28/10/20

Helena Rosinha – desafio 223

Conjuntos 

Pedro e Maria. Em conjunto. Sempre lado a lado, somavam pontos nos estudos. Português e Matemática – ela ajudava-o a dividir orações, ele explicava-lhe a lógica do verdadeiro e do falso. Formavam um par sem paralelo.  O problema foi a aluna vinda de fora – uma autêntica abscissa! Começou logo a inventar fórmulas, a multiplicar estratégias, a lançar dados para uma regra de três. Atenta aos sinais, Maria equacionou perdas e ganhos, rejeitando tal probabilidade. Triângulos, só na Geometria!

Helena Rosinha, 68 anos, Vila Franca de Xira

Desafio nº 223 – conceitos matemáticos

Fernanda Malhão – desafio 162

Pedrinho cabeça de vento

O Pedrinho, estava sempre todo esmurrado. Pudera, andava sempre com a cabeça nas nuvens, não via nada no caminho, tropeçava em tudo, poderia até ser uma grande pedra, que ele lhe mandava na mesma um grande pontapé e tropeçava. Lá na terra, chamavam-lhe o papa moscas, pois estava sempre pasmado de boca aberta a olhar para o ar. Seu pai uma vez mandou-o ir à lenha ele foi ter à escola. Fazia deste género de coisas constantemente.

Fernanda Malhão, 44 anos, Gondomar

Desafio nº 162 ― pedra, nuvem, terra e lenha como indutoras

Carolina M – desafio 89

A cidade dos animais
Muito longe daqui, existe uma cidade só de animais, onde nenhum humano é bem-vindo. Lá, a Girafa Geraldina estava muito doente: estava com tosse seca e com febre!
Naturalmente, ela foi ao consultório do doutor Camaleão Brincalhão, o médico da cidade. No consultório, a Girafa reparou num elefante a olhar para um agrafador, a quem achou piada.
Entretanto, a Girafa explicou ao médico o seu problema e o Camaleão disse-lhe para cheirar lírios!
Carolina M, 9 anos, Escola Chapim Azul, Porto, prof. Ana Chorão.

Desafio nº 89 – hist c tosse+lírio+elefante+agrafador

27/10/20

Diogo D – desafio 216

5 de outubro de 1998, estava um dia chuvoso e muito frio.
– Não, isto não está a ficar bem! – disse o aprendiz a jornalista. – Ohhhh, chefee! – gritou ele.
– Diz, António?
– Chefe, isto não está bem, não acha que devia mudar o sentido da notícia?
– Eu estou sempre aberto a sugestões.              
– Tive uma ideia! E que tal se, em vez de falar do tempo, falássemos logo do assassinato para chamar á atenção
– Grande ideia, pequeno António. Serás promovido! 

Diogo D., 16 anos, prof Adelaide Passarinho

Desafio nº 216 – Tive uma ideia!

Paula Isidoro – desafio 223

– Zero à esquerda? Achas mesmo que sou um zero à esquerda? Consegui multiplicar o número de seguidores do nosso perfil por três e tu achas que eu sou um zero à esquerda?

– O post que usaste divide o grupo.

– Divide o grupo, mas soma seguidores.

– Mas esses números são absolutamente irracionais.

– Irracionais? Encontrei a solução para triplicarmos os seguidores.

– Com um post publicando as respostas do exame de matemática que roubaste...

– Ao professor...

– Que é teu pai!

Paula Cristina Pessanha Isidoro, 39 anos, Salamanca

Desafio nº 223 – conceitos matemáticos

Maria Silvéria dos Mártires – desafio 223

Número 19

Nunca pensei que os números primos me viessem cumprimentar.

Eles só são divisíveis por si mesmos e pela unidade.

Em multiplicações e divisões errei todas as contas.

Mas o que importa é que somei os resultados e com o número obtido.

Comprei rebuçados que distribuí pelas crianças da minha rua.

Elevei o número 4 ao quadrado e obtive 16, depois somei 16 a 3.

Cruz canhoto, detesto o número dezanove. Por favor leva para longe o Covid.

Maria Silvéria dos Mártires, Lisboa

Desafio nº 223 – conceitos matemáticos

Margarida Fonseca Santos – desafio 223

Resolveu analisar a situação: havia uma elipse de tempo entre o antes e o depois, um círculo demasiado viciado e a ansiedade crescia em progressão geométrica. Muito perigosa, qual equação sem incógnitas, só conceitos que destruiriam qualquer hipótese de se transformar de novo em derivada, já que se encontrava, de certa forma, completamente integral. E se inventasse um teorema impossível de demonstrar? Naaaaa... não podia ser. Penteou a franja e assumiu-se: era uma raiz quadrada complicadíssima. Paciência. 

