28/02/19

Grandes Miúdos de hoje


Gordo e grande dragão,
Que não se chama João.
Tem como nome Rodrigo
E é visto como um perigo
Para o seu maior inimigo. 
Dele não é preciso ter medo, 
Pois ele é bom em segredo.
Vive num país geladinho
E adora o seu amigo Dioguinho.
Infelizmente não tem nenhum amiguinho,
As meninas gritam quando o avistam,
Mas não sabem o quanto o assustam,
Pois dentro de um dragão assim tão frio,
Mora um grande coração vazio.
Clara T, 6ºC, Escola Dr. Costa Matos, Gaia, prof Cristina Félix
Desafio nº 150 ― 6 palavras com GD

― Sim, eu CASO contigo! ― respondeu a Catarina, sem ASCO e muito feliz. ― Mas quero que a minha avó COSA o meu vestido e a minha mãe trate do bolo.
― Mãe! ― diz ela aflita. ― Vê se COAS bem a farinha do bolo. Tem que ficar fantástico! Eu vou comprar um SACO de flores para o enfeitar. 
Os dias anteriores ao casamento foram um CAOS. 
― Aí, que cabeças OCAS! Esquecemo-nos dos sapatos!
― Que tal uma SOCA? ― sugeriu a avó. 
Iara R, 10 anos, Lordelo, prof Joana Pinto 
Desafio Rádio Sim nº 7 – anagramas com S C O A

27/02/19

Graça Pinto ― desafio 164


O velho navio jazia submerso naquelas águas calmas e cristalinas, que em nada nos faziam antever a história do naufrágio. Hoje estes destroços não passam de recifes onde criaturas marinhas se abrigam entre os velhos cascos.
Navios de guerra, comerciais ou piratas, os despojos de navios afundados, sempre serão o fascínio de pessoas que auspiciam conhecer melhor as suas histórias, interessantes, por vezes trágicas, mas que o seu ultimo capitulo de vida ficará para sempre porventura por desvendar.
Graça Pinto, 60 anos, Almada
Desafio nº 164 ― imagem de navio afundado

Grandes Miúdos de hoje

Um dia destes, estava a ver um filme que relatava a aventura de uma rapariga que amava testar limites. A sua bravura era de uma rareza estranha, nunca antes vista.
Num dia de chuva, saí de casa e decidi utilizar as tais habilidades que ela me ensinara. Cada pedra parecia um gigante, cada planta lembrava um ser que me assustava.
E, perante tais seres que apenas existiam na minha cabeça, decidi dissuadir as ideias que me perturbavam.
Alexandre R., 14 anos e Carolina D., 13 anos - Colégio Paulo VI, Gondomar, Prof.ª Raquel Almeida Silva
Desafio nº 157 ― hist de coragem sem O

O Natal está a chegar. Mas onde estarão as prendas? Até quando vou aguentar? Alguém me pode explicar? Esta ansiedade es a dar cabo de mim, mas aconteça o que acontecer não vou abrir os presentes até ele chegar. Ganhei coragem e vou resistir! 
O grande dia chegou. Levantei-me da cama e fui a correr pelas escadas abaixo para ir abrir as prendas que durante uma semana esperei e quando cheguei à sala... gritei e ali fiquei!
Teresa M, 12 anos, Paços de Ferreira, prof Joana Pinto
Desafio nº 38 – partindo de uma frase, utilizar os pares de letras desta para o texto

26/02/19

Grandes Miúdos de hoje

A Marta comprou um capote alentejano numa loja em Évora.
Passou pela loja dos chineses e comprou um saco de missangas para fazer fios e pulseiras e um funil para o primo deitar a gasolina na mota.
Quando se deslocava para o McDonald’s, encontrou um senhor que vendia molhos de espargos, a dez euros cada.
Encontrou um livro no chão com quarenta páginas. Dentro do livro estava uma aranha a trepar uma parede e deu um grito.
EB Galveias, 3º/4º B, professora Carmo Silva
Desafio nº 151 ― palavras com espargo

Encontrei um marciano na rua e disse-lhe duas palavras; logo a seguir, mais três, porque ele não percebeu bem o que eu tinha dito. No total disse-lhe cinco palavras umas quatro vezes. Mais tarde cheguei à conclusão de que ele não me entendeu e, então, fui buscar seis placares, cada um com sete símbolos. Dancei oito vezes à frente do marciano, mas ele continuou a não perceber. Acenou nove vezes para mim e, em dez segundos, desapareceu.
Oleksandr K, 17 anos, Escola Secundária José Saramago, prof Teresa Simões
Desafio nº 3 – números de 1 a 10

Natalina Marques ― desafio 164


Não lhe saía da cabeça aquela imagem. Recordava-lhe a avó, a viagem dos pais em busca de sonhos realizados.
Esses sonhos se afundaram com o navio repousando no fundo do mar, onde uma linda sereia, em noites de luar, saudosas melodias vinha entoar.
― Queria tanto conhecer essa sereia, avó.
― Não te preocupes, meu tesouro, essa sereia sempre cuidará de ti.
A avó já não conta a história, mas sabe que uma estrela no céu olha por ela.
Natalina Marques, 59 anos, Palmela
Desafio nº 164 ― imagem de navio afundado

4ºB, da EB Manuel António Pina ― desafio 160

Um dia, um fugitivo fugiu de uma prisão e, ao chegar à Figueira da Foz, encontrou um cão. Chamou-lhe Figo! Quando anoiteceu, fizeram uma fogueira ao pé do Mondego e aproveitaram para afugentar os mosquitos. Como não tinham fogão, fritaram fígado naquele fogo. Repentinamente, ouviram um foguete e viram uma figura estranha na sombra. Ficaram assustados e tentaram esconder-se mas a figura, que era um extraterrestre, apanhou-os e levou-os para o foguetão onde estavam os seus amigos. 
4ºB, da EB Manuel António Pina, Gaia, prof Liliana Eira
Desafio nº 160 – plvrs com FAG, FIG, FOG, FUG

25/02/19

Grandes Miúdos de hoje

Era uma vez um agricultor e a sua esposa que viviam numa quinta ao pé do Castro Saboroso que por acaso era do meu tio.
Como todos os dias, o agricultor ia ver a VACA. Reparou que a vaca não tinha onde beber e a sua mulher à janela viu o PATO a precisar de um banho e disse ao marido: 
― Oh, homem TOPA um sítio e CAVA um 
buraco grande para o pato e a vaca!
Pedro O, 10 anos, Guimarães
Desafio nº 19 – anagramas dentro da história

O dia começou quando o David acabou de acordar, com os pais a olhar para ele. Acordaram-no, deram-lhe os parabéns. Depois ele foi lavar os dentes e a mãe disse ao David para voltar para a cama e foram-lhe levar lá o pequeno-almoço. Ele comeu panquecas com bacon e um bom copo de sumo de laranja.
Depois do almoço, o David ficou à espera dos convidados. Quando eles chegaram, ele abriu as prendas: recebeu roupas e brinquedos.
Leonel C, 6ºC, Escola Dr. Costa Matos, Gaia, prof Cristina Félix
Desafio nº 145 ― o dia/noite começou quando…

Maria do Céu Ferreira ― desafio 138

A menina e a rosa
A menina delicada
Olhou a rosa amarela
E cheirou inebriada
Aquele perfume dela!

Sentia-se fascinada
Pelas pétalas a abrir
Que vendo-a extasiada
Lhe disseram a sorrir:

― Menina doce, perfeita,
Tu és mil rosas a abrir,
És sonhadora e eleita,
És um jardim a florir!

És sedosa, perfumada,
Linda, doce, inteligente,
Ousada e requintada,
Bela como sol ardente!

Assim, a doce menina
Acolheu essa energia…
Brilhou como dançarina,
Deu asas à fantasia,
Tornou-se uma bailarina,
Amante de poesia!
Maria do Céu Ferreira, 63 anos, Amarante
Desafio nº 138 ― frase de Hemingway, dia do livro infantil

Isabel Sousa ― desafio 162

Hieróglifos
Palavras de pedra abriram-se. Suas mudas bocas falaram. Um mundo de emoção e sentimento despertou em mim. A nuvem passou rápida no céu largando pingas de inspiração. Vozes antigas libertaram-se do seu longo e frio cativeiro e vieram sussurrar no vento:” pensais-vos os únicos, mas estais enganados. Memórias  infindas estão gravadas nos vossos corpos e a lenha que arde nos vossos espíritos, residem em nós”. Finalmente compreendi. Lentamente, a  história do homem veio habitar o meu coração.
Isabel Sousa, 67 anos, Lisboa   
Desafio nº 162 ― pedra, nuvem, terra e lenha como indutoras

Paula Castanheira ― desafio 164


“Deveríamos adotar a mudança e adaptarmo-nos a ela como fazem os oceanos. Um navio naufragado pode transformar-se num local onde a vida marinha se abriga e evolui.”
Helder Severo era, por detrás dos óculos tartaruga, um discreto biólogo marinho de reconhecida fluência científica e começava assim mais uma palestra sobre oceanos, no Grande Auditório Gulbenkian.
Plateia silenciosa, olhos atentos.
Jovens, na procura de inspiração profissional, encontravam ensinamentos preciosos de vida.
Aplausos, abraços, agradecimentos… Severo embaraçado. Severo feliz!
Paula Castanheira, 54 anos, Massamá
Desafio nº 164 ― imagem de navio afundado

23/02/19

Helena Rosinha ― desafio 164

― Maneeeta!
“Ainda lhes vou aos fagotes…”
Mas o vício dos passarinhos impunha-se sobremaneira e o bando marchava, bonés à rufia, fisgas aprontadas; quando a caça abundava, comia-se à tripa-forra ― safavam-se das papas de cereais como de lixo tóxico.
A mão imobilizada nunca impediu Ezequiel de praticar a arte, iniciada no velho casebre, recheado de mofo e moscas, junto ao lagar de azeite.
Homens feitos, deixaram a aldeia. Ezequiel ficou, só, sem rumo.
Encontraram-no hoje caído no chão.
Helena Rosinha, 66 anos, Vila Franca de Xira
Desafio nº 161 – 14 palavras com fisga

Isabel Lopo ― desafio 164


Lisboa carregava um céu de chumbo. Nada do que a Mãe lhe prometera. “Tem o sol de Angola, vais-te sentir em casa!” Na sala dos retornados sentou-se num buraco apertado entre gente desconhecida. Tentou lembrar-se das figuras do livro que perdera. Era sobre o mar, barcos, navios. Vinha-lhe à cabeça o naufrágio. Um barco triste no fundo do mar rodeado de azul e silêncio. Mas ele, naquela multidão barulhenta, sentia-se só. Devia ser isso “a solidão acompanhada”...
Isabel Lopo, Lisboa
Desafio nº 164 ― imagem de navio afundado

Theo De Bakkere ― desafio 164

No fundo do mar
O mergulho levou-me no fundo do mar, onde encontrei aquele barco misterioso do qual luz brilhava. Estaria habitado?
Através da escotilha vi uma fantasmagoria. Um cardume de néones que se encarregava da luz no camarote passou em frente meus olhos. Na cozinha caracóis limpavam copos, enquanto à mesa um cavalo-marinho arranjou uma jarra com anémonas. O chão arenoso foi arrumado por um caranguejo zeloso. No meio dessa azáfama, uma sereia, sentada numa ostra, cantava sua canção estupefaciente.
Theo De Bakkere, 66 anos, Antuérpia, Bélgica
Desafio nº 164 ― imagem de navio afundado

Ana Seixas Silva ― desafio 17


Para resolver este assunto podia escrever uma história de Amor em Roma e estava feito.
Podia meter as socas nos sacos, e estava safa.
Mas prefiro contar a história de amor do servil Raúl, que se apaixonou pela serva Adriel:
Foi numa noite longínqua de um fevereiro ido em que a lua reinava.
Sob a luz mágica do luar os seus olhos encontraram-se e souberam que era para sempre.
Então correndo, juntos, fugiram de mãos dadas ― livres.
Ana Seixas Silva, 45 anos, Nelas
Desafio nº 17texto que contém pelo menos uma palavra simétrica

Emília Simões ― desafio 164


Sou caçador de tesouros. Esta manhã aventurei-me e mergulhei nas profundas águas do oceano. Estava um dia luminoso, céu muito azul e o sol que incidia nas águas deixava-as tão transparentes como jamais havia sonhado. Senti-me levitar no meio de tamanha beleza. Peixes de todas as cores e formas, corais, areias brancas como nunca imaginara. De repente um vulto assombrou-me. Assustei-me, mas refiz-me prontamente. Talvez naquele navio afundado estivesse o tesouro que há tanto tempo eu perseguia.
Emília Simões, 67 anos, Mem-Martins
Desafio nº 164 ― imagem de navio afundado

Natércia Tomás ― desafio 164

Ora bolas! Até quando tenho que ficar aqui? A culpa é do armeiro que me construiu sem robustez suficiente, da tempestade que nos fustigou, do comandante que não me soube manobrar, do rochedo estúpido que se atravessou na rota, de Deus, do Diabo, sei lá. Eu, que devia estar agora a singrar os mares, veloz e soberbo, aqui estou, esquecido, ignorado, substituído, reduzido a esconderijo de peixinhos idiotas. E se nunca me encontrarem? Se nunca me descobrirem?
Natércia Tomás, 65 anos, Caldas da Rainha
Desafio nº 164 ― imagem de navio afundado

Paula Castanheira ― desafio 163


Pneumoultramicroscopicossilicovulcanoconiose.
Nome indecifrável, doença dilacerante, que lhe devora os pulmões.
Maldita sílica!
Horácio, olhar perdido, fotos espalhadas, remexia nos vinte anos de mineração.
Chile. Muito para lá das fronteiras da sua pequenez, foi aventura de vida.
A esperança de cura obrigou-o a deixar Martina para trás. Nas noites em que a tosse o deixa repousar, ainda sonha com ela.
Chora baixinho, mas ainda acredita. Um dia voltará a Villarrica e ela, esquecida dos anos, correrá a abraçá-lo!
Paula Castanheira, 54 anos, Massamá
Desafio nº 163 ― palavra grande gera mais 6

22/02/19

Grandes Miúdos de hoje

Valentia 
A valentia quase sempre surge em alturas difíceis e, muitas vezes, decisivas. Para ser valente, há que arriscar e enfrentar as peripécias da vida.
A persistência e a paciência fazem parte das características de um ser valente.
Esta maneira de estar na vida traduz-se na eficiência e eficácia em trabalhar as adversidades e vencê-las.
Quem tiver atitudes passivas nada alcançará, mas quem tiver atitudes ativas, seguramente atingirá fins felizes.
Enfim, a valentia faz despertar para a vida!
Eduardo N., 12 anos, - Colégio Paulo VI, Gondomar, Prof.ª Raquel Almeida Silva
Desafio nº 157 ― hist de coragem sem O

Chegava de mentir, de fugir, de escapar…
A mentira tem perna curta, sempre me disseram.
E ali estava eu a mentir, mais uma vez… Já nem sabia quantas vezes se sucedera tal disparate. A mentira tinha realmente perna curta e eu sabia. Bastava de me rir sem partilhar a desgraça.
A mentira tem perna curta.
E assim saiu:
― Mãe, perdi-me na viagem para casa.
Mas que desgraça! Agora era a minha vez de ir passear a cadela!
Francisca R, 17 anos, Cantanhede
Desafio nº 157 ― hist de coragem sem O

21/02/19

Grandes Miúdos de hoje

O meu nome é Mariana. Vivo numa casa grande e as pessoas dizem que está assombrada.
Pois um dia ouvi um barulho vindo do sótão. Comecei a subir devagar, degrau a degrau. O sótão estava todo sujo de manchas de gelado com a forma de um cágado.
Até que depois de uma boa reflexão, calculei que fossem fantasmas.
Fui-me embora assustada ter com as minhas amigas para lhes contar.
Só vos digo: “Nunca mais entro no sótão.”
Sara M, 6ºC, Escola Dr. Costa Matos, Gaia, prof Cristina Félix 
Desafio nº 150 ― 6 palavras com GD

Tudo se passa quando menos eu espero. Tudo é muito, mas é melhor que coisa nenhuma, nada. Se perco alguma coisa entro em pânico, mas acabo consolado. Passa algum tempo e o que perdido estava, está encontrado. Quando estou sossegado algo acontece que não estava à espera. Menos quando eu estou à espera de algo: nada acontece! Eu percebi que mais vale me entreter do que esperar... Espero sempre, nada me acontece e não me divirto nada.
João S, 12 anos, Vila Real
Desafio nº 5frase de sete palavras, cada palavra está depois de 10 em 10 palavras

Roselia Bezerra ― desafio 164

Querido Mar,
Hoje converso contigo,
Calmamente.
Todos os dias o faço,
Estou diante de ti sempre.
Posso refletir sua ternura
Ou posso ser tão bravia...
Não ouso sê-lo, entretanto...
Posso te pedir algo?
Não me deixes naufragar
Nem aos que tanto amo.
Abraça-nos
Com suas ondas brandas
Rendadas...
Sejam marolas delicadas,
Não mais,
As que venham nos banhar!
Nas águas do mar da vida,
Nada nos faça afundar,
Definitivamente.
Muito obrigada, Mar amado,
Mantenha-nos em terra firme!
Roselia Bezerra, 64 anos, ES Brasil
Desafio nº 164 ― imagem de navio afundado

Chica ― desafio 164


Fora seu grande sonho desde menino.
Dificuldades para sobrevivência cada vez mais o afastavam dele.
Estudou, dedicou-se. Focava subir na vida e assim seguiu, levando o velho intuito avante.
Finalmente seu sonho estava perto: conseguiu emprego em um navio.
Assim, uniria o útil ao agradável.
Não contava com o infortúnio.
Uma grande tempestade, ventanias, furacão, correrias, pavor, depois o silêncio.
Queria subir na vida, mas afundou!
Afundou o navio e nele, no fundo do mar, seus sonhos.
Chica, 70 anos Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil
Desafio nº 164 ― imagem de navio afundado

20/02/19

Grandes Miúdos de hoje

O natal é natalício, é a altura do ano onde há mais natalidade, é a altura do ano onde comemos o tradicional bacalhau com natas, e nesse dia vou à natação.
O ano passado, nasceu a Natália no dia de natal, por isso é que ela gosta do pai Natal e tem espírito natalício.
Naturalmente, o iogurte é natural, mas na época do Natal, ele tem um sabor com um ligeiro toque natalício e a bacalhau cozido.
Dinis T, 15 anos, Escola Secundária de Odivelas, prof Helena Gameira
Desafio nº 129 – palavras que vêm de NATA

Ter bravura é difícil e nem sempre é fácil ativá-la… De que maneira se ativa tal atitude? Na verdade, esta é intrínseca à humanidade, mas nem sempre se vê.
As princesas «precisam de ser salvas», e quem as salva é, sem dúvida, quem tem mais valentia.
A meu ver, nem sempre é a audácia que define a mestria, mas divertir-se e assumir as suas preferências diárias, eventualmente adequadas, perfeitas… quiçá erradas e sem querer, um dia alcançar-se-á.
Leonor S., 12 anos - Colégio Paulo VI, Gondomar, Prof.ª Raquel Almeida Silva
Desafio nº 157 ― hist de coragem sem O

Desafio nº 164


Hoje, deixo-vos apenas esta imagem (retirada do site da RTP).












Que texto vos surge a partir daqui?

Senti esta imagem assim:
Pronto, grande chatice: perdi-me. Que raio! Logo hoje que ia provar à casmurra baleia que me sei orientar muito melhor do que ela! Sendo a baleia tão grande, devia perder-se mais. Hum, pois, se calhar não faz sentido, não vou usar esse argumento. Esta coisa é capaz de dar uma boa casa. Será o esqueleto de algum bicho? Pois, não sei. Bem diz a baleia: “nessa cabeça de cavalo-marinho não cabe nada de jeito.” Deve ser verdade.
Margarida Fonseca Santos, 58 anos, Lisboa
Desafio nº 164 ― imagem de navio afundado

19/02/19

Natércia Tomás ― desafio 163


Comercialmente analisando, o negócio parecia bem delineado, rigorosamente calculado, projeto mental sem erro nem defeito, com belas refeições de comer e chorar por mais e ambiente agradável. Em clima temperado, no local ideal, bem organizada, era casa comercial para dar certo, conveniente a alguém como ele, comerciante honesto e pouco dado a aventuras fantasiosas. Deitou-se calmamente e rezou, rogando ao Senhor que o protegesse. Homem clemente, cumpridor, Deus nunca lhe faltara. Adormeceu na hora e sonhou confiante.
Natércia Tomás, 65 anos, Caldas da Rainha
Desafio nº 163 ― palavra grande gera mais 6

Ana Francisca M ― desafio 161


A Maria decidiu praticar para um concurso culinário, pois tinha como vício cozinhar.
Refogou tripas em azeite com cereais. Tinham um cheiro tão tóxico que até afugentavam as moscas.
Entretanto, o filho, brincando com uma fisga, partiu um vidro do sótão. Ela foi ver o estado da janela e encontrou o seu velho boné. Cheirava muito a mofo… Ao descer as escadas, tropeçou no fagote que estava no chão.
As tripas queimaram… acabou-se o rumo de cozinheira.
Ana Francisca M, 12 anos, Colégio Paulo VI (Gondomar),  Prof. Raquel Almeida da Silva 
Desafio nº 161 – 14 palavras com fisga

Francisca Reis ― desafio 163


Filipe sente que não está bem. Ao afirmar não ser repentino, mente. "É um dia igual a tantos outros", afirma ele ao pensar. Mas não se conforma com este auto-conforto. Continuará a tentar. Até é verdade, o Filipe, apesar de teimoso é veemente. Esta inquietação de alma não passa de uma parvoíce, verá. Este rapaz apenas terá de esperar e, por vezes desesperar, perseverantemente. Mas "o esforço compensa sempre" - afirma quem lhe passa rente. Talvez tenha razão...
Francisca Reis, 18 anos, Cantanhede
Desafio nº 163 ― palavra grande gera mais 6

Grandes Miúdos de hoje

Não quero fugir... Mas este fogo é demasiado intenso, sinceramente prefiro me afogar em vez de enfrentar cada figura que à minha frente já apareceu. Sou um fugitivo, que por medo fogefugindo de tudo o que me queima, não só por dentro como por fora... Porém lá no fundo do mar só a fogueira que acendi me aquece... afugento o que crio... refugio-me onde me afogo... Afugentando o que quero, e afagando a visão do mundo.
Ivo R, 15 anos Escola Secundária de Odivelas, Lisboa
Desafio nº 160 – plvrs com FAG, FIG, FOG, FUG

Era uma vez uma grande cidade, gigante demais para alguns. Era composta por muita gente, principalmente por jovens como este. O mais conhecido era o pequeno e gorducho, Gabriel!
Recentemente tem estado ansioso pelo torneio de canoagem. Como sabem o prémio é uma tonelada de gelado e gelatina. Isto promete agradar!
Quem vencer este torneio de canoagem recebe também uma grandiosa medalha dourada.
Que comece a partida!!!
E não é que ele é considerado campeão de canoagem?!
Rafael M, 6ºC, Escola Dr. Costa Matos, Gaia, prof Cristina Félix
Desafio nº 150 ― 6 palavras com GD

18/02/19

Grandes Miúdos de hoje

Era Natal, e Natália irradiava espírito natalício. Preparava com todo o afinco as últimas sobremesas para a ceia, até que, distraiu-se meio segundo e queimou as rabanadas. Não tinha tempo para as refazer, mas não podia haver Natal sem elas! Saiu de casa apressada, contrariando a sua usual natureza pacata, e dirigiu-se à pastelaria mais próxima. Naturalmente, estava fechada. Correu a cidade, até pôs à prova a sua habilidade de natação passando o rio. Derrotada, voltou com sardinhas enlatadas e dois pastéis de nata.
Samuel F, 15 anos, Escola Secundária de Odivelas, prof Helena Gameira
Desafio nº 129 – palavras que vêm de NATA

― Marte, ajuda-me! A raça humana está a destruir-me.
― Terra, nunca desistas! Tu és um planeta ímpar e valente. Há centenas de décadas que lutas pela tua existência.
A Terra decidiu, assim, salvar definitivamente terra, ar e água, as casas de tantas espécies animais. Reuniu as nuvens e pediu-lhes que se espalhassem pela sua superfície e que precipitassem alertas em diferentes línguas para que qualquer um entendesse.
Finalmente, a raça humana, assustada perante as lágrimas derramadas, redimiu-se, arrependida.
Afonso G, 12 anos, Colégio Paulo VI, Gondomar, Prof.ª Raquel Almeida Silva
Desafio nº 157 ― hist de coragem sem O

16/02/19

Guilherme M ― desafio 160


O Luís é um menino que faz figura de parvo, quando vê um cão. Foge logo a sete pés!
Remata sempre as frases com “Fogo!”
No verão, come figos e toca fagote, na festa da aldeia. À noite, lança foguetes.
Na telenovela, foi figurante. Nos escuteiros, faz fogueiras, mas aquece a comida no fogão.
Um dia, quase se afogou. Porém os pais salvaram-no e afagaram-no para o reconfortar.
Quer ser astronauta e ir à Lua num foguetão.
Guilherme M, 6ºC, Escola Dr. Costa Matos, Gaia, prof Cristina Félix
Desafio nº 160 – plvrs com FAG, FIG, FOG, FUG

João R ― desafio 160

Era uma vez um milionário que adorava figos, por isso tinha muitas figueiras que os seus empregados tratavam. Ele só tinha um amigo, que era um gato que muito o afagava. Quando se sentia só soltava foguetes. Na casa dele havia um sótão cheio de tralha. Eram figuras de ação, um fagote, placas com as palavras fugitivo, fuga, foge afogar. Ele fazia coisas muito boas e raramente más, mas quando isso acontecia fazia fogo na fogueira.
João R, 6ºC, Escola Dr. Costa Matos, Gaia, prof Cristina Félix
Desafio nº 160 – plvrs com FAG, FIG, FOG, FUG

Leonel C ― desafio 160


Figueira estava em sua casa no fogão a fazer uma estufagem quando lhe bateram à porta: estava um fogo a dominar a sua árvore de figos. Tinha sido a figura do seu vizinho a fazer uma fogueira e as fagulhas invadiram a árvore!
Ele teve de afogar a figueira e o fumo era tanto que já lhe doía o esófago. Teve de se pôr em fuga imediatamente, porque o fumo estava a dominar aquela zona toda! 
Leonel C, 6ºC, Escola Dr. Costa Matos, Gaia, prof Cristina Félix
Desafio nº 160 – plvrs com FAG, FIG, FOG, FUG