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07/06/19

Letícia R e Tomás ― desafio 162

Sinto a terra molhada, e penso "dias de chuva são do pior",o que há de bonito é a lenha na  lareira para me aconchegar. 
Olho para uma pedra, sinto a natureza triste.Mas alegra-me a relva molhada  pelas nuvens de tempestade.Nunca penso que o dia pode piorar, nem por uma pequena chuva.
Sinto-me contente e feliz.
Todos os dias são dias, quer choremos quer se ouçam gargalhadas,todas as lágrimas ou sorriso serve para aprendermos.
Letícia R e Tomás,
12 e 11 anos, Escola Mestre Domingos Saraiva, Sintra
, prof Sofia Lima
Desafio nº 162 ― pedra, nuvem, terra e lenha como indutoras

Daniela F ― desafio 162

Numa caminhada pela noite, carregada de nuvens, ela reflectia tudo o que se tinha passado na vida dela.
Caminhado sobre pedras secas, pensava o quão duras foram as suas escolhas.
Caminhado sobre a terra húmida, pensava o número de vezes que tentava não escorregar porque sabia que se falhasse tudo caia, incluindo lágrimas que lembravam  gotas de chuva a tocar no chão, que humedecia a lenha, uma tristeza que se alastrava que nem o fogo apagava…
Daniela F, 11 anos, Escola Mestre Domingos Saraiva, Sintra, prof Sofia Lima
Desafio nº 162 ― pedra, nuvem, terra e lenha como indutoras

Leandro S e Rodrigo R ― desafio 162

Pedra é um elemento que rebola, que mexe, que pode magoar, é a forma que não combina com o coração. Uma nuvem é o que nos pode inspirar ou dar o estado do tempo, olhar para o céu é ver um dia estar cinzento, ou passar para um dia de céu limpo. A terra dança e gira á volta do sol onde buscamos alimento, que nos dá a lenha que nos trás o calor do dia a dia.
Leandro S e Rodrigo R, 12 anos, Escola Mestre Domingos Saraiva, Sintra
Desafio nº 162 ― pedra, nuvem, terra e lenha como indutoras

Oriana A e Sara A ― desafio 162

A Ana sentia-se triste. Então saiu de casa para arejar um pouco. Era uma tarde fria em que leves e macias nuvens cobriam o céu. A Ana caminhava sobre pedras duras e escorregadias, o que a deixa um pouco desconfortável. Anoiteceu e a Ana, não vendo muito bem, acabou por cair na fria e húmida terra.
Todos os dias se lembrava o quão bom era estar com a família, junto da lenha quente naquele ambiente agradável.
Oriana A e Sara A, 11 e 12 anos, Escola Mestre Domingos Saraiva, Sintra, prof Sofia Lima
Desafio nº 162 ― pedra, nuvem, terra e lenha como indutoras

Raquel O ― desafio 162

As pedras no meu caminho guiam-me, ajudam-me a construir a minha casa onde me protejo, caminhando olho o céu e brinco com as nuvens, cada uma me transmite algo diferente e tanta alegria por vê-las a bailar.
A terra que piso, é tão rica, que dá a relva fresca onde rebolo, a beleza das flores e o ar puro das árvores. Onde busco a lenha que me aquece no inverno, que trás o fogo que me abraça.
Raquel O, 12 anos, Escola Mestre Domingos Saraiva, Sintra, prof Sofia Lima
Desafio nº 162 ― pedra, nuvem, terra e lenha como indutoras

Guilherme F ― desafio 162

De vez em quando a vida é dura tal como uma pedra ver tudo o que se gosta a desaparecer.
As vezes suportamos mas outras só trazem sofrimento.
As vezes queremos ser nuvens no céu sem ninguém para dizer o  que fazer, sem ordens só descansar sem sofrer. Também desejamos ser a terra a observar tudo e todos. De onde vem a lenha que aquece tudo em redor e percebemos a nossa natureza, o que está dentro de nós.
Guilherme F, 11 anos,
Escola Mestre Domingos Saraiva, Sintra
, prof Sofia Lima
Desafio nº 162 ― pedra, nuvem, terra e lenha como indutoras

Beatriz B ― desafio 162

Estava a sair da escola, pensando como o teste correu, pisava terra macia com pedras rijas. Pensava como a minha mãe e o meu pai iam reagir à minha nota. Queria ser uma nuvem leve e macia para não me preocupar com os meus problemas. Cheguei a casa e o meu pai estava a cortar lenha dura e não o quis incomodar. Abri a porta da cozinha e assustei-me com a minha mãe, acabei por lhe contar.
Beatriz B, 11 anos, Escola Mestre Domingos Saraiva, Sintra, prof Sofia Lima
Desafio nº 162 ― pedra, nuvem, terra e lenha como indutoras

André F e Daniela C ― desafio 162

Num dia nublado, uma senhora andava pela rua, e como estava com pressa de ir para casa foi por um atalho.
Era muito assustador, ela manteve-se rija como pedra.
Quando chegou a casa, estava muito fria por isso ela foi ao quintal buscar lenha para colocar na lareira.
No dia seguinte, foi plantar uma árvore na sua terra fresca e assim, sentiu-se tão cansada que se foi deitar na sua cama tranquila e fofa como uma nuvem.
André F e Daniela C, 11 e 12 anos, Escola Mestre Domingos Saraiva, Sintra, prof Sofia Lima
Desafio nº 162 ― pedra, nuvem, terra e lenha como indutoras

20/05/19

Rosélia Palminha ― desafio 162

Entre o sonho e a realidade
Envolta num intenso nevoeiro, escorreguei na calçada por onde abstrata, caminhava. Já não conhecia a aldeia, nem os seus habitantes, nem tão pouco a mim própria.
Tudo era diferente, mas misteriosamente familiar. Até o cheiro a fumo que emanava das lareiras onde a lenha crepitava, continuava o mesmo.
Não sabia para onde ia, nem o queria. 
Estremunhada acordei e constatei que sonhara. Mas naquela terra ou noutra, acordada ou em sonhos, sei que procurava o teu rosto. 
Rosélia Palminha, 71 anos, Pinhal Novo
Desafio nº 162 ― pedra, nuvem, terra e lenha como indutoras

13/05/19

Leonor T ― desafio 162

Caminho por estas pedras com muito sacrifício. Observo uma nuvem sorridente que me faz sentir em casa. Continuo a caminhar. Agora as pedras acabem e a terra pinta-me os pés de vermelho. É barrenta. Começa a chover. Sinto que tenho de sair, senão posso ficar presa, mas levo um pedaço comigo. Com esse pedaço, moldo rostos familiares e queridos. São estes retratos que, um dia, hão-de aquecer-me o coração. Hão-de ser a lenha da minha vida.
Leonor T, 9 anos
Desafio nº 162 ― pedra, nuvem, terra e lenha como indutoras

07/03/19

Cristina Lameiras ― desafio 162

Emoções
Antigamente Eva considerava-se uma mulher alegre, querida, caridosa, doce. Aproveitava os bons momentos, vivia a vida com entusiasmo.
Évora, sua terra natal, o local onde os seus progenitores estavam sepultados.
Uma desilusão amorosa transformou-a numa mulher apática, tristeza profunda, nervosa e ansiosa.
A raiva e o ódio alimentada pela controvérsia dos seus pseudo-amigos teve como consequência a revolta, indignação.
Ciumenta, tinha uma rival, acabaram as mentiras...
A aversão, o medo deram lugar a uma mulher confiante.
Cristina Lameiras, 53 anos, Casal Cambra
Desafio nº 162 ― pedra, nuvem, terra e lenha como indutoras

Carla Silva ― desafio 162


Os homens não choram
O calor que emanava da lareira fazia-o estremecer. Talvez devido ao frio que sentia, tanto físico como psicológico, pois Sofia colocara um fim na relação. Nesse momento sentiu uma vontade louca de chorar. Não o fez pois os homens não choram, são fortes, duros... Mas se assim era, porque sentia aquele nó na garganta? Porque se sentia frágil como a lenha que queimava bem à sua frente? 
Estremeceu novamente e ignorando estereótipos deixou que as lágrimas caíssem. 
Carla Silva, 45 anos,  Barbacena, Elvas
Desafio nº 162 ― pedra, nuvem, terra e lenha como indutoras

05/03/19

Ana Pegado ― desafio 162


O cheiro das lareiras na aldeia leva-me para lá. Para aquele lugar quase esquecido, abandonado. O fogo perdoou a casa, mas levou todo o pinhal. A chuva que já caiu ainda não restaurou a vida. Talvez nunca mais o faça. Porque aquele lugar só tinha realmente vida quando os meus avós lá estavam. Quando eles davam vida àquela casa, àquela terra. Não foi o fogo que tudo levou. Foi, muito antes disso, a perda da minha inocência.
Ana Pegado, 32 anos, Lisboa
Desafio nº 162 ― pedra, nuvem, terra e lenha como indutoras

25/02/19

Isabel Sousa ― desafio 162

Hieróglifos
Palavras de pedra abriram-se. Suas mudas bocas falaram. Um mundo de emoção e sentimento despertou em mim. A nuvem passou rápida no céu largando pingas de inspiração. Vozes antigas libertaram-se do seu longo e frio cativeiro e vieram sussurrar no vento:” pensais-vos os únicos, mas estais enganados. Memórias  infindas estão gravadas nos vossos corpos e a lenha que arde nos vossos espíritos, residem em nós”. Finalmente compreendi. Lentamente, a  história do homem veio habitar o meu coração.
Isabel Sousa, 67 anos, Lisboa   
Desafio nº 162 ― pedra, nuvem, terra e lenha como indutoras

06/02/19

Maria Reis ― desafio 162


O caminho das pedras sempre lhe causava uma enorme angústia, deixando-a
como que perdida naquela terra distante, onde todos a olhavam como a uma 
intrusa... mas era o único meio para chegar à gruta onde construíra o seu 
refúgio... aí podia atear a fogueira, que lhe devolveria alguma tranquilidade
no crepitar da lenha a arder. Sabia que, por fim, adormeceria e seria transportada
para lá das nuvens em sonhos devastadores, vivos e... estaria numa outra dimensão... interna!
Maria Reis, 47 anos, Caldas da Rainha
Desafio nº 162 ― pedra, nuvem, terra e lenha como indutoras

Ana Seixas Silva ― desafio 162

Vivia na terra do nunca e voava pelos céus.
Para o encontrar, já todos sabiam, bastava virar na terceira nuvem à esquerda e, sem surpresa, lá estava o Capitão Gancho com a sua perna de pau, no seu navio, e ao fundo: ele com o seu sorriso.
Esperava-o, pela noite, sentada na janela do telhado da casa da minha avó.
Éramos os melhores amigos, vivíamos aventuras inesquecíveis: caminhávamos juntos sobre as pedras e voávamos ― inseparáveis ― pela imaginação.
Ana Seixas Silva, 45 anos, Nelas
Desafio nº 162 ― pedra, nuvem, terra e lenha como indutoras

05/02/19

Graça Pinto ― desafio 162

Naquele dia ao pisar a terra que me viu nascer, fui possuída por uma sensação de tristeza descontrolada. Contudo, rapidamente essa nuvem negra se dissipou da minha memória.
Ao chegar a neve cobria o jardim, deixando apenas antever as pedras da entrada. Lá dentro a lenha crepitava na lareira daquela casa onde outrora fui feliz. Tantas coisas podiam ter acontecido, porém num instante mágico despercebido, a força de um não naquele momento mudou todo o meu universo.
Graça Pinto, 60 anos, Almada
Desafio nº 162 ― pedra, nuvem, terra e lenha como indutoras

Paula Castanheira ― desafio 162

Nas ondas da minha solidão, caminhei para ti!
Agarrei-te, como o ulmeiro se agarra à terra.
O fogo da paixão consumiu-me prazerosamente.
Amei-te para além dos sentidos, sem tempo.
Fiz-te porto de abrigo, meu porto seguro.
Deixei o passado, esqueci planos e fui tua, sem pudor!
Dissipaste as nuvens que me acinzentavam os dias.
Entre abraços e gargalhadas foste perfeito para mim.
Eras tudo, vertigem e loucura, ar e chão!
Meu elixir da vida, minha pedra filosofal.
Paula Castanheira, 54 anos, Massamá
Desafio nº 162 ― pedra, nuvem, terra e lenha como indutoras

04/02/19

Theo De Bakkere ― desafio 162

O último pedido
O médico exprimiu-se perante o paciente num optimismo brumoso. Mas depois, chamou a mulher de lado. Deu-lhe, sem deitar mais lenha no fogo fraco da esperança, a má notícia: seu marido só teria no máximo seis meses a viver.
Lentamente, pedra por pedra, a realidade apoderava-se da mulher. Ela estava agora consciente de que deveria se preparar para cumprir o último pedido do marido. Uma viagem para sua terra natal que tivera abandonado jovem e jamais revira.
Theo De Bakkere, 66 anos, Antuérpia, Bélgica
Desafio nº 162 ― pedra, nuvem, terra e lenha como indutoras

03/02/19

Maria do Céu Ferreira ― desafio nº 162

Mãe Natureza
A nuvem grande chorou,
Enegrecendo e pingando,
A terra alegre cantou,
Refrescando e suando…

As árvores esverdearam
Seus longos ramos frondosos,
As pedras lisas mostraram
Os seus efeitos lustrosos!

Tudo aquietou por momentos,
Nesse embalo de magia,
Que transforma sentimentos
Fazendo da noite dia!

E a lenha do lenhador,
Fresquinha e humedecida,
Disse àquele trabalhador
Estar pronta a ser abatida.

É que a Mãe Natureza,
Com seu Poder Benfeitor,
Derramou sua Beleza
E mostrou o seu Esplendor!
Maria do Céu Ferreira, 61 anos, Amarante
Desafio nº 162 ― pedra, nuvem, terra e lenha como indutoras