31/12/20

Fernanda Malhão – desafio RS 6

Soava o balalão dos sinos na noite escura em que o vento uivava como se estivesse a anunciar que algo macabro. A equipa de investigação entrou armada e com toda a cautela pela cave do suspeito. O que encontraram foi destroçador. Corpos embalsamados, na parede pregadas fotos de canibalismo! Que homem com uma mente tão doente faria aquilo? E com que finalidade? Encontraram um diário com o título: “Mensagens psicografadas” Pensavam que isso só acontecia nos filmes!

Fernanda Malhão, 44 anos, Gondomar

Desafio RS nº 6 – palavras tiradas à sorte do dicionário

Arlene Nunes – desafio 230

Numa viagem pelo tempo, encontrei o 2020; escuro e de feitio difícil. Apresentou-me o círculo que me disse, ao ouvido sorrindo, que as nossas preces vão ser ouvidas. O quadrado feliz afirmou que em quadrados isolados não mais vamos estar. O triângulo referiu que os momentos não vão ter que ser somente a três. Enfrentar o bicho e abraçar-nos sem fim foi o desejo do retângulo que, chorando de emoção, gritou Que Viva ao 2021.

Arlene Nunes, 31 anos

Desafio nº 230 – uma viagem com geometria

Fernanda Malhão – desafio 230

O Sr. Triângulo cansado do triângulo amoroso em que vivia, foi viajar pelo mundo a procura de novas formas. Passou pelas pirâmides do Egipto, pelo triângulo das Bermudas até ao Pentágono foi! Percebeu que era na conjugação de várias formas que apareciam os padrões mais bonitos, e que a sua forma de viver tinha sido até então muito rígida. Abriu a sua mente e transformou-se numa linha poligonal, mais feliz e capaz de se adaptar as situações!

Fernanda Malhão, 44 anos, Gondomar

Desafio nº 230 – uma viagem com geometria

Carlos Alberto Silva – desafio 230

O comboio da desgraça
As doze carruagens do comboio 2020 estavam apinhadas. Na primeira, iam as chamadas «pessoas quadradas», na segunda, donzelas de rosto oval, na terceira, gordos de pança esférica. E assim sucessivamente, até à última, onde dormitavam alguns funcionários do Pentágono.
Era grande a reinação, quando se ouviu uma chiadeira medonha e a composição estacou. Atropelara uma vaquinha que ruminava no meio da via. Vários passageiros protestaram logo:
– Não há viagem em que não aconteça alguma desgraça. Maldito 2020.
Carlos Alberto Silva, 62 anos, Leiria

Desafio nº 230 – uma viagem com geometria

Ana Paula Oliveira – clube desafia-te! SL 13

O Z zangou-se. E a vingança foi terrível. Instaurou uma ditadura no alfabeto e, na tomada de posse, declarou:

– O S e o X roubaram-me! Avizo que, desde hoje, só passará no ezame quem me uzar como mereço. Não quero zaragatas! Nem zangas! Nem surprezas! Quero ezibir-me com êzito! Mostrar toda a minha beleza! Quem zelar pela ordem será um bom ezemplo e ezaltado nos melhores prontuários. Os outros? Azar! Irão bazar para o ezílio! Em ziguezague!

Ana Paula Oliveira, 60 anos, S. João da Madeira

Clube Desafia-te – SL 13

Dulce Ribeiro – desafio 35

Derrubou os poderosos dos seus tronos e exaltou os humildes, sua Mãe avisou-nos, mostrando o esplendor da sua Luz a três crianças. Eram amadas no Céu e provadas pela Terra, tal como o seu amado filho.   

Muitos duvidaram dos pequeninos. Agora, muitos ainda não acreditam. Fazem milagres a quem os invoca, mostrando o poder do seu amor a todos aqueles que veem o invisível.  

Na sua santa presença, jamais questionaremos, vemos, ouvimos e lemos, não podemos ignorar.  

Dulce Ribeiro, 39 anos, Lisboa
Desafio nº 35 – partindo de dois versos de autor 

São Lucas 1:52 – “Derrubou os poderosos dos seus tronos e exaltou os humildes” 

Sophia de Mello Breyner Andersen – "Vemos, ouvimos e lemos, não podemos ignorar"

30/12/20

Helena Rosinha – desafio 227

A substituição

Olharam-se. Mediram-se. Um, já gasto, preparava a saída; o novo ansiava pela hora de o substituir.  Sem preconceitos, sem demoras. Nem sequer o incomodava que o lugar ainda estivesse quente. Há quem não consiga sentar-se, de imediato, numa cadeira de onde alguém se levantou. Nos transportes esperam, de pé, que o assento arrefeça. Não era o caso. Sabia-se desejado, por isso, apressava-se a expulsar aquele que tanto sofrimento causara. Entrava determinado e prometia ser um bom ano.