Margarida Fonseca Santos, 59 anos, Lisboa

Desafio nº 223 – conceitos matemáticos

Fernanda Malhão – desafio 161

O tabaco abafou o fagote

velho João debruçava-se sobre o mofo das suas lembranças, de boné gasto sobre a cabeça, cercado pelas atuais companhias - as moscas. Com uma fisgada na memória, voltou no tempo em que tocava fagote. Fez das tripas coração para que o seu vício tóxico do tabaco não o afastasse da banda, mas ele foi mais forte, levando-o rumo ao desemprego, ficou sem chão. Resta-lhe apenas as colheitas de azeite e cereais para garantir o seu sustento.

Fernanda Malhão, 44 anos, Gondomar    

Desafio nº 161 – 14 palavras com fisga

26/10/20

Rosário P. Ribeiro – desafio 223

Subtraio-me à depressão, fugindo para a memória dos teus abraços. Multiplico as imagens de tantos encontros, sorrisos, trabalhos de grupo, divido-me entre risos e saudades. E o quociente emocional dos subterfúgios para esbarrar ou descermos juntos no elevador alimenta os meus dias. Entre parênteses: pareço igual, mas esta vida só tem significado contigo. Tudo somado, sobrevivo ao confinamento, porque vou pensando em ti nos dias pares, nos dias ímpares e até ao infinito. Facetime logo? Uma incógnita…

Rosário P. Ribeiro, 62 anos, Lisboa

Desafio nº 223 – conceitos matemáticos

Elsa Alves – desafio 130

À direcção, podia parecer uma belíssima ideia mas, para ela, ia ser uma grande espiga!!! Era tão difícil encarar a situação, com calma!!! Não conseguia deixar de preocupar-se. Caramba!!! Ficar, em casa, a trabalhar sozinha?!? Aquela interrogação nem lhe permitia descanso. A falta das colegas, do ambiente, o cafezinho a meio da manhã, os segredos, os risinhos. Concluiu que nada podia fazer. A decisão estava tomada. Não era ela caso único. Havia de conseguir. Tinha de ter esperança.

Elsa Alves, 72 anos, Vila Franca de Xira

Desafio nº 130 ― de espiga a esperança

25/10/20

Elsa Alves – desafio 129

Cada vez se tornavam mais dolorosas para RENATA as palavras que ouvia. Ia AGUENTANDO as AFRONTAS, custando-lhe, ainda mais, as proferidas pelos que julgara seus amigos. A toda a hora, em qualquer lugar. Envergonhada, sofria aquele ANÁTEMA, em silêncio. Sentia-se ADOENTADA, e ia ALTERNANDO breves momentos de calma com períodos de total prostração. Até que, no dia  de NATAL, encheu-se  de coragem e gritou, bem alto, para todos ouvirem: "O professor de NATAÇÃO não é meu AMANTE!!!"

Elsa Alves, 72 anos, Vila Franca de Xira

Desafio nº 129 – palavras que vêm de NATA

Fernanda Malhão – desafio 160

Salvo por um anjo

Saboreávamos uns figos, num momento fugaz, uma fagulha salta mais longe, depressa vimos o fogo espalhar-se. gritamos: Foge! Tivemos de nos pôr em fuga, de procurar um refúgio. Encontramos um grande penedo, vimos animais desesperados. Continuamos a correr até ao lago, mas eu não sabia nadar, vou morrer afogado? Diante daquela assustada figura, sinto alguém a afagar minha cabeça, não consegui configurar quem seria, engulo em seco, tenho o esófago apertado, desmaio. Acordei a salvo no hospital.

Fernanda Malhão, 44 anos, Gondomar

Desafio nº 160 – plvrs com FAG, FIG, FOG, FUG

Fernanda Malhão – desafio 159

Uma pequena luz na escuridão faz a diferença

A irmã Cristina costumava levar-nos nas visitas que fazia a famílias da favela. Era mulher de arregaçar as mangas e pôr-se ao serviço do que fosse preciso. Ensinava a fazer comida, a dar banhos e cuidar de bebés, cortava cabelos e unhas, fazia curativos, lia cartas e tirava dúvidas a quem precisava. Eram apenas visitas semanais. Mudaria ela a vida daquelas pessoas? Se calhar não, mas certamente aqueles momentos sim. Não será a vida feita de momentos?

Fernanda Malhão, 44 anos, Gondomar

Desafio nº 159 – lutar por fazer a diferença

Toninho – desafio 223

Lilica, apaixonada por matemática, alcunha de Incógnita, pois difícil entender sua lógica. Seu namorado tentava equacionar suas atitudes, mas sem resultado vivia descontente sem encontrar solução para o romance.

Queria multiplicar afetividades, para desvendá-la, porém ela vivia no mundo abstrato da vida, sem medidas para a relação deixando aumentar espaço entre eles tendendo ao infinito.

Sem conseguir equacionar as reações, viu diminuir probabilidade de casamento.

Lilica acabou num triângulo amoroso, ensinando como criar estruturas de relacionamento.

