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19/12/13

Programa 159 – 19 Dezembro 2013

OUVIR o programa! 
Ouvir no site da Rádio Sim


O tempo
Dizia-se do tempo muita coisa, que faltava, que sobrava, que enganava. Dizia-se do tempo muita coisa que não era importante, pois aquilo que realmente importava era a magia de dois seres que se olhavam e o obrigavam a parar. Aí sim, tudo acontecia. Olhavam-se e juntavam vida e sonhos, dividiam-se noutras vidas e sonhos, parando de novo o tempo e, com magia, reproduzindo o momento em que tudo acontece, em minutos suspensos que fazem avançar a vida.
Ilustração - Francisca Torres; Texto - Margarida Fonseca Santos (a ilustração precedeu o texto)

11/05/13

Bernardo Sassetti

Uma distância mínima, entre a falésia e o fim. Um segundo. Um segundo transformado em eternidades de saudade, de desperdício, de falta. Um instante só, a convocar a revolta antes da dor, a separar o agora do que nunca devia ter sido. Um instantâneo, não fotografado, impondo aquele segundo, impondo o irreversível. Fica a tua música, Bernardo, ficam também as memórias de todos, ouvintes, colegas, amigos, família. E tu, Bernardo, onde ficas? Esperamos que aceites ficar connosco.
Ilustração - Francisca Torres; Texto - Margarida Fonseca Santos
(a ilustração precedeu o texto)


A Isabel juntou-se a nós, enviando este magnífico texto:
Quantas palavras vale um grande homem?
Quarenta e um é um número pequenino. Para Bernardo, é minúsculo. Os homens são todos iguais, apregoam alguns. Mas há sempre uns maiores do que outros, sabemos todos nós, pensando nos que são generosos na autenticidade e no talento. Quarenta e um é um número de anos minúsculo para Bernardo Sassetti. Setenta e sete palavras parecem também insuficientes para lhe prestar uma homenagem. Ou não. Talvez cheguem três: vais fazer falta.
Isabel Zambujal

31/05/12

histórias recebidas hoje...

Aqui ficam histórias do desafio nº 6 e sem desafio, acabadinhas de chegar!


É noite de São João.
Enche-se o Largo de música e paródia. Cornetas, rufos e gaitas contam cada qual a sua história. É hora de cantigas e bailaricos. É alegria que se solta do coração. Inspira-se doce algodão e uma menina sopra coloridas bolas de sabão.
De repente, eis que levo um encontrão. Ai! Pum! Catrapum! Mas que grande diversão!
Todo catita e de rosto vermelhão, disfarçado de manjerico, um penico andando de mão em mão.
Paula Erra, 38 anos, Funchal, Madeira

De dia viam-se muito pouco, todos vestidos de preto, com uma meia na cabeça. São especialistas a tirar coisas que não são suas. São traiçoeiros como as raposas. Nunca foram presos, nem uma única vez.
Um dia vieram a minha casa, mas como eu os vi pela janela, chamei a polícia. Passado uns minutos apareceram luzes vermelhas e azuis na estrada. Desta vez aqueles que tinham uma meia na cabeça e tinham roupa preta foram apanhados. Quem diria...!
Joana Nunes, 11 anos, 6º ano, Colégio Monte Maior

Afinal era um grão de café que não tinha um pé
Afinal nem tudo acontecera como planeado.
Era noite escura e fazia
um frio de rachar. O sapo beijoqueiro, duro como um cru
grão de arroz, esperava ansioso o amanhecer.
De quando em vez, olhava o horizonte e nada. A hora do
café aproximava-se e o sol não apontava.
Que chatice!
Não se transformaria num belo príncipe?
Tinha que fazer alguma coisa. Mas o quê? Brincaaaarrrr!
Um dó li tá! Salto ao
coxinho ou engulo um sabiá?!
Paula Erra, 38 anos, Funchal, Madeira


