30/09/21

Fernanda Malhão – desafio 47

Antes trabalhar, tem um ritual matinal: prepara o seu café com detalhe de quem fabrica algo muito precioso, senta na varanda, passa a mão pelo pêlo do seu gato, numa caricia que o põe a ronronar. Mas os gatos são seres de vontade própria, e quando já não quer mais festas, levanta o pescoço e pata num gesto como a dizer: Pára! Hora de ir para o trabalho!  Mais um dia naquela fábrica a viver como máquinas!

Fernanda Malhão, 45 anos, Gondomar

Desafio nº 47 – 3 grupos de palavras com mesma grafia e significado diferente

Chica – desafio 252

Num quarto de hospital, logo após nascimento, sua terceira filha. Cesariana, dores.  

Enfermeiras ajudaram a deixá-la o mais confortável possível. 

Nessa hora, enfermeira saindo do quarto, ficou com maçaneta na mão, depois caiu. Porta trancou. 

Ninguém entrava, ninguém saía. 

O marido queria entrar, atendente queria sair. 

Ela, que não podia rir, pois a dor aumentava, vendo a cena, segurou barriga, cobriu-a com travesseiro, deu lugar às melhores gargalhadas que podia.  

Até hoje, ao lembrar, sorri.

Chica, 70 anos Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil 

Desafio nº 252 – entre 4 paredes

Publicado aqui: ♥ Chica brinca de poesia ?♥: ♥ Aconteeeeeeece... ♥

Rosélia Bezerra – desafio 252

Teresinha estava rodeada de quatro paredes formadas de prédios altos, entretanto, sentindo-se sem teto, nem sentia chão debaixo dos seus pés. Aflita, buscava socorro do Alto, elevava suas mãos em preces, suplicando Ajuda à dificuldade atual.

Não demorou tanto tempo, sentiu um calor em seu corpo, fogo tomou conta de seu ser.

Em seu ombro, sensível toque diferenciado, chegou próximo a ela, Miguel retirou-a dali, levou-a onde era necessário no momento, ali ficou, sem previsão de alta.

Rosélia Bezerra, 66 anos, ES, Brasil

Desafio nº 252 – entre 4 paredes

Desafio nº 252

Desta vez, vamos dar-vos uma ideia de descrição de espaço, para vos servir de inspiração para a história:

 

Espaço entre quatro paredes, pode não ter teto, telhado, ou mesmo não ter chão. 

Criem o vosso espaço e contem-nos o que por lá se passou.

 

O meu texto ficou assim:

Encontrei-o inesperadamente, num lugar sem nome, entre quatro paredes, sem chão nem telhado. Estava sujo, tolhido e alheado. Provavelmente à espera da morte, num novelo emaranhado, feito de tristeza e fome. Ouvi-lhe um sopro de solidão, um quase rosnar de quem se vê mal-amado. Estendi a minha mão, num impulso. Estranhamente não mordeu e deu uns passos vacilantes na minha direção. Deve ter percebido que entre nós seria diferente. Passados vários anos, Buddy continua um companheiro dedicado.

Rosário P. Ribeiro, 64, Lisboa

Desafio nº 252 – entre 4 paredes

29/09/21

Fernanda Malhão – desafio RS 46

Que tamanha confusão! Achávamos que a inauguração era polémica, mas estávamos longe de saber que seria tanto! As mudanças implicam retaliações! O presidente disse: Será simples! Ele realmente põe seu coração em tudo que faz! Acaba juntando o entusiasmo ao seu trevo da sorte! Mas agora, havia pisado o risco! A população não deu luz verde! Por uma nesga não foi ninguém preso! A população estava revoltada, foi preciso uma forte intervenção da polícia! Que péssimo começo!

Fernanda Malhão, 45 anos, Gondomar

Desafio Rádio Sim nº 46 – 12 palavras impostas

Fernanda Malhão – desafio RS 45

Passei anos a trabalhar para teses de outras pessoas, sempre com muita dedicação, como se fossem minhas. Há sempre quem reconheça, mas há também muitos que literalmente se aproveitam do trabalho alheio. Os caminhos familiares me afastaram

temporariamente da vontade de ter o meu próprio trabalho. Mas um dia, decidi que não iria adiar mais e me inscrevi no doutoramento! Agora já na reta final anseio pelo dia de poder dizer: Acabei, eu sabia que era capaz!

Fernanda Malhão, 45 anos, Gondomar

Desafio RS nº 45 – «Eu sabia que era capaz!»

28/09/21

Fernanda Malhão – desafio RS 44

Dizia que era um cozinheiro de mão cheia, gabava-se de fazer pratos dos deuses cujas receitas foram passadas de geração em geração, receitas tão secretas que não podiam ser reveladas a qualquer um. Mas a verdade é que nunca ninguém tinha provado tais iguarias.