Toninho, 64 anos, Salvador-Brasil

Desafio nº 223 – conceitos matemáticos

23/10/20

Micaela C – desafio 26

É sempre mais fácil encantar os outros, mas hoje tirei o dia para mim!

Nunca planeei nada, mas a forma como dirijo o meu mundo tem decorrido bem. Pegar no navio e embarcar nesta aventura, fez-me crescer e tornar-me uma rapariga interessante.

Sentir-me especial, deve-se ao facto de ser única, tímida e aventureira.

Apesar de me assustar, é um bom desafio - torna-me uma guerreira corajosa. Luto para fazer brilhar cada ato que pratico, dando felicidade ao mundo.

Micaela C, EPADRC, Alcobaça,

Desafio nº 26 – dedicatória para alguém

Fernanda Malhão – desafio 158

Não se pré-ocupe

“Caro Eulálio informo-o atempadamente do encerramento noturno, alerto também alteração laboral.” Recebera esta carta da empresa, leu e releu vezes sem conta. O queria aquilo dizer? Que estava despedido? Que mudaria de funções? Não dormiu a noite toda com preocupação, a pensar nas inúmeras tragédias que lhe poderiam acontecer. No dia seguinte, tremia quando foi falar com o chefe, e afinal recebeu uma promoção e passará a chefiar o turno da manhã, há anos sonhava com isso.

Fernanda Malhão, 44 anos, Gondomar

Desafio nº 158 – acróstico de CEIA DE NATAL

Filomena Pereira – desafio 26

Em pensamento reflexivo vejo-me ligada a ti de forma embrionária. Tu Feliz, de coração cheio de um não sei quê de doçura, cumplicidade, entrega…

A vida fazia-te correr sem parar. Eras assim. Ativa, dona de uma forma carismática e incontrolável de existir. Tinhas uma ambição gigante castrada pelos conceitos e preconceitos sociais da época e assim te conformavas procurando não ultrapassar os limites do campo de jogo.

Pedaços da tua vida foram desmoronando.

Fiquei tu e eu.

Filomena Pereira, 61 anos, Santarém 

Desafio nº 26 – dedicatória para alguém

Filomena Pereira – desafio 196

“Só se fosse louco”, repetia frequentemente tentando convencer-se e aconchegar-se no padrão social. Aceitação era o conforto instalado.

Os outros sorriam louvando a sua segurança e lucidez.

Um dia alguém lhe pegou na mão e lhe mostrou que a loucura era um saudável prazer, era ser ele e mais ninguém, era um querer intrínseco e fresco que o fazia Feliz e Único.

“Só se fosse louco”! Sim, a mesma frase audível apenas no sussurro da sua interioridade…

Filomena Pereira, 61 anos, Santarém 

Desafio nº 196 ― só se fosse louco

Theo De Bakkere – desafio 223

O PC

Pareciam já séculos passados que aprendera a contar com um ábaco, e que diariamente salmodiava as tábuas de multiplicação, o meio mnemotécnico para o cálculo mental.

O neto ria-se dessa maneira simples e tentava convencer o avô, com um exemplo, para usar um PC.

Os dedos correram rapidamente pelo teclado: o engenho soma, subtraia, multiplica, divide, sem qualquer tormento do cérebro. De repente, um ecrã negro. Maldição! Faltou o resultado da soma.

Só o avô o sabia.

Theo De Bakkere, 69 anos, Antuérpia Bélgica

Desafio nº 223 – conceitos matemáticos

Publicado aqui: http://blog.seniorennet.be/lisboa

Elsa Alves – desafio 128

Não queria acreditar naquele AZEDUME. Até lhe parecia uma IDIOTICE. De boca aberta, olhava-a, PASMADO. Sentia um nó na GARGANTA. É que não tinha RÉSTIA de calma na cabeça... FICARA admirado quando abrira a GAVETA. Completamente gelado. Não havia

 SOL que o conseguisse aquecer. ARQUIVADAS todas as cartas enviadas? FINALIZADAS as mensagens trocadas, naquela ASFIXIA tão apaixonada, naquele turbulento RIO de amores, profundamente partilhados? Ele recordava tudo, perfeitamente... Ela esquecera as promessas?!? Os beijos trocados?!? Mulher volúvel!!!

Elsa Alves, 72 anos, Vila Franca de Xira

Desafio nº 128 – 12 palavras com 4 no meio

Tomás N – desafio 3

Um dia de verão, três tristes tigres comeram dez bifes.

Um deles morreu e ficaram só dois

Eles seguiram caminho e encontraram quatro poças de água doce, como estava calor eles beberam-na todinha.

Voltaram ao seu caminho e viram uma piscina de sete metros de profundidade com nove boias e oito leões de brinquedo.

Eles ficaram espantados e mergulharam seis vezes cada um.

Como aquele local era lindo de morrer, eles ficaram lá e tiveram cinco filhos.

Tomás N., 11 anos, Lisboa, prof Adelaide Passarinho 

Desafio nº 3 – números de 1 a 10

Elsa Alves – desafio 127

Para falar verdade, nunca assisti a uma PALESTRA tão ESTRANHA... Mas, achei que valia a pena. O convidado, afinal, tinha o grau de MESTRE, em ciências da comunicação. As colegas tinham-me dito: "Vais-te sentir ESTREMECER com as suas palavras. Elevarás a alma até às ESTRELAS...". Devia era ter ficado em casa... Audiência RESTRITA: universitários ADESTRADOS nestas lides. A voz do erudito conferencista, demasiado ESTRIDENTE. O discurso, ESTROPIADO. Os temas: ASTROLOGIA e STRIPTEASE!!!  Saí do auditório completamente DESTROÇADA...

Elsa Alves, 72 anos, Vila Franca de Xira

Desafio nº 127 – stra, stre, stri e stro x 3

Maria Silvéria dos Mártires – desafio 210

Portugal oferece-nos oito cabos 

Deslumbrantes. 

Cabo Espichel em Sesimbra 

Encanta e assombra. 

Cabo da Roca em Sintra 

Um dos mais lindos miradouros 

Camões descreveu-o como o local 

Onde a terra acaba, e o mar começa. 

Cabo Sardão em Odemira 

Visite-o na costa Alentejana 

Olhando as cegonhas e ouvindo lira. 

Cabo Carvoeiro em Peniche 

Cabo Raso em Cascais 

Cabo São vicente em Sagres 

Cabo Mondego na figueira da foz 

Cabo de Santa maria 

Aromas de mar e maresia. 

Maria Silvéria dos Mártires, Lisboa

Desafio nº 210 – cabo das tormentas

Fernanda Malhão – desafio 157

A história de Ana

Ana é para mim uma luz, apesar de ser incapaz ver, escutar e falar. Tal sucedeu apenas na vida adulta, até lá vivia uma vida dita vulgar. Lentamente perdeu a sua capacidade de se ligar à humanidade circundante pela maneira standard. Adquiriu mais capacidades, e graças à ciência interage, fala a sua maneira e maravilha quem partilha a sua presença. Fez faculdade, teve uma criança e cuida dela sem ajuda de ninguém (Advertência: Esta narrativa é verdadeira).

Fernanda Malhão, 44 anos, Gondomar

Desafio nº 157 ― hist de coragem sem O

Verena Niederberger – desafio 223

Sou mãe realizada de Um Mais Um Mais Um Igual a Três.

Resultado da SomaTrês filhos.

Ser mãe em dose Tripla é ter o coração batendo fora do peito por Três vezes.

É chorar e rir em doses Triplicadas e receber amor Mais amor Mais amor.

É ter alegria Três vezes.

Em um mundo onde o contato físico é raro,

muitas pessoas recebem afeto Zero.

Esse é um Problema que mãe de Três filhos não tem.

Verena Niederberger, 69 anos, Rio de Janeiro - Brasil

Desafio nº 223 – conceitos matemáticos

Filomena Pereira – desafio 27

No ar paira o cheiro a maresia. O dia vai crescendo e ganhando dimensão medida em segundos, minutos e horas.

Antes do sol se pôr, como quem desprende o aro do pote e deixa fluir o seu conteúdo, deslumbrantes e mágicas imagens preenchem o espaço denso e envolvente.

Surge então um inigualável e inconfundível aroma a flores silvestres.

E quando a noite se instala menos aromática, mas mais misteriosa, é a luz que domina e nos aconchega. 

Filomena Pereira, 61 anos, Santarém 

Desafio nº 27 – palavras que crescem (em anagrama)

Filomena Pereira – desafio 159

De casa para a escola sabia com segurança o tempo que demorava, entre 13 a 16 minutos.

Já com no percurso inverso a coisa não era tão certeira. Trinta minutos era o registo dos mínimos atingidos até à data.

Um dia parou na mesma casa humilde. Bateu. Esperou com um perturbador sentimento. Bateu de novo e mais uma vez, o silêncio.

Abriu devagarinho. A foto da sua mãe com a mensagem:

“Obrigada, querido neto, levamos-te no coração”

Filomena Pereira, 61 anos, Santarém 

Desafio nº 159 – lutar por fazer a diferença

Filomena Pereira – desafio 194

Tondela era a sua terra natal. Olhos cor de avelãaltatorneada e vistosa, varre com a sua presença qualquer olhar distraído com quem se cruza na rua. 

Toda ela era charme. Não sabia. Incomodada com a pressão continua dos olhares, reforça a sua timidez, enlaça as fitas do avental e volta à rotina. Raro é o dia em que sorri à vida. 

No dia em que parecia ter perdido o norte, descobre o seu valor, bem-haja!

Filomena Pereira, 61 anos, Santarém 

Desafio nº 194 – letras de árvore de natal

Filomena Pereira – desafio 217

Batalhando dia após dia, sonha tirar a bata, deixar de ser boba, enfrentar o amor do qual se escondera até então e qual loba louca de paixão, voar para uma nova vida. Voar e abraçar a vida que mais não era que um nado morto que iria ver renascer.

boda seria o grande momento!

– Olha! O Joaquim vem ali. Caminha na minha direção e traz consigo um enorme ramo de flores.

Abraçaram-se! Chegara o dia.

Filomena Pereira, 61 anos, Santarém 

Desafio nº 217 – batalhando letras

Filomena Pereira – desafio 1

fogo consome hectares de floresta virgem. Impressionantes imagens entram nas nossas casas e não raras vezes deixam ouvir, “oh, que horror”, “assustador”, “ainda bem que ninguém está em perigo”. 

A dimensão da catástrofe quase nunca é interiorizada pelos espetadores. Emoções instantâneas, descartáveis no momento seguinte, criam o distanciamento necessário para que o incómodo causado não seja perturbador do sorriso que se segue. 

Pena é que a escala de destruição não engrene em idêntico modelo de ligeireza. 

Filomena Pereira, 61 anos, Santarém 

Desafio nº 1 – palavras impostas: pena, sorriso, fogo

Natalina Marques – desafio 223

Nestes dias preenchidos

vou contando meus tostões

somo também alegrias

e divido emoções.

 

Os que me são queridos

valem mais que dinheiro,

também repartem comigo

amor puro e verdadeiro.

 

Tiro a prova dos nove

da minha vida passada,

mas é na prova real

que ela foi emendada.

 

Os tostões bem contadinhos

dão até ao fim do mês,

mesmo sendo poucochinhos

sobram de quando em vez.

 

À beleza e ternura

junto compreensão,

multiplico-lhe candura

dá amor no coração.

Natalina Marques, 61 anos, Palmela

Desafio nº 223 – conceitos matemáticos

22/10/20

Cristiana Rodrigues – desafio 22

Ligação com a matemática, tem?
É de resto zero, respondi.
Impensável, retorquiu ele, não usa a divisão euclidiana?
Desculpe! Funções e equações não fazem parte do meu menu.
Impossível, voltou ele à carga, somando fúria à sua expressão: a matemática é a base real de tudo, os eixos que equilibram os passados, a estatística que orienta o futuro.
Professor ou filósofo, não me controlei em perguntar.
Ávido leitor, respondeu acrescentando, subtraio nas palavras a dureza da realidade.

Cristiana Rodrigues, 38 anos, Lisboa

Desafio nº 223 – conceitos matemáticos

Maria Silvéria dos Mártires – desafio 213

Uma imagem da madeira

Coberta de reentrâncias, de manchas e de nervuras, madeira, acho que tu sonhas que não queres estar às escuras. Tu mostras a toda a gente que estás presente e não ausente. Quando os homens te trabalham resultam de ti maravilhas: estantes, cadeiras, mesas, um número sem fim de coisas necessárias e precisas, guitarras, pianos dando músicas para o universo que nos alegram e a todos enchem de ternura. Madeira partida ou inteira és tela cheia de vida.

Maria Silvéria dos Mártires, Lisboa

Desafio nº 213 – imagem de madeira

Elsa Alves – desafio 126

Andava preocupado... Aquela sensação era difícil de suportar... Não apenas desagradável, era muito mais. Para ele e para os outros era um perigo sentir-se assim. Até lhe custava pronunciar a palavra: intermitente!!! Nunca tal lhe tinha sucedido. Seria da idade?!? Aos outros, da sua geração, tudo lhes corria, de acordo com os mandamentos da natureza... Enquanto ele... Haveria tratamento para o seu caso? A pensar nisso, passava as noites em claro. Isto é, no escuro... Pobre pirilampo!!!

Elsa Alves, 72 anos, Vila Franca de Xira

Desafio nº 126 – sentia-se intermitente

21/10/20

Fernanda Malhão – desafio 156

Horácio – o ouriço cacheiro

O Horácio era bom chefe de família, quando a noite caía vinha com a família comer um manjar que estava continuamente às ordens: a grande taça de comida dos cães. Aquela hora sabia que os cães já estavam recolhidos, assim tiravam a barriga da miséria. Nos dias chuvosos ainda melhor, a comida ficava mole e mais fácil comer. Mas um dia o dono dos cães decidiu deixá-los soltos à noite. Lá de foi o sustento da família!

Fernanda Malhão, 44 anos, Gondomar

Desafio nº 156 – hist de animais sem P

Isabel Lopo – desafio 223

As palavras têm uma intensa relação com a matemática. Li uma vez que a palavra matemática é originária do grego e significa aquilo que pode ser aprendido. Ela formula hipóteses e conjecturas. Ela apresenta soluções para problemas incompreensíveis, demonstra teoremas e cria modelos que explicam o funcionamento da natureza. Tive um professor que era um poeta. A matemática para ele era poesia, cultura e história. Era como se falasse de magia, conseguindo que nos apaixonássemos por ela.

