semana seguinte, estava prestes a responder, mas não o fiz, pois lembrei-me desse dia. Mas, estava certa da resposta... Que coisa... Não me sentia segura ao responder a qualquer pergunta que fosse: se alguém me perguntasse o nome, ficaria receosa de o dizer, pois podia estar errado.
Sofia F, 12 anos, Cascais
Desafio nº 169 ― frase ao contrário

Grandes Miúdos de hoje

Tomás era um menino que não queria saber do ambiente. Não fazia reciclagem, não fechava a torneira...
Mas um dia, Tomás teve um pesadelo. Sonhou que o Planeta se tornara inabitável. Não havia água, comida, oxigénio…
Antes que se tornasse realidade, decidiu fazer uma campanha contra a poluição. Programou uma manifestação, fez cartazes...
O seu objetivo foi alcançado. Como Tomás mudou, os outros também mudaram.
«O Planeta é um bem de todos e merece ser bem cuidado.»
Margarida F., 5ºB, Escola Dr. Costa Matos, Gaia, prof Cristina Félix

Desafio nº 159 – lutar por fazer a diferença

O João e a Joana foram ao Areias comer LEITÃO. O pai Orlando pediu vinho que já vinha sem ROLHA e a mãe pediu prego que vinha com ALMOFARIZ para esmagar o alho. 
Quando chegaram a casa o DESPERTADOR estava a tocar no chão, porque de tanto tocar e saltar caiu, empurrando a BOLA DE TÉNIS e esmagando uma VESPA. O sangue sujou o chão e a Joana foi buscar PAPEL à casa de banho para limpar. 
Afonso B., 8 anos, Paços de Ferreira, prof Joana Pinto
Desafio nº 23 – percurso de palavras obrigatório: leitão + rolha + almofariz + despertador + bola de ténis + vespa + papel

14/04/19

Helena Rosinha ― desafio 168


O caso era surpreendente, digno de admiração, num meio difícil de gente vã. Ele, um génio puro, martelava impiedosamente a pedra dura, tosca, até que surgisse na impassibilidade da rocha, um corpo de amazona, a face de um guerreiro, um ser alado… Seria feiticeiro? Admirávamos-lhe a disciplina, a concentração, a força indescritível que imprimia a cada peça.
Reconhecimento, vassalagens, nunca o fascinaram; despretensioso, sem veleidades, viveu para a sua arte. Até se finar.
A obra, essa, subsiste.
Helena Rosinha, 66 anos, Vila Franca de Xira
Desafio nº 168 ― o caso surpreendente

Emília Simões ― desafio 169

Estava um dia muito agitado na agência. Muitas reclamações e o chefe chamou-me. Discutiu comigo. Calei-me e daquilo não queria saber, porque eu não contribuíra para tal situação. Lembrei-me que tinha havido uma avaria no sistema informático, pela manhã, que não tinha sido reparada, mas que não era da minha responsabilidade. A “coisa” estava a tornar-se feia. O chefe estrebuchava. Um ruído qualquer chamou-me à razão. Nada a dizer neste momento. Podia apenas esperar por um milagre. 
Emília Simões, 67 anos, Mem-Martins (Algueirão)
Desafio nº 169 ― frase ao contrário

13/04/19

Sandra Évora ― desafio 169


Deslumbrada com a história que o lugar testemunhou, calei-me. As palavras ficaram suspensas entre os livros das estantes altas e o disto e daquilo que atordoa os sentidos. Lembrei-me da possibilidade de ter estado ali muitos anos antes e ter respirado a alma dos lustres, das madeiras, das vozes sussurradas e do restolhar das saias, mas uma coisa qualquer, breve, intermitente, reclamou a realidade para me dizer que o sonho podia mas nem sempre comandava a vida.
Sandra Évora, 46 anos, Sto. António dos Cavaleiros
Desafio nº 169 ― frase ao contrário

12/04/19

Natalina Marques ― desafio 169


CALEI-ME quando percebi que não era o mesmo assunto. E também não tinha importância.
Depois DAQUILO que aconteceu, LEMBREI-ME que tinha prometido não falar,
MAS como não era confidencial, era COISA que tinha acontecido num passado tão distante.
QUALQUER um devia DIZER mas não PODIA criticar, porque a qualquer um pode acontecer.
Todos temos telhados de vidro, e quando o amor bate à porta, não lhe importa quem abre,  entra sem pedir licença e não dá satisfações,
Natalina Marques, 60 anos, Palmela
Desafio nº 169 ― frase ao contrário