Um dia resolveu calar os céticos colegas. Cozinhou um caril de 12 especiarias que levou doze horas de preparação. Pois sabem o que disseram as cobaias daquele jantar? Que estava um verdadeiro “porcaril”!

Fernanda Malhão, 45 anos, Gondomar

Desafio RS nº 44 – reflexão em 44, contrário em 33

Carla Silva – desafio 249

Reviravoltas
A vida não era fácil, sabia disso. Mas acreditava que, trabalhando muito, tudo iria bem. E que um contrato de trabalho permitia segurança financeira. Mas não fora assim.
Perdera o emprego e, com o subsídio de desemprego quase a terminar sem que conseguisse algo definitivo, vira-se obrigado a entregar o apartamento e regressar à casa paterna.
Seria bem recebido, mas isso não lhe tirava aquela sensação de ser linha duma vida sendo recolhida de volta ao novelo. 

Carla Silva, 47 anos, Barbacena, Elvas

Desafio nº 249 – Recantiga, Miguel Araújo

25/09/21

Fernanda Malhão – desafio RS 43

Remediar sempre lhe parecera fácil.  Nunca se preocupava com as consequências dos seus atos, nunca pensava se eles teriam alguma implicação na vida alheia, fazia e pronto, depois se desse asneira, como dava tantas vezes, arranjava sempre um jeitinho de dar a volta as pessoas. Nunca conheci ninguém com tanta lábia para dar a volta as pessoas e tão bom a argumentar. Era amoroso, de facto, mas igualmente irresponsável. Safou-se sempre porque remediar sempre lhe parecer fácil.

Fernanda Malhão, 45 anos, Gondomar

Desafio RS nº 43 ― remediar parecia fácil

Fernanda Malhão – desafio RS 42

Quem pensas que és? Achas que essa desculpa cola? Tenho algum selo na testa a dizer parva? Que seca! Não lês o que está escrito no aviso? Não diz olá! seja bem-vindo! Diz não incomodar por favor! Tenho asco de pessoas que não respeitam o trabalho dos outros! Tu entraste em pezinhos de  e me deste um enorme susto! Sabes que assim perco o raciocínio, fico com uma loca tamanha que demoro a retomar o ritmo!

Fernanda Malhão, 45 anos, Gondomar

Desafio RS nº 42 – letras de escola sem escola

Rui Romão – desafio 250

O senhor Bom Garfo gosta muito de arroz, de preferência daquele aromatizado que acompanha muito bem frango de caril, e para harmonizar um bom vinho.

Certo dia, a vizinha andava a mobilizar recursos para o seu jantar de aniversário. Não a quero desmoralizar, disse, não poderei comparecer. Irei gozar uns dias de férias e pretendo concretizar um sonho que tenho desde criança.

Visitar os arrozais verdejantes. Preciso localizar um local para pernoitar porque a viagem é longa.

Rui Romão, Lisboa

Desafio nº 250 – 8 palavras com R+Z+A+O

Natalina Marques – desafio 251

No início, é amor para cá amor para lá, nem sabem o que nos hão-de fazer. Até acreditamos nos contos de fadas.

No meio, as coisas complicam-se quando a criança chora e não deixa ver o futebol. Um descuido na hora do jantar, ou a camisa favorita não está passada.

No fim, começa a faltar a paciência, ele diz:

– És uma chata. 

Eu respondo:

– Não sou chata, sou redonda.

Será assim até que a morte nos separe.

Natalina Marques, 62 anos, Palmela

Desafio nº 251 – palavras início, meio e fim

Natalina Marques – desafio 249

Todos os dias era a mesma coisa. Levantar cedo, lavar, passar esfregar.

Que vida sem sentido, sem sonhos. Ficara órfã, ainda bem jovem, não tinha lembranças que lhe aquecessem o coração.

A única recordação era o carinho da doce mãe, os beijos dela sempre que se machucava, eram as únicas lembranças que conseguiam pôr um sorriso no rosto sempre tristonho. E dia após dia, ia sonhando com a linha da vida sendo recolhida de volta ao novelo.

Natalina Marques, 62 anos, Palmela

Desafio nº 249 – Recantiga, Miguel Araújo

24/09/21

Rita Corrêa – desafio 251

Foi a meio do almoço que encontrou coragem para confessar e pôr fim ao seu sufoco. Tudo tivera início numa fatídica noite de copos em que todos se gabavam dos seus carros desportivos e veleiros transatlânticos quando deu por si, ingenuamente, a descrever entusiasticamente o seu chalé de montanha imaginário. Os meses tinham passado e agora planeava-se a festa de fim de ano num lugar inexistente. Envergonhado, esperava encontrar perdão: no fim de contas estava entre amigos.

Rita Corrêa, 28 anos, Lisboa

Desafio nº 251 – palavras início, meio e fim

Microscrita!