Notícia de Outro Mundo - Dragão visto a brincar com criança.
Beatriz, tem 9 anos e foi vista a brincar com um dragão na segunda-feira. Parece que Beatriz fugiu de casa e encontrou o dragão no prado, sentado numa pedra. Ela corajosamente começou a brincar com o dragão.
O dragão parecia muito feroz, mas na verdade não era. Era tão grande que era capaz de tocar nas nuvens.
Cientistas afirmam que pode haver mais dragões à solta.
 Joana Pinto, 9 anos, Lisboa

29/05/12

As histórias do desafio nº 5 da EBS de Fajões


Margarida Fonseca Santos: Uma surpresa agradavelmente deliciosa…
Margarida, Maria Rapaz na adolescência.
Fonseca pela parte da mãe? Provavelmente…
Santos pela parte do seu querido pai? É o mais certo.
Uma mulher incrível, divertida, engraçada, generosa e genuína!
Surpresa foi o que o clube de Oficina de Escrita lhe fez na Escola Básica e Secundária de Fajões.
Agradavelmente fomos surpreendidos pela abertura, disponibilidade, sensibilidade e saberes partilhados.
Deliciosa e audaz, proporcionou fugazes momentos que queremos relembrar e para sempre eternizar!
Realização: Joel Santos, Rafael Pinho – 8ºA – E.B.S de Fajões.


Eu tenho uma boneca que diz Olá!
Eu e a Margarida temos uma linda boneca.
Tenho muita sorte em tê-la. Nunca vou esquecê-la.
Uma tarde, depois da escola, fomos para minha casa brincar com ela.
Boneca ela não é, para nós, é uma amiga que diz Olá, para
que possamos brincar sempre com ela.
Diz Olá sempre que vamos brincar com ela.
Olá diz ela com um sorriso fofinho, maravilhoso é isso que me faz gostar dela.
Raquel e Mariana, Escola Básica e Secundária de Fajões do 8ºB


Nós as duas fazemos uma dupla genuína.

Nós quando estamos nas aulas de Língua Portuguesa trabalhamos muito bem.
As ideias sobem ao mesmo tempo ao cérebro das
duas e, quando vamos mostrar à professora o nosso trabalho,
fazemos um grande brilharete em frente à nossa turma,
uma turma espectacular, a professora dá-nos os parabéns por sermos a dupla que somos, por fazermos um óptimo trabalho e por sermos uma equipa
genuína que toda a gente inveja, adora.
Diana Pereira, Cristiana Oliveira e Ana Oliveira, Escola Básica e Secundária de Fajões do 8ºA



Livros, palavras são o melhor do mundo
Livros são aventuras, companhia, um amigo, um confidente, uma amizade eterna.
Palavras e letras que conjugadas são o melhor que se pode ter.
São únicos, diferentes, exclusivos e extraordinários como prendas.
O eterno mundo através da palavra, numa ideia, num livro.
Melhor! Tinha que ser inventado pois nada se lhes compara.
Do mais antigo ao mais novo. Um
Mundo ao alcance de todos nós: basta abri-los, ler, aprender e gostar.
Filipa Oliveira Costa, Nº10, 8ºB, Escola Básica e Secundária de Fajões

1º ciclo - EB Armando Guerreiro

É isso mesmo - os meninos da Armando Guerreiro também enviaram a sua história, ora vejam:


De dia viam-se pouco porque a os motores dos barcos largavam uma nuvem de poluição. Mas quando a noite caía a tartaruga Pipa e o ouriço do mar Max brincavam à apanhada e jogavam à bola até bem tarde!
Um dia, perderam a bola e quando foram procurá-la, encontraram um tubarão que os queria comer.
Então o Max afiou os seus picos e atirou-os contra o tubarão!
O tubarão assustou-se, pediu desculpas e ficaram todos amigos.
Quem diria…!
Os miúdos da Armando Guerreiro (1.º BG)

27/05/12

mais desafios nº 6...