Helena Rosinha, 68 anos, Vila Franca de Xira

Desafio nº 227 – 2 perfis, 2 personagens

Maria Silvéria dos Mártires – desafio 230

Viajo numa circunferência 

Sobre um trapézio escaleno 

Muito grande e nada pequeno 

Cujos lados são todos desiguais. 

Viajo dando a volta à terra 

Que bonitas paisagens encerra 

Também lá figura um quadrado 

Cujos lados são todos iguais. 

Que divido com uma serra 

E ficam dois triângulos retângulos  

Que são duas caixas para pardais 

Que cantam para nos animarem. 

E num barquinho de forma hexagonal 

Entoam melodias de som belo divinal 

E clamam para deles muito gostarem. 

Maria Silvéria dos Mártires, Lisboa

Desafio nº 230 – uma viagem com geometria

Inês J – clube desafia-te! TC 13

Na véspera de Halloween, depois de uma escola encerrar, entrou uma estranha mulher pela porta, com uma varinha mágica. Misteriosamente, depois de sair, os objetos ganharam vida. De forma maléfica, começaram a riscar paredes, cadeiras, a rasgar livros, cadernos e a saltar em cima das mesas. 

O compasso e a régua, líderes deste gangue, deram ordem para iniciar um ataque às pessoas da cidade. Dirigiram-se ao centro da cidade e instalou-se o CAOS. Quem os poderá travar? 

Inês J,12 anos, 7.º B, Escola Secundária Pinhal do Rei, Marinha Grande, prof Rosa Miranda

Clube Desafia-te – TC 13

Inês J – desafio 20

Aníbal é um burro que come dióspiros e framboesasGosta de hipopótamosiguanas e joaninhas. Logo pela manhã, na quinta ouvem-se os passarinhos e Aníbal quando acorda, rebola e salta de tanta vibração, Xás Zás.

Zé, Xavier e Vasco fizeram uma festa surpresa. Rapidamente Zé tinha que planear o número de convidados. Mas logo veio Joaquim e Inácio para ajudar.

–  groselha e framboesas? – pergunta Aníbal.

– Evidente que há! – diz Joaquim.

– Como sempre, bons amigos, não se esqueceram!

Inês J, 12 anos, 7.º B, Escola Secundária Pinhal do Rei, Marinha Grande, prof Rosa Miranda

Desafio nº 20 – usar o alfabeto duas vezes no início das palavras e por ordem! Uma vez certo, outra ao contrário

Laura P – desafio 20

A Bárbara chora por causa do elefante falso que a Gabriela lhe deu e caiu no chão. 

Hoje, ela ia jantar  a casa da mãe... mas a tristeza era tanta que não quis ir. No dia seguinte, já tudo estava melhor: a Olivia deu-lhe flores, o Pedro deu-lhe um bolo quentinho e a Rita soprou lhe um beijinho, tudo passou, e à noite decidiu ver um dos seus filmes favoritos: os Vingadores… um clássico! 

Laura P, 12 anos, 7.º A - Escola Secundária Pinhal do Rei, Marinha Grande, prof Rosa Miranda

Desafio nº 20 – usar o alfabeto duas vezes no início das palavras e por ordem! Uma vez certo, outra ao contrário (uma vez)

Miguel S – desafio 215

O trabalhador da fábrica do vidro sai de casa e vai para a fábrica onde está sempre a manter distância dos fornos. Quando faz os testes ao vidro coloca luvas, mas caso ele se queime, é notícia em todos os telejornais portugueses. Se for fazer manutenção aos fornos ele coloca máscara e faz o que for preciso. Depois vai para casa ter com o filho e a esposa, lava as mãos, vai comer e depois vai dormir. 

Miguel S, 12 anos, 7.º B, Escola Secundária Pinhal do Rei, Marinha Grande, prof Rosa Miranda

Desafio nº 215 – 7 palavras obrigatórias

Inês J – desafio 215

Há muitos anos surgiu um fenómeno que deixou o Mundo em choque. Foi notícia em todos os canais; era algo invulgar e os cientistas não sabiam explicar. 

caso foi estudado por investigadores e apenas se sabia que ao tocar com as mãos nas árvores, estas libertavam uma substância que os humanos não podiam inalar porque imediatamente começavam a chorar. Os cientistas fizeram testes e concluíram que o melhor era usar máscara e manter distância das árvores.