Uma boa ideia!
#rewordit #isabelpeixeiro





23/09/21

Fernanda Malhão – desafio RS 41

3 é a conta que Deus fez, de onde terá saído tal ditado? Por que não 5 ou 7? Sim 7, não sei porque sempre simpatizei com o 7, costumo ter sorte com ele. Olha cá estamos nós nas 77 palavras, que me trouxeram tantas aprendizagens e sorte em conhecer pessoas tão incríveis. É o que eu digo: dos números primos ou de outro qualquer laço de família, importante é o significado e o valor lhes atribuímos!

Fernanda Malhão, 45 anos, Gondomar

Desafio RS nº 41 – números primos e… primos

Fernanda Malhão – desafio RS 40

Descobrimos um bonito ninho numa árvore do jardim. Ali estavam pequeninos passarinhos, que animais tão engraçados!  Aninhado observei a mãe pássara a cantar, seriam canções de ninar? Um dia entrei em pânico, alguém tinha danificado aquele lar! Procurei como um maníaco pelos passarinhos, estava mesmo com peninha, onde estariam eles? O avô que desde menino foi sempre prevenido, sabendo da chuva, arranjou-lhes novo abrigo. Contentes fizemos um piquenique, que teria sido perfeito se não fossem os pernilongos!

Fernanda Malhão, 45 anos, Gondomar

Desafio RS nº 40 – 14 palavras com a sílaba NI

João de Lagoa – desafio 251

– O fim está próximo – o início do sermão do profeta da desgraça júnior, fatal como o destino, era o mesmíssimo do pai, do avô paterno, até aos quintos costados, quando um avoengo sapateiro de Trancoso, decidiu ir além da chinela, arriscando um coturno em Escatologia.

Hoje Professor Júnior desolha a meios para atingir fins: olha o fim do mundo para atingir um meio de vida…

2/2/2022, nem mais um dia.

Compre já o seu Seguro Além Vida.

João de Lagoa, 58 anos, Lagoa - Algarve

Desafio nº 251 – palavras início, meio e fim

Theo De Bakkere – desafio 251

A mãe zangada

Pensando no jogo do meio de semana, tirara do saco seu uniforme, tudo cheirava a mofo misturado com suor ácido. Abriu a janela.

No entanto, não entendeu porque sua mãe se encolerizou.

Por fim, roupas limpas também são imediatamente sujas depois do início do desafio.

Mas hoje, no campo, jogará, graças à mãe, com chuteiras engraxadas, meias limpas e camisola passada.

Muitos dos amigos futebolistas terão reagido com alegre surpresa: está sua mãe de novo em casa!

Theo De Bakkere, 70 anos, Antuérpia-Bélgica

Desafio nº 251 – palavras início, meio e fim

Mais textos aqui: http://blog.seniorennet.be/lisboa

22/09/21

Fernanda Malhão – desafio RS 39

Pedro e Inês, mesmos nomes, porém estes vivem em tempos correntes. Pedro, introvertido, olhos tristes, sorriso tímido, vive um profundo sentimento por Inês. Inês, chique e inteligente, exibe um formoso rosto. Em silêncio sente um desejo forte de receber um beijo de Pedro. Num por do sol de inverno Pedro encontrou Inês, um momento inesquecível. Dos seus olhos surgiu um fogo, num forte ímpeto, um beijo surgiu, um longo e profundo beijo, dois corpos unidos num só.

Fernanda Malhão, 45 anos, Gondomar

Desafio RS nº 39 – história de amor sem A!

Fernanda Malhão – desafio RS 38

Nossa vida não é uma equação perfeita. Na sua resolução encontramos problemas que nenhum teorema consegue resolver. Somamos experiências, subtraímos coisas supérfluas, multiplicamos conhecimentos e dividimos o tempo entre demasiadas tarefas.  Nada é tão simples como uma regra de três simples e muitas vezes a ordem dos fatores altera sim o produto. As vezes o nosso esforço parece ser inversamente proporcional ao reconhecimento. Mas que isso não nos impeça de acreditar na possa potência e amar exponencialmente!

Fernanda Malhão, 45 anos, Gondomar

Desafio RS nº 38 – a matemática dos dias 

Julia B – desafio 246

Olhando para o alto, uma imensidão azul. Perguntando-se o que seria voar, sentir o vento em seu rosto e ser livre. Mas uma pessoa a voar? Poderia isso ser real? Newton não aprovaria esta ideia. Sua vontade era mais forte que a gravidade, faria de tudo, do possível ao impossível, mas nada o deixaria preso a terra. Um plano perigoso, “ines-d’orta”, diriam. Talvez voar não fosse grande ideia, pelo menos não para já. Quem sabe um dia.

Julia B,17 anos, Braga

Desafio nº 246 – voar sem C nem H

Gonçalo A – desafio 3

Um incêndio em Canterville!

Eram dez para as três (ou eram cinco para as seis da tarde?). Estava a voltar dum almoço quando me deparo com duas grandes nuvens de fumo à saída do restaurante.

