Mostrar mensagens com a etiqueta desafio RS nº 38. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta desafio RS nº 38. Mostrar todas as mensagens

04/04/18

Eliana Gaspar Rico ― desafio 38


A Matemática é feminina
Matemática é uma palavra do género feminino. Assim como aritmética, geometria ou mesmo álgebra.
Faz todo o sentido que assim seja!
Quem, senão as mulheres, são tão hábeis com a matemática do dia a dia?
Só elas têm a enorme capacidade de multiplicar o tempo, de o dividir pelas mil e uma tarefas quotidianas, de resolver de forma serena as inúmeras equaçoes que a vida lhes vai apresentando.
E cuidam para somar sorrisos, para não subtraír esperança.
Eliana Gaspar Rico, 51 anos, Porto
Desafio RS nº 38 – a matemática dos dias


25/10/17

Susana Sofia Miranda Santos ― desafio RS 38

A avó pediu que comprasse 3 kg de açúcar para confeccionar queques.
Quando pagava, vislumbrei o empregado sentindo os batimentos cardíacos a multiplicarem-se... parece um Deus grego!
Mas, se admirar Apolos, as enxaquecas aumentariam em percentagem elevada. A avó repreender-me-ia pelo atraso. Tenho que diminuir perdas de tempo.
Quando cheguei, a avó dividia gemas e claras, somando outros ingredientes. Pediu-me que fraccionasse cenouras e subtraísse cascas das cebolas.
Equacionei que, antes da sobremesa, urge cozinhar a sopa.
Susana Sofia Miranda Santos, 38 anos, Porto
Desafio RS nº 38 – a matemática dos dias

21/03/17

José Jacinto Pereira Peres ― desafio RS nº 38

Quando me adicionei a ela ficámos um só. Depois de nos colocarmos entre parênteses, fizemos nova conta conta: dava resto dois. A prova real mudava constantemente de resultado. Continuei a refazer

14/03/17

Filomena Afonso Mourinho ― desafio RS nº 38

Os números das horas já não lhe diziam nada. Acordava com pis na cabeça e números primos a zumbirem nos ouvidos. O roncar obtuso do marido ofendia a raiz quadrada do seu ser e os grunhidos

20/09/16

Programa Rádio Sim 844 – 20 Setembro 2016

o programa em podcast na Rádio Sim

A matemática dos meus dias
Todos meus últimos dias têm sido uma soma de muitos afazeres e prazeres.
Não subtraio nada deles nem do meu sono... minhas oito horas são sagradas a não ser se não me apetecerem.
Tenho multiplicado tantos escritos, passeios e tarefas domésticas bem como dividido meu tempo a ponto adicionar tempo para me cuidar também.
Como é bom operar nas quatro formas e fazer render cada minuto, hora, dia, semana e meses... cumular a alegria ano após ano!
Rosélia Bezerra, 61 anos, Rio de Janeiro, Brasil
Publicado aqui: http://espiritual-amizade.blogspot.com.br/2016/06/a-matematica-dos-meus-dias.html
Desafio RS nº 38 – a matemática dos dias

16/09/16

Programa Rádio Miúdos 103 – 16 Setembro 2016

Esta foi a história que lemos na Rádio Miúdos neste dia!

É a rádio mais fantástica que há!


A vida subtraíra-lhe os sonhos antes de ela os ter. Limitara-se a somar-lhe multiplicações de trabalho. Chegar sem desfalecer ao catre onde embalava o descanso era a prova real – sobrevivia. Era assim o seu ângulo de visão, raso por desconhecimento, agudo pela dificuldade. Quando aquele rapaz lhe invadiu os limites, formou-se um conjunto ilimitado de sobreposições. Mas, estando ela mal preparada para o resultado, equacionou pontos de fuga. O destino traçou-se, então, em retas paralelas, sem interseções.
Margarida Fonseca Santos, 55 anos, Lisboa

Desafio RS nº 38 – a matemática dos dias

06/09/16

Programa Rádio Sim 835 – 6 Setembro 2016

o programa em podcast na Rádio Sim

Um teorema
Visto daquele ângulo, o dia tinha sido obtuso. O algoritmo das horas a isso tinha obrigado. Somando as multiplicações de afazeres à subtração de tempo, o resultado era negativo. A base positiva estava lá, assim como a lógica, mas a fórmula não combinava. A perspetiva tinha de ser alterada! Há sistemas suficientes para tal. Um ângulo suplementar a calcular um foco unilateral, que permita chegar a uma circunferência… Um teorema… Um dia desenhado num gráfico sem arestas!
Clara Lopes, 40 anos, Sintra
Desafio RS nº 38 – a matemática dos dias

