06/07/20

Raquel Guimarães – desafio 137

A Rosa vivia sozinha numa quinta com coelhos, porcos, vacas e burros.
Um dia, enquanto fazia o almoço, cheirou-lhe a queimado. Ela foi ver se era a comida. Quando olhou lá para fora, ela viu muita fumaça a sair do celeiro e correu para lá, mas os animais estavam mortos, menos um burro.
Ela começou a chorar muito e não entendia como o fogo começou. Pensou que fosse um isqueiro, mas ela lembrou-se que não tinha um.
Raquel Guimarães, Pretoria High School for Girls, Pretória, prof Margarida Sousa
Desafio nº 137 ― rosa, isqueiro, burro

Bouna Missie – desafio 137

Era uma vez uma menina que estava a regar as rosas cor de rosa e a alimentar os animais, a pedido do pai.
O pai estava a preparar as coisas para o jantar, mas lembrou-se que não tinha tudo o que precisava para fazer o jantar. Precisava de um isqueiro e de outras coisas.
Ele foi ao mercado comprar o que precisava e levou o seu burro.
Quando chegou lá, conseguiu comprar tudo e voltou para casa.
Bouna Missie, SA College, Pretória, prof Margarida Sousa
Desafio nº 137 ― rosa, isqueiro, burro

Fernanda Malhão – desafio 49

Estávamos de férias em Espanha. Eu estava sossegada na piscina, quando ouvi uma voz muito familiar, e era mesmo, encontrei um primo com a sua família. Grande alegria para os miúdos que já tinham companhia para brincar. No mesmo dia, qual foi o meu espanto quando ao jantar encontramos outro primo também a passar férias com a sua família. Coisas do destino, reunimos no mesmo hotel um grande ajuntamento de família sem combinação prévia! Foi uma diversão!
Fernanda Malhão, 44 anos, Gondomar
Desafio nº 49 – história louca de férias!

Elsa Alves – desafio 40

- À espera do avião para TORONTO? NOTO-te enervado. Estás sozinho? Como te chamas?
- TÓ. Só tenho dez anos. Sinto-me TONTO no meio desta gente. Não TORNO a vir a Portugal sem os meus pais. A minha avó não se calava com  saudades de me ver. Eles não podiam vir...
- Calma... Faço-te companhia. Não te preocupes.
- E tenho o blusão ROTO, aqui na manga, vê? 
- É uma bela recordação que levas. "Made in Portugal!!!”
Consegui tirar-lhe uma gargalhada.
Elsa Alves, 71 anos, Vila Franca de Xira
Desafio nº 40a partir de anagramas contendo as letras de Toronto

Fernanda Malhão – desafio 48

- Óh João diz-me lá como eu faço para chegar aí na tua chafarrica?
- Fácil, vais até a Via Norte, depois sais na saída para Matosinhos, estás a perceber?
- Sim
- Depois viras na segunda à esquerda, estás a perceber?
- Sim, sim
- Na bomba de gasolina cortas à direita, é mesmo fácil, estás a perceber?
- Siiiiiiiimmmm
- Vai sempre em frente até veres um letreiro grande verde, estás a perceber?
- Valha-me Deus eu estou a perceber! Não me faças burro!
Fernanda Malhão, 44 anos, Gondomar
Desafio nº 48 – diálogo em que uma personagem tem um tique de linguagem

Helena Rosinha – desafio 38

O amor corria como um arauto e tudo vencia: névOAs, abisMOs, ceRCas. Mas esse AmOR, que vivificava na urgência das caRIcias, nunca me procurou. Nunca o demandei.  Quem me ACeitaria, sendo eu olhada cOMo a bruxa agOUrenta, MAlvada e RAivosa, a neta do açougueiro, a coisa inÚTil, o Osso atirado ao lixo?
Ah, mas como me comprazo! No meu segredo, a minha força: quando contemplam o céu nas noites de lua cheia, é a mim que admiram.
Helena Rosinha, 67 anos, Vila Franca de Xira
Desafio nº 38 – partindo de uma frase, utilizar os pares de letras desta para o texto

Fernanda Malhão – desafio 47

Antes trabalhar, tem um ritual matinal: prepara o seu café com detalhe de quem fabrica algo muito precioso, senta na varanda, passa a mão pelo pêlo do seu gato, numa caricia que o põe a ronronar. Mas os gatos são seres de vontade própria, e quando já não quer mais festas, levanta o pescoço e pata num gesto como a dizer: Pára! Hora de ir para o trabalho!  Mais um dia naquela fábrica a viver como máquinas!
Fernanda Malhão, 44 anos, Gondomar
Desafio nº 47 – 3 grupos de palavras com mesma grafia e significado diferente

03/07/20

Theo De Bakkere ― desafio 212

A ânsia
A Maria tinha um desejo na vida não cumprido e, cada ano, como se tivesse de seguir um ritual obrigatório, dirigir-se-ia para a igreja do santo António na intenção de pedido para arranjar por ela um marido, o enxoval já tinha conseguido completamente.
A cara do António foi brilhantemente iluminada pelas chamas da vela, tão intensa como a ânsia dela. Oxalá o santo a ouvisse, quem sabe, se desta vez não fosse um milagre guardado na esperança.
Theo De Bakkere, 68 anos, Antuérpia -Bélgica
Desafio nº 212 ― Frase de Valter Hugo Mãe

Fernanda Malhão ― desafio 46

A ratinha Rita realçava-se no meio daquela pandilha, sabia ser rápida e perspicaz. Magicar matreirices parecia ser o seu passatempo preferido. Pilhava frequentemente aquele restaurante sofisticado da marginal, com a sua perícia safava-se sempre. Roubava mantimentos. Depois sossegada, punha-se a roer, satisfazendo o seu paladar com aqueles petiscos, momentos de puro prazer! Assim, a Rita matinha a sua roliça silhueta!
― Raios me partam os ratos! ― praguejava o supervisor do restaurante quando percebia mais um roubo!
Fernanda Malhão, 44 anos, Gondomar
Desafio nº 46 – substantivos, adjetivos e verbos começando sempre por P, M, S ou R

Elsa Alves ― desafio 39


Havia ali qualquer coisa escondida... No meio das moitas de hortênsias. O cão farejava e voltava para ela. Tornava a correr para lá e esgaravatava. Ai, se estragasse as hortênsias... Bem podia ouvir a mãe... Quietinho, Rover! Mas... a curiosidade era tanta. Afastou as hastes e... AFINAL,ERA SÓ UM OVO DA PÁSCOA... Ficara ali esquecido, quando a tia os escondera. Ninguém tinha dado com ele. Ainda se comia... Em duas trincadelas despachou-o. Grande cão, o Rover!
Elsa Alves, 71anos, Vila Franca de Xira
Desafio n.º 39 história que contém a frase: “Afinal, era só um ovo de Páscoa”

Judite ― desafio RS 11


Sou a brisa verde que se amplia no corredor do pomar
Sou a brisa que te beija o rosto num percurso estival
Sou a brisa oceânica, num sonho velado, que a alma enaltece
Sou a brisa que te segreda as novidades mundanas no advir
Sou a brisa que te repousa em noites fustigadas pela invernia
Sou a brisa que te acalma docemente em longos tempos agitados
Sou a brisa aromática que caminha em rodopio, perfumando o coração
Judite, 27 anos, Santarém 
Desafio RS nº 11 – 7 frases de 11 palavras, sempre com uma palavra repetida

Fernanda Malhão ― desafio 45


Em plena pandemia, saía do hospital após uma consulta de rotina, a cada passo pensava: Quando vamos recuperar a confiança? Sentia uma desilusão imensa, achava que nesta altura tudo já estaria controlado, sua esperança diminuía de dia para dia. Pensava na injustiça que os profissionais de saúde têm vivido e como seria difícil conviver diariamente com o medo de ficarem infetados. Quão difícil manter o otimismo! Se antes já sentia simpatia por estes profissionais, agora ainda mais!
Fernanda Malhão, 44 anos, Gondomar
Desafio nº 45 – emoções por ordem alfabética

02/07/20

Elsa Alves ― desafio 37

Que tipo esquisitíssimo!!! Só um olho. Redondo como um relógio. Imenso pelo. Um único pé. Bigodes enormes. Um monstro. Olhou-se no espelho. Tombou, com medo dele próprio. Pobrezinho, pensei eu. Deve sentir-se triste com o seu "look". Decidi-me. Vou conseguir que os outros o invejem. Ericei-lhe o pelo comprido. Como um "punk". Usei imenso gel. Perfumei-o. Espetei-lhe os bigodes. Sentiu-se outro. Ficou lindo de morrer... Por uns breves momentos viu-se um herói de um filme de terror...
Elsa Alves, 71 anos, Vila Franca de Xira
Desafio nº 37 – uma história sem usar a letra A

Toninho ― desafio 212

Um milagre guardado na esperança, pensou Jota Carlos, quando abriu a porta na véspera de Natal. Viu várias caixas na varanda. Prometera presentear crianças pobres do orfanato da cidade. Porém com desemprego ficou desiludido, triste. Perambulou pelo emprego sem sucessos. Agora aquele saco cheio de presentes com uma fantasia de Papai Noel, veio calar fundo no seu coração. Chorou, dançou pela rua diante olhares curiosos. Olhou para o Céu, ajoelhou-se e deu graças ao Deus do impossível.
Toninho, 64 anos, Salvador-Bahia-Brasil
Desafio nº 212 ― Frase de Valter Hugo Mãe

Verena Niederberger ― desafio 212


Era um sábado.
A tarde estava chuvosa quando ela resolveu ir ao Shopping.
Precisava, urgentemente, sair de casa e se distrair um pouco.
Encontrou a filhota por lá.

Mãe e filha eram muito unidas e a tarde prometia ser divertida.
Tinham combinado fazer um lanchinho na confeitaria favorita.

Após o lanche resolveram visitar uma loja, recém aberta, no piso inferior.
Ao descer, um descuido, ela tropeçou.
Rolou escada...
Não sofreu nenhum arranhão.
"Um Milagre guardado na esperança."
Verena Niederberger, 69 anos, Rio de Janeiro - Brasil
Desafio nº 212 ― Frase de Valter Hugo Mãe

01/07/20

Alex Santi ― desafio 212


Um milagre guardado na esperança, o que poderia ser senão isso. O céu era um espelho, onde todos os anseios concretizam-se no seu reflexo, enquanto cá na terra restavam apenas frustrações. O contrário às vezes ocorria, vitórias aqui eram derrotas lá. Essa vida invertida, de puras vontades e feitas de luz, diziam os povos primitivos da amazónia profunda, eram apenas visitadas no plano dos sonhos; chamavam de esperanças quando as visionavam, como estrelas no firmamento do espírito.
Alex Santi, 28anos, Ericeira
Desafio nº 212 ― Frase de Valter Hugo Mãe

Fernanda Malhão ― desafio 212


Não sabemos como é uma doença grave, se nós próprios ou alguém muito próximo passar por isso. E só aí damos valor à saúde, algo esquecido na inconsciência dos dias que passam a correr. Foi a sensação que tive ao ver uma grande amiga estendida na cama do hospital. Num dia era capaz de escalar um vulcão e no outro, sentar-se parecia ser um esforço demasiado grande! Ficamos ali à espera de um milagre guardado na esperança.
Fernanda Malhão, 44 anos, Gondomar
Desafio nº 212 ― Frase de Valter Hugo Mãe

Fernanda Malhão ― desafio 44

― Oi, tudo bem? Estou aqui tão só, tão triste. Tu não queres vir até aqui para dar duas de letra? Tomar um chá ou café? Sei lá, só tentar tapar um pouco este vazio que sinto.
― Minha cara Elsa, que bom ouvir a tua voz! Que pena, não posso ir. Tenho a mamã de cama. Vou ficar a tomar conta dela. Queres tomar um chá on line?
― Na falta de melhor pode ser, hoje às 17.00?
― Certo!
Fernanda Malhão, 44 anos, Gondomar
Desafio nº 44 – palavras com apenas 1 ou 2 sílabas

Rosélia Bezerra ― desafio 212


Poliana foi infante contemplativa da natureza desde pequenina, perambulava pela rua de chão de terra, à casa de sua estimada avó, tocava na plantinha com seu dedo, ela "morria"... êxtase! Diante da quaresmeira rosada puxando para o lilás... Uau!
Cria a vida fosse assim bem florida, no verde alentador.
Cresceu, percebeu não ser, embora um milagre guardado na esperança mantivesse sempre em seu coração.
Como se comportar doravante?
Esperançar é seu lema de vida, avançar! Eia, menina.
Rosélia Bezerra, 65 anos, ES, Brasil
Desafio nº 212 ― Frase de Valter Hugo Mãe

Elsa Alves ― desafio 38

OUÇO MUITAS VEZES A PALAVRA RAIVA...
ContOU-me que, em miúdo, tinha o cabelo muito clarinho, quase branco. "RuÇO", chamavam-lhe as irmãs. Ele aMUava. MuITo... Não eram as suas melhores amigAS? Deviam VEr que ele ficava aZEdo com aquele nome. Não o SAbiam? Ficava PArado e não se raLAva nada em gritar muitas palaVRas feias. Ou então, desatava a cantAR rimas porcas... "Vem, não te chamamos ruço, nunca mAIs". Embora soubesse que era mentira ele lá se acalmaVA...
Elsa Alves, 71 anos, Vila Franca de Xira
Desafio nº 38 – partindo de uma frase, utilizar os pares de letras desta para o texto

Inês S ― desafio 4


Sou um bule rachado, sou, agora que me partiram. Eu não sou muito usado e muito menos equilibrado. Como, como até dizer chega e a única coisa que me dizem é que preciso de fazer uma dieta… todos os donos que tive quando fazem chá eu aproveito sempre a última gota entre muitas que caem. Normalmente ninguém gosta de mim, mas amanhã terei um novo… espero que seja simpático…, mas a partir da fotografia não parece muito.
Inês S, 12 anos, Moita
Desafio nº 4começando a frase “Sou um bule rachado, sou”

