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20/07/20

Desafio nº 214

Estão preparados? Neste desafio, vamos andar à volta de «LETRA».
Sim – há letras para escrever, letras de canções, letras para pagar, letras e mais letras.

A palavra vai aparecer, pelo menos, 5 vezes no vosso texto. Que tal?

Eu fiz assim:
Ele até nem era de levar à letra tudo o que via ou ouvia, mas com aquela letra a mensagem era bastante clara, não havia outra interpretação possível. Estranhou: um homem de letras como o seu ídolo escrever uma coisa assim tão, tão inqualificável. Ouviu uma, duas, três vezes e anotou tudo com letra de médico num papel que passou ao colega de café, esse com quem normalmente dava à letra horas a fio. A incompreensão multiplicou-se.
Paula Isidoro, 39 anos, Salamanca, Espanha
Desafio nº 214 – à volta da palavra letra»

10/06/20

Desafio nº 210

Dia 10 de junho, lembrei-me do Cabo das Tormentas.
De associação em associação, encontrei a ideia. Qual é então o desafio?
Usem, dentro do texto, o máximo de vezes a palavra cabo.

Diverti-me imenso, ficou assim:
Aquilo era o cabo dos trabalhos. Não acertava uma! Não levava a cabo nenhuma das tarefas que se lhe pedia, dava cabo de mim, dos professores e eu, normalmente paciente e compreensiva, ao cabo de meia hora já só tinha vontade de lhe bater com o cabo da vassoura! Um dia fartei-me e ele partiu. Escreveu-me há pouco, da cidade do Cabo. Entrou para a marinha, tornou-se disciplinado. Amadureceu? Duvido! Leio: “Do teu eterno Cabo das Tormentas.”
Paula Isidoro, 39 anos, Salamanca, Espanha
Desafio nº 210 – cabo das tormentas

31/05/20

Paula Isidoro - desafio 209

Sei muito, sobre tudo e mais alguma coisa, nisso tem razão. Não sei, no entanto, se poderei responder a essa pergunta. Nem sei por onde começar, na verdade. Só sei que me parece estranho que me pergunte isso a mim, mas bom. Também sei que este momento é de maior introspeção, pelo isolamento, e isso pode dar para refletir um pouco mais sobre este tipo de questões. Nunca sei como começar, mas recapitulemos. Qual era a pergunta?
Paula Cristina Pessanha Isidoro, 39 anos, Salamanca
Desafio nó 209 – ritmo do texto SEI

30/04/20

Desafio nº 206


Conhecem palavras com o ditongo «ai»? Dou um exemplo: «vai».
Encontrem várias, vão precisar de 7. Inspirem-se!
O vosso texto terá de as incluir e terá… exatamente… 77 palavras!

Eu experimentei assim:
Se a dança me atrai desde sempre? Talvez. Devia ter 5 ou 6 anos, o meu pai, preocupado ou envergonhado com a filha que ainda não falava, pôs-me o xaile às costas e atirou-me para o meio do arraial. O bairro todo a olhar para mim. Via pernas a mexer. Assustada, acabei resgatada por uma bailarina que se baixou e me sussurrou: «Segue o meu ritmo.» E era isso mesmo: faltava-me ritmo para fazer dançar as palavras.
Paula Isidoro, 38 anos, Salamanca, Espanha
Desafio nº 206 – palavra com o ditongo «ai»

20/04/17

Margarida Fonseca Santos ― desafio escritiva nº 19

Estou tramado com isto. É uma despromoção e tanto! Quando era importante, fechava uma embalagem de preciosos conteúdos informáticos (dizem, que a mim nunca me deram informação

04/11/16

Programa Rádio Miúdos 124 – 4 Novembro 2016

Esta foi a história que lemos na Rádio Miúdos 
Para ouvir, abram o link da rádio, carreguem em «Desafios» e procurem o vosso dia!

