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13/06/18
Escritiva - Paula Isidoro
Não deixem de ler e ver este magnífico trabalho da Paula Isidoro.
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04/11/17
Carla Silva ― escritiva 25
O bolo de
chocolate
O que tanto temia aconteceu. O meu bolo de chocolate foi
parar ao chão!
Mas quem festeja um golo aos pulos!? Só ele… o meu querido
irmão!
Olhei para ele, ajeitei a gola e antes que me saltasse
a mola, subi para a mota e desapareci.
Queria lá saber que me chamassem cota! Naquele momento só
queria sentir o vento gelado no rosto, cortando-me meu humor como quem corta uma
fatia de bolo. Do meu rico bolo…
Carla Silva, 44 anos, Barbacena,
Elvas
Escritiva nº 25 - palavras em sequência de mudança
27/10/17
Susana Sofia Miranda Santos – escritiva 20
Robert Chesebrough, enquanto procurava petróleo na Pensilvânia, deparou-se
com uma peculiar cera amarela, que encravava as máquinas escavadoras.
O químico levou essa substância para o seu laboratório, em Nova Iorque,
isolando-a do petróleo.
Após inúmeros estudos, descobriu que a vaselina era extremamente eficaz
para cicatrizar cortes e arranhões, entre outras utilizações.
Chesebrough acreditava tão piamente nos benefícios da vaselina que ingeriu
diariamente uma colher até à sua morte!
Graças ao ouro negro, o "ouro amarelo" fora descoberto.
Susana Sofia Miranda
Santos, 38 anos, Porto
Desafio Escritiva nº20 – acidentes da ciência
Zé Manel Ventura – sem desafio
Xaile preto
José, seu pai, sua mãe amam xailes pretos. Quando vão andar a pé, seus
pais, José e Irene, embrulham-se no xaile. Eles sentem-se aconchegados, nem
sentem vento no corpo. Caminham pelas ruas do Sebal, vêem os pássaros a voar no
céu com nuvens. Beijam-se de amor. Quando se cruzam com os vizinhos na rua,
dizem bom dia e agradecem o cumprimento. Esta vida dos seus pais, é o seu
sonho. Gosta de os ver andar a pé.
Zé Manel Ventura, 35 anos, Sebal
Liliana Elsig – escritiva 25
Foi um riso aquele almoço, no último piso do
edifício.
O toninho que é tão magrinho, não aguentou o peso da
porta e ficou preso! Quem chegava, não sabia se ria ou se ajudava.
Sentei-me à mesa num banco preto, e quando o
meu prato chegou, reparei que o pato, o do arroz,
nem se via!
― Se calhar é um pito! (Berrou alguém)
O apito da Susana interrompeu as
gargalhadas… faltavam cinco minutos para a aula recomeçar.
Liliana Elsig, 36 anos, Ovar
Escritiva nº 25 -
palavras em sequência de mudança
Cândida Jardim – escritiva 25
Estávamos no último ensaio da TUNA. A
harmonia das vozes é interrompida por um som estridente:
― Estão o ouvir as sirenes? É na tua
RUA, Joana.
Usam a GRUA para retirar uma criança.
O edifício de cinco andares transformou-se numa GRUTA. Uma mãe GRITA. Um
horror! Aconteceu!
Enquanto FRITA o bife ouve-se uma
explosão. Puxa a FITA vermelha que funciona como lacre do extintor mas não
resolveu.
A RITA em estado de choque chamou os bombeiros.
Cândida Jardim,
54 anos, Ovar
Escritiva nº 25 - palavras em sequência de mudança
Susana Sofia Miranda Santos – escritiva 10
Tótil ― é uma palavra tipicamente tripeira e significa muito. Mas, apesar
deste advérbio possuir sentido universal, a palavra utilizada para chegar até
si varia.
No Porto, os adolescentes que se orgulham de serem "gunas tripeiros"
riem-se do "bué" dos "betinhos alfacinhas", que significa o
mesmo que tótil.
Uma palavra característica de uma localidade contribui para acentuar
rivalidades regionais.
Contudo, as barreiras hereditárias esbatem-se, pois os adultos que contactam
permanentemente com adolescentes são contagiados pelos seus hábitos
linguísticos.
Susana Sofia Miranda
Santos, 38 anos, Porto
Desafio Escritiva nº 10 ― definições criativas
20/10/17
Susana Sofia Miranda Santos – escritiva 22
Esta manhã, quando temperava o hambúrguer que confeccionaria ao
almoço, o telefone tocou. Dirigi-me à sala para atender a chamada.
Quando regressei à cozinha para retomar o trabalho culinário, já não
encontrei o hambúrguer, mas somente um prato vazio em cima da banca, bem como
vestígios de carne picada no focinho da minha cadela.
Não fiquei zangada... até achei piada!
O drama é que este episódio provocou-lhe gastrite, carecendo de tratamento
veterinário.
Felizmente, já se encontra saudável.
Susana Sofia Miranda
Santos, 38 anos, Porto
Escritiva nº 22 ― apanhado em flagrante
Susana Sofia Miranda Santos – escritiva 4
Queridas amigas, não possuo um porte atlético impressionante nem cultivo
práticas desportivas louváveis, mas a vaidade nunca me fez viver obcecada por
saltos altos.
Sempre foi prazeroso o momento do encontro entre todas as amigas.
Vocês acompanhavam-me nos pés, diariamente, oferecendo-me o conforto
necessário para passear pela trela a minha melhor amiga.
A nossa vida em conjunto, apenas terminou quando a vossa ficou destruída,
após tantas horas nos meus pés. Obrigada pelos passos seguros, nunca vos
esquecerei!
Susana Sofia Miranda
Santos, 38 anos, Porto
Desafio Escritiva nº 4 – homenagem às sapatilhas
Susana Sofia Miranda Santos – escritiva 3
Nesta manhã invernal, o sol brilha num céu azul.
Visto o fato de treino, calço as sapatilhas, correndo imediatamente para a
rua.
Vou aproveitar as tréguas climáticas para fazer ginástica.
Contudo, quando já estava longe, surgiram rajadas de vento poderosas, a
chuva começou a cair como um dilúvio catalítico.
De repente, avisto o carro vermelho do meu namorado que veio buscar-me.
Obrigado, amor, sem ti não sobreviveria! Como abrigo, és mais eficiente que
a Arca de Noé!
Susana Sofia Miranda
Santos, 38 anos, Porto
Desafio Escritiva nº 3 – texto com: chuva, vento, amor, azul, vermelho e rua
21/08/17
Margarida Fonseca Santos ― escritiva nº 23
Maiorca, sim! Cá em Portugal,
sim. Livra, não conhecem? É uma vila, perto da Figueira da Foz, com um paço
para visitar, o Paço dos Viscondes de Maiorca, edificado no séc. XVIII, gente simpática,
banda e ranchos, passeios para fazer a pé ou de bicicleta, um arroz doce que
faz desmaiar qualquer um, uma biblioteca e muitos amigos. É para lá que fujo
nos momentos de descanso. É lá que mais escrevo. Maiorca, sim, aqui em Portugal.
Margarida
Fonseca Santos, 56 anos, Lisboa
20/08/17
Escritiva nº 23
Não
sei de vocês, mas eu podia bem trabalhar para o Turismo de Portugal, tal é a promoção
turística que faço do país. Eu devia receber uma percentagem por cada amigo ou
colega que já foi a Portugal depois de ouvir as minhas recomendações, juro-vos
que estaria rica! Desconfio bem que às vezes até têm experiências menos
positivas, mas não se atrevem a dizê-lo e eu continuo nisto a recomendar
Portugal.
Ora
bem, o desafio não é recomendar destinos em Portugal, que também pode ser e a
gente agradece, mas sim escrever em apenas 77 palavras uma recomendação que dê
mesmo vontade de visitar um determinado destino, ir comer a um determinado
restaurante, assistir a uma determinada festa ou romaria, ou todo o contrário!
Eu
recomendei assim:
Se
não quiser ficar a cheirar a sardinha assada e com hálito de caldo verde, não
pense pôr aqui os pés. Se gosta pouco de confusões, gente muito alegre munida
de martelos e alhos porros, nem sequer perca tempo a fazer as malas. Se tem
ouvidos sensíveis, um coração debilitado e colesterol elevado, não arrisque: o
fogo de artifício é potente. E se é pouco dado a socializar, o São João não é
mesmo festa para si!
Paula
Cristina Pessanha Isidoro, 36 anos,
Salamanca
Escritiva nº 23 – recomendar um destino, guias de
viagem
21/07/17
Margarida Fonseca Santos ― escritiva nº 22
Era fascinada por agendas. Naqueles tempos, ainda com
agendas de papel, trazidas em carteiras ou bolsos dos casacos, não conseguia
desviar o olhar quando alguém puxava da sua. Tudo lhe interessava: as cores
usadas, a foram de riscar, de apontar, as horas. A única coisa que nunca lhe
despertara curiosidade era… o conteúdo. Na sua visão, não prejudicava ninguém. Na
dos outros, era uma coscuvilheira. Bisbilhotar a agenda do seu chefe fora um
delito grave. E agora?
Margarida Fonseca
Santos, 56 anos,
Lisboa
20/07/17
Escritiva nº 22
Nunca lhe aconteceu estar parado no trânsito e sentir aquela tentação de
“limpar o salão” com jeitinho, para ninguém o ver? E nunca tentou ouvir uma
conversa atrás da porta? Não? De certeza? Eu sim! E o pior não é
admiti-lo, o pior é a vergonha que se passa quando somos apanhados em
flagrante. Nem sempre é fácil sair do apuro.
Eu resolvi a situação
assim:
Fora discreta,
esperara até que todos estivessem a dormir, desceu sem fazer ruído, fechou a
porta devagarinho, abriu a gaveta, tirou os talheres, um prato e atirou-se à
vítima sem piedade. Sem restos que a incriminassem, voltou terrivelmente
satisfeita. Dormiu como nunca, sem qualquer remorso, mas a liberdade durou pouco:
― Minha menina,
estás de castigo! Comeste o bolo todo e não digas que não, porque tens o corpo
cheio de borbulhas.