Helena Rosinha ― desafio 212


“Um milagre guardado na esperança...”, disse Samuel. Um palavreado esquisito que eu não entendia. Olhei para ele desconfiado e corri porta fora, a brincadeira esperava-me. Via-o sempre por lá, nas minhas férias, logo, também ele estaria de férias. Mas não, não eram férias, sei-o agora; fugido da fome, da guerra, encontrara na quinta e nos meus avós a casa e a família perdidas. O que à época me soara “esquisito” traduzia, afinal, agradecimento e alegria de viver.
Helena Rosinha, 67 anos, Vila Franca de Xira
Desafio nº 212 ― Frase de Valter Hugo Mãe

Natalina Marques ― desafio 212


Eu queria voltar
ao teu tempo de criança,
rever teu riso, teu chorar,
a luz da esperança
no brilho do teu olhar.

Contenta-me o recordar
desses breves momentos
que a alma ao os guardar
fez esquecer, meus lamentos.

Hoje, caminhas sem rumo,
sem o brilho no olhar
nos caminhos que escolheste
ou que o destino quis traçar.

Tenho saudades
de quando eras criança,
em Deus, espero a redenção,
porque tenho no coração
UM MILAGRE,
GUARDADO NA ESPERANÇA
Natalina Marques, 61 anos, Palmela
Desafio nº 212 ― Frase de Valter Hugo Mãe

Elsa Alves ― desafio 36

Sentiu aquela dor no PEITO. Não ligou. Já não era a primeira vez. Seria DO esforço. Vinha carregado e naquele TUMULTO de gente era difícil avançar. Pousou a mala NO chão e respirou fundo. Se, ao menos, houvesse por ali um banco... ANSIOSO, olhou para um lado e para o outro. Nada... Só a rua longa, interminável. Dantes, conseguiria CORRER com toda A facilidade. Agora, não... Sem forças tombou no passeio. O CORAÇÃO parou de bater...
Elsa Alves, 71 anos, Vila Franca de Xira
"Coração a correr ansioso no tumulto do peito", Maria Teresa Horta, "Chameada de pássaros", in Uma dor tão desigual
Desafio nº 36 – uma frase de um conto de autor, usando as palavras por ordem inversa

Elsa Alves ― desafio 35

DESCONFIO DOS POETAS. Dos que fazem do azar uma espécie de sorte. Dos que têm a mania de andar perdidos. Que persistem em não se encontrar. Tingidos de amargura. Alegria? Nenhuma. Só melancolia. Não se dão com pessoas. Só com cães ou gatos. Febris. Com tendência para os desamores. Felizmente, alguns são coloridos. Usam tons quentes. Palavras de cores fortes, primárias. Poetas iguais a pintores. PARA DELACROIX O INIMIGO DE TODA A PINTURA ERA O CINZA.
Elsa Alves, 71 anos, Vila Franca de Xira
Versos de Inês Lourenço e Jorge Sousa Braga
Desafio nº 35 – partindo de dois versos de autor

30/06/20

Margarida Fonseca Santos ― desafio 212


Um milagre guardado na esperança, foi assim que te senti quando chegaste, sorrateiro, e te instalaste no meu viver dorido, me ofereceste a tua amizade, o teu tempo para podermos perder-nos em conversas, num andar de segundos parado, vendo desfilar interesses comuns, sonhos partilhados, apaziguando mágoas que trazia dentro, crescendo então em nós a certeza da ausência de fim do que somos, mesmo se um dia apartados, nesses tão breves instantes entre a vida e o reencontro.
Margarida Fonseca Santos, 59 anos, Lisboa
Desafio nº 212 ― Frase de Valter Hugo Mãe

Fernanda Malhão ― desafio 43

O avô observava de longe a neta. A menina ajudava uma senhora que deixara cair tudo o que transportava com dificuldade. Aquele gesto comoveu o velho homem, olhando-a nos olhos disse-lhe que uma boa ação era como gota de água que cai na superfície de um lago, parece algo pequeno e sem importância, mas o seu poder espalha ondas do bem à sua volta a uma distância que dificilmente conseguiremos medir. Nunca mais esqueceu aquela bela lição.
Fernanda Malhão, 44 anos, Gondomar
Desafio nº 43 – imagem de uma gota a cair numa superfície lisa de água

Chica ― desafio 212

Ela esperou muito para se alimentar normalmente após grave doença a que foi acometida, em necrose intestino e cirurgia de retirada de cinquenta centímetros dele. Tempos difíceis aqueles. 
Sonhava em comer menarosto que acontecia no salão Capelinha de S. João, na noite de S. João, aniversário também do pai, que no nome tinha João. 
Contrariou médicos e, mesmo com hemorragias foi, comeu o desejado prato. 
Naquela noite, a doença se foi. Aconteceu um milagre guardado na esperança.
Chica, 70 anos Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil
Desafio nº 212 ― Frase de Valter Hugo Mãe

Rosélia Bezerra ― desafio 212

Um milagre guardado na esperança...
Confirma que se antecipará a bonança,
Espero na certeza do poder da ciência,
Não devo esmorecer, sem elegância.

Esperança, fonte de vida.

Às apalpadelas, em visões embaçadas,
Enchendo-me de coragem, fé sinceras,
Espero na convicção da temperança,
Não devo sucumbir, sem perseverança.

Esperança, força na lida.

Pelos vales verdes e campos cerrados,
Na imaginação, refrescantes e floridos,
Espero soluções imediatas que surgirão,
Não devo contristar meu pobre coração.

Esperança, firmeza de espírito.
Rosélia Bezerra, 65 anos, ES, Brasil

Celeste Bexiga ― desafio 18

Corri o RISCO de não passar no exame de DESENHO.
Correu tudo bem.
Sempre fiz bonecos nas aulas, passava o tempo a CRIAR as mais variadas coisas, janelas, carros, casas, sim, o que mais gostava era de casas.
Com o passar do tempo, tive a certeza que queria ser ARQUITECTO.
RÉGUAS sempre gostei delas, ajudavam-me no trabalho, apesar de me lembrarem as reguadas da primária.
As CANETAS eram de todas as cores, os LÁPIS também.
Sonho concretizado.
Celeste Bexiga, 68 anos, Alhandra
Desafio nº 203 risco + 6 palavras

Fernanda Malhão ― 42


Tinha sido um dia muito difícil, trazia nos ombros cansaço e desânimo, cada passo era uma superação. Ao chegar em casa, toca o seu telemóvel. Quando atendeu, logo um sorriso apareceu no seu rosto, o seu semblante ganhava cor, a seguir umas boas gargalhadas atiraram o peso que tinha nos ombros para o chão e aquela voz amiga do outro lado do telefone despediu-se a recomendar: AMANHÃ SERÁ UM NOVO DIA, TU PODES DEFINIR O RUMO LEVE!
Fernanda Malhão, 44 anos, Gondomar
Desafio nº 42 – frase com 5A, 5E, 5O, 3I e 3U, que dá o mote

Celeste Bexiga ― desafio 18

Avó
Com extrema tristeza, minha avó muito amada foi embora.
Chorei aquela velhinha....
Olhos azuis, bolsos cheios de rebuçados, para ela, e para as crianças.
Amava-me com ternura.
Pequenina, vestida de preto, como é hábito no Alentejo.
Os olhos brilhantes, faziam esquecer o preto da roupa.
O avô Zé, forreta.
Espertíssima fazia tudo como queria.
As vizinhas vinham pedir-lhe qualquer coisa, piscava o olho ― venham mais logo! ― elas sabiam que o avô Zé tinha chegado.
Saudade avó.
Celeste Bexiga, 68 anos, Alhandra
Desafio nº 18 – palavras proibidas: não que mas pois como verbos: estar + ser

Desafio nº 212

Voltemos aos livros.

Hoje, deixo-vos uma frase que terá de aparecer no início ou no fim do texto:

(Contos de Cães e Maus Lobos, Valter Hugo Mãe) 


Eu fiz assim:
Rosário P. Ribeiro, 63 anos, Lisboa
Desafio nº 212 ― Frase de Valter Hugo Mãe

28/06/20

Elsa Alves ― desafio 35

TENHO OS SINTOMAS TODOS:
medo dos outros e de mim,
especialmente.
Pelo menos, às vezes...
(vá lá, que não é sempre,
seria bem pior...).
Mas, por outro lado,
estranhamente,
preciso deles:
dos outros.
Só sou eu com eles...
(estranho, não é?
ou, talvez, não...).
Não me julguem sonhadora
ou até demente.
Defendo-me
da violência
apenas,
com as armas que tenho
ao meu dispôr.
Não hei-de deixar que
nenhuma dor
me impeça de viver.
Afinal
HABITO NA POSSIBILIDADE...
Elsa Alves, 71 anos, Vila Franca de Xira 
Versos de Ana Luísa Amaral e Emily Dickinson
Desafio nº 35 – partindo de dois versos de autor

Fernanda Malhão ― desafio 41


Devorava aqueles capítulos, saboreava cada detalhe do cenário, passavam na sua imaginação como uma câmara a filmar e a fazer zoom em cada pormenor. Conseguia ver todos movimentos delicados da personagem a fabricar os seus chocolates, sentia o perfume do chocolate derretido, chegava até a salivar como se estivesse a degustá-los. Criava uma enorme intimidade com as personagens, emocionava-se, ria-se, zangava-se. Sobretudo sentia-se inspirada a pôr também intenção nos seus cozinhados, a temperar mais a sua vida!
Fernanda Malhão, 44 anos, Gondomar 
Desafio nº 41 – a propósito do Dia do Livro

Elsa Alves ― desafio 34

“Em FRASES SIMPLES podes facilmente, CONTAR tudo aquilo que desejas. ACONSELHO-te, vivamente, a que PASSES a fazê-lo. ESQUECE textos complicados. PROCURA escrever em linguagem chã, sem te ATRAPALHARES com construções espalhafatosas." Era assim CONNOSCO. ACONTECIAM sempre estes seus conselhos... Paradas, em qualquer SÍTIO, em qualquer ESQUINA, a conversa ia, invariavelmente aí parar. Eu encostava-me ao seu OMBRO. Ela CONSOLAVA-me, "Não te estou a RALHAR,," dizia-me, PACIENTE. Mas, cá por dentro, eu, teimosa, só queria fazer o contrário...
Elsa Alves, 71 anos, Vila Franca de Xira
Desafio nº 34 – grelha de 16 palavras obrigatórias

Fernanda Malhão ― desafio 40

Um grande amigo de adolescência,  para os amigos. Naquela altura era um pouco tonto. Lembro-me quando estávamos sentados naquele toro da praça onde nos juntávamos com a malta, ele parecia um rei no seu trono a contar as suas peripécias e disparates, e nós todos ali em torno dele a rimo-nos! Hoje é um arquiteto de renome, foi morar para Toronto, fez lá o doutoramento. Agora em adulta, noto como podemos mudar ao longo da vida!
Fernanda Malhão, 44 anos, Gondomar
Desafio nº 40a partir de anagramas contendo as letras de Toronto

Daniela S ― desafio 41

Tenho imensa arte para dar e vender, mas não me dão muita importância, com o passar do tempo vou-me dando valor e aprendendo que se não fizer por mim, ninguém o fará, se não correr atrás do que quero, não chego a lado nenhum. Em cada arte expresso muito os meus sentimentos, a minha cultura e continuo com a minha deambulação maluca por cidades e tento observar como as pessoas lidam e observam a arte pura.
Daniela S., 18 anos, Escola Gustave Eiffel – Venda Nova, Turma 544, Leceia, prof. Isabel Fortunato
Desafio nº 41 – a propósito do Dia do Livro

Vitória V ― desafio 41

À medida que deambulava pelas ruas de Lisboa, vi que fosse para onde fosse que eu olhasse, via a arte e a cultura portuguesa por tudo o lado. 
Quanto mais observava a cidade, mais aquele sentimento de explorar florescia. Para mim, aquela era a cidade que mais me transmitia sentimentos e aprenderes, pena que não era assim para toda a gente que lá passava, que prestavam mais atenção às lojas do que davam valor aquela bela cidade.
Vitória V., 18 anos, Escola Gustave Eiffel – Venda Nova, Turma 544, Caneças, prof. Isabel Fortunato
Desafio nº 41 – a propósito do Dia do Livro

Diogo G ― desafio 41

Aprendi a observar a arte e cultura que me rodeia
Grande valor para quem faz parte dela
cada um colhe o que semeia
sinto que a vida é bela

Contente por partilharem o sentimento comigo
Aprender, o karma é meu amigo
mantem o equilíbrio
dia após dia deambulo sobre o paraíso

Dos bairros de Brooklyn
Aos bairros da Amadora 
Afrika Bambaataa surgiu com a ideia inovadora
dar valor às 6 vertentes, Hip Hop não é só smokin´
Diogo G., 16 anos, Escola Gustave Eiffel – Venda Nova, Turma 544, Amadora, prof. Isabel Fortunato
Desafio nº 41 – a propósito do Dia do Livro

Mafalda D ― desafio 41

Amadora, ela é uma cidade que para mim tem um sentimento especial, não só porque cresci aqui, mas como fiz amizades, levou-me a aprender várias coisas. Ao mesmo tempo que andava tempos por estas ruas, observava em todos os cantos a arte a sua cultura e até as pessoas que davam valor ao seu crescimento e no que se ela tornou, continuei com a minha deambulação para ver o quanto as pessoas desta cidade gostam dela. 
Mafalda D., 17 anos, Escola Gustave Eiffel – Venda Nova, Turma 544, Amadora, prof. Isabel Fortunato
Desafio nº 41 – a propósito do Dia do Livro

Gustavo S ― desafio 41

Estamos sempre a aprender, quer seja a observar ou até mesmo fazer arte, porque é com os nossos erros que conseguimos entender. 
Quando começamos a perceber do que nos rodeia, o nosso sentimento começa a ser diferente, começamos a ter uma outra perspetiva e a dar valor a tudo. Por mais que pensemos que estamos numa deambulação sem fim, no final do túnel há sempre uma nova aprendizagem e cultura.
Basicamente é o que nos faz viver.
Gustavo S., 17 anos, Escola Gustave Eiffel – Venda Nova, Turma 544, Amadora, prof. Isabel Fortunato
Desafio nº 41 – a propósito do Dia do Livro