Primeiro voo sem problemas. Dera tempo para passear pelo terminal, entrar em lojas para não comprar nada, experimentando tudo. Tinha tempo e só revi o ecrã por acaso: Boarding! Impossível, faltam... E olhando o relógio descobri que não tinha alterado a hora. Desatei a correr, fintei passageiros e malas, saltei, deslizei, cai, levantei-me. Chegando à porta do avião, percebo que sou a última a entrar, a última! Orgulhosa, junto as mãos e celebro o feito... pedindo desculpas!
Paula Isidoro, 35 anos, Salamanca
Desafio Escritiva nº13 – recordes pessoais


03/08/16

77x77

A partir de 4 de Agosto, teremos aqui um cantinho especial – desafiámos escritores, músicos, jornalistas, ilustradores, e por aí adiante, a escreverem uma história em 77 palavras que, de alguma forma, fizesse parte das suas vidas ligadas à expressão.
Os sins chegaram em força – será que conseguiremos mesmo chegar às 77?
Vamos chamar-lhes: 77x77 – livres, unidos pela quantidade de palavras e pelo gosto de partilhar.
Agradecemos a todos os que aceitaram o desafio! Está a ser fantástico!
Margarida Fonseca Santos e Paula Isidoro
(nota – a publicação será à quinta e ao domingo, vamos ver por quantas semanas…J

E têm sempre um link para saber mais sobre o autor)

03/05/16

Muitos parabéns, Paula Isidoro!!!

Os acasos acontecem para nos orientar a vida. Um desses acasos foi conhecer a Paula Pessanha Isidoro num curso online. Escrevia de Salamanca, gostei tanto de trabalhar com ela! E depois, tudo se transformou. Conhecemo-nos por Skype, ela escreveu a melhor entrevista que alguma vez me fizeram e… ao saber das 77 palavras, não parou enquanto não fez o projecto andar mais para a frente! Resultado: ganhei uma amiga para a vida e uma colaboradora incrível! Parabéns!!!

Margarida Fonseca Santos, 55 anos, Lisboa

20/03/16

Desafio Escritiva nº 6

Algum dia sonhou não ter que fazer a cama, lavar a loiça, passar a ferro, estender a roupa, aspirar e varrer? Descanse, pois esse dia chegou! 
Sim, sim, chegou porque este desafio vai dar-lhe poderes mágicos. 
É só decidir que parte do seu corpo quer mexer para que tudo fiquei feito num instantinho.


A minha magia foi esta:
Duas da manhã e tudo por fazer:  roupa por estender, loiça por lavar e a vontade me deitar a aumentar, mas havia tanto por arrumar... Que raio de vida, sem tempo para nada e muito menos dinheiro para contratar alguém para limpar o que eu sujo. Se pudesse ao menos fazer desaparecer tudo isto... E foi então que me lembrei do poder mágico do meu indicador: carreguei no interruptor e a escuridão encarregou-se de deixar tudo “limpo”.
Paula Pessanha Isidoro, 34 anos, Salamanca
Desafio Escritiva nº 6 – poderes mágicos no corpo

01/10/15

Programa Rádio Sim 609 – 1 Outubro 2015

OUVIR o programa! 
Visite o site da Rádio Sim


Pai!!!
No chuveiro, a revolta subia à mesma velocidade do arrepio ou talvez mais rápida e por muito que quisesse não conseguia evitar a repetição do gesto e do grito: PAI!!! Sempre a mesma coisa: o cilindro desligado para poupar na conta da luz! Era sempre o mesmo cenário, mas nem por isso o espanto era menor: como podia alguém ser tão sovina ao ponto de obrigar os filhos a tomarem banho de água fria em pleno inverno? 

Paula Pessanha Isidoro, 34 anos, Salamanca
Desafio nº 92 – associar: frio, espanto, revolta e repetição

02/09/15

Nada feito...