― Oh não, o bolo tinha
nozes...
Paula Cristina
Pessanha Isidoro, 36 anos, Salamanca
Escritiva nº 22 ― apanhado em flagrante
09/07/17
Alda ― escritiva nº 21
Adorava fazer caixinha com as amigas. E um dia a tia, sempre bem humorada,
ofereceu-lhe uma caixinha linda em madeira, decorada com a técnica decoupage.
Aproveitou para guardar nela a carta que recebera do outro lado do mundo,
que lhe trazia uma verdadeira história de encantar, que nem nos livros,
encontramos.
Nessa noite, ao serão, jogou a carta trunfo e ganhou pela primeira vez aos
irmãos. Confortada pelo jogo, abriu o livro e contou-lhes do seu divórcio.
Alda, 49 anos, Porto
Escritiva nº 21 ― falsos amigos (palavras com vários significados)
Carta (escrita/jogar)
Caixinha (guardar segredo/objeto )
Livro(com folhas/vida)
04/07/17
Quita Miguel ― escritiva nº 18
Temporal
– É impossível dormir com este atchim constante.
– Brrr! Para mim o pior é o frio.
Brrr booom! Os trovões acompanhados pelas batidas metálicas
dos espanta espíritos clang!, blém!, blém! davam ao ambiente um ar tétrico.
Wham! bam! A corrente de ar atirou com a porta, que eles
nem sabiam que estava aberta.
– Ah! – Um tremor acompanhou o grito.
Ao susto seguiu-se a alegria. He! he! he! eh! eh! O calor da lareira chegava por fim a envolvê-los.
Quita Miguel, 57
anos, Cascais
Faça aqui o download do conto «Sonho
Esventrado» https://www.smashwords.com/books/view/595005
Desafio
Escritiva nº 18 ― onomatopeias na história
01/07/17
Carla Silva ― escritiva nº 21
Vai ser bonito
A mudança para Madrid impunha um novo vocabulário. Embora as vizinhas
ajudassem como podiam, ainda tinha muito que aprender. Como comprovei esta
manhã quando procurava o marco do
correio.
Tentando colocar a carta no correio, segui à risca as instruções da vizinha
Carmen, mas dei com uma loja de molduras!
E não ficou por aqui! Não imaginam a risada quando disse que tinha polvo para o jantar. Parece que por aqui polvo é pó! Não está fácil!
E não ficou por aqui! Não imaginam a risada quando disse que tinha polvo para o jantar. Parece que por aqui polvo é pó! Não está fácil!
Carla Silva, 43 anos, Barbacena,
Elvas
Escritiva nº 21 ― falsos amigos (palavras com vários significados)
28/06/17
Amélia Meireles ― escritiva nº 21
O rosto denunciava a aflição que
ninguém adivinhava. A amiga preocupada questiona se está bem. A resposta pouco
esclarece e apenas confunde mais. Estava bem, sim, mas precisava de ir à
casinha. A casa de quem queria ela ir? Numa excursão, em regra, visitam-se
monumentos e não casinhas… A insistência para clarificar
potenciou o desatino da amiga. Qual é o teu problema, preciso de ir à casinha!
Rápido ou urino-me toda! Percebi, casinha é quarto de banho!
Amélia Meireles, 64 anos, Ponta Delgada
22/06/17
Ana Paula Oliveira ― escritiva nº 21
O meu marido sempre foi duro de ouvido, quer para cantar, quer para línguas
estrangeiras.
Fomos de férias para o sul de Espanha e passámos uma noite num hotel, em
Sevilha, onde jantámos.
Na hora de pagar, disse-lhe a rececionista:
― Tu tienes una cena…
― Cena???? Não houve cena
nenhuma. A minha mulher deitou-se e dormiu toda a noite…
― Como asi???
De longe, apercebi-me da atrapalhação de ambos. Às gargalhadas, gritei-lhe:
― O jantar de ontem! É para pagar!
Ana Paula Oliveira, 56 anos, S. João da Madeira
Ana Paula Oliveira, 56 anos, S. João da Madeira
Escritiva nº 21 ― falsos amigos (palavras com vários significados)
Carla Silva ― desafio RS nº 50
Complicações
― Desculpa?! A culpa é
minha?
― Claro! De quem mais? Tu e essa mania de contar tudo o que
ouves! Não viste que se ia complicar?
― Alguém tinha de a desmotivar, fazer-lhe...
― Desmotivar?! Diz antes motivar! Agora está ali a descontar no pobre, quando
não devia ligar peva ao que disseste.
― Não disse nada de mais.
― Não?! Parecias uma espingarda com o automático encravado, sem o
conseguires desligar.
― Admito, errei! E agora?!
― Admito, errei! E agora?!
― Agora?
― Sim, como descomplicar?
― Perguntas bem.
Carla Silva, 43 anos, Barbacena,
Elvas
Desafio RS nº 50 ― palavras com prefixo des
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