Isabel Lopo, Lisboa

Desafio nº 223 – conceitos matemáticos

Fernanda Malhão – desafio 223

Gratidão aos bons professores

Admiro muito os professores que exercem a profissão com alma! Os que fazem a diferença na vida de quem ensinam, que integram conhecimento e prática, que sabem arranjar soluções em vez de só verem os problemas. Que nos fazem sentir que pertencemos ao conjunto. Aqueles que nos levam a atingir o nosso expoente máximo. Que nos empurram para fora da área de conforto. Que nos fazem pensar fora das fórmulas, aumentando exponencialmente as probabilidades de termos sucesso. 

Fernanda Malhão, 44 anos, Gondomar

Desafio nº 223 – conceitos matemáticos

Fernanda Malhão – desafio 155

Kauê o índio

Kauê era um índio forte, o seu porte musculado era imponente. Pela aparência física, todos tinha como pressuposto que era muito corajoso. Mas cá entre nós essa teoria estava totalmente errada. Era um índio muito inseguro, tinha um temor terrível aos ataques por outras tribos. Era muito bom como líder, era excelente a organizar e distribuir tarefas. Quando foi liberado das tarefas de guerreiro, uma nuvem negra saiu da sua cabeça e sentiu a alma leve como uma pena.

Fernanda Malhão, 44 anos, Gondomar

Desafio nº 155 – palavras em sequência

20/10/20

Elsa Alves – desafio 125

À medida que falava, as palavras ressoavam, indolentes. Acabavam por perder-se, nas calhas do momento. O que dizia, o que sabia, voava para longe. Nada era permanente na sua vida. Tudo era areia, escorrendo-lhe na concha das mãos. O que não sabia, entregava-o à natureza e repousava sobre a sua inquietude. Até que um dia, revoltou-se, insatisfeita com aquele modo de viver. Deitou-se, decidida a mudá-lo. Quando acordou, sentiu-se refeita e conseguiu sentir a faca do vento...

Elsa Alves, 72 anos, Vila Franca de Xira

Desafio nº 125 – tornado no jardim

Rosélia Bezerra – desafio 223

Somei anos de experiências da minha vida, subtraí desolações, multipliquei toda minha esperança, dividi meu carinho. Vivo um grande Amor ao cubo.

Não isolei meu sentimento num quadrado, alarguei meu ser em diversas formas, já fui retângulo, triângulo, losango, de todo jeito fui. A fim de resolver melhor a equação do coração.

Fórmulas distintas procurei resolver para tornar nosso relacionamento sem um milímetro de problema grave, com solução sempre.

A raiz disso resultou num harmonioso produto saudável.

Rosélia Bezerra, 65 anos, ES, Brasil

Desafio nº 223 – conceitos matemáticos

Publicado aqui: https://www.poesia-espiritual.com.br/2020/10/a-matematica-do-amor.html

Maria Silvéria dos Mártires – desafio 208

O gato 

Uma criança espreita à janela, olhando com espanto o que se passa lá fora. 

Com curiosidade, os seus olhitos perscrutadores pousam num gato que sentado do outro lado vai fazendo a sua higiene ali mesmo à luz do dia. Este vai lambendo com a língua o seu pelo macio e passando a mão pela cara. 

A criança olha com atenção, este gato de estimação acena-lhe. De repente vira-se e vê a mãe com um gatinho na mão. 

Maria Silvéria dos Mártires, Lisboa  

Desafio nº 208 ― fotog menino à janela

Fernanda Malhão – desafio 154

Um abanão

Já era tarde, voltava de metro após um dia de trabalho, sentiu um tremendo ruído, depois o metro estremeceu, um tremor forte, fez com que a carruagem abanasse toda. Se fosse num avião surgiria o sinal de “Apertem os cintos”. Um senhor argumenta:

– Deve ser um terremoto! – As faces se alteraram, o pânico estava instalado.

Para arrematar aquela confusão, uma senhora caiu redonda. Ainda tentei amortecer a queda com a minha mochila.

No fim tudo acabou bem.

Fernanda Malhão, 44 anos, Gondomar

Desafio nº 154 – palavras com R

Desafio nº 223

Há quem tenha jeito para as palavras e há quem prefira as contas. 

Decidi juntar tudo e pedir-vos que escrevam um texto baseado em 

palavras e conceitos de matemática

Posso contar convosco?

 

Eu fiz assim:

Era um denominador comum com uma grande ambição, que queria ir mais além e entrar na equação. Sonhava fazer a diferença ou inventar um teorema para encontrar uma solução para cada problema. Rodeava-se de números, imaginários e reais, convencido que os amigos nunca são demais. Integrava tudo e todos ao lutar pela igualdade. Elevava-se ao expoente sem ficar pela metade. Foi então que resolveu criar um manifesto: iria denunciar as divisões, as subtrações e tudo o resto.