Ao chegar a casa, a famosa “Mansão Canterville”, estava em chamas!

7 operacionais e 8 canhões de água!

Já estavam há 4 horas naquilo. Um pandemónio!  

Tive de passar 9 dias em casa do Martim até encontrar um novo lar.

Imprevistos, certo?

Gonçalo A, 13 anos, Alcabideche

Desafio nº 3 – números de 1 a 10

21/09/21

Margarida Fonseca Santos – desafio 251

Já ia a meio do caminho quando se lembrou que, por princípio, não se atirava de cabeça em aventuras. Nem de cabeça, nem a pés juntos, pois nunca se atirava a nada. Qualquer início era indício de desconforto. Era especialista em dar dois passos atrás e esconder-se na sombra. Isso fazia ele bem! Mas, daquela vez, queria salvar-se do fim anunciado da relação. Afinal, até gostava muito dela. Só se esquecera de lhe dizer. Começou a correr.

Margarida Fonseca Santos, 60 anos, Lisboa

Desafio nº 251 – palavras início, meio e fim

Maria Silvéria dos Mártires – desafio 251

Paixão 

Aquele encontro de início deu lugar a outros que se seguiram e despoletou uma paixão entre ambos. 

Já não viviam um sem o outro, caminhavam lado a lado, mão na mão, e, mal rompia a alvorada, lá estavam eles cheios de ternura e doçura aninhados como passarinhos no ninho. Pelo meio iam saciando a fome e a sede com abraços e beijinhos. 

Não deixavam arrefecer esta paixão que de imediato os uniu e parecia não ter fim

Maria Silvéria dos Mártires, Lisboa 

Desafio nº 251 – palavras início, meio e fim

Ana Rita Nápoles – desafio 251

Com os olhos presos no horizonte, imagino o início de uma bela história de encantar.

Mais tarde, já a meio com alguns caminhos percorridos, as letras ficaram espalhadas pelas ruas que palmilhava.

E agora??? O que fazer?

Talvez voltar para trás fosse a opção mais correta, no entanto a vontade era seguir em frente era mais forte.

Segui, continuei sem pestanejar e no final não me enganei...

Afinal as mais belas histórias de encantar têm finais surpreendentes.

Ana Rita Nápoles, 37 anos Torres Vedras 

Desafio nº 251 – palavras início, meio e fim

Verena Niederberger – desafio 251

No início uma sementinha de amor foi plantada no ventre da sua mamãe.

E brotou você. Um presente, uma nova vida que,

em meio a tantos percalços, trouxe à tona muita felicidade.

Ver você crescer fez nascer uma alegria que não tem fim.

No início eras aquele bebê tão frágil.

No meio do caminho fostes morar longe dos seus avós.

 Por fim, estás feliz na Alemanha.

Quando Outubro chegar farás seis aninhos.

Parabéns, meu amor.

Te amamos.

Verena Niederberger, 70 anos, Rio de Janeiro - Brasil

Desafio nº 251 – palavras início, meio e fim

Fernanda Malhão – desafio RS 37

Constança tinha sempre penteado impecável, vestidos de folhinhos e estojo cheio de lápis com brilhantes e bonequinhos pendurados. Na aula de artes plásticas, o seu lápis preferido, o que tinha um unicórnio na ponta, rolou para o chão, distraída nem viu. Apanhei-o e escondi-o rapidamente, queria-o para mim. Levei-o para casa, depois refleti que não era correto. No dia seguinte pousei-o na sua secretária com um bilhete de desculpas. Constança ofereceu-me o lápis e fiquei muito feliz!

Fernanda Malhão, 45 anos, Gondomar

Desafio RS nº 37 – o lápis caído no chão

Fernanda Malhão – desafio 251

Toda história tem um início, um meio e um fim. Às as vezes é tão difícil ver onde foi esse início, nem tudo começa com um grande acontecimento, vão acontecendo pelo meio um somatório de coisas que no meio das nossas rotinas nem nos apercebemos. E só quando o fim nos ameaça é que vemos que já tínhamos passado pelo início, pelo meio sem ter dado conta da importância que aquele algo ou alguém tinha para nós.

Fernanda Malhão, 45 anos, Gondomar

Desafio nº 251 – palavras início, meio e fim

Roseane Ferreira – desafio 251

O fim nem sempre é o término de tudo. Some times é início, recomeço. A vida é essa trajetória, sempre se recriando, reinventando, e ao meio desse percurso uma grande oportunidade para nós conciliarmos conosco, com a própria vida.

Somos mais fortes a medida que reaprendendo com cada lição, passamos por cada teste, superamos obstáculos. Essa é uma passagem de aprendizados onde o fim é começo, e sempre haverá um meio de chegar! Foi dada a largada!!!!

Roseane Ferreira, 58, Macapá, AP, Brasil

Desafio nº 251 – palavras início, meio e fim

Roseane Ferreira – desafio 250

Aquele seria um caso dos mais emblemáticos da carreira de Elisa, não encontrava razoabilidade nas centenas de horas de investigação. O serial organizara seus modus operandis de forma que otimizaria seu tempo, a cada dia um novo assassinato que a deixava horrorizada sem entender a razão da tatuagem sobre os corpos: Catequizador!

Pegou seus arrazoados e zarpou rumo a sua próxima pesquisa. A checagem minuciosa dos princípios religiosos e políticos das vítimas.

Finalmente recebera um telefonema anônimo.

Roseane Ferreira, 58, Macapá, AP, Brasil

Desafio nº 250 – 8 palavras com R+Z+A+O

Gonçalo A – desafio 251

É verdade, quando se fecha uma porta, abre-se uma janela. 

Mas às vezes têm que ser esforços feitos para tal. 

Nem tudo dura para sempre é verdade, mas, podemos tentar que dure o máximo possível. 

Quando algo começa é tudo mágico, mas depois passado algum tempo já não é o que era. 

Aí é quando o início, o meio e o fim se tornam numa grande desilusão. 

Por isso refletir nas nossas escolhas é o mais importante. 

Gonçalo A, 13 anos, Alcabideche

Desafio nº 251 – palavras início, meio e fim

Maria Manuel Ribeiro – desafio 251

A Francisca não conhecia Pirilampos, mas a avó conhecia, já os tinha visto no meio da floresta, perto dos pinheiros e disse-lhe que iria mostrar-lhe. Foram à noite, com o avô, e esperaram. Na noite escura, começaram a surgir pequeninos pontos luminosos. No início, pareciam velas voadoras, centenas de pirilampos a tremeluzir. Subiam, desciam, era mesmo mágico, tal como o sorriso da Francisca. Por fim, vieram embora, mas nessa noite a Francisca sonhou com toda aquela magia. 

Maria Manuel Ribeiro, 63 anos, Parede, Cascais

Desafio nº 251 – palavras início, meio e fim

Chica – desafio 251

No início daquele dia, acordou cedinho como sempre.

Já fazia parte do seu ser. 

Logo que entrou no banheiro para a higiene, o espelho lhe mostrou cabelos onde tinta faltava. Parecia uma mistura de gambá com urso panda. 

Em meio à cena, lógico, o susto chegou.

Tratou de dar um jeito e resolveu pintar. 

Enquanto o fazia, pensava: no fim da vida os gastos crescem mais!

Além de mais remédios, tintas mais frequentes.

Ainda bem fazia sozinha!

Chica, 70 anos Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil 

Desafio nº 251 – palavras início, meio e fim

Publicado aqui: ♥ Chica brinca de poesia ?♥: ♥ É da vida...♥

20/09/21

Toninho – desafio 251

Lívia admirava flores numa floricultura. No Natal a avó lhe presenteou uma orquídea, como desejava. A orquídea deu início a uma paixão. Cada dia mais apaixonada por ela.

Certa manhã a flor parecia morta. Meio desanimada foi socorrida pelo Google, aprendeu cuidados aplicados que a reviveu. Comprou outras orquídeas, parecia compulsão comprá-las.

Por fim montou um lindo orquidário, que consumia tempo. Não pedalava mais com as amigas. Cada broto lembrava da avó. Na lápide plantou uma orquídea.

Toninho, 65 anos, Salvador-Bahia, Brasil

Desafio nº 251 – palavras início, meio e fim

Mais textos aqui: toninhobira.blogspot.com

Rosélia Bezerra – desafio 251

No início, me caçou, conquistou, tirou do casulo, da cela probatória, me reconciliou com o Amor. Maravilhoso!

Foi difícil sair de mim, do medo, da tela protetora do mal, da armadura de escoteira.

No meio da conquista, me explicou muitas coisas, me ensinou, não teve medo de me fazer lhe amar, de me seduzir para ser e fazer feliz.

Lindo viver amor conto de fadas, na cumplicidade, identificação, sintonia. Consolador...

No fim, fumaça, vento forte, tsunami, furacão catastrófico. Tempo virótico roubou minha alegria e sorriso. Pandêmico...

Rosélia Bezerra, 66 anos, ES, Brasil

Desafio nº 251 – palavras início, meio e fim

Carla Silva – desafio 250

Discussões
Com ar encolerizado, por ser alvo de nova zombaria, Ana tentou acertar o irmão com um livro.
Apesar do aspecto franzino, este estava constantemente em zaragatas devido aos comentários mordazes e nem ela escapava! 
Desde pequeno que era assim e nada parecia mudar aquele feitio. Parecia estar enraizado nele.
Mas se quisesse ser razoável tinha de admitir que desta vez o irmão tinha alguma razão. Pois o seu corpo não estava exactamente bronzeado, era mais tipo lagosta cozida.

Carla Silva, 47 anos, Barbacena, Elvas
Desafio nº 250 – 8 palavras com R+Z+A+O

Constantino Mendes Alves – desafio 249

Os disparates, quem os não fez durante a sua vida. Erros, desvios, arrependimentos, atos desesperados, medos vencidos e vencedores, traições…o que não devia que se fez,

O mal não desejado e que se impôs, porque somos esta massa humana repreensível ambivalente que verdadeiramente não controlamos. Como dói ou como doeu, como destruirmos em breves segundos a felicidade, que é viver na coerência humana. Seguir maus caminhos…

«E era linha duma vida sendo recolhida de volta ao novelo.»

Constantino Mendes Alves, 63 anos, Leiria

Desafio nº 249 – Recantiga, Miguel Araújo

Desafio nº 251

Desta vez, terão de escrever uma história com

 iníciomeio e fim


Não terá de ser por esta ordem, e pode até ter vários inícios ou fins diferentes. 

Resumindo, o que vos peço é que usem pelo menos uma vez cada uma destas palavras no vosso texto.

 

Por aqui, saiu assim:

Como quem abre um livro ou escreve uma nova história: é um recomeço, um início mesmo que o caminho já vá a meio. É um inventar de novas oportunidades sem passar a borracha por aquilo que ficou para trás. Aproveita-se o momento como se o fim estivesse perto e preenchem-se as páginas em branco. Escrevem-se as memórias que se querem recordar naquele suspiro final. E só aí, sem remorsos, um sorriso confirma o quanto valeu a pena. 

Isabel Peixeiro, 39 anos, Mafra

Desafio nº 251 – palavras início, meio e fim

17/09/21

Fernanda Malhão – desafio RS 36

É um dia nada calmo. Ele está muito certo, anseia alegria, respeito, liberdade verdadeira. Já não quer lutar, gritar, rejeita críticas abstratas. Como mudar? Pensou imensas apáticas, estúpidas madrugadas. Eu fui logo atrás, tentei impedir.  Ela para, chora, depois desmaia. Gigante confusão! Drama cético, embuste, demasiada telenovela venezuelana.  Em fel puro, briga danada, intensa. Depois daquele devaneio, recíproca antagónica providência! Nos olhos fundos olharam! Daí saiu breve faísca. Fogo, calor, beijos, abraços, romperam barreiras. Um outro início…

Fernanda Malhão, 45 anos, Gondomar

Desafio Rádio Sim nº 36 – frases com palavras de nº de letras crescente

Fernanda Malhão – desafio RS 35

Achas que és meu amor?

Disparate maior nunca ouvi antes!

Eu não te amo!

Escuta, grito para ficar mais claro e intenso.

Não te amo e nem vou te amar!

Verdadeiramente insuportável tamanha arrogância!

Olha só para ti,

Agora cabisbaixo, contrariamente aquele pavão altivo espalhando desdém.

Cá se faz, cá de paga

Podemos enganar muita gente durante muito tempo

Mas um dia,

Somos desmascarados.

Esse dia foi hoje!

Aprendeste alguma coisa?

Sim?

Sinceramente duvido!

É uma pena!

Fernanda Malhão, 45 anos, Gondomar

Desafio RS nº 35 – até 4 letras, mais de 4

16/09/21

Maria Tiago – desafio 50

Esta é a história da raposa chamada Lua. Era meia maluca e aventureira, mas também gostava de ser atenta e organizada. Certo dia, a Lua estava a acordar da sua sesta da tarde. Estava meia ensonada, mas reparou na pobreza que estava a floresta, sem nada, só se viam os arrozais, ao longe. Era tão bizarro! Apareceu um esquilo zarolho, comeu tudo, porque razão? A Lua, aterrorizada, não entendeu, mas aprendeu a valorizar o pouco que tinha.

Maria Tiago, 12 anos, 7º ano, Coimbra

Desafio nº 250 – 8 palavras com R+Z+A+O

Sofia Sobral Ramos – desafio 50

Uma abelha ficou zonza e aterrou no prato de arroz da Graciete! Esta achou tal movimento de uma ousadia atroz! O marido desvalorizou e enxotou-a, mas ela não gostou. Azarado, quase que ficava zarolho, ela voou para o seu olho! Aterrorizado, fugiu e nunca mais se viu. Graciete ficou ali, de braços cruzados, não tinha carteira! Esperou, desesperou, até que o viu, no cruzamento, a acenar. Lá vinha, como um rapazola envergonhado, com o dinheiro para pagar.

Sofia Sobral Ramos, 43 anos, Coimbra

Desafio nº 250 – 8 palavras com R+Z+A+O

Maria Tiago – desafio 49

Vou ensinar uma lição de vida que espero que ajude. A Luísa aprendeu isso da pior maneira. Ela tinha 13 anos e muitas dificuldades numa matéria de português. Precisou de ajuda dos pais, mas o problema é que ela era preguiçosa e não aceitou ajuda. No teste ela tirou zero! Não sabia nada... Aprendeu a aceitar ajuda e viu que os pais estariam sempre lá. Compreendeu que a linha duma vida é recolhida de volta ao novelo.

Maria Tiago, 12 anos, 7º ano, Coimbra

Desafio nº 249 – Recantiga, Miguel Araújo

Sofia Sobral Ramos – desafio 49

Viu-se no caminho, sozinho, triste mas esperançado. Bilhete comprado, mochila feita e pronto para recomeçar. Faltava-lhe a família, sabia-o bem, mas achava que era o momento. Ficar no país, à espera, sem emprego, arrastando-se, suplicando por uma oportunidade? Esperar e desesperar? Preferiu avançar. Um emprego lá longe, Moçambique, tão difícil… Mas sentiu-se sempre guiado, os laços eram fortes e nunca quebraram. O melhor de partir era regressar! Era linha duma vida sendo recolhida de volta ao novelo.

Sofia Sobral Ramos, 43 anos, Coimbra

Desafio nº 249 – Recantiga, Miguel Araújo

14/09/21

Isabel Longo – desafio 250

O nosso avô é um rezingão! Está constantemente a chamar-nos à atenção! Ele é meio zarolho, mas vê tudo! 

– Ó rapazola olha o volume da televisão! 

– Manuel guarda a motorizada na garagem, não queiras ser azarado, olha que há para aí muitos ladrões! 

– Ivo, papa-arroz, chega de brincar com os dinossauros e vai lanchar. 

– Ritinha pára de zombar do teu irmão e vai estudar. 

É sempre assim o avô! O pior é que tem sempre razão.

Isabel Longo, 56 anos, VN Gaia

Desafio nº 250 – 8 palavras com R+Z+A+O

13/09/21

Fernanda Malhão – desafio RS 34

Uma mulher simples, encantava-se com a beleza das pequenas coisas, uma nova flor que desabrochava em seu jardim, o periquito que cantava com muita alegria, a brisa que sobrava de mansinho. Nunca pode estudar, sua família não tinha possibilidades, mas era mais sábia do que a maioria dos académicos. Sabia o valor das palavras, queria aprender a ler e aprendeu, mesmo já em idade avançada. Cada palavra que lia fazia brotar um belo sorriso em sua face.

Fernanda Malhão, 45 anos, Gondomar

Desafio RS nº 34 – frase de Mia Couto

Fernanda Malhão – desafio RS 33

Há uma nova tendência de batizarem cães com nomes de pessoas: Joaquim, Carlota e afins. Às vezes até com nome de família: Margarida Ramos. Já são raros o Bobis e Snoppys. Pois à conta disso, o cão chamava-se Manuel Silva e o dono Batman Silva. Achamos que teria havido algum engano e trocamos os nomes no relatório de um exame do cãozito, pois o Sr Batman não achou lá muita piada e tivemos de corrigir o engano.

Fernanda Malhão, 45 anos, Gondomar

Desafio RS nº 33 – uma história de enganos

Natalina Marques – desafio 250

Juntos venceremos

Este nosso algoz

Que o destino nos traçou

Trazendo esta dor atroz.

 

Momento aterrorizador

Recorda-nos o passado

Quando a vida de pobre

Era o nosso legado.

 

Pobreza, mas só de pão

Debaixo da pele bronzeada

E da farda de fuzileiro,

Eras rico, em coração.

 

Já tanto tempo passou

Desde o azarado dia

Que o albatroz te chamou

Deixando-me em agonia.

 

Quando a guerra começou

Eras jovem felizardo

Mas nem o arroz adoçou

O despedir amargurado.

Natalina Marques, 62 anos, Palmela

Desafio nº 250 – 8 palavras com R+Z+A+O

Rita Corrêa – desafio 250

Aterrorizada, foi a primeira a pisar o palco, prestando audições para o papel principal do musical "O voo do Albatroz". Tinha trazido o guião consigo, mas sabia tudo de cor. O realizador intimidou-a com um semblante severo e os braços cruzados. O seu vozeirão preencheu a sala e o júri, perplexo, emudeceu. Ela julgou que o seu desempenho fora atroz perante a austera reacção. No dia seguinte rejubilou-se com a apaziguadora notícia: a sua performance fora escolhida!

Rita Corrêa, 28 anos, Lisboa

Desafio nº 250 – 8 palavras com R+Z+A+O

Rita Corrêa – desafio 250

Considerava-se um felizardo desde aquela fria madrugada de outono. Conduzira toda a noite até que a fome apertara e, ao avistar o restaurante, decidira parar. A porta frontal estava fechada, mas o alegre canto da cozinheira, vindo do tardozdo edifício, atraíra-o. Ela seduzira-o com a sua doce voz e os seus comentários mordazes. Ele encantara-a com o seu meigo olhar e o seu apetite voraz. Repetiram a prazerosa refeição juntos pelos longos anos que se seguiram!

Rita Corrêa, 28 anos, Lisboa

Desafio nº 250 – 8 palavras com R+Z+A+O

Theo De Bakkere – desafio 250

Os dois carrilhões de Mafra

Viajando pela Flandres, João Quinto, um homem franzino, tinha-se comprazido que em cada cidade flamenga os carrilhões tocavam música por ocasião da sua presença. Evidentemente, queria possuir um, por esta razão, em Mafra. Havia alguma reserva da parte de fabricante antuerpense, porque será uma proeza, a realização a curto prazo desta ordem, além disso uma tal compra custará um dinheirão. O rei reagiu zombador com tais considerações bizarros e respondera "Não supunha que fosse tão barato; quero dois!”

Theo De Bakkere, 70 anos, Antuérpia Bélgica

Desafio nº 250 – 8 palavras com R+Z+A+O

Mais textos aqui: http://blog.seniorennet.be/lisboa

Rosélia Bezerra – desafio 250

Dois pássaros estavam num arborizado parque vistoso. Aproveitavam-se do calorzinho vespertino, refrescavam-se à sombra.

Eram um amorzinho. Ficavam juntinhos, cantarolavam sem parar. 

Uma florzinha mimosa, vendo a união deles, disse baixinho ao seu jardineiro: – No dia quatorze, nosso aniversário de namoro, dê uma colherzinha de chá, pare de trabalhar, me regue com carinho? Armazeno gotinhas quando força faltar...

O bondoso Jardineiro fez assim para mimar sua dengosa. 

Depois, ficou num barzinho espiando sua amada florzinha com admiração. 

Rosélia Bezerra, 66 anos, ES, Brasil

Desafio nº 250 – 8 palavras com R+Z+A+O

11/09/21

Fernanda Malhão – desafio RS 32

Nada fácil

É saber dizer não

Priorizar o realmente importante para nós

Saber rejeitar tarefas que só nos tiram tempo

E só assim teremos tempo para direcionar para o que verdadeiramente gostamos

Não é não

Não, não é um talvez

É cortar o mal logo pela raiz

Um pouco doloroso, custa mesmo é começar

Depois é tão libertador, já não vais querer mais mudar

Experimentem dizer um não, principalmente quando o sim for contra os vossos valores.

Fernanda Malhão, 45 anos, Gondomar

Desafio RS nº 32 – a arte de dizer não

Fernanda Malhão – desafio 250

Há tempos aquele rapazito andava zanzando a sua volta. Pareciam coincidências, mas a verdadeira razão é que ele estava perdidamente apaixonado! Sempre foi azarado, mas desta vez sentiu a sorte a mudar. Todos zombaram dele, mas ele não ficou nada zangado. Na festa de finalistas, no meio daquela zorra, eles se aproximaram, sentiram uma forte atração.

– Zarpamos daqui?

A noite foi ardente, um audaz espermatozoide encontrou um óvulo, final da história: lá veio o Martim ao mundo!

Fernanda Malhão, 45 anos, Gondomar

Desafio nº 250 – 8 palavras com R+Z+A+O

João de Lagoa – desafio 250

– Menino Joãozinho, enxote lá essa gralha da redação. Catrapázio não existe no dicionário. É cartapácio que se escreve.

Espantalhado o rapazola:

– Sotôr Felizardo não se escreve, mas diz-se e atira-se na minha terra.

– Está então esse zurrado termo enraizado no seu torrão de Argozelo – bazofiou o professor, e gargalhou a turma.

– Sotôr, minha avó Brites, ao arrazoado do meu avô Alcides, bacharel de leis, sempre diz: cala-te ou levas com o catrapázio do Código Penal nas trombas. 

João de Lagoa, 58 anos, Lagoa - Algarve

Desafio nº 250 – 8 palavras com R+Z+A+O

10/09/21

Verena Niederberger – desafio 250

Zípora estava prestes a concretizar um sonho.

Sentar em um barzinho e comer arroz de pato. Prato preferido.

Muito tempo confinada, tinha que gozar esta manhã.
 Sentia ojeriza de em casa ficar.

Almoço estava delicioso.

Lá pelas tantas, sentiu algo bizarro

Saiu correndo, banheiro não encontrou.

A dor era cruel e ela perdeu a razão.

Não adiantava mais correr...

O vestido estava todo borrado...

Não podia aparecer para o namorado.

Com certeza, ele diria:

"Está tudo terminado."

Verena Niederberger, 70 anos, Rio de Janeiro, Brasil

Desafio nº 250 – 8 palavras com R+Z+A+O


Nota da autora do texto: Zípora é um nome feminino de origem hebraica, que surge como 

variante de Séfora. Este nome carrega os significados de “pássaro”; “mulher inteligente” e “mulher livre”.