O grande pato ― desafio 41

Casa, local construído à base de gostos pessoais e cultura, onde esculturas de gato são arte, cada canto da casa tem de estar cheio de objetos sentimentais que mais cedo ou mais tarde vais vender, finalmente aprendes, que tens de dar valor ao uso de eletricidade e água, olha “pra” conta deste mês, como exemplo, e se com sorte tiveres uma janela, podes observar os pássaros a deambular na direção da ração do teu animal de estimação.
O grande Pato, 17 anos, Escola Gustave Eiffel – Venda Nova, Turma 544, Jana, prof. Isabel Fortunato
Desafio nº 41 – a propósito do Dia do Livro

Ana R ― desafio 41

Ia eu percorrendo as ruas de Sintra.
Observando e deambulando a linda e única arte urbana nas paredes de certos bairros.
É um sentimento e uma imaginação inexplicável, de pouca compreensão dos grandes.
É uma cultura que se expõe a mim, a ti e ao mundo.
Porque serão poucos os que dão valor?
Talvez com medo da triste realidade que representa, que os representa.
Aprendendo e aceitando, cada um se sentirá parte deste próprio e único mundo. 
Ana R., 18 anos, Escola Gustave Eiffel – Venda Nova, Turma 544, Massamá, prof. Isabel Fortunato
Desafio nº 41 – a propósito do Dia do Livro

Daniel S ― desafio 41

Houve uma altura em que eu queria aprender tudo sobre arte e a cultura de países diferentes, mas com o tempo fui perdendo o interesse da minha grande deambulação sobre o assunto.
sentimento de curiosidade e de querer explorar desapareceram, agora tudo que eu queria, era observar como as pessoas evoluíam, se comportavam, se davam valor, a quem lhes importavam em situações de crise ou que fariam para sobreviver.
Acho que tenho visto demasiados filmes pós apocalípticos.
Daniel S., 17 anos, Escola Gustave Eiffel – Venda Nova, Turma 544, Queluz, prof. Isabel Fortunato
Desafio nº 41 – a propósito do Dia do Livro

Marta R ― desafio 4

Antigamente eu observava a arte e a cultura de muito perto, sempre me fascinou, o porquê não sei, só sei que o sentimento que carrego é pura paixão, quando falo disso, sinto vontade de aprender mais e mais.
Muita gente não percebia o que eu sentia com aquilo, mas eu continuei com a minha deambulação, o meu fascínio era tão grande, que não me davam valor.
Para mim, ver aquilo, trazia-me uma grande felicidade.
Marta R, 19 anos, Escola Gustave Eiffel – Venda Nova, Turma 544, Casal-Novo - Caneças, prof. Isabel Fortunato
Desafio nº 41 – a propósito do Dia do Livro

Rosibel N ― desafio 41

Encontro-me só, a deambular pelas ruas,
E com os meus dois olhos de marioneta
Observo as suas estruturas,
Tendo de cada detalhe o significado de ser lisboeta.

Todas elas transbordam artes,
Esbeltas e arrebatadoras que lá me prende
Ao sentimento dos que passaram antes
Como se me dissessem, criança olha e aprende.

Vejo tudo além das culturas,
E tudo o que as pessoas dão valor
 sem se deixar levar pelas ruturas,
mantendo vivo todo o seu calor.
ROSIBEL N., 19 anos, Escola Gustave Eiffel – Venda Nova, Turma 544, Amadora, prof. Isabel Fortunato
Desafio nº 41 – a propósito do Dia do Livro

Bruno N ― desafio 41

Moro nesta vila mais de 10 anos, e enquanto atravesso as suas ruas, observo tudo à minha volta e prevalece um sentimento de paz, enquanto deambulo. A cultura da minha vila não é muito relevante, mas no que toca à arte, está cheia dela. Paredes pintadas com graffitis trabalhados e azulejos detalhados no chão. Dou valor a este tipo de arte, porque aprendi com vários comentários, que a arte, seja boa ou má, será sempre criticada.
Bruno N., 18 anos, Escola Gustave Eiffel – Venda Nova, Turma 544, Carnaxide, prof. Isabel Fortunato
Desafio nº 41 – a propósito do Dia do Livro

Mariana G ― desafio 41


Foi ao observar 
Cada sentimento que me descreveste,
As pequenas coisas que me fizeste dar valor.
Que amar é arte,
Uma arte incompreensível.
Aprendi contigo várias coisas,
Sobre várias culturas, costumes, comidas.
Contigo a deambulação não era enfadonha,
O tempo era relativo 
Porque parecia infinito.
Mas nem tudo é um mar de rosas
E nós não fomos uma exceção.
Mariana G., 18 anos, Escola Gustave Eiffel – Venda Nova, Turma 544, Quinta do Anjo, prof. Isabel Fortunato
Desafio nº 41 – a propósito do Dia do Livro