Isabel Peixeiro, 38 anos, Mafra

Desafio nº 223 – conceitos matemáticos

19/10/20

Elsa Alves – desafio 124

– Sabes o que, às vezes, ainda me apetece chamar-te, querida?

– Super-lula, claro, estás fartinho de mo dizer...

Uma vez, ainda no princípio do namoro, ele chamara-lhe "Lulinha fofa"... 

A denominação agradara-lhe: transpirava a amor eterno ... 

Igualzinha a ela, sem dúvida, tal era a sua semelhança àquele animal marinho. Mesmo sabendo que o tempo havia de alterar tudo, tinha sido tão bom ouvi-lo.

Era preciosa essa memória: Arminda guardava-a com prazer...

Ela continuava a ser uma romântica incorrigível...

Elsa Alves, 72 anos, Vila Franca de Xira

Desafio nº 124 ― és uma super-lula!

Maria Silvéria dos Mártires – desafio 204

Estar aqui em princípio foi uma sensação de medo, insegurança, e receio de não ser capaz de escrever nada, mas aos poucos fui ganhando mais confiança e hoje sinto-me muito bem, e feliz por já conseguir ir escrevinhando alguma coisa. E quando por qualquer motivo estou mais tempo sem as 77 palavras sinto uma falta imensa. Sempre que isso acontece o meu pensamento e meu coração não descansa enquanto não volto.

As 77 palavras fazem-me muito bem.

Maria Silvéria dos Mártires, Lisboa 

Desafio nº 204 ― como é estar aqui?

18/10/20

Mónica Marcos Celestino – desafio 217

A batalha

Batalhando vai qual feroz pirata

contra as perigosas marés traiçoeiras

o intrépido marinho

que arribar algum dia novamente deseja

aos braços da sua namorada.

 

À alba as risonhas gaivotas,

ao vê-lo, o voo detém

e a alta voz pregoam

a pesarosa saudade

que, como ardente bala,

o coração daquele viajante pungia.

 

Com apressado passo

de lado a lado sulca

os terríveis escolhos.

 

E, esperançado, até a costa olha

desejando que alguma onda

ao seu amor finalmente o leve.

Mónica Marcos Celestino, 48 anos, Salamanca (Espanha)

Desafio nº 217 – batalhando letras

Ana – desafio 221

Solidão

Zangada com o mundo, vive, tentando nunca o cruzar. Sob a cidade de dia, sobre ela à noite, quando, apenas o silêncio e a escuridão a habitam, vagueia, definhada, purgando desabafos que só ela entende, escarnecendo não sabe de quê. E antes da luz do dia, de fel atestado e a ilusão da grandeza, esgueira-se para os despejos. Evadida, não só do mundo, mas também de si, carpe a solidão, cada vez mais longe de a serenar.

Ana, 41 anos, Mealhada

Desafio nº 221 – imagem da passadeira

17/10/20

Elsa Alves – desafio 123

Acho que a tia nunca me perdoou o que lhe fiz naquele dia. 

– Ficas aqui sentadinha, ouviste? Não tocas nas fitas que estão em cima da mesa.

Que tentação todas aquelas cores!!! A muito custo, ainda aguentei uns minutos. Mas, depois, não fiz caso das recomendações e zás... Quando ela chegou tinha eu ficado, completamente, embrulhada no raio das fitas! E, como rebolara pelo chão estava toda suja. Claro que não escapei a uma palmada no rabo...

Elsa Alves, 72 anos, Vila Franca de Xira

Desafio nº 123 – palavras com letras de justificado

Fernanda Malhão – desafio 153

Empreendimentos de sucesso

Alegremente Patrícia Oficializou Tudo: “Espetacular Recanto Agroturismo”

Agora Pode Observar Todos Encantos Recônditos Atentamente

Aproveita, Põe O Teu Encéfalo Rápido Acelerar

Aposto Para O Tremendo Êxito Raiar Amanhã

Ana Partilhará Otimismo, Tranquilidade E Risos Alegres

Ana, Patrícia ótimas Trabalhadoras E Refinadas Anfitriãs

Acredito Porão Ordem, Terão Excelentes Resultados Atempadamente

Após Passar O Tempo Espelharam Responsável Administração

As Proprietárias Orgulhosas Tiveram Esperado Reconhecimento Absoluto

Atualmente Projetam Outros trabalhos, Empreendimentos Robustos Alargados

Algo Pequeno Originou Tamanho Espólio Raramente Atingido

Fernanda Malhão, 44 anos, Gondomar

Desafio nº 153 ― frases com APOTERA

Fernanda Malhão – desafio 152

Ser imigrante

Ser imigrante é sofrer, sempre ouvi isso dos meus avós, mas só senti na pele essa verdade quando me tornei imigrante, cruzando o oceano, fazendo o caminho oposto aos meus avós. Começar uma nova vida, deixando para trás amigos, família e uma forma de viver é realmente uma tarefa heroica! E ouvir vezes sem conta: Volta para a tua terra! Desencadeava sempre uma lágrima sentida, que parecia álcool a arder na enorme ferida de saudade que sentia.

Fernanda Malhão, 44 anos, Gondomar

Desafio nº 152 – frase de Lídia Jorge

Fernanda Malhão – desafio 151

Rituais

Vestidos com capotes pesados, prepararam o farnel para a dura viagem. Encheram as garrafas de vinho com um funil (pois vinho ajuda a espantar o frio). Muniram-se de pão, presunto e espargos em conserva. Como era hábito abriram o velho livro na página da oração do viajante. As mulheres com os seus terços de missangas, também iniciaram a sua novena. Juntos em círculo fizeram o seu grito de guerra. Treparam a muralha secretamente rumo à próxima conquista.

Fernanda Malhão, 44 anos, Gondomar

Desafio nº 151 ― palavras com espargo

Maria Silvéria dos Mártires – desafio 207

Quando estavam iluminados via-se pelos títulos exibidos. Mas colocados um por cima do outro ficavam ali naquela inercia sem permitirem qualquer manuseamento o que era lastimoso. Tanto para ler e aprender mas fechados e ali estáticos não ensinavam nem iluminavam como os sóis nem se via os girassóis e afetavam os olhos, sem luz e sem sonhos, nem livros que contassem histórias. Isto vai ficar para sempre na minha memória. “Eram dois, mas só tinham uma sombra. 

Maria Silvéria dos Mártires, Lisboa

Desafio nº 207 ― frase de Afonso Cruz

Elsa Alves – desafio 122

Na quinta o que mais eu tinha era bicharada de quatro patas. Mas não lhes ligava. Insectos, esses sim, eram, para mim, uma perdição. Sempre, de cócoras, a perseguir formigas ou de nariz no ar atrás de abelhas. Ainda hoje se conta, em família, uma história, que foi pura verdade. Eu odiava leite. Não me conseguiam obrigar a bebê-lo. Um dia, vejo uma coisinha preta, a boiar na caneca. "Vá, bebe, tens lá um dos teus adorados." Um mosquito no leite. Que petisco...

Elsa Alves, 72 anos, Vila Franca de Xira

Desafio nº 122 ― um mosquito no leite

15/10/20

Beatriz F – desafio 26

No meu lar, tenho todo o carinho de que preciso. Sinto-me protegida e muito amada.

A atenção dos meus pais é totalmente dirigida para mim, pelo facto de ser a única filha a viver em casa.

As minhas conversas dirigem-se ao meu pai, ou a minha mãe, dependendo do tema, recebendo sempre uma opinião confortável.

Independentemente da festividade, ou do dia, a ternura da minha família nunca se esgota. Sinto-os sempre presentes e disponíveis para me apoiar.

Beatriz F, EPADRC, Alcobaça, Prof.ª Fernanda Duarte

Desafio nº 26 – dedicatória para alguém

Maria Silvéria dos Mártires – desafio 212

Um milagre

Este desejo de ser enfermeira, que existia em mim e brotava na minha alma e no meu pensamento a todo o momento, foi-se tornando cada vez mais possível de realizar.

Foi um chamamento para tirar o curso. Não foi fácil este percurso, o caminho teve alguns espinhos, mas a minha fé não vacilou, nunca desisti deste sonho. A Jesus agradeço, por permitir que guardasse em mim esta vontade. Hoje digo que foi um milagre guardado na esperança

Maria Silvéria dos Mártires, Lisboa

Desafio nº 212 ― Frase de Valter Hugo Mãe

Cláudia P – desafio 26

Por vezes, és demasiado atrevido, mas também muito cuidadoso! Vou tentar ensinar-te a controlar a tua loucura, orientando as tuas palavras e os teus comportamentos.

Nem sempre consigo valorizar os teus cuidados, mas sei que fazem parte da tua personalidade. Estou a começar a admirar cada um dos teus mimos – às vezes muito disfarçados.

Fico especialmente feliz, quando alivias o peso da minha mochila, ou demonstras interesse pelo meu bem-estar.

A suavidade das tuas palavras faz-me sonhar acordada.

Cláudia P, 16 anos, EPADRC, Alcobaça, Prof.ª Fernanda Duarte

Desafio nº 26 – dedicatória para alguém

Fernanda Malhão – desafio 150

Nada como a autovalorizarão

Sentia-se uma mulher muito atraente, não se importava de ser gorda, aceitava-se e desfrutava a vida sem entrar em paranoias de dietas. Não tinha de se encaixar nos padrões de beleza. Tinha um agudo sentido de humor e um número de pretendentes digno de uma diva. Com o tempo alterou o seu código de conduta, não exagera nas horas de trabalho, aprendeu a delegar, aprendeu também a agradar-se a si própria, e naturalmente é muito mais feliz!

Fernanda Malhão, 44 anos, Gondomar

Desafio nº 150 ― 6 palavras com GD