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26/12/17

Lília Tavares ― desafio 116

O nome do Zé Júlio anda sempre no ar.
“Ó Zé Júlio, vem cá ver a vaca que está coxa!” Lá corre ele para o curral.
Poucos sabem que aquele era o nome do avô do pai do Zé Júlio. Era pessoa prezada lá na aldeia, pois era médico. E se era bondoso…
Aos pobres não levava nada nem pelo parecer nem pelos remédios.
O moço parece sair ao bisavô, dizem as idosas sorrindo ao vê-lo.
Lília Tavares, 56 anos, Oeiras
Desafio nº 116 – Zé Júlio sem T nem H


14/12/17

Glória Vilbro ― desafio 116

Nunca alguém a quem roubaram mercadoria agira como o Zé Júlio. Idóneo merceeiro, com casa sediada ao fundo da Rua do Prior, o nosso Zé Júlio era um exemplo raro de sabedoria. A quem indagava sobre o paradeiro dos bens desaparecidos, respondia que o mundo não iria acabar por essa razão. E aos que o consideravam frouxo, pouco digno das calças que envergava e ridicularias parecidas, dizia apenas que o que não se pode remediar, remediado fica.
Glória Vilbro, 50 anos, Negrais, Almargem do Bispo - Sintra
Desafio nº 116 – Zé Júlio sem T nem H


06/09/17

Susana Sofia Miranda Santos ― desafio nº 116

Acabei de deparar com Zé Júlio, o afamado merceeiro do fundo da Rua do Prior, berrando pela ajuda da Polícia.
Quando o agente chegou, o merceeiro afirmou que lhe roubaram uma garrafa de água.
Meu Deus... que escândalo enorme por uma singeleza!
O polícia duvidou que Zé Júlio averiguasse com rigor o que fora roubado da loja.
Mas eu não duvido... é a pessoa mais sovina da vila; deve reparar mesmo quando desaparece um grão de açúcar.
Susana Sofia Miranda Santos, 38 anos, Porto

Desafio nº 116 – Zé Júlio sem T nem H

10/04/17

Trindade Pereira ― desafio nº 116

Ao romper do dia, José Júlio recebia na mercearia o padeiro Adriano. Conversavam sobre, negócios, viagens... Adriano larapiava sempre um perfume ao bolso. José Júlio, dava pelo desfalque de frascos

05/04/17

Ana Fernandes ― desafio nº 116

Naquele dia o Zé Júlio, merceeiro do fundo da Rua do Prior, saiu de casa cedo. Os pés desceram as escadas do “Quebra-Ossos” e viraram à esquerda no arco de Almedina. O demais foi enfiado na única farpela que possuía. A cabeça, essa avolumava-se a pensar na Maria, a quem roubaram

04/04/17

Ana Fernandes ― desafio nº 116

Naquele dia o Zé Júlio, merceeiro do fundo da Rua do Prior, saiu de casa cedo. Os pés desceram as escadas do “Quebra-Ossos” e viraram à esquerda no arco de Almedina. O demais foi enfiado na

31/03/17

16/03/17

Domingos Correia ― desafio nº 116

Zé Júlio e a donzela
Meio-dia. Na mercearia do Zé Júlio, aparece uma bela donzela:
― Bom dia!
― Bom dia, lindíssima menina! – responde, namorador, Zé Júlio.

15/03/17

Prazeres Sousa ― desafio nº 116

O café ficava quase ao lado da mercearia do Zé Júlio, várias pessoas indignadas e preocupadas falavam sobre roubo da mercearia. Recordam, da linda bancada de legumes… verdura fresca, belas mangas, depressa desapareceram

13/03/17

Fátima Andrade ― desafio nº 116

― Ai, ai, ai... ladrões!
Aclamava o Zé Júlio a plenos pulmões.
― Roubaram-me a mercadoria! Ai, ai... roubaram os limões, o café, a água-pé, o meu Mémé, com

11/03/17

Fernando Morgado ― desafio RS nº 47

Josefa saiu para a rua alarmada pelo clamor desesperado que saía do fundo da Rua do Prior. Sem saber o que fazer, e como agir, a benzedeira dos sonos maldormidos – esposa do Zé Júlio, merceeiro

08/03/17

Paula Gomes – desafio nº 116

Mira o pobre do Zé Júlio 
Que má sina a sua vida leva
Sofrida e de grande prelúdio 
Nos seus largos ombros carrega

Catarina Vieira da Silva – desafio nº 116

Rua do Prior. Madrugada de nevoeiro. Os berros do Zé Júlio ouviam-se na igreja. Berrava, bradava, esperneava! Mas ninguém parecia ouvi-lo. Ameaçou ligar para a polícia se eles não regressassem.

Lúcia – desafio 116

Ao fundo da rua ouvia-se um som exagerado, decidi descer e ver o que se passava e fiquei perplexa ao ver que a mercearia do Zé Júlio, na rua do Prior que já lá vivia por anos a fio, foi roubada.

07/03/17

Esperança e Decepção

Lá por morar na Rua do Prior, ao fundo, não se obrigava a correr as capelas para saber dos arrumos na mercearia recebida do avô. Zé Júlio, preferia ser caixeiro-viageiro, lançar-se ao mundo. Mas não,

Eurídice Rocha – desafio nº 116

Sem Deus, nem esperança
Vida de canseira… num segundo perde-se alma… Zé Júlio largou-se no passeio… as mãos fixaram sua cabeça… “que desespero! porquê eu?” procurou quando mirou a mercearia só vandalizada.

Amélia Meireles – desafio RS nº 46

Presa, era assim que se sentia. Um destino pisado pela enorme confusão de uma vida que nunca fora simples. Sentia que, juntando as migalhas de felicidade vividas, uma nesga, apenas uma parecia

Maria Mota - desafio nº 116

No fundo da Rua do Prior, Zé Júlio abriu a sua primeira loja. Era uma pequena mercearia onde se podia comprar aquilo que se imaginava. Num dia de verão, Zé Júlio arrumava a mercadoria nova