20/07/16

Desvios

Multiplicavas dias e noites num cálculo infinitesimal. Produzias derivadas e tangentes potenciais. Qual Arquimedes, banhavas-te no quotidiano e analisavas o teu ser flutuante. Havia momentos em que desenhavas ângulos rectos na tua vontade; noutros, davas uma volta de 180 graus. Demonstravas, assim, que a vida se equaciona a cada segundo. Imprimias algum ritmo nas rectas que traçavas pelo caminho e nos desvios e parábolas dos sentidos. O presente é uma constante real; o futuro uma incógnita exponencial!
Vanda Gomes, 45 anos, Lisboa

Desafio RS nº 38 – a matemática dos dias

19/07/16

Programa Rádio Sim 800 – 19 Julho 2016

o programa em podcast na Rádio Sim

Desilusões exponenciais
O tempo de espera pareceu-lhe infinito. Equacionou o valor daquele encontro, tantas vezes adiado. Pela centésima vez, sentiu que a linha que traçara na sua vida não seria nenhuma fórmula para a felicidade, mas a sucessão de desilusões.
A vida, como a matemática que ensinava, não era uma ciência exacta. Como ela, dependia de intuições e de inspirações humanas, era falível... No entanto, ela ensinara-lhe o hábito de raciocinar. Então, dobrando o ângulo da esquina, resolveu partir.
Isabel Lopo,70 anos, Lisboa
Desafio RS nº 38 – a matemática dos dias

15/07/16

Às nove!

Levantei-me e estava atrasada! Tinha de chegar às nove horas. Como demorava cinquenta minutos na viagem, teria uma paragem de quinze minutos e já eram sete e meia, teria de sair dentro de vinte minutos, aproximadamente. Coloquei os cereais na tijela. Excedi-me, retirei uma parte e adicionei o leite. Ainda era demais só para a pequenita, por isso, dividi-os por duas tijelas e comemos apressadamente. Pegámos nas lancheiras, na mochila e entrámos no carro. Cheguei à hora!
Fátima Fradique, 42 anos, Fundão
Desafio RS nº 38 – a matemática dos dias


13/07/16

O “Pressinhas”

Calhou-me em sorte, ou azar, partir a anca e ir parar ao hospital. Por entre cirurgias, esperas e dores, o tempo aqui dura uma eternidade. Então, sendo eu cientista informático, deu-me para inventar o “Pressinhas”. Quando o tempo nos atormenta, ameaçando parar, clica-se no “Pressinhas” e o tempo passa… em três tempos. Toda a gente quis um. Tornou-se um vício.
Efeitos colaterais? Sem dúvida, há-os sempre: a querermos antecipar tudo, morre-se, agora, cada vez muito mais cedo.
Domingos Correia, 58 anos, Amarante

Desafio RS nº 38 – a matemática dos dias

12/07/16

Aniversário


Totalizara mais trezentos e sessenta e cinco dias, trezentos e sessenta e seis sem arredondar. As visitas a descendentes e ascendente aumentaram em progressão aritmética. Reencontrara elementos do conjunto. Novos conjuntos criaram-se. Turmas, redações, trabalhos, vistos acumularam-se. Registrara dezenas de visitas e datas comemorativas, bênçãos em um conjunto infinito, unidades de perdão.

Novas incógnitas surgiram e algumas foram identificadas. Algumas equações continuaram sem solução. Alegrias foram divididas, trabalho e rotina multiplicados, gratidão e amor potencializaram as parcelas! 

Celina Silva Pereira, 66 anos, Brasília, Brasil

Desafio RS nº 38 – a matemática dos dias

01/07/16

Dias…

Há dias grandes, imensos,
Com muito peso e «grandeza»
Formam gráficos extensos,
Em que não temos defesa!

A descida e a subida,
Inconstantes no padrão,
Incluem dados da vida
Onde há tristeza ou paixão!

O relógio marca a hora,
Nós acertamos o passo,
Se o ânimo demora,
Somamos mais embaraço!

Vivemos uma fração
De incógnita diferente…
Basta uma deslocação
E escapamos à tangente!

Este código secreto,
Tão pouco iluminado,
Desafia o mais esperto
E nunca foi decifrado!
Maria do Céu Ferreira, 60 anos, Amarante

Desafio RS nº 38 – a matemática dos dias

30/06/16

Ponto de Partida?

