31/12/18

Cristina Lameiras ― desafio 156


A Todos os "Norbertos"
Quem se lembra do Norberto, amigo verdadeiro da Margarida Fonseca Santos?
O Norberto vai às escolas, conversa com a criançada, fala dos medos do "Malhadinhas", gato amigo, muito assustadiço.
O "Malhadas" esconde-se atrás das árvores, tem medo de tudo e de todos. Foge das tartarugas, aranhas, mochos e muitos outros animais.
Norberto sai de dentro do livro, conta a sua história aos meninos graúdos e miúdos.
Ensina os cuidados a ter na floresta, aldeia, cidade.
Sem medos...
Cristina Lameiras, 53 anos, Casal de Cambra
Desafio nº 156 – hist de animais sem P

Henry G ― desafio 80


Era uma vez uma aranha que adorava o Natal.
Ela comprava tudo que tinha a ver com  Natal, comprava gorros, toalhas e decorações.
Mas ela não sabia quando era o Natal, pois não tinha nenhum calendário à mão…
Um certo dia, uma borboleta passou pela casa da aranha e ela aproveitou para perguntar quando era o Natal. A borboleta disse que era nesse mesmo dia. A aranha correu para decorar a casa e quando acabou ficou feliz. 
Henry G, 5ºB, Escola Dr. Costa Matos, Gaia, prof Cristina Félix
Desafio nº 80 – o Natal da aranha

Inês M ― desafio 150


Um grande dragão chamado Diogo dirigiu-se à sua caverna para fazer uma sesta, antes de ir fazer TPC com o rato Romeu, em conjunto. Quando o Romeu lá chegou fizeram o diálogo. Entretanto acabaram, também já era tarde e o rato foi para sua casa. No dia seguinte, eles mostraram à professora e ela disse que eles eram dignos de Muito Bom. Terminaram as aulas e cada um foi para a sua casa muitos feliz e contentes.
Inês M, 5ºB, Escola Dr. Costa Matos, Gaia, prof Cristina Félix 
Desafio nº 150 ― 6 palavras com GD

Cristina Lameiras ― desafio 158


FÉRIAS ATRIBULADAS
Confusa, Enlevada, Irada, após desfrutar escapadelas....
Noite Amena, tropeçou assustada....
Lembranças...
Carolina recebera uma generosa promoção no escritório, ganhara um grande negócio e partiu para França.
Mulher de causas, elegante, independente, talentosa, não conseguia relaxar. Tinham-lhe trocado a bagagem no aeroporto.
Abriu a bagagem e sentiu-se cúmplice de um crime. Com horror mas também fascinada confirmou que a mala tinha droga.
Convencida que era um incidente idiota, tinha atenuantes, participou a aventura.
Atenciosa, chamou as autoridades policiais.
Cristina Lameiras, 53 anos, Casal de Cambra
Desafio nº 158 – acróstico de CEIA DE NATAL

Rodrigo T ― desafio 150


No Natal, o Diogo estava muito entusiasmado porque tinha pedido como presente um grande carro telecomandado com grades na frente. 
Nesse Natal o Diogo não queria comer muito, para não engordar tanto como nos outros anos. Enquanto comia, ele falava do seu presente de sonho aos pais, aos avós, aos tios e aos primos. 
Já estava com a digestão feita e a abrir as prendas, quando vê o carro de sonho num saco. Mal viu aquilo, agradeceu.
Rodrigo T, 5ºB
, Escola Dr. Costa Matos, Gaia, prof Cristina Félix
Desafio nº 150 ― 6 palavras com GD

Cristina Lameiras ― desafio 157


Realidade/Fantasia?
Diante da salamandra na sua frágil aparência, leu para as netas.
Algures na juventude um sacana, "animal", invadiu-a e feriu-a na sua dignidade.
Arma fincada à cabeça, amarrada, humilhada, maltratada sem piedade, gratuitamente.
Ameaça? Crime?
Zangada, Castigada, Agredida... Deus existe?
Fez queixa, denúncia, viu imagens de sacanas, deu entrada na maternidade, as mazelas passaram pela medicina legal.
Andar na rua em segurança significa nunca se deixar intimidar, mudar atitudes, estar atenta, insignificâncias para alguns, dificuldades para muitas...
Cristina Lameiras, 53 anos, Casal de Cambra
Desafio nº 157 ― hist de coragem sem O

Beatriz R ― desafio 150


Numa bela manhã a minha orquestra ia atuar: todos nós tínhamos grandes instrumentos e todos eles tinham um som agudo
Eu convidei a minha Família para ir assistir à nossa atuação e eles aceitaram. Estava tudo agradável e os meninos muito agitados, mas estava tudo do nosso agrado para começar atuar. 
No final da nossa atuação todas as pessoas aplaudiram e nós agradecemos
Estávamos todos muito cansados mas também muito orgulhosos do nosso trabalho feito em conjunto.
Beatriz R, 6ºC, Escola Dr. Costa Matos, Gaia, prof Cristina Félix
Desafio nº 150 ― 6 palavras com GD

Maria Silvéria dos Mártires ― desafio 29

UM ANO NOVO FABULOSO
Ano Novo próspero
feliz e fabuloso
com saúde alegria e muito sol.
Com encantadores cantares de pássaro.
Cintilante e esplendoroso.
Há muito que ouvia uma voz na minha cabeça.
Hoje fez-se clik e pronto. A voz era nítida e dizia assim:
Acorda! Começa!
Era uma vez um blog em que se escrevem pequenas histórias de 77 palavras.
Ainda bem que me lembras. Gosto muito de escrever para aqui.
Nunca desistirei, quero que saibas que de ti nunca esqueci.
Maria Silvéria dos Mártires, Lisboa
Desafios nº 28 e 29 – Natal e Passagem de Ano

30/12/18

Isabel Pardal ― desafio 159


Antónia detestava o Natal. A abundância da época recordava-a os que tinham falta de tudo.
Lurdes, pelo contrário, adorava o Natal. Não era ingénua nem achava que tudo magicamente se compunha! Optava por permitir-se uma pausa, tempo para estar com amigos e família, relaxadamente. E agia, ao invés de apenas lamentar... Há 20 anos que garantia a uma família uma consoada e um almoço de Natal bem fartos. Era uma gota no oceano... mas era uma gota!
Isabel Pardal, 54 anos, S. João da Madeira 
Desafio nº 159 – lutar por fazer a diferença

João Morales ― desafio 159

Cada ano termina com o próximo a esticar o braço e tocar o badalo a anunciar-se. Cada ano leva consigo uma parte do que trouxe e aproveita para rapinar algumas preciosidades e quinquilharias que vão, decididamente, sair de cena. O ano seguinte instala-se, arruma a casa ao seu gosto e começa o seu trabalho, convencido que será o Rei e Senhor do espaço que ocupa, profundo desconhecedor do seu destino e do esquecimento gradual que o espera.
João Morales, Lisboa
Desafio nº 159 – lutar por fazer a diferença

EXEMPLOS - Desafio nº 159


Unindo forças
Era carnaval, tragédia no morro barraco incendiado, correria era geral. Bombeiros sem acesso aos becos, cão latia, criança chorava. As chamas ameaçavam os barracos. De cima da laje em meio surge a figura corajosa do Juca, com um balde gritava pedindo ajuda. Todos os moradores em corrente levavam latas d’água ao Juca. Era uma luta desigual contra o fogo. Mesmo

Margarida Fonseca Santos ― desafio 159


Diziam-lhe que iria ser um ano diferente, o melhor, realizando os sonhos de todos. ― Alto! ― gritou, farto de tanta euforia. ― Que disparate! Estou farto disto!
Na Terra, nem um suspiro se ouvia.
― Não quero ser diferente, nem fantástico. A responsabilidade é nossa. Não entendem? Tudo farei para construir mais paz, mais esperança, mais vontade de agir onde é preciso. E vocês?
A multidão, agora serena, entendeu: havia uma missão a cumprir, todos os dias, todos os anos.
Margarida Fonseca Santos, 58 anos, Lisboa
Desafio nº 159 – lutar por fazer a diferença

Chica ― desafio 159


Era menina.
Quando o ano letivo iniciava, sua lista de materiais comprada, encapados, etiquetados.
Ao ver, imaginava quem nem cadernos ou lápis possuíam.
Resolveu agir.
Foi no armazém, comprou, na conta da avó, cadernos, lápis, borrachas. Falou na turma e adeptas que gostaram e contribuíram, foram fazer a entrega.
Era tão pouco aquilo, mas tudo o que podiam fazer. Viu alegria nela e amigas ao dar e nas que receberam.
Conseguiram ao seu modo, fazer um pouco.
Chica, 70 anos Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil
Desafio nº 159 – lutar por fazer a diferença


Toninho ― desafio 159

Unindo forças
Era carnaval, tragédia no morro barraco incendiado, correria era geral. Bombeiros sem acesso aos becos, cão latia, criança chorava. As chamas ameaçavam os barracos. De cima da laje em meio surge a figura corajosa do Juca, com um balde gritava pedindo ajuda. Todos os moradores em corrente levavam latas d’água ao Juca. Era uma luta desigual contra o fogo. Mesmo sufocado jogava água, assim pulou no terreiro, saiu com uma criança levemente queimada. Sorria, chorava de dor.
Toninho, 62 anos, Salvador, Bahia, Brasil
Desafio nº 159 – lutar por fazer a diferença

Desafio nº 159

Conhecem a história do colibri, de quem todos os animais gozavam durante um incêndio, ao vê-lo levar uma gota de água de cada vez que voltava do rio?
Ele respondeu que fazia o que podia, mesmo sendo pouco, para ajudar, e os outros ficaram calados... 

É isto que vos peço: uma história em que alguém dá o exemplo de, mesmo sendo uma gota num oceano, acreditar na sua missão de lutar pela mudança, pela vida. Será a nossa forma de entrar no novo ano.

Eu levo isto muito a sério, saiu assim:
Desistir, nunca. Enquanto tivesse forças para isso, continuaria a levar, de manhã, pão quente à junta de freguesia, o pão do último forno de lenha da aldeia, em risco de ser engolido pelos gigantes da pastelaria. Primeiro, contagiou os funcionários. Esperavam por ela com prazer, depois solidariedade. Depois, o presidente, que a quis conhecer. Leu nos seus olhos uma vida de dedicação. Compreendeu. Era uma mais-valia da aldeia. Um ponto diferenciador. Sorriu-lhe: iriam juntos salvar aquele forno. 
Margarida Fonseca Santos, 58 anos, Lisboa
Desafio nº 159 – lutar por fazer a diferença
MAIS EXEMPLOS

29/12/18

João R ― desafio 150


Havia numa cidade um grande dragão que em vez de cuspir fogo cuspia neve.
Inacreditavelmente, apareceu um homem a comer gelado, e toda a gente achou estranho. Também esse homem era gordinho.
No dia seguinte, apareceu o mesmo homem, desta vez a ser gozado por pessoas grossas que andavam num ginásio chique, que quando estavam com calor tinham uma sala com sistema de geada!!!
Mas nesse dia o homem saltou para cima dos outros e deixou-os inconscientes…
João R, 6ºC, Escola Dr. Costa Matos, Gaia, prof Cristina Félix
Desafio nº 150 ― 6 palavras com GD

André Paiva ― desafio 158


O telefonema
Concordo. E idealmente adeveria equacionar, nesse âmbito, trespassar a loja ao seu sobrinho. De quantos metros quadrados estamos a falar? (…) Setenta e sete? (…) Sim, sim: estou ciente desse pormenor, mas repare que estas seriam soluções meramente provisórias. (…) E o recheio da loja cabe nessoutro armazém? (…) Para lhe ser sincero, não me parece mal de todo… Uma mudança sempre implica novidade – movimento! – sobretudo nesta fase. (…) Claro, claro, não se preocupe: havemos de escrever tudo isto por extenso…”
André Paiva, 26 anos, Coimbra
Desafio nº 158 – acróstico de CEIA DE NATAL

Ana F P ― desafio 150

Nas férias de Natal, Margarida costumava viajar para Bragança, onde ficava a grande quinta dos avós.
Todos os anos voltar àquele local era uma alegria, com o clima gelado, uma certa  magia no ar!
Na quinta havia sempre que fazer. Podia-se tratar do gado, ver as vacas a pastarem devagar descansadas. O que Margarida gostava mais de fazer era sem dúvida jardinagem: poder cuidar com carinho todas as plantas que ali viviam era a sua maior felicidade.
Ana F P, 6ºC, Escola Dr. Costa Matos, Gaia, prof Cristina Félix
Desafio nº 150 ― 6 palavras com GD

Rodolfo P ― desafio 150

Era uma vez um dragão chamado Diogogrande e gordo. Esse dragão tinha um dono chamado Rodrigo Torres, a quem davam a alcunha de 'Trolha'. Na escola Teixeira Lopes andavam a fazer obras, e o Rodrigo Torres andava sempre agarrado às grades das obras. Na sua turma, o nono D, ele era muito bom aluno. Eu é que nunca soube o porquê de lhe chamarem trolha, mas acho que tem a ver com as obras na escola. 
Rodolfo P, 5ºB, Escola Dr. Costa Matos, Gaia, prof Cristina Félix
Desafio nº 150 ― 6 palavras com GD

Maria do Céu Ferreira ― desafio 156


A minha gata
Tenho uma gata branquinha,
Criada com estudantes,
Que se entregava sozinha
A estudos estimulantes!

Ao terminarem o curso,
Também ela terminou,
Não lhe foi dado recurso
Nem as regras alterou.

Herdou belas brincadeiras,
Traquinices com meninas,
Artes e boas maneiras
A bordar lãs e cortinas.

As saudades de Coimbra,
Quais mágoas acumuladas,
Marcaram a sua vinda
Carente das boas fadas.

A minha gata branquinha
Como neve ou algodão,
Sorri de novo, mansinha,
Enrola-se, enroladinha,
Segredando ao coração.
Maria do Céu Ferreira, 63 anos, Amarante
Desafio nº 156 – hist de animais sem P

Arnaldo C ― desafio 150

Há muitos anos atrás, junto ao Guadiana, havia uma casa perto da montanha, onde vivia o guarda do castelo que pertencia ao rei Diogo, o Gorducho.
Num inverno, o guarda foi a casa do primo dizer-lhe que o gado tinha de ir para o castelo, para os animais não ficarem gelados.
Mas houve um problema: o rei não sabia que o gado estava no estábulo; por isso quando o descobriu, mandou matar metade e libertar o resto.
Arnaldo C, 13 anos, Escola Dr. Costa Matos, Gaia, antigo aluno da prof Cristina Félix
Desafio nº 150 ― 6 palavras com GD

28/12/18

A Rádio Sim - uma companheira de muitos anos


Hoje vai para o ar o último programa na Rádio Sim. Estava na hora de parar. Ficam grandes amizades, uma profunda admiração pela rádio e sua missão, uma amizade que se construiu coberta de ouro logo no primeiro encontro com a Helena Almeida, e com a Inês Carneiro, que se juntou a nós pouco depois. As saudades vão ser muitas, as memórias são imensas. As gargalhadas que demos juntas, e as lágrimas com que nos comovemos vezes sem conta, também. A cumplicidade com estas duas grandes senhoras da rádio ensinaram-me muito, sou hoje uma pessoa melhor por ter-vos conhecido.
Deixo igualmente uma grande abraço à Elisabete Costa, a nossa coordenadora de programas que sempre nos apoiou, e à Dina Isabel, a nossa querida «chefe». E fica aqui também um carinho especial para o José Loureiro – sem ti, nada disto teria acontecido!
(não usei as 77 palavras, não chegavam – tive de usar o dobro, 154)
Margarida Fonseca Santos

Maria Estrela ― desafio 158

Centrada em Inês, Ana deixava esfriar novas atitudes. Tomara-as agora libertadoras.
Saiu porta fora para apanhar um pouco de ar, caminhou pelas ruas da vila até que o miar de dois gatos acabados de nascer a detiveram. “Como era possível alguém abandonar aquelas indefesas criaturas ali?” Tirou o casaco, embrulhou-os nele e levou-os consigo para casa. Limpou-os, deu-lhes leite e de seguida foi apresentá-los à filha Inês que ficou apavorada, mas rapidamente Inês mudou o seu sentimento.
Maria Estrela, 54 anos, Lisboa
Desafio nº 158 – acróstico de CEIA DE NATAL

24/12/18

EXEMPLOS - Desafio nº 158


Calu É Irmã Atenciosa De Edna. Nunca Ainda Trocara Alguma Lâmpada.
Em meio de uma reunião familiar quando um estouro deixou a sala numa escuridão.
Ficou todo ambiente embrenhado pelo breu.
Edna medrosa como sempre, já se encolheu num cantinho da sala.

Desafio nº 158

Vamos lá a um desafio de não-Natal

Comecem por escrever uma frase que corresponda ao acróstico de CEIA DE NATAL isto é, as letras, por esta ordem, são as primeiras de cada palavra.

Ora, essa será a primeira frase, mas atenção: não podem, nem na frase nem no texto, falar do Natal! Que tal?

Eu fartei-me de rir com esta:
Constança E Ilse Apressaram-se. Deveriam Entrar Naquele Ato Totalmente Atentas, Lindas. Eram fracas atrizes. Esforçadas, decoraram falas e indicações do incompetente encenador. Fora um sucesso! As manas seriam logo contactadas por um agente. Aceitaram a proposta de um ricaço de capital de província para integrarem o seu teatro privado, para o papel de amantes, à vez – seriam bem pagas por isso. Regressaram ricas e gastas. Só então perceberam que haviam perdido o barco no teatro da vida... 
Margarida Fonseca Santos, 58 anos, Lisboa
Desafio nº 158 – acróstico de CEIA DE NATAL
MAIS EXEMPLOS

BOAS FESTAS E UM EXCELENTE ANO


Domingos Correia ― desafio 156

A magia de um olhar
Chovia, ventava e o frio entranhava-se na alma dos transeuntes. Eu abrigava-me debaixo da beirada duma casa, aguardando que a chuva abrandasse.
Foi então que vi um gatinho bebé tiritando encostado à roda duma carrinha. A carrinha arranca e eis que, no último segundo, o gatito dá uma corrida, salvando-se de morrer esmagado… assustado, olhou à volta e acabou fixando seu olhar no meu.
Bem, não tive como ignorar… agarrei nele ao colo, afaguei-o e levei-o comigo.
Domingos Correia, 60 anos, Amarante
Desafio nº 156 – hist de animais sem P

Filomena Galvão ― desafio 158


Com esta ideia absurda, disparatada, entusiasmou-se. Nadar, aplicar toda a lama… toda a lama que pudesse. Ia mergulhar naquela poça, barrar-se, fazer de si uma autêntica estatueta com aquele barro.
Aquela chuva era abençoada ou, como diz Mia, abensonhada. A aldeia emanava um cheiro delicioso a terra molhada ― o que acontecia apenas duas, três vezes no ano. E não era só a terra que ficava sequiosa, também as gentes da aldeia viviam na ânsia de chuvas milagrosas.
Filomena Galvão, 57 anos, Corroios
Desafio nº 158 – acróstico de CEIA DE NATAL

Paula Castanheira ― desafio 157

Estatura franzina, 10 primaveras mal medidas, mangavam dele sem piedade!
― És maricas, Tinzinhas!
― Mentira! ― À beira das lágrimas, Martim desesperava.
― