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06/07/20

Helena Rosinha – desafio 38

O amor corria como um arauto e tudo vencia: névOAs, abisMOs, ceRCas. Mas esse AmOR, que vivificava na urgência das caRIcias, nunca me procurou. Nunca o demandei.  Quem me ACeitaria, sendo eu olhada cOMo a bruxa agOUrenta, MAlvada e RAivosa, a neta do açougueiro, a coisa inÚTil, o Osso atirado ao lixo?
Ah, mas como me comprazo! No meu segredo, a minha força: quando contemplam o céu nas noites de lua cheia, é a mim que admiram.
Helena Rosinha, 67 anos, Vila Franca de Xira
Desafio nº 38 – partindo de uma frase, utilizar os pares de letras desta para o texto

01/07/20

Elsa Alves ― desafio 38

OUÇO MUITAS VEZES A PALAVRA RAIVA...
ContOU-me que, em miúdo, tinha o cabelo muito clarinho, quase branco. "RuÇO", chamavam-lhe as irmãs. Ele aMUava. MuITo... Não eram as suas melhores amigAS? Deviam VEr que ele ficava aZEdo com aquele nome. Não o SAbiam? Ficava PArado e não se raLAva nada em gritar muitas palaVRas feias. Ou então, desatava a cantAR rimas porcas... "Vem, não te chamamos ruço, nunca mAIs". Embora soubesse que era mentira ele lá se acalmaVA...
Elsa Alves, 71 anos, Vila Franca de Xira
Desafio nº 38 – partindo de uma frase, utilizar os pares de letras desta para o texto

26/06/20

Fernanda Malhão ― desafio 38


Pela minha parte, creio na ciência como uma poesia. A ciência dePEnde LArgamente da criatividade. AdMItam cientistas, vocês também soNHam como os poetas! APenas quem sonha é capaz de criAR. Não TEmam as Críticas, mentes ágEIs apONtam caminhos, ACendem novas ideias! Não freIEm a vossa imaginação, aNCorados à conceitos fixos. Devemos amplIAr o nosso COnhecimento sem esMOrecer a imaginação. Conhecimento acUMulado, sem ser AProveitado, adOEce. Ciência não é depóSIto de conhecimento, tem de estAr viva, em movimento!
Fernanda Malhão, 44 anos, Gondomar
Desafio nº 38 – partindo de uma frase, utilizar os pares de letras desta para o texto

28/11/19

António Azevedo ― desafio 38


Vivemos num silêncio cheio de frases não ditas. Mas, será VIver este deVIr AMeaçador dOS dias? ENUMero e SInalizo todas as LEmbranças dum outro tempo, duma outra vida. Cada um na sua coNCha já só vive o frIO da solidão, o CHeiro bafiento da ausência do outro. SEI que atingimos o fim deste caminho pois o tempo erODiu o nosso futuro. EFetuei demoRAdas análiSES sobre como aqui chegámos. NÃo cheguei, tODavia, a aceITar AS minhas próprias conclusões!
António Azevedo, 54 anos, Lisboa
Desafio nº 38 – partindo de uma frase, utilizar os pares de letras desta para o texto

19/08/19

Eurídice Rocha ― desafio 38

Em Timor
Descobri neste mundo novo sentir, reforçada força!
De pé, descrente, obriguei-me ripostar negro destino.
Pisei em unguento de São Fiacre*, rochedos, espinhos ferozes rumo ao Norte…
Cravo semente entra na terra rebentando luz a emergir ― revolto fogo de arco adorado ―. Novo folgo, pulmão velho, transforma sangue, luta e resistência. Vendaval no peito guia futuro bem presente… afronta velha ordem, caça novos sonhos, eternos desejos.
Movimento circular leva e traz antiga dor… caminho achado dilui-a neste novo sentido.
Eurídice Rocha, 53 anos, Ermera (Timor)
Desafio nº 38 – partindo de uma frase, utilizar os pares de letras desta para o texto
*Unguento de São Fiacre – barro e bosta amassados para vedar os golpes feitos nas árvores (fonte: https://dicionario.priberam.org)

11/12/18

Teresa M ― desafio 38


O Natal está a chegar. Mas onde estarão as prendas? Até quando vou aguentar? Alguém me pode explicar? Esta ansiedade está a dar cabo de mim, mas aconteça o que acontecer não vou abrir os presentes até ele chegar. Ganhei coragem e vou resistir! 
O grande dia chegou. Levantei-me da cama e fui a correr pelas escadas abaixo para ir abrir as prendas que durante uma semana esperei e quando cheguei à sala... gritei e ali fiquei!
Teresa M, 12 anos, Paços de Ferreira, prof Joana Pinto
Desafio nº 38 – partindo de uma frase, utilizar os pares de letras desta para o texto

13/09/18

Marta Sousa ― desafio 38


Ana desconfiou do que via. Um anão no meio da adversa tempestade, a guiar o barco com destreza? Confusa, reparou no navio que chegava e no seu tripulante com corpo criança, mas cara de graúdo e barba hirsuta, a qual parecia evitar barbear. O que poderia vir fazer em local tão remoto e em dia de tempestade? Vencendo a batalha no mar, o anão conseguiu ancorar e Ana saiu do seu gabinete, desceu do farol para investigar.
Marta Sousa, 32 anos, Barreiro
Desafio nº 38 – partindo de uma frase, utilizar os pares de letras desta para o texto

12/09/18

Marta Sousa ― desafio 37


Objetos sem fim, sem ordem, nem sentido. Observo o pintor com o seu pincel num movimento sem fim, tento pressupor o desfecho, porém é-me impossível. Desisto. Isto é o esplendor do futuro. O futuro é composto de condições e surpreendentes episódios que ninguém pode prever. Por isso, observo. Deixo o que julgo, o que espero. Vivo o momento e deixo de me iludir. Quietude contente que revolve o interior. O prenúncio de um tumulto secreto e indolor.
Marta Sousa, 32 anos, Barreiro
Desafio nº 37 – uma história sem usar a letra A

16/07/18

Eva Oliveira ― desafio 38


Um dia, um bichinho verde foi passear. Usava um macacão desleixado. Dizia baixinho «AU!» enquanto pisava os afiados galhos na terra. Tinha um buraco no sítio do umbigo. Era um símbolo icónico que significava «ser trabalhador». Foi avançando e pelo caminho encontrou uma borboleta hipocondríaca e um gafanhoto a ovacioná-la. Uma fogueira a arder fê-lo, eficazmente, afastar-se. Foi para uma clareira onde passeou até encontrar uma casinha onde amealhou os seus pertenses e passou a viver.
Eva Oliveira, 11 anos, Lisboa
Desafio nº 38 – partindo de uma frase, utilizar os pares de letras desta para o texto

15/04/18

Tomás Silva ― desafio 3

Os meus lápis são muito giros.
Gosto de me sentar a usar os lápis e pintar as peles das pessoas que são de todo o mundo. Muitos tons de cor de pele, de clara a escura. Mas não consigo pintar um ogre. Podia tentar, mas não sei qual é a cor.
Como este texto é para me divertir, nem vou pensar mais nisso. Vou mas é continuar a pintar as peles dos meninos e esquecer o ogre!
Tomás Silva, 7 anos, Alhos Vedros, com terapeuta Marta Henriques
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09/04/18

Matilde Borges ― sem desafio

Um dia a menina foi até à praia. Levou uma prancha. O dia estava muito quente, parecia o deserto do Saara. Ela mergulhou na água.
Ninguém aguentava o calor. Na água estava-se bem.
A menina foi buscar a prancha e entrou na água.
Quando ia na prancha, veio uma onda tão forte que até caiu. Apanhou um grande susto, mas estava tudo bem.
A seguir foi lanchar para a toalha.
Foi um dia muito divertido para ela!
Matilde Borges, 7 anos, Barreiro, com Marta Henriques

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22/07/17

Susana Sofia Miranda Santos ― desafio nº 38

Tu és um prazer, cego mas tacteável!
Tu és especial!
Pensei que eras um homem vazio, igual aos outros, fechado em si próprio. Estava crente que tive o azar de conhecer alguém que era vaidoso, céptico relativamente às capacidades dos outros, egoísta e machista. Amor, estavas sempre revoltado com os factos.
Não vi a tua beleza pelos olhos, mas sentia-se na alma.
Hoje, aprendeste ao meu lado, a ser uma pessoa mais afável, sendo agradável estar contigo.
Susana Sofia Miranda Santos, 38 anos, Porto 
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20/07/17

Mireille Amaral ― desafio nº 38

A MORTE CONTA-SE VIVENDO (Ungaretti G. Poeta italiano)
A M|OR|TE| CO|NT|A-S|E V|IV|EN|DO

A morte conta-se vivendo… Este ano não tem sido fácil… De repente, a vida ficou AMarrada a despedidas e a ORações, deixando-me TEmerosa em relação ao futuro e triste COm a ausência dos meus eNTes tão queridos.
ASsim, aturdida me sinto, EVitando porém, quedar-me, porque a vida é uma dádIVa demasiado preciosa para ser ENcarcerada na DOr.
Hoje, só hoje, é o momento em que consinto que as lágrimas se sobreponham às lembranças maravilhosas de quem partiu.
Mireille Amaral, 41 anos, Gondomar

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28/03/17

Rosário Ribeiro ― desafio nº 38

Frase: Ho-je ac-or-de-i c-om- a c-ab-eç-a c-he-ia- de- pa-la-vr-as
Hoje acordei com a cabeça cheia de palavras.
Mas tenho os jeans tão aconchegados às pernas que a dor degenerou em alergia e estou com 