Inês J, 12 anos, 7.º B, Escola Secundária Pinhal do Rei, Marinha Grande, prof Rosa Miranda

Desafio nº 215 – 7 palavras obrigatórias

Olga Cristina Hernández – desafio 221

Escandaloso ou deverei dizer ego guloso? Como ousa este círculo, todo ele sinal de proibido, vir-se assim encostar a nós: linhas tão retas, corretas e até paralelas? Convoquem-se um a um os magos e castigue-se o intruso círculo férreo! Se o não puderem daqui tirar com rezas, mezinhas e outras crendices de curandeiro, os esconjuros o farão evolar-se sem mais demoras nem falinhas mansas…! «Pelos dentes de mula velha e sementes de arruda queimada, tirem-no desta estrada!»

Olga Cristina Hernández, 52 anos Tondela 

Desafio nº 221 – imagem da passadeira

Rosélia Bezerra – desafio 230

Passagem de ano à vista!

O astral estava elevado ao cubo.

Combinaram triângulo e retângulo de saírem do quadrado.

Foi uma volta além da esfera onde viviam.

Losango pensava no piquenique na praia, debaixo dum coqueiro num cenário onde frestas de sol invadiam espaços numa Ala deles.

Hexágono tom água de coco geladinha à entrada do local.

Os figurantes queriam começar novo ano de forma dimensional.

Estavam decepcionados: não puderam ser usados no ano letivo. Recomeçaram geometricamente.

Rosélia Bezerra, 65 anos, ES, Brasil

Desafio nº 230 – uma viagem com geometria

Publicado aqui: https://espiritual-amizade.blogspot.com/2020/12/viagem-esferica.html 

Chica – desafio 230

Seria uma bela viagem naquela noite de fim de ano.
A Sra. QUADRADA permitiu que lhe pintassem de verde. Levaria a esperança em cada ÂNGULO. Já seu amigo Sr. CÍRCULO, não se preocupava com a cor.
Bastava fosse docemente recheado. Assim os olhos das gulosas saltariam.
E assim, de repente, tal foi o assédio aos bombons que carregava, que foi formado um TRIÂNGULO amoroso e a viagem noturna acabou nada bem! Até pedaço seu RAIO foi arrancado!

Chica, 70 anos Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil 

Desafio nº 230 – uma viagem com geometria

Publicado aqui: https://chicabrincadepoesia.blogspot.com/2020/12/bafafa-na-geometria.html

Toninho – desafio 229

Cura teus olhos, que te faz guloso sem escrúpulos. Conscientize de tua parcela na roda do teu desperdício. Vive-se como ruminante sem estômago para tanto.

Desperdiça tudo com teus olhos desmedidos, para o exagerado consumo, com um estômago de avestruz. Mas que não digere nada e sobra no prato, na panela.

Teu lixo de cada dia afronta milhões de pessoas, que clamam pela tua mínima sobra de solidariedade, pois esta poderá amenizar a fome estampada nas ruas.

Toninho, 64 anos, Salvador-Bahia, Brasil

Desafio nº 229 – não ao desperdício

Publicado aqui: mineirinho-passaredo.blogspot

Prazeres Sousa – sem desafio

Caminho agressivo… percorrido.

Tantas pequenas coisas a luzirem como pétalas de ouro. No olhar, um cálice de lágrimas adormecidas. 

Percorre o sabor da saudade. 

Insisto na orientação dos sinais, para além de toda a nostalgia.  

Insisto em qualquer coisa amável, mais remota que o mundo. 

Fica o silêncio e a inquietude da noite. O murmúrio dos ecos, o levantar das folhas de encontro à brisa, ou a visão do sol, que se dilui na claridade da noite.  

Prazeres Sousa, Lisboa

Desafio nº 230

Para o desafio de hoje, existem duas condicionantes, bem divertidas, por sinal.

Primeiro de tudo, o texto tem de ser acerca de uma viagem, a que quiserem.

Em segundo lugar, as personagens são figuras geométricas, sejam elas planas ou tridimensionais, fica ao vosso critério. 

Que tal?

 

Eu escrevi assim:

O círculo disfarçara-se de linha finita para embarcar em 2021. Não queria ficar para trás e depois ir à boleia de arestas secantes, cheias de obstáculos.

Foi assim que, já de frente para o horizonte, se viu acompanhado por um cubo tímido, sonhador. Este queria ser, no ano novo, um símbolo. Logo o círculo lhe propôs uma parceria: seriam o logo do centro de meditação Cubo Circulante. A ideia, muito apreciada assim que arrancou, mudou o mundo.

Margarida Fonseca Santos, 60 anos, Lisboa

Desafio nº 230 – uma viagem com geometria

28/12/20

Olga Cristina Hernández – desafio 213

As perguntas desfiavam-se tal e qual rosário: Estivera sempre ali? Porquê os ovalados e escuros olhos rodeados por incomuns aquelas incomuns olheiras? Qual seria o motivo do sorriso sem dentes que terminava nas orelhas inexistentes? Ali estava ela, imóvel, mas em tudo expectante, quase graciosa. Poisei o pé direito e depois o esquerdo, tapei-a com o tapete. Seria o nosso segredo. A Madeiridosa de sua graça tinha ganhado vida ao puxar o lustro do chão. Bendita cera!