De dia, viam-se pouco, mas bastava um pensamento sobre as noites que transcorriam lado a lado para sorrirem. Guiados pela batuta perspicaz do maestro Ladeiro, a orquestra ensaiava, para afastar o estigma da derrota no festival do Outono. Desembainhavam-se arcos, afinavam-se sopros, exercitavam-se dedos. A melodia enchia a sala e irreverente saía para a rua.
Tudo parecia perfeito no ensaio, no entanto para Carmen algo faltava. De repente percebeu o quê. O calor dos aplausos.
Quem diria…!
Quita Miguel, 52 anos, Cascais


De dia, viam-se pouco mas isso não importava.
Ela esperava ansiosamente que a noite chegasse e o encontro era mais intenso. Os seus afazeres profissionais não lhe permitiam que se cruzassem mas, assim que entrava em casa, depois de um dia de trabalho cumprido (e comprido!), logo ela se lhe dirigia, numa enorme vontade de lhe tocar, de o afagar, de o possuir até se cansar. E pensar que, há bem pouco tempo, detestava computadores! Quem diria...!
Ana Paula Oliveira, S. João da Madeira

O GRILO E A CIGARRA
De dia, viam-se pouco. Ele trabalha de noite e com o Sol dorme, ela de dia e com a Lua adormece. Nunca se encontravam, pois da aurora ao entardecer ela faz a chinfrineira, ele, do anoitecer ao amanhecer. Era assim a vida da cigarra Justina e do grilo Justino. Até que certa vez, ele coloca-se a seu lado e sem cerimónia solta a goela. Justina despertou e irritou-se, mas ao invés de o expulsar, apaixonou-se. Quem diria!
Maria Jorge

E uma sem desafio:

Foi ontem, hoje, aqui estou a dizer-te que te vi pelo encanto do que me escreveste sem registo, do que me disseste sem falar, do que me desenhaste sem nenhum risco... e, tudo vejo sem estar em nenhum espaço físico. Registo em mim, nos recantos de não sei de quê nem de onde, o que fica guardado e, de vez em vez, partilho por aqui, no ali que sou, no acolá que gosto de ser, sendo eu.
Lucrécia Alves

26/05/12

Desafio nº 6 - histórias recebidas dos dois lados do Atlântico!


Quem diria...

De dia, viam-se pouco pois cada um ia pra um lugar. 
Ele ia de metrô, ela de circular. 
Ela, professora de educação infantil,
carregava consigo lindo ar juvenil.
Ele, decorador, passava o dia indo de lá pra cá,
agenda lotada, por onde começar?
Quando ela tinha um tempinho,
pra ele ligava, demonstrando carinho.
Um dia ela em casa chegou,
jantar preparou,
por ele esperou...
...ele não voltou.
Ele a abandonou.
Por outra, ele a trocou.
Quem diria...!
Majoli Oliveira

De dia, viam-se pouco, nunca tinham tempo para estar juntos, parecia que o tempo era algo que lhes faltava, mas amor era algo que até lhes sobrava. Encontravam-se sempre à noite, à porta da casa dela, e passavam cerca de meia hora juntos. Porém  o amor resistiu a tudo, e hoje estão casados e felizes, até já têm um filho e pensam ter um segundo. Onde parecia só existir falta de tempo afinal existia amor, quem diria!
Luís Peixinho, Murtosa

De dia, viam-se pouco, resguardando-se dos olhares indiscretos. Mas mal o crepúsculo descia a cortina, abandonavam o recato das mansardas. Acendiam fogareiros e abriam pipas. As mãos se davam a outras mãos enternecidas. Ouvia-se o acordeão e o pandeiro e rompia o canto nas gargantas emudecidas. Pés febris matraqueavam a calçada e a festa tomava conta da rua, noite dentro… até chegar a madrugada. Quase pobres, pouco tinham de seu, mas… eram ricos de alegria. Quem diria...!
Carlos Alberto Silva, Leiria