Marta S ― desafio 41

A pé pela floresta de Sintra, quase a chegar à Peninha, observo o verde das árvores, das ervas daninhas, muitas delas com geada e a calmaria daquele lugar, o sentimento de felicidade, o zen, que só quem gosta da natureza sabe dar valor. Deambulando até à entrada da Ermida de São Saturnino, tudo estava em ruínas, apenas a estrutura estava inteira, sem os azulejos, apenas o ambiente da arte e cultura, que eu aprendera antes, lá estava. 
Marta S., 18 anos, Escola Gustave Eiffel – Venda Nova, Turma 544, Tapada das Mercês, prof. Isabel Fortunato
Desafio nº 41 – a propósito do Dia do Livro

Gaspar F ― desafio 41

A situação em que vivemos atualmente, tem sido difícil para todos nós. Aprendemos a relacionarmo-nos à distância, o que vai contra a nossa cultura de seres sociais, uma arte que tivemos de desenvolver.
Quando estamos em deambulação pelos passeios vazios e observamos o que se passa à nossa volta, é que damos valor ao tempo em que podíamos estar com os amigos.
É um sentimento de medo e de revolta, por não podermos fazer o que queremos.
Gaspar F., 18 anos, Escola Gustave Eiffel – Venda Nova, Turma 544, Areeiro, prof. Isabel Fortunato
Desafio nº 41 – a propósito do Dia do Livro

Íris F ― desafio 41

Há alguns anos atrás viajei até à Madeira onde tenho família, consegui observar coisas maravilhosas, desde o momento que acordava e abria a janela e conseguia ver o Funchal todo. Passava os dias inteiros a deambular naquelas ruas cheias de arte e cultura. Naqueles dias que lá passei, aprendi a dar valor a pequenas coisas e aprendi também a fazer a famosa poncha de vários sabores. Não consigo explicar o meu tamanho sentimento por aquela maravilhosa ilha. 
Íris F., 17 anos, Escola Gustave Eiffel – Venda Nova, Rio de Mouro, Turma 544, prof. Isabel Fortunato
Desafio nº 41 – a propósito do Dia do Livro

26/06/20

Diogo D ― desafio 130


― Ai rica espiga esta que deus me deu! Este pão é tão bom, mas faz tão mal à saúde.
― Oh mulher, quem te disse isso? ― resmungou o marido.
― O médico, disse que fazia engordar e piorar os diabetes ― responde a mulher triste.
― Faz lá mal agora! Onde é que já se viu pão a fazer mal, mulher, pão é vida! Estes médicos de hoje em dia não sabem de nada! Só falam em esperança média de vida!
Diogo D., 16 anos, prof Adelaide Passarinho
Desafio nº 130 ― de espiga a esperança

Isabel Fortunato ― desafio 41

Enquanto percorria as ruas de Lisboa, observava tudo à minha volta , o meu sentimento e imaginação recuaram no tempo, onde a arte e a cultura eram as palavras de ordem, davam valor ao crescimento e evolução do país. Sinto como se por mim passassem cavalos e carruagens, escutava conversas aqui e ali, crianças brincavam e riam, que bons tempos. Eu continuei a minha deambulação frenética para aprender mais sobre a minha cidade. Observava, quieta, a vida.
Isabel Fortunato
Desafio nº 41 – a propósito do Dia do Livro

Elsa Alves ― desafio 32

― Diga?!? 33??? Deve ser p'rá direita. Do outro lado da rua...
― Do outro lado?
― Repare: daqui são os números pares. Portanto, os ímpares são do outro lado. Deve ser muito perto. Já no próximo quarteirão, talvez.  É uma casa particular? Ou um estabelecimento comercial?
― Sei lá, menina!!! O nome do destinatário não é português... Nem são as nossas letras... Veja...
― Ora... É o restaurante grego, do senhor Domenikus...
― Não havia eu de estar a ver-me grego... Obrigado!
Elsa Alves, 71 anos, Vila Franca de Xira
Desafio nº 33 – Pegando em “Diga 33”, ou qualquer outra versão do 33

Fernanda Malhão ― desafio 39

O menino Alexandre estava todo entusiasmado, nas férias da Páscoa iria fazer com os primos uma caça ao tesouro na casa da aldeia. A sua imaginação começou logo a trabalhar, o que seria o tal tesouro? Um baú cheio de moedas? Uma caixa com muitos brinquedos? Se fosse Legos já ficaria muito contente. Astuto e motivado foi o primeiro a encontrar!
Oh, afinal era só um ovo de Páscoa! Que desilusão, pois ele não gostava de chocolates.
Fernanda Malhão, 44 anos, Gondomar
Desafio n.º 39 história que contém a frase: “Afinal, era só um ovo de Páscoa”