Olga Cristina Hernández, 52 anos Tondela 

Desafio nº 213 – imagem de madeira

Isabel Lopo – desafio 229

– Amigo Bolo Rei – diz o Peru –, desta vez mal te tocaram. Sem brindes, nem favas, perdeste a Graça.

– A culpada é a Rainha, agora na moda....

– Vais acabar em torradas...

– É bem melhor do que ser a ceia do cão. Com esses ossos todos...

– Tenho uma ideia – retorque o Peru –, e se nos metêssemos no saco da empregada? Com tantos filhos era fixe... Sempre era um Natal mais digno para nós!

Assim foi. Muita alegria, pouco desperdício...

Isabel Lopo, Alentejo

Desafio nº 229 – não ao desperdício

Ana Moreira – desafio 228

Sem nada dentro  

Oco, vazio, poeirento 

Sem memória  

Sem sentimento… 

Sem nada dentro 

Sem lágrima, sem dor 

Sem gargalhadas 

Sem sorrisos, sem amor… 

Sem nada dentro 

Sem passado, sem presente 

Sem querer saber do futuro 

Frio e ausente… 

Sem nada dentro 

No tempo, estagnado 

Sem ida, nem volta 

Em si fechado… 

Parece sem nada dentro 

Mas o nada tudo pode ser 

Alguém que estenda a mão 

E que não o deixe esquecer 

De como é bom viver!

Ana Moreira, 32 anos, Beja

Desafio nº 228 – «sem nada dentro»

Maria Inês – desafio 5

No fundo do mar há brancos pavores 

No barco os corajosos navegadores preparam-se para mergulhar até ao 

fundo do mar. Há muito que procuram a cobiçada arca 

do tesouro, que está protegida por animais nas profundezas do  

mar e que ainda ninguém conseguiu encontrar. Fogem apavorados porque 

 anémonas, cavalos-marinhos, caranguejos, polvos, baleias, tubarões e outros peixes 

brancos, negros e sarapintados. Alguns são tão assustadores que causam 

pavores aos exploradores, principalmente as grandes moreias de diferentes cores. 

Maria Inês, 27 anos, Coimbra

Sophia de Mello Breyner Andresen do livro «Poesia» (1944) – «No fundo do mar há brancos pavores»

Desafio nº 5 – frase de sete palavras, cada palavra está depois de 10 em 10 palavras

Maria Inês – desafio 56

– Mamã, um lobo entroncado, escuro como as trevas, tentou arrancar-me uma asa – disse o pequeno pato, magoado. 

– Como estás alterado! Toma as poções e não as vertas. Eu tinha alertado que o bosque tem muitos perigos. Um caçador mau podia ter-te encontrado

– Eu dedico muito tempo a procurar abrigos. Tenho várias opções e umas traves de madeira com que me tapo

– Não voltas ao bosque. Eu é que decido.  

– Mamã, mas eu já sou um pato crescido...  

Maria Inês, 27 anos, Coimbra

Desafio nº 56 – usar 14 anagramas insólitos e divertidos

Helena Rosinha – desafio 229

Entregas

Quando, quase meia-noite, bateram à porta e abrimos, nem queríamos acreditar: a Luisinha vinha pela mão dum mendigo. “Está entregue!” E desapareceu. Inquietos, quisemos saber o que acontecera, por que não estava na cama.  Ela explicou então como, lida a história, fingira adormecer. Depois, na cozinha, recolheu as sobras das travessas e foi entregar tudo àquele senhor que vive debaixo do viaduto. A professora dissera-lhes que há pessoas com fome e não se deve mandar comida fora.

Helena Rosinha, 68 anos, Vila Franca de Xira

Desafio nº 229 – não ao desperdício

26/12/20

Maria Silvéria dos Mártires - desafio 28

Eu sou o pai Natal 

E trago muitas prendas 

Para ofertar a todas as amigas. 

São todas diferentes, nenhuma é igual. 

Para a escritora Margarida uma camisa de rendas 

Com bordados em branco e azul cor do céu celestial. 

Para quem gostar eu canto hinos e bonitas cantigas 

Que falam de Virgem Maria e de Jesus na manjedoura. 

Jesus a todas nós no Seu coração nos abriga 

Ele nos protege e a nossa vida ilumina e doura. 

Maria Silvéria dos Mártires, 73 anos, Lisboa

Desafios nº 28 e 29 – Natal e Passagem de Ano

23/12/20

Fernanda Malhão – desafio 229

“Descascar mais e desembalar menos”, o lema para a alimentação do próximo ano. Um projeto de família, preparar a terra, plantar, cuidar, ver nascer, cuidar, ver crescer, colher, comer em família e partilhar com quem não tem. É isso que me faz sentido neste momento. Evitar o desperdício, o que é da terra volta a terra para que a terra continue fértil! Todos podemos fazer algo para travar o desperdício, comece por pensar antes de comprar... simples!

Fernanda Malhão, 44 anos, Gondomar

Desafio nº 229 – não ao desperdício

22/12/20

Vera M – desafio RS 11

Rosa negra, és única nos mais belos jardins do grande mundo.

Em qualquer local, tu, única rosa negra, brilhar, chamando a atenção.

Rosa negra, és tão bela, sempre comparável ao Céu noturno estrelado.

Dar uma bela prenda, talvez não haja melhor que rosa negra.

Rosa negra, só de te ver o meu dia fica sorridente.

Tens o melhor perfume, rosa negra, toda a gente o quer.

Rosa negra, a mais misteriosa das rosas pela cor e perfume

Vera M, 18 anos, EPADRC Alcobaça, prof Fernanda Duarte

Desafio RS nº 11 – 7 frases de 11 palavras, sempre com uma palavra repetida

Micaela C – desafios 28 e 29

A tua solidariedade, Rafaela, tem-me marcado em todos os momentos importantes.

Rafaela, a tua companhia é imprescindível em toda a minha evolução.

Por vezes, pareces mais do que uma irmã, minha querida, Rafaela.

Nas quadras festivas, tu és a minha companheira de responsabilidades, Rafaela.

Rafaela, vou sentir-me muito feliz em acompanhar-te nesta ida a Lisboa.

Rafaela, vamos encontrar-nos com a nossa tia e fazê-la muito feliz.

Espero, Rafaela, estarmos todos juntos neste Natal tão diferente, surpreendente, entusiasticamente. 

Micaela C, 18 anos, EPADRC, prof. Fernanda Duarte

Desafios nº 28 e 29 – Natal e Passagem de Ano

Theo De Bakkere – desafio 229

No primeiro dia do janeiro houve

António o varredor de ruas iniciou o trabalho como de costume às sete. Deu resignado um suspiro, copos, latas e garrafas de champanhe largados nos passeios. No primeiro dia do janeiro houve a máxima desordem. Os caixotes de lixo estavam cheios.

Antigamente, as pessoas nunca deitariam fora comida. Passando o Lidl ouviu atividades na imundice dos contentores.

Não era um gato, nem texugo. Não sabia o quê! Mas engolia todos os sobejos achados.

Ai, Jesus! Era um sem-abrigo.

Theo De Bakkere, 69 anos, Antuérpia-Bélgica

Desafio nº 229 – não ao desperdício

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Natalina Marques – desafio 229

– Mariana, desliga o telemóvel. A comida arrefece, e depois não comes com a desculpa que está fria.

– Desculpa, avó, já desliguei.

– E tu, Miguelinho, tens mais olhos que barriga? Enches o prato, e depois deixas ficar metade que vai para o lixo. Há muitos meninos que queriam um pouquinho de comida e não têm, por isso não gosto de desperdiçar comida.

– Ai, avó, claro que tenho mais olhos que barriga. Olhos, tenho dois. Barriga, só tenho uma.

Natalina Marques, 61 anos, Palmela

Desafio nº 229 – não ao desperdício

21/12/20

Sofia Sobral Ramos – desafio 228

Subiu as escadas de rompante, contendo as lágrimas.

– Vives sem nada dentro, pensas sem nada dentro! Acorda! – vociferou-lhe essas palavras, por mais uma negativa…

Fugiu para o quarto e chorou, como há muito não chorava. Porquê é que ele agora a tratava assim? Não tinha culpa, também sofria muito com o desaparecimento dela. Isso sim fazia senti-la sem nada dentro. Só um vazio. A perda de quem nos deu vida pode deixar-nos a todos sem nada dentro…

Sofia Sobral Ramos42 anosCoimbra

Desafio nº 228 – «sem nada dentro»

20/12/20

Fernanda Malhão – desafio RS 5

Tinha um negócio obscuro, as transações nunca eram transparentes, havia sempre mistério. O certo é que transformou um negócio de garagem em algo lucrativo. No ano transato, mudou de casa e de carro. Sabia que eu estava em apuros, pensei em ligar, mas ele antecipou-se, transmissão de pensamentos? Aceitei ajuda, pensando que seria apenas um período de transição. Transmutei totalmente a minha visão acerca dele e dos seus negócios. Como é fácil julgar quando vemos de fora!

Fernanda Malhão, 44 anos, Gondomar

Desafio RS nº 5 – 7 palavras com TRANS–– (no início, não necessariamente prefixo)

Rosélia Bezerra – desafio 229

Vivemos tempo onde precisamos reciclar, reaproveitar, inovar.

Quando vamos à roça, nada desperdiçamos. Não tem padaria, come-se coisas caseiras, repete-se até acabar. 

Fazemos questão de conservar este modo de viver

Legumes do almoço são transformados em sopa no jantar. Pão dormido esquenta-se na frigideira e fica com gostinho delicioso.

Lógico que pode-se levar mantimentos da cidade, mas comer aipim tirado da raiz na terra não tem preço.

Por aí vai: macarronada pode virar torta.

É questão de consciência!

Rosélia Bezerra, 65 anos, ES, Brasil

Desafio nº 229 – não ao desperdício

Publicado aqui: https://espiritual-amizade.blogspot.com/2020/12/vida-simples.html

Fernanda Malhão – desafio RS 4

Dançava pela vida, pois a dança dava leveza à sua alma. Também declamava poesia, e às vezes declamava poesia a dançar. Tinha decidido dedicar a sua vida às artes performativas. Todos debocharam dela. Desiludida e decepcionada com estas atitudes, não desistiu dos seus sonhos. Mas não demorou muito até seus sonhos demolirem, os sonhos deformavam-se perante a realidade. Nunca deixou as artes, mas descartou a hipótese de depender somente desse rendimento e delineou outras formas de sobrevivência.

Fernanda Malhão, 44 anos, Gondomar

Desafio RS nº 4 – todos os verbos com uma destas letras O, L ou D (só uma!)

Fernanda Costa – desafio RS 11

Jesus irá nascer nos corações humildes que o sonham, acreditando nele.

Jesus olhará ternamente aqueles que anseiam pelos doces sorrisos de alma.

Jesus irá nascer nos corações transparentes que seguem a sua verdade.

Jesus abraçará aqueles que lhe oferecem lágrimas, em noites de invernia.

Jesus ouvirá todos aqueles que lhe imploram justiça, amando-os e confortando-os.

Jesus desenhará em todos os rostos um sorriso de carinho divino.

Jesus irá amparar todas as cruzes, tal como Simão de Sirene.

Fernanda Costa, 59 anos, Alcobaça

Desafio RS nº 11 – 7 frases de 11 palavras, sempre com uma palavra repetida

Desafio nº 229

No Natal é normal sobrar comida, aliás, o costume é comermos roupa velha com as sobras da ceia de Natal. 

O certo é que durante todo o ano há muitas sobras que não acabam na panela, mas sim no lixo e isto não pode continuar: temos de arranjar maneira de aproveitar em vez de desperdiçar, ou vamos continuar a fazer infelizes muitas e muitas sobras por esse mundo fora (para já não falar do planeta e das pessoas). 

Vamos a isto?

 

Já escrevi o meu:

 – Onde é que já se viu? Aqui metida com uma casca de banana, neste lugar escuro, húmido e mal cheiroso!

 – Desculpe lá a desfeita, senhora casca de ananás dos Açores!

 – Vamos lá controlar as queixas que eu começo a fermentar de raiva e não é nada bom para ninguém. Eu, que podia ter acabado no forno a gratinar por cima de um purezinho de batata bem gostoso...

 – Alguém disse batata? Será que me vão resgatar do lixo?

Paula Isidoro, Salamanca

Desafio nº 229 – não ao desperdício

17/12/20

Fernanda Malhão – desafio RS 3

Já ansiava há muito fazer caminhadas pelas montanhas. Finalmente encontrou tempo e a companhia perfeita. Tinha a noção que estava um pouco forma de forma, mas nunca pensou que seria tão difícil. Para ajudar, o dia estava abrasador e já tinha bebido toda a água que levara. O guia conduziu o grupo até um riacho na tentativa de abastecerem-se de água, mas em vão, como bem diz o provérbio: água de julho no rio não faz barulho.

Fernanda Malhão, 44 anos, Gondomar

Desafio RS nº 3 – um dos provérbios dados no fim

Elsa Alves – desafio 172

Que pesadelo!

Como viera parar àquele hotel luxuoso? Bem recordada estava da queda, nas escadas. Inacreditável! Um rato atravessara-se, à sua frente. Entorse numa perna. Uma febre altíssima. A

Delirando, transformava as flores do papel de parede em medusas perigosas. Abanava-se com um leque para baixar a temperatura. A terapeuta massajava-lhe a perna com um óleo fragrante, recomendando-lhe que não fizesse força. Fazia-a sentir uma hóspede especial. Mas, o seu pensamento era só um: a fuga. Nunca mais ali voltaria.