Ninguém à espera. Aproximo-me. Pergunto se posso passar. Dizem-me:
 – Sem senha, nada feito!
Vou à máquina para tirar a senha e nada. Volto ao guichet, explico a situação. Repetem-me:
 – Sem senha, nada feito!
Tento mudar o meu destino implorando. Repetem-me:
 – Sem senha, nada feito!
Pergunto se há solução e respondem:
– Quando tiver senha, eu atendo-a!
Quatro horas depois, senha na mão, nervos à flor da pele:
– Passe, por favor!
Podia ter sido muita coisa, decidi ser obediente!

Paula Cristina Pessanha Isidoro, 34 anos, Salamanca
Desafio nº 97 – galinha de encontro ao vidro


Ninguém

Não havia uma única casa por perto, ninguém. Mas o lugar que o GPS marcava era aquele, não havia dúvida. Tinha estado ali antes e tinha a certeza que aquele era o lugar certo. Era despistada, mas não tanto.
Como era possível ter desaparecido toda uma aldeia assim, da noite para o dia? Ninguém acreditaria na história dela se não tivesse fotografias. Ninguém aceitaria que nalgum lugar do mundo se pudesse viver mais de 150 anos. Ninguém.

Paula Cristina Pessanha Isidoro, 34 anos, Salamanca
Desafio nº 15 – com frase retirada de um livro
Não havia uma única casa por perto, ninguém. (Uma pedra sobre o rio, Margarida Fonseca Santos)

27/08/15

A invenção

Sentia uma enorme frustração que já não podia esconder. Tinha tratado todo o tipo de fobias, desde caçadores com medo de elefantes, otorrinos que suavam desalmadamente quando ouviam uma simples tosse seca, ou floristas que entravam em pânico quando viam lírios, mas isto, isto era demasiado. Tinha-se tornado uma verdadeira epidemia: secretárias que se escondiam quando viam um agrafador? Um simples e inofensivo agrafador?
Estava prestes a desistir, quando, dando voltas a um aramezeco, inventou o clip!

Paula Isidoro, 34 anos, Salamanca

Desafio nº 89 – hist c tosse+lírio+elefante+agrafador

Benevolência

Não conseguia dormir e a culpa não era só da tosse seca. O caso estava encerrado, mas imaginou-se na situação e teve medo: durante décadas ela aguentou o vizinho que ressonava como se fosse uma manada de elefantes em fuga, bordou lírios de todos os tipos e feitios nas horas de insónia e desesperada envenenou-o e usou um agrafador para lhe fechar a boca de vez.
E os seus vizinhos, seriam mais benévolos com a sua apneia?

Paula Isidoro, 34 anos, Salamanca

Desafio nº 89 – hist c tosse+lírio+elefante+agrafador

17/08/15

Embarcando no futuro

Não tinha sido fácil bater a porta ao passado, mas era uma questão de assegurar o futuro e não podia olhar para trás. Ou isso pensava enquanto apertava com força o filho que trazia no ventre. A lua, quase tão cheia como ela, era o único farol que os guiava rumo à ilusão de uma vida melhor, num silêncio cúmplice, apenas quebrado pelo som da maré. De repente, um ofuscante clarão, gritos ensurdecedores numa língua que desconhecia...

Paula Pessanha Isidoro, 34 anos, Salamanca
Desafio nº 94 – com clarão, porta a bater e ilusão

O segredo

É certo que a sua fama de intriguista não ajudaria muito, ou mesmo nada, naquela situação. Ninguém acreditaria numa bruxa sempre à procura de espalhar um bom boato, de criar um conflito, de gerar a maior das confusões entre os vizinhos. Mas o que ouvira naquela manhã ao descer as escadas era algo que não podia calar, era algo que tinha que contar a toda a gente. Mas como poderia revelar tamanho segredo? A quem contaria primeiro?

Paula Pessanha Isidoro, 34 anos, Salamanca
Desafio RS nº 28 – Josefa, intriguista e bruxa