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30/05/19

Sara Simões ― escritiva 36


Cheguei e quando me preparava para picar o ponto, as urgências foram invadidas pelo plantel do clube de futebol regional. Três cabeças partidas à espera de pontos e um joelho esmurrado. A primeira cozedura parecia um ponto de interrogação, a segunda, um ponto de exclamação e a terceira, um ponto final.
Tantos pontos e curativos que, cheguei a um ponto em que já só via pontos. A minha vida é um ponto. Ponto aqui e ponto acolá.
Sara Simões, 31 anos, Coimbra
Escritiva nº 36 ― os «pontos» na história

03/11/18

Carlos M ― escritiva 36

Vem mais um ano letivo cheio de animação. Na escola temos os estudos, os testes e tudo o resto, mas a parte que mais adoro é o recreio. Posso jogar, brincar e divertir-me!
Mas, claro, já tinha saudades daqueles TPC, dos meus amigos e dos professores.
E o mais importante: aqueles lanches deliciosos que a minha mãe fazia! E então os bilhetes, que passavam sem os professores saberem!…
Por isso, estas recordações da escola nunca serão esquecidas!
Carlos M, 6ºC, Escola Dr. Costa Matos, Gaia, prof Cristina Félix
Escritiva nº 36 ― os «pontos» na história

Leonel C ― escritiva 36


Quando eu fui para o quinto ano, a maior parte dos meus colegas já me conheciam.
Fazia sempre os TPC depois da escola, os meus professores eram bem simpáticos; também gostava muito da hora do recreio para poder brincar e lanchar.
A escola é fixe porque nos ensina coisas muito importantes para a nossa vida.
Eu gostava de continuar sempre com os mesmos colegas de turma, que me acompanham desde a primeira classe na escola das Devesas.
Leonel C, 6ºC, Escola Dr. Costa Matos, Gaia, prof Cristina Félix
Escritiva nº 36 ― os «pontos» na história


13/10/18

Sofia C ― escritiva 36


Entro na escola, assino o ponto, às 10 horas em ponto, a ponto de quase não chegar a tempo.
Já na sala de aula, cai um botão da minha blusa e acabo por lhe dar um ponto para ela não abrir.
Corrijo os testes. No meu ponto de vista, só devo dar um ponto neste exercício, penso que o ponto fraco deste aluno é o português. Como é possível acabar um texto e esquecer-se do ponto final?
Sofia C, 14 anos, Escola Secundária João da silva Correia, S. João da Madeira, prof Ana Paula Oliveira
Escritiva nº 36 ― os «pontos» na história

27/09/18

Tomás P. ― escritiva 36

No passado jogo de domingo, estabeleci um ponto de contacto entre a minha cabeça e o ombro de um dos jogadores da equipa adversária. Tive de ir para o hospital, levei quatro pontos. Mas nada a que não estivesse habituado!
Que dia péssimo! E perdemos o jogo! No meu ponto de vista, não foi merecido, contudo nem sempre ganha a equipa que joga melhor, mas, sim, aquela que marca mais pontos. Foi o ponto final deste dia.
Tomás P., 14 anos, Esc Sec João da Silva Correia, S. João da Madeira, prof Ana Paula Oliveira
Escritiva nº 36 ― os «pontos» na história

Mariana L. ― escritiva 36


Querido Matias,
Chegamos a um ponto em que tenho de te escrever esta carta. Já não vou omitir mais os meus sentimentos, temos de pôr um ponto final a isto.
O nosso amor é como um jogo, sempre que tento marcar um ponto tu defendes. Não entendo o teu ponto de vista. Às vezes és um ponto de interrogação, outras vezes apenas uma virgula. Vem ter comigo ao nosso ponto de encontro, veremos se isto vai resultar.
Mariana L., 14 anos, Esc Sec João da silva Correia, S. João da Madeira, prof Ana Paula Oliveira
Escritiva nº 36 ― os «pontos» na história

26/09/18

Filomena Galvão ― escritiva 36


Deixou o carro em ponto morto. Saiu e marcou o ponto. O dia ia ser longo. Tinha de rever o texto ponto por ponto. Tinha de o ver sobre o ponto de vista da defesa e do da acusação. Ainda teria a conferência de imprensa às oito em ponto. Só depois iria até ao ponto de encontro: restaurante Ponto Final. Depois o teatro esperava-a e certamente ir-se-ia socorrer do ponto, pois não conseguira decorar o seu papel.
Filomena Galvão, 57 anos, Corroios
Escritiva nº 36 ― os «pontos» na história