11/10/16

O canto do pássaro

Podia ter lá ficado como queria, pois era belo, olhar dali o sol nascente pintando de dourado, ao longe, as montanhas. Adiou a partida quando escutou, atenta, ali perto, elevar-se, lá encima, na figueira que se encostava à casa, a melodia doce de um pequeno pássaro. Comovida, demorou-se a observá-lo. Ladino, saltou escondido entre ramos, desafiando-a. Alegre, sentiu que ele lhe oferecia toda a frescura aflautada do seu canto, para lhe colorir o dia, de novas cores.
Isabel Sousa, 64 anos, Lisboa

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05/04/16

Estava determinada

Estava determinada, não tinha dormido toda a noite.
Congeminando, como poderia vingar-se.
Quem seria ela? Mesmo assim, tentou ultrapassar,
dobrou os lençóis, baixou a cortina, e meio toada,
voltou a deitar-se.
Entorpecida, relembrou o encontro falhado.
Pensou, pensou, e, tonta de raiva e humilhação,
meteu-se à estrada, varreu o ar,
que ambiguamente lhe recorda algumas das
histórias do passado.
Estava na esplanada do café
quando por acaso o viu passar,
ia acompanhado com a melhor amiga dela.

Natalina Marques, 56 anos, Palmela
DEIXO AO LEITOR ENCONTRAR A MORAL DA HISTÓRIA.
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03/11/15

Desencanto

Olhou para o mundo com desencanto
OL + HO + UP + AR + AO + MU + ND + OC + OM + DE + SE + NC + AN + TO

Olhou para o mundo com desencanto. OLívia SEntia-se perdida… Os HOrrores noMUndo eram um completo desencanto. EstARíamos coNDenados AO DEsamor? Sentia que dUPlicava a carência de afetos, dos gestos de partilha, de solidariedade. Ninguém parecia ser tOCado pela violêNCia que grassava, pela indiferença que se instalava. O que seria preciso fazer? Era preciso despertar as consciências. A OMissão de laços afetivos seria uma catástrofe na humANidade. O mundo teria de reaprender a amar… isso era cerTO!

Amélia Meireles, 62 anos, Ponta Delgada

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28/10/15

Programa Rádio Sim 628 – 28 Outubro 2015

OUVIR o programa! 
Visite o site da Rádio Sim


Só nos faltou gritar!

SÓ/ NO/ S F /AL/ TO/ U G/ RI/ TA/ R, V/ EN/ DO/ A M/ AÇ/ NA/ ET/ A R/ OD/ AR!

Só nos faltou gritar,
Vendo a maçaneta rodar!
Sozinhas e com pavor,
Sem sono naquele horror!

Asfixiadas, muito caladas,
Todas as cenas auguradas
E tiritando de medo,
Já por ladrões visitadas!

Parvas vendo redobrar  
Amargura de acabar
O sentir alguém na porta
A pretexto de entrar.

Poderiam ser ladrões,
Virem da sala ao quarto,
Eu, criança com as tias
Que faríamos de facto?

Passados alguns minutos
Ouviu-se uma barulheira,
A gata saltou espreitando
Pelo vidro da bandeira!

Maria do Céu Ferreira, 60 anos, Amarante
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27/11/14

Reflexão

“Quando tudo está bem, a inveja procura defeito.”
QU AN DO TU DO ES TA BE MA IN VE JÁ PR OC UR AD EF EI TO.

Quando tudo está bem, a inveja procura defeito.
QUal será a razão? ANdei pensando, DOravante, TUa voz ouvirei. DObrarei a atenção. EStabelecerei limites. TAl cuidado terei. BÊnçãos pedirei. MAior que tudo é Deus. INcidirá o certo, VEncerão os justos. JAmais os maus de coração. PRecipícios surgirão, porém me OCuparei do bem, URge a harmonia, ADemais sentimento ruim volta em dobro a quem desejou. EFêmero sempre será o mal. EIvarei de amor cada dia. TOmbará inveja e invejoso. 

Roseane Ferreira, Estado do Amapá, Macapá, Extremo Norte do Brasil.
Desafio nº 38 – partindo de uma frase, utilizar os pares de letras desta para o texto


30/08/14

Fundador da Escola Pitagórica

FU ND AD OR DA ES CO LA PI TA GO RI CA

FUndou um saber diverso; aiNDa hoje universal, o Adventista DA geometria
Era um génio sem igual e professOR de filosofia.
Tinha a crença na reencarnação; era, pois, aero-ESpacial.
Coleccionava algarismos e números
CAdenciava as estrelas sem igual...
No Labirinto da matemática PItágoras era fenomenal.
Gostava do raciocínio humano e sabia da sua admirável sabedoria
Numerologia era parte da sua vida
RIqueza que deixou ao mundo
Inventor da TAbuada do dia-a-dia
Esplendor de saber profundo é hoje guia!

Ana Mafalda, 44 anos, Lisboa

Desafio nº 38 – partindo de uma frase, utilizar os pares de letras desta para o texto