De dia, viam-se pouco ou quase nada!
Um entrava, outro saía de casa  apressado.
Aquela rotina se repetia, dia após dia.
Mi e  eram seus apelidos carinhosos.
Mas à noite, tudo era bem diferente.
Pareciam se transformar em outras pessoas, amantes...
Mal se viam, faíscas de longe apareciam
Com o olhar, faminto, quase se engoliam.
Mas esperavam o mágico momento para eles...
Aguardavam ansiosos, excitados a saída do sol
Tiravam o atraso, sem Quem diria!
Chica, Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil

22/05/12

Os Reguilas metem mãos à obra no desafio nº5


Cá estão as histórias dos nossos Reguilas:


O meu dragão que tem quatro cabeças.

O João tem um brinquedo e adora brincar com ele.
Meu dragão, és tão lindo! Leva-me nas tuas belas asas.
Dragão, sonhava contigo todas as noites, nunca pensei que existisses.
Que magnífico! O teu fogo ardente aquece os sem abrigo.
Tem uma utilidade muito especial para as pessoas que precisam.
Quatro anos faz a nossa amizade parece uma grande eternidade.
Cabeças loucas, incríveis, magníficas, como as tuas não há. Certo?
Trabalho coletivo – 4º A – EB da Mata


O Joaquim e o Hugo trabalham juntos.

O José e a Andreia trabalham juntos e são amigos.
Joaquim é o chefe e o Hugo é o subchefe.
E ainda lá trabalha mais gente. Trabalha o Bruno Peixoto,
o Nuno Rodrigues, o Diogo Fernandes, a Elsa Prates, o  
Hugo Meireles e a Ana Isabel. São todos excelentes profissionais!
Trabalham todos os dias das nove horas às dezassete horas.
Juntos formam uma boa equipa de trabalho. São mesmo extraordinários.
Gabriel



        DEITAR CEDO E CEDO ERGUER DÁ SAÚDE.

DEITAR cedo e cedo erguer da saúde e faz crescer.
CEDO deves deitar-te, mas também deves levantar-te bem cedo. Ok?
E relativamente à alimentação deves comer: Vegetais e muita Fruta.
CEDO deves aprender que a fruta é dos melhores alimentos.
ERGUER a cabeça, seguir em frente, passear ao ar livre
a força que as pessoas precisam para sobreviver e
SAÚDE é o que nos mantém vivos, fortes e saudáveis.
Sofia Sousa
 


Eu tenho uma cadela castanha muito bonita.

Eu, no fim de semana, fui para casa da avó.
Tenho cinco cães, um deles é cego, outra está grávida.
Uma vez deu à luz nove cachorrinhos tão, tão bonitos.
Cadela marota, ela mete-se com todos, ela é mesmo maluquinha.
Castanha como a terra, bonita é ela, encanta muitas pessoas.
Muito bonitos também vão ser os cachorrinhos, como a mãe.
Bonita, é a manta que lhe deram no seu aniversário.
Beatriz Oliveira



Eu vou ao baile com os amigos.

Eu, na sexta-feira, fui a um baile de finalistas espetacular.
Vou brincar com os amigos, pensei eu, mas só encontrei,
ao fim de algum tempo, dois colegas, João e Flávio.
Baile fantástico! Nunca tinha visto nada assim. Todos bem vestidos.
Com fato e gravata, os rapazes e, as raparigas, com
os vestidos compridos, pareciam princesas de um conto de fadas.
Amigos! A minha irmã ganhou o prémio de: “Mais Artística”!
Diogo Anastácio


A Joana é uma menina muito brincalhona.

A Teresa estava muito alegre porque ia ver a mãe.
Joana era o nome da sua irmã que ia nascer.
É muito emocionante ter uma irmã em casa para brincar.
Uma seca deve ser aturar as suas choradeiras e rabugices.
Menina Teresa, hoje vai tomar conta da Joana. Só hoje.
Muito giro vai ser brincar com ela no meu quarto.
Brincalhona  como sou, de certeza que a Joana vai adorar .
 Beatriz Faria



21/05/12

e não param de chegar... desafio nº 5!




Poder ver-te todos os dias é fabuloso!

Poder sair de manhã, com o sol a brilhar no céu,
Ver-te em todo o teu esplendor, força, magia, cor… é fabuloso!
Todos os dias te vejo e em todos eles me espantas!
Os teus mistérios, o teu toque, poder ouvir-te… fascina-me, arrepia-me, encanta-me.
Dias sem te ver são tortura! Vividos em dor e amargura…
É de ti que falo mar, da tua serenidade ritmada. És
Fabuloso, mesmo quando em fúria, explodes violento na areia da praia…
Sandra Lopes


Miguel, anda depressa, não digo duas vezes!
Miguel andava distraído com um animal que encontrou no jardim.
Anda às voltas num rodopio sem parar e ser apanhado.
Depressa o rapaz chateou-se e tentou pisá-lo, mas arrependeu-se logo.
Não voltou a tentar, pois teve muita pena do bichinho.
Digo que a minha irmã Marta é uma piegas, mas
duas são as vozes na consciência… minha e a dela.
Vezes sem conta terei de ouvi-la se não for já!
Maria Jorge


A juventude era para Gromicho mercadoria estragada.
A masculinidade nem sempre leva às atitudes mais correctas, por
juventude certamente. Por ainda se ter vivido pouco e porque
era esse o costume na terra, homem que é homem,
para se impor, fazia coisas que nem ao diabo lembra.
Gromicho, conhecido como avô rezinga, estava sempre alerta com a
mercadoria que os mais arrojados faziam circular, por vezes já
estragada pelas mãos ávidas que folheavam páginas de gente desnuda. "
 Quita Miguel, 52 anos, Cascais

desafio nº 5 - 3º ano!!!

Começar o dia assim é mesmo incrível...
Os meninos do 3º ano da professora Cristina Pimenta, da Escola do Alto do Moinho - Corroios, enviaram as suas histórias, todas com base na mesma frase. Que maravilha!!! Obrigada, professora e meninos...


Está um guarda à porta do castelo
Está ali um belo, enorme e por isso perfeito castelo.
Um terrível ladrão pode entrar lá dentro se não houver
guarda para o impedir de entrar, mas ele pode ir
à volta se houver uma porta do outro lado. À
porta do castelo eu consigo ver um homem bem armado.
Do lado contrário, parece-me que vejo também alguém armado! Este
castelo é o mais seguro que eu vi na vida!
Pedro Teles – 3º ano

Está um guarda à porta do castelo
Está um rato à porta do castelo. Socorro! Alguém ajude!
Um homem viu aquele rato e levou-o com ele dali.
Guarda na cave da sua casa muitas coisas que encontra
à porta das casas das pessoas. Ele tem muitas coisas!
Porta abre-te agora! Para eu dar este rato à princesa
do Carmo. O rato era da princesa Rosa do Carmo.
Castelo encantado era o castelo onde ela vivia no Alentejo.
Bruna Vitorino – 3º ano

Está um guarda à porta do castelo
Está um feio animal à porta do castelo. Apanhem-no já!
Um senhor alto e forte está ali. Apanhe-o! É nojento!
Guarda! Apanhe o feio animal, senão ele mata pessoas. Junto
à porta o apanhei. Levo-o para onde? Atire-o agora pela
porta fora antes que o terrível animal nos mate, agora!
Do lixo o animal feroz saiu e matou pessoas. No
castelo ele entrou e quase matou o rei Afonso Henriques.
Constança Santos – 3º ano


Está um guarda à porta do Castelo

Está um pequeno gato preso numa grande árvore, perto de
um café. Acha que me poderia tirar o gato senhor
guarda? Sim, mas eu não tenho escadote.  Então vamos bater 
à porta dos bombeiros. Quando chegaram ao quartel bateram à
porta e pediram um escadote, nem que fosse um escadote
do lixo. Chegaram, salvaram o gato. O rei do grande
castelo quando ouviu isto, recompensou o bom homem. Deu-lhe ouro.
Gonçalo Fernandes

Está um guarda à porta do Castelo

Está um gato preso no cimo de uma árvore e
um homem veio ajudá-lo a descer. Mas não encontrou um
guarda para o vigiar e o gato fugiu! Vai encontrá-lo
à porta de alguém, eu tenho a certeza. Enfim a
porta de esse alguém era minha. Eu tinha um gato
do monte que encontrei. E eu vivo ao lado do 
castelo . Não se preocupem, eu vou cuidar do gato. Adeus!
 Raul Portugal

20/05/12

já há mais histórias para o desafio nº 5

Estou deliciada - já chegaram mais!!! E tão giras...
Ora leiam:


Oh, não posso acreditar que o perdi!

Oh, mas que desgraça foi acontecer-me! Estou desolada, profundamente triste.
Não acredito que fui logo perder o meu livro favorito.
Posso procurá-lo mais uma vez, mas não sei se encontrarei.
Acreditar que sim, tenho sempre onde me agarrar para confiar
que o meu querido livro vai aparecer quando menos esperar.
O meu irmão até quer ajudar-me, mas receio que já
perdi a esperança, pois ele não está em lado nenhum!
Maria Jorge


Abriu os olhos de espanto e desapareceu

Abriu o sol os raios para abraçar a cidade inteira.
Os ruídos invadiram aos poucos a rua onde morava. Os
olhos ainda fechados adivinharam os espaços, o tempo, as sombras.
De mansinho resvalou da cama. Tropeçou no gato tigrado. Com
espanto percebeu que não fora um sonho, o buraco existia...
e continuava aberto na parede ao fundo do quarto...entrou,
desapareceu por ele para reaparecer no mais magnífico dos cenários...
Carla Gomes, prof. Bibliotecária em Alverca

(Frase extraída do travalínguas «Esta burra torta…»)
Brota a murta ao pé da porta

Brota a água da nascente do rio, depois da chuva.
A torrente arrasta o musgo das pedras, o acanto, a
murta e as azedas que despontam ao longo das margens.
Ao seu ímpeto avassalador nada escapa. Ouve-se, mesmo aqui ao
, o rugido da grota, dando novo sentido ao fluxo
da saraivada. Como se a montanha abrisse a sua íntima
porta e dela se esvaísse toda a dor do mundo. 
Carlos Alberto Silva, Leiria

Não? Não. Não! Não… não??  Não, não!

Não acreditava nas palavras que ecoavam na sala escura, assustadora…
Não ouvia nada, nem ninguém no meio daquela barulheira divertida.
Não conseguia adormecer naquela noite tenebrosa e tempestuosa de dezembro.
Não gritava, não falava, mas conseguia sentir uma enorme alegria!!
Não via nada à minha frente sem ser um arco-íris.
Não me recordo de mais nenhuma frase para aqui colocar…
Mariana Santos


17/05/12

desafio nº 5 - maio 2012

Preparados?
Vamos a isto!

Primeiro que tudo - escrever uma frase de 7 palavras.
Depois, colocar estas palavras de 10 em 10, estando assim a marcar o texto de forma ritmada.

Um exemplo:
Ah, era um ouriço, fiquei mais descansada!
Ah, que susto, nem imaginam!!! Aquele som, que se ouvia,
era assustador, e eu não percebia quem o podia fazer.
Um leão, não era de certeza… Seria então uma cobra? Um
Ouriço?! Estava a delirar, já se vê, era tudo mentira…
Fiquei quieta, a pensar que aquele fruto da minha imaginação
mais uma vez me distraíra. Voltei ao trabalho, queria ficar
descansada, acabá-lo. E não é que o som voltou?! Bolas!!!
Margarida Fonseca Santos, 52 anos, Lisboa
Desafio nº 5frase de sete palavras, cada palavra está de 10 em 10 
MAIS TEXTOS
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15/05/12

desafio nº 4 - já há mais histórias!


Sou um bule rachado, sou alto e esguio. Por alguma razão especial colocaram-me em cima de uma mesa ao lado de copos de cristal, jarros com sumos e pratos recheados de bolos de vários sabores. Limão, laranja, morango vão se confundir com os chás de menta, frutos do bosque e outros. Dentro de mim sai uma deliciosa fragrância a maçã e canela. Daqui a pouco serei esvaziado para as chávenas e também acompanharei o recital de poesia.
Maria Jorge

Sou um bule rachado, sou! Mas não diminuído nem inútil. Como já não tenho o prazer de receber a água fervente, que a minha finíssima porcelana deixa verter, tornei-me um contador de estórias.
Sempre que novas folhas de chá mergulhavam em mim e se abriam em flor, lá vinha uma estória. Tantas ouvi. Da China, Ceilão, Índia, Japão. Ri, chorei, arrepiei-me, comovi-me. Todas cá ficaram. Agora, encanto com elas os visitantes deste museu, o meu novo lar.
Ana Paula Oliveira

E que tal ver o que a Chica publicou no seu blogue?

Sou um bule rachado, sou um bule orgulhoso!
Foram muitos anos a servir.
Servi chá a rainhas e princesas
Duques e duquesas
Camomila, tília, limão…
Toda e qualquer infusão!
Orgulho, é o que sinto
Fiz um trabalho bem feito.
E agora? Rachado descanso,
Lembrando o passado perfeito.
Não sinto mágoa, saudade,
Nem sequer tristeza…
Já passou o meu tempo
De estar sobre uma mesa.
Dou a vez a outro, pois afinal
Saio de cena rachado,
Mas triunfal!
Sandra Lopes

12/05/12

desafio nº 4 - mais histórias!


Sou um bule rachado, sou de barro e rechonchudo. Na barriga tenho uma pintura linda que me envolve de flores e corações. Sofri muito para ficar belo e reluzente quando me puseram num forno a altas temperaturas para ser cozido, mas ao ser admirado por tanta gente, valeu bem o sacrifício. Vi muitas disputas para me comprarem, mas levavam os meus irmãos gémeos. Um dia, deixaram-me cair e parti-me em dois. O lixo foi a minha casa.
Maria Jorge
 
Sou um bule rachado, sou, peça delicada que te aquece quando de mim precisas. Mas não é isso que te escrevo. Queria dizer-te: faltou-me o guião. Tantas conversas, depois do dia se fazer noite... Falei mais comigo, sem partilhar dúvidas, calando receios. Se tivesse um guião meu, saberia fazer escolhas; outras escolhas, outros chás. Saberia que o tempo e as mãos desgastam. Sou um bule rachado, com medo de palavras inventadas. Não podiam ter-me escrito um guião?
Manuela Ferrer


Sou um bule rachado, sou mais um desses equilibristas do quotidiano. Sou dos que nos anos setenta me cria elefante por mor da tromba -que era farta - e agora, rachado, me encontro vertendo líquidos por caminhos inesperados. Emigrei! Sirvo numa casa de Norfolk. Chego a pensar que sou mais amado que os filhos dos meus actuais donos. Mais ainda que dos precedentes: os estimáveis governos portugueses... Apesar do pingo, por defeito de fabrico, gostam de mim...
Anónimo, blogue


Sou um bule rachado. Sou lindo, rosas me decoram, tornando-me delicado, singelo e sensível.
Na mesa do chá, sempre cobiçado pelas amigas da minha casa.
Morava no armário junto com minhas primas xícaras e primos, pratinhos. Estávamos sempre juntos!
Um dia, o ambiente na mesa esquentou...
Coisas tristes começaram a ser ditas. Não combinavam com a refeição.
Não aguentava mais.
Fui-me indignando, parecia inflar.
Até que, sem mais nem menos, rachei.
Todos me olharam muito tristes! Parti!
Chica, deixado num comentário ao blogue