Carla Silva ― desafio 165


Imprevisto
Naquela tarde chuvosa estava Clotilde completamente absorta imaginando como e quando tudo começou a desabar. Nada previra tal desfecho. É que, tirando um ou outro arrufo mais aceso, tudo corria normalmente. Nem Gervásio mostrara em ocasião alguma descontentamento algum.
Ela sabia que tudo terminava, mas daí a chegar àquele ponto ia uma grande distância. Nunca imaginara que por uma discussão idiota deixaria o quadro de empregada do mês para fazer parte do quadro do centro de emprego.
Carla Silva, 45 anos, Barbacena, Elvas
Desafio nº 165 – estrutura de palavras

João S ― desafio 3

Era uma vez 10 amigos: o 1, o 2, o 3, o 4, o 5, o 6, o 7, o 8, o 9 e o 0. Eles eram os melhores amigos, faziam várias coisas juntos: jogar futebol, dançar, etc.
Uma vez, eles foram ver um jogo de futebol. Era Benfica vs Chelsea para a Liga Europa, o resultado foi 3 vs 0.
Depois foram ver um espetáculo de dança.
No final, eles viveram muito felizes para sempre.
João Sá, 8 anos, Luanda, Angola
Desafio nº 3 – números de 1 a 10

Grandes Miúdos de hoje

Eu era uma médica chamada Joana Figueiredo. Um dia, operei o fígado e o esófago de um paciente. Correu mal. Então, fugi para perto de uma figueira onde fiz uma fogueira e toquei fagote. Depois, fiz um refogado. Ao fim de algum tempo, vi no telemóvel que era uma fugitiva. Não sabia para onde ir e, do nada, apareceu-me um afegão que me ajudou na fuga e deu-me um figo… mas não se pode fugir para sempre!
Joana C., 12 anos, 7°B, Escola básica General Humberto Delgado, Prof. Ana Oom, Santo Antônio dos Cavaleiros
Desafio nº 160 – plvrs com FAG, FIG, FOG, FUG

O seu rei estava doente 
e tinha mesmo a cabeça quente
O rato queria ajudar
então trazia sempre um medicamento para o curar

Toda a gente gozava com o ratinho
mas ele um dia respondeu que só queria ajudar o reizinho
No dia seguinte o rei estava curado
Porque melhorou com cada medicamento dado.

Um dia aconteceu o mesmo com o ratinho adoentado
Todos os animais ajudaram o amado.

Esta é a história do pequeno ratinho solidário.
Miguel P., 5ºB, Escola Dr. Costa Matos, Gaia, prof Cristina Félix
Desafio nº 159 – lutar por fazer a diferença

11/04/19

Paula Castanheira ― desafio 168


O caso era surpreendente!
O País está sem Presidente. Às vinte, os noticiários arrancaram todos com esta frase.
Os politólogos apontavam dedos ao PSM, grupo de desestabilizadores, mal-afamado.
Elegem um alvo e vandalizam-lhe a vida. O pior de tudo isto, é que lhes bastava iniciar a trama. Lançavam uma bomba nas redes internacionais e era ver como se propagava.
Quem não gosta de uma boa intrigazinha?
Quem quer saber se é falsa?
O poder de um boato!
Paula Castanheira, 55 anos, Massamá
Desafio nº 168 ― o caso surpreendente

Graça Pinto ― desafio 169


Calei-me! Apenas o seu discurso se ouvia, fazendo o chão ruir por baixo dos meus pés.
Nada podia prever que daquilo que outrora se pautara por um amor quase inflamável, terminasse assim.
Naquele instante lembrei-me de toda a cumplicidade que ilustrava nossos atos, mas agora haveria coisa mais importante que o meu amor-próprio?
Desolada, compreendera que o amor acabara ali e que qualquer coisa que pudesse dizer ou fazer, já nada podia mudar o rumo das coisas.
Graça Pinto, 60 anos, Almada
Desafio nº 169 ― frase ao contrário

Chica ― desafio 169


Mesmo tendo as palavras querendo para fora colocar, calei-me.
Tentava nem pensar... Precisava daquilo esquecer.
Quando questionada, quase falei. Lembrei-me entretanto da surpresa que faria. Mas resisti enquanto pude.
Cada vez mais me sentia forçada, porém a coisa para mim complicaria muito.
O que qualquer um faria na minha situação?
Acabei pela verdade toda dizer.
Assumi ter atacado a geladeira, comendo todo o pudim, antes da festa. Agora podia em paz dormir.
Pena! A barriga não deixou.
Chica, 70 anos Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil
Desafio nº 169 ― frase ao contrário