Elsa Alves, 72 anos, Vila Franca de Xira

Desafio nº 172 ― 10 palavras incluindo Medusa

16/12/20

Fernanda Malhão – desafio RS 2

Se eu adoro o Natal? Sim! Um SIM bem maiúsculo! Este ano o Natal será diferente? Sim, não há como negar. Mas sim, podemos minimizar essa diferença com atitudes diferentes! Não podemos reunir a família toda, mas podemos sim escrever mais postais para quem amamos, podemos sim ser mais solidários com quem precisa. Já que não vamos passar tanto tempo nas compras, podemos sim aproveitar mais momentos de qualidade com as pessoas que vivem connosco. Feliz Natal!

Fernanda Malhão, 44 anos, Gondomar

Desafio RS nº 2 – 7 vezes a palavra SIM

Isabel Lopo – desafio 228

Quando partiste deixaste-me sem nada dentro. Senti-me como uma casa vazia sem móveis, sem alma. Apenas restou uma velha arca sem nada dentro. Deixei de trabalhar, de escrever, de conviver. Sentia-me só sem nada dentro. Um dia a luz do sol rompeu pelo meu quarto. Soube que era altura de deixar de viver sem nada dentro. Comprei flores, comida, sorri às pessoas. Agora a minha vida renascia como eu. Apenas tu faltavas, mas eras apenas uma ausência.

Isabel Lopo, Lisboa

Desafio nº 228 – «sem nada dentro»

15/12/20

Tiago N – desafio 216

Era o dia da eleição para presidente dos Estados das Frutas. Os candidatos, Sr. Bananinha e o Sr. Cerejinha, tinham o mesmo número de apoiantes e faltava pouco tempo para um deles ser o escolhido. Entretanto o Sr. Bananinha disse:

– Eu tive uma ideia! E que tal se a partir de hoje as frutas fossem grátis?

Todos ouviram aquilo, bateram palmas e gritaram ''Apoiado! Apoiado!''

O Sr. Bananinha nesse dia foi eleito presidente dos Estados das Frutas.

Tiago Nogueira, 6ºB, Escola Dr. Costa Matos, Gaia, prof Cristina Félix

Desafio nº 216 – Tive uma ideia!

Rodrigo P – desafio 216

Numa escola em Nova Iorque, o diretor decidiu fazer uma festa com um tema, mas ninguém sabia o que fazer.  Até que o Jorge disse:

– Finalmente tive uma ideia! E que tal se fizéssemos uma festa com o tema GALÁXIA?

Toda a gente concordou. Começaram a preparar a festa e as suas vestimentas.

No baile, o Jorge foi premiado pela ideia incrível.

O baile continuou… O mais chato foi arrumar tudo, mas lá o fizeram.

Rodrigo P, 6ºB, Escola Dr. Costa Matos, Gaia, prof Cristina Félix

Desafio nº 216 – Tive uma ideia!

Elsa Alves – desafio 164

"Delicioso poema de amor mas, sobremaneira, a canção do desligamento e a retoma, em filigrana, pelo encanto da vida..."

Fechou o livro, num acesso de raiva. Treta de palavras. E, no entanto, via-lhes relação consigo. Não tinha percebido que tudo fora apenas um romance de verão? Deitaria as promessas, os beijos, as carícias, bem para o fundo do mar, longe dos olhares de todos, desfazendo -se em farrapos fantasmagóricos. Uma coisa era certa. Nunca mais voltaria àquela praia.

Elsa Alves, 72 anos, Vila Franca de Xira

Desafio nº 164 ― imagem de navio afundado

Elsa Alves – desafio 168

O caso era surpreendente. Para melhor o entenderem, digo-vos que aconteceu lá bem longe, no Uruguai. Um grupo de exploradores averiguava a existência de um animal selvagem que, aterrorizava a população. Indiferentes ao perigo, analisaram, atentamente, os vestígios e escutaram opiniões, frequentemente, antagónicas. Os aldeões estavam em pânico, à excepção de uma rapariga. Afinal, era ela que se disfarçava para lhes meter medo. Mascarava-se com a pele de um puma. Julgar-se-ia-engraçada? Conclusão: Levou cá uma tareia...

Elsa Alves, 72 anos, Vila Franca de Xira

Desafio nº 168 ― o caso surpreendente

Elsa Alves – desafio 169

Calei-me, na altura e acho, agora, que não o devia ter feito. Quando soube daquilo, lembrei-me que, talvez, valesse mais o meu silêncio. Mas, quando, mais tarde, recordei o assunto, senti um nó na garganta. Não a quisera ver metida em sarilhos. Fora uma coisa que ela tinha feito sem medir as consequências.

Qualquer pessoa pode cometer erros, embora ela devesse ter confessado logo. Dizer a verdade. Podia, então, ter-se arranjado uma solução. Hoje, infelizmente, já é tarde.

Elsa Alves, 72 anos, Vila Franca de Xira

Desafio nº 169 ― frase ao contrário

Vera M – desafio 228

Sem nada lá dentro, a Iris procurava encontrar-se, mas em vão. Um dia caiu-lhe a pasta, ficando sem nada lá dentro.

Inesperadamente passou o João que a ajudou apanhar os papéis, colocando-os na pasta que estava sem nada lá dentro.

Iris apoderou-se de um sentimento de gratidão. Ambos os olhares se iluminaram, reconhecendo o bem que tinham feito mutuamente, abandonando o estado de sem nada lá dentro.

João e Iris ocuparam aquele vazio por uma profunda amizade.

Vera M, 18 anos, EPADRC- Prof Fernanda Duarte  

Desafio nº 228 – «sem nada dentro»

Ana – desafio 227

Frente a frente

Frente a frente, embalados pela azáfama de quem passa sem os ver, disputam a habitual partida de damas. Espreito-os todos os dias, da minha janela, enquanto bebo o meu primeiro café da manhã. Pergunto-me se, em casa, os espera o abraço de quem amam ou, apenas, o vazio. Pergunto-me se sentem saudades de um tempo que já lá vai ou se, simplesmente, isso lhes serve de embalo. Pergunto-me e desejo que aqueles olhares sejam de paz.

Ana, 41 anos, Mealhada

Desafio nº 227 – 2 perfis, 2 personagens

Toninho – desafio 228

Sexta-feira chuvosa, solitário sentia-se sem nada dentropara sentir-se parte do universo.

Na varanda olhava a rua vazia. Sentia-se numa bolha sem nada dentro apenas frustração amorosa.

Na vitrola Nat King Cole, o envolveu na canção. A adega para sua decepção sem nada dentro, testemunhava muda a cena.

Campainha tocou, junto à porta tinha uma caixa sem nada dentro. Viu um papel escrito no fundo:

Caixa para guardar sua solidão, desligue o som pelo amor de Deus.  

Toninho, 64 anos, Salvador-Bahia-Brasil

Desafio nº 228 – «sem nada dentro»

Ana – desafio 228

Sem nada dentro

Olho-te e espero que, desta vez, acertes o meu nome. Logo tu, que me embalaste o berço e me deste a mão quando comecei a andar. Tu, que nunca me negaste colo, agora, sem nada dentro.

Tu, dona de uma casa cheia, com lugar para mais um, agora, sem nada dentro. Tu, coração de oiro, mãos de fada, agora, sem nada dentro.

Tu, mulher de força sem limites. Logo tu, de olhar distante, agora, sem nada dentro

Ana, 41 anos, Mealhada

Desafio nº 228 – «sem nada dentro»

Theo De Bakkere – desafio 228

O filho do usurário

Como o pai, o filho dirigiria a firma sem nada dentro de qualquer capacidade para tratar corretamente com seus assalariados. Tinha essa atitude grosseira não de estranhos, o pai também era alguém, sem nada dentro dele de simpatia.

Ganhara fortuna por alugar aos emigrantes uns casebres a preços abusivos. Além disso fazia comércio, porém sem nada dentro dalguma legalidade. Um usurário que engana somente por próprio interesse, mesmo sem nada dentro da consciência que lhe desse remorso.

Theo De Bakkere, 69 anos, Antuérpia Bélgica

Desafio nº 228 – «sem nada dentro»

Mais textos aqui: http://blog.seniorennet.be/lisboa

Beatriz F – desafio RS 11

amizade traz-nos alegria, bem-estar e felicidade, deixando-nos tranquilos e bonitos.

É nos momentos intranquilos, que as relações de amizade são importantes.

Nas incompatibilidades com a família, nós precisamos de relações de amizade.  

amizade aumenta a autoestima, melhorando a Vida nos diversos aspetos.

Gostamos de mostrar amizade aos outros, porque sentimos que melhoramos Vidas.

Quando conseguimos dar e receber amizade, gera-se cumplicidade entre as pessoas.  

 A amizade gera satisfação, devendo propagar-se este estado aos nossos amigos.

Beatriz F, EPADRC, Alcobaça, prof Fernanda Duarte

Desafio RS nº 11 – 7 frases de 11 palavras, sempre com uma palavra repetida

14/12/20

Verena Niederberger – desafio 228

Uma caixa sem nada dentro? Como pode?

Sim, a pequena Cindy havia recebido uma enorme caixa.

Feliz da vida a pequena abriu o presente e não acreditou no que viu:

Tinha diante dela uma linda caixa, porém, sem nada dentro

Seus olhinhos se encheram de lágrimas.

Como poderia o Papai Noel lhe enviar uma caixa sem nada dentro?

Noite de Natal, Papai Noel apareceu apressado.

No colo trazia cachorrinho.

Caixa Sem nada dentro abrigaria o novo amiguinho.

Verena Niederberger, 69 anos, Rio de Janeiro, Brasil

Desafio nº 228 – «sem nada dentro»