Apetece-me suspender as gotículas de suor, não deixar o meu corpo amolecer e embrutecer.
Partir…
Esta fúria impotente, dúvidas, receios gratuitos não são desconhecidos para mim.
Os momentos depressivos são uma amarga verdade…
Quero silêncio, compensar o esforço do trabalho, equacionar a fuga para a frente.
Introduzir algumas roupas numa mala, seguir na carruagem da vida.
Farta de somar e subtrair…
Os meus pensamentos sangram numa espiral irritada, segue-se o apocalipse.
Ponto de Fuga?
Ponto de Partida?
Cristina Lameiras, 51 anos, Casal Cambra

Desafio RS nº 38 – a matemática dos dias

25/06/16

Chuva e mais chuva

Raio da chuva! Não acaba! Quantos milímetros hoje?
Multiplicam-se as pirâmides de folhas secas arrumadas à minha porta: arrastadas pela chuva, calculo!
A rua, em plano inclinado, virou trapézio de circo: pisa-se 1 segmento escorregadio e, numa fração de segundo, perde-se o equilíbrio.
Existe a probabilidade de 1 raio de sol intersetar uma nuvem, mas o intervalo de tempo de duração do fenómeno tem limites curtos.
Voltamos ao ponto zero: reduzidos a ver o mundo a sombreado.
Maria José Castro, 56 anos, Azeitão

Desafio RS nº 38 – a matemática dos dias

Desencantos numéricos

Somam-se dias passados e subtraem-se aqueles que nos aproximam do fim desta reta, intersetada por círculos, intervalos e resultados – certos e errados –, a que chamamos vida.
Elevamos ao cubo os problemas, reduzimos as alegrias até se tornarem negativas.
Equacionamos o futuro: encontramos tantas incógnitas que não há fórmula resolvente aplicável a esta expressão tão complexa.
Não reduzimos ao mínimo os múltiplos, comuns, desencantos que se atravessam nesta linha irregular da existência.
A felicidade não tende para infinito.
Maria José Castro, 56 anos, Azeitão
Desafio RS nº 38 – a matemática dos dias

22/06/16

O meu tio Euclides

Ele é o meu tio, casado com a tia Zé.
Faz multiplicações e muitas divisões.
Sabem quem ele é?

Para o conhecer, 
Temos de saber contar…

Ele é o meu tio Euclides
Que faz somas e subtrações 
com números positivos e negativos, sem dar tropeções.

Ele não sabe muito português
Mas sabe contar até cento e três.

Quando vai às compras
Vai sempre ao produtos baratos
Faz a regra de três simples
E sabe os descontos imediatos.

Ele é assim…
Leonor Zuzarte Reis e Mariana Eloy, 6º ano, Colégio Andrade Corvo, Torres Novas, prof Maria Nicolau

Desafio RS nº 38 – a matemática dos dias

O dia

O dia é a soma de horas e a subtração de meses. O dia existe todas as vezes. Casas sobre ângulos rasos e vivemos, enquanto vivemos num ângulo giro. Vamos fazer a equação da vida e o resultado não existe. A vida é multiplicar a idade pela felicidade, somando a família… Para quê dividir o tempo pelas atividades se podemos subtrair tudo no fim? A percentagem de malefícios ainda existe, mas a de benefícios é bem maior…
Ricardo Castelo Branco, 6º ano, Colégio Andrade Corvo, Torres Novas, prof Maria Nicolau

Desafio RS nº 38 – a matemática dos dias

O ciclo da vida - a Matemática

Hoje nasce uma criança,
Daqui a dois anos multiplica-se a idade,
Subtrai-se a teimosia, desobediência e infantilidade. 

Amanhã cresce-lhe um dente,
No outro dia dois,
A mãe faz-lhe a média do crescimento
De antes e depois.

Forma-se um ângulo de esperteza,
Retas paralelas, números negativos…
Formam-se pontos de beleza,
E surgem risos.

Dividem-se dias por anos,
E já passa a adulto.
Parece um gráfico circular
Que alargou a percentagem

A criança adubo adicionou
E, de repente, mudou…
Maria Leonor Terré, 6º ano, Colégio Andrade Corvo, Torres Novas, prof Maria Nicolau

Desafio RS nº 38 – a matemática dos dias

A vida está cheia de matemática

A vida é um conjunto de corações somados. 
A vida é amor multiplicado.
A vida são retas paralelas, as más e as boas.
A vida tem acontecimentos que pelo tempo vão sendo subtraídos. 
A vida tem pessoas que se vão somando e que se vão subtraindo.
A vida tem tecnologias que se vão multiplicando.
A vida está cheia de linhas perpendiculares.
A vida está cheia de amigos divididos, no mal e no bem.
A vida é isto!… 
Maria Leonor Lima e Teresa Azevedo, 6º ano, Colégio Andrade Corvo, Torres Novas, prof Maria Nicolau
Desafio RS nº 38 – a matemática dos dias