Zelinda Baião ― desafio 167


“Paula,
Sabes que não sou de muitas palavras. Nesta curta missiva cabe o postal ilustrado do teu último ano. Um ano sem rumo. O teu mundo encolheu e reduziu-se à boémia. Sei que, em noites de breu, vagueias, ébria, na busca incessante do clarão que te ilumine. Recusaste o conforto do casulo que te ofereci e perdeste o norteTodavia, eu aqui estou. Chego amanhã, com o nascer do sol. Vou para te arrancar dessa vida desregrada.”
Zelinda Baião, 55 anos, Linda-a-Velha
Desafio nº 167 ― «chego ao nascer do sol»

Afonso Barros ― desafio RS 7


A mãe Cláudia tirou um lápis de dentro do SACO para fazer um orçamento. O CASO era o seguinte:
― Quero que a Dona Cláudia COSA esta SOCA. Ela está um CAOS! ― pediu a Dona Liliana com ASCO.
― Na quinta-feira já a tenho pronta ― prometeu Cláudia.
Já em casa ela pediu ao filho:
― COAS a massa para o jantar? Tenho um trabalho para fazer e ainda vou deitar milho às galinhas OCAS. 
― Está bem, mãe, eu faço isso! 
Afonso Barros, 8 anos, Paços de Ferreira, prof Joana Pinto
Desafio Rádio Sim nº 7 – anagramas com S C O A

Jaime A ― sem desafio


Aqui perdia a vista, 
ganhava o sonho. 
Aqui sorria ao mundo, 
cambaleava na paixão 
do iridiscente, 
adentrava-me na loucura. 
Aqui poisava o braço, 
o queixo, 
o riso já maduro; 
como criança mirava o vento, 
fulgurante de mil cores; 
aninhava-me nos prados, 
nas colinas, 
banhava-me nas águas, 
fluindo na memória, 
escorrente em encantos 
dum outrora já fugido; 
e ria... ria muito, 
ria como se fosse 
o meu último riso, 
no meu último leito, 
na minha derradeira 
plácida espera. 
Jaime A., 54 anos, Lisboa 

Grandes Miúdos de hoje

Um dia, um fugitivo fugiu de uma prisão e, ao chegar à Figueira da Foz, encontrou um cão. Chamou-lhe Figo! Quando anoiteceu, fizeram uma fogueira ao pé do Mondego e aproveitaram para afugentar os mosquitos. Como não tinham fogão, fritaram fígado naquele fogo. Repentinamente, ouviram um foguete e viram uma figura estranha na sombra. Ficaram assustados e tentaram esconder-se mas a figura, que era um extraterrestre, apanhou-os e levou-os para o foguetão onde estavam os seus amigos. 
4ºB, da EB Manuel António Pina, Gaia, prof Liliana Eira
Desafio nº 160 – plvrs com FAG, FIG, FOG, FUG

Olho nos teus olhos, diretamente. Sinto que me queres contar algo!!! O teu olhar tão convicto e certo, o teu nariz encostado no meu... Sei que me vais deixar mais leve.
É isso que desejas ou procuras? Baixas o teu olhar, alimentando a tua decisão e certificas-te de que a certeza é mais do que isso, pura convicção. Afinal, o teu olhar confessa-mo... Sei que vais seguir em frente e que procurarás o que almejas verdadeiramente indagar!
Francisca S., 10 anos – Colégio Paulo VI, Gondomar, prof.ª Raquel Almeida Silva
Desafio nº 164 ― imagem de navio afundado

10/04/19

Grandes Miúdos de hoje


O Luís é um menino que faz figura de parvo, quando vê um cão. Foge logo a sete pés!
Remata sempre as frases com “Fogo!”
No verão, come figos e toca fagote, na festa da aldeia. À noite, lança foguetes.
Na telenovela, foi figurante. Nos escuteiros, faz fogueiras, mas aquece a comida no fogão.
Um dia, quase se afogou. Porém os pais salvaram-no e afagaram-no para o reconfortar.
Quer ser astronauta e ir à Lua num foguetão.
Guilherme M., 6ºC, Escola Dr. Costa Matos, Gaia, prof Cristina Félix
Desafio nº 160 – plvrs com FAG, FIG, FOG, FUG

A Maria decidiu praticar para um concurso culinário, pois tinha como vício cozinhar.
Refogou tripas em azeite com cereais. Tinham um cheiro tão tóxico que até afugentavam as moscas.
Entretanto, o filho, brincando com uma fisga, partiu um vidro do sótão. Ela foi ver o estado da janela e encontrou o seu velho boné. Cheirava muito a mofo… Ao descer as escadas, tropeçou no fagote que estava no chão.
As tripas queimaram… acabou-se o rumo de cozinheira.
Ana Francisca M., 12anos, Colégio Paulo VI (Gondomar),  Prof. Raquel Almeida da Silva 
Desafio nº 161 – 14 palavras com fisga