24/09/18

Ana Paula Oliveira ― escritiva 36


“Ponto de encontro: restaurante Ponto Final, 20h.”
SMS que lhe colocou um enorme ponto de interrogação: deveria aceitar o convite?
Decidiu-se. Teria de colocar os pontos nos is, não podia adiar mais.
Zélia não é mulher para dar ponto sem nó. Nem na costura nem na vida. Por isso mesmo, aquele encontro veio no ponto exato. Encheu-se de paciência para ouvir explicações e, quando quis atacar, não conseguiu. Limitou-se a bordar palavras em ponto pé de flor.
Ana Paula Oliveira, 58 anos, S. João da Madeira
Escritiva nº 36 ― os «pontos» na história

Natalina Marques ― escritiva 36


O doce ainda não estava no ponto.
E enquanto isso, foi dar um ponto no vestido, queria marcar pontos no novo emprego.
― Olá, chegaste mesmo no ponto.
― Sim, que se passa?
― Passa-se que o ponto do teu primo… faltou ao ponto de história.
― Esse meu primo saiu-me um belo ponto.
― Porquê, os «pontos» encobrem-se uns aos outros?
Ele sorriu e saiu sem responder. Tocou-lhe no ponto fraco.
Irritada, regressou à cozinha;
― Bolas, o doce passou do ponto.
Natalina Marques, 59 anos, Palmela
Escritiva nº 36 ― os «pontos» na história

Helena Rosinha ― escritiva 36


Ponto de Geometria de surpresa. Detesto! Não estudei…
Questão um – “Defina ponto”.
Esmero-me na redacção – (dois pontos):
“Conjunto de questões para fazer o ponto da situação das aprendizagens”.
Bem fácil, afinal, basta raciocinar. O professor, sempre de ponto em branco, saiu-me cá um ponto… Seguem-se questões mais complicadas, exigindo conhecimento a um ponto que não atinjo.
Avaliação? Zero pontos! Sorrindo, o professor lê alto a minha resposta. Risota geral.
Humilhada, fiz ponto de honra, aguentei-me sem chorar.
Helena Rosinha, 65 anos, Vila Franca de Xira
Escritiva nº 36 ― os «pontos» na história

23/09/18

Theo De Bakkere ― escritiva 36


A rosa-dos-ventos
Paciência nunca foi um ponto forte desse anterior ponto. Já dez em ponto muito passadas, estava a ponto de se ir embora, quando os estudantes chegaram ao ponto da partida. Guiar a tal ponto que tudo ocorreria convenientemente, devia pôr ponto à vozearia e imediatamente pôr os pontos nos ii. Ninguém o interrompeu.
Que estudantes exemplares, na sombra da torre de Belém, podia, ponto por ponto, discorrer com pontos e vírgulas sobre a rosa-dos-ventos e seus pontos.
Theo De Bakkere, 66anos, Antuérpia ― Bélgica
Escritiva nº 36 ― os «pontos» na história

Paula Castanheira ― escritiva 36


― Meus caros, chegámos a um ponto sem retorno! O stock parado em armazém é o nosso ponto fraco.
― Dr. Gaspar, tudo depende do ponto de vista.
Todos olharam para Bonifácio, como se ele fosse um ponto de mira.
― A rotação de stock baixou nove pontos percentuais. Não lhe parece grave?
― Permitam-me.
Bonifácio determinado, avançou para o flipchart e mostrou ponto por ponto, o plano, que viria a ser o ponto de viragem da ‘Gaspar e Filhos Lda’.
Paula Castanheira, 54 anos, Armona, Algarve
Escritiva nº 36 ― os «pontos» na história

20/09/18

Francisca Reis ― escritiva 36


É este o meu ponto de partida: quem conta um conto acrescenta um ponto. Mas jamais a tua teimosia seria um ponto final nesta amizade. A nossa zanga dependia do ponto de vista.
Já eram nove em ponto e eu desejava atingir o teu ponto fraco; ia retomar a conversa sobre o meu erro no ponto final (nunca fora boa na pontuação).
Dei um ponto na blusa como me pediras e pus os pontos nos is. Desculpa...
Francisca Reis, 17 anos, Cantanhede
Escritiva nº 36 ― os «pontos» na história


Chica ― escritiva 36

Pontos e pontos
Ela chegara ao ponto máximo de sua decepção.
Ao aceitar o convite, ficou acertado o ponto. Estaria lá às vinte horas em ponto. Isso o que pensara.
O ponto do GPS parecia não estar bem no ponto!
Aquela voz falava tanto, ao ponto de deixar qualquer motorista tonto!
Girara, dobrara esquinas e após um tempão, quando parecia ter chegado ao ponto, um telefonema:
― Volta logo, mamãe! João caiu, teve um corte e precisará fazer pontos na emergência!
Chica, 69 anos Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil
Escritiva nº 36 ― os «pontos» na história
Publicado aqui: https://chicabrincadepoesia.blogspot.com/2018/09/pontos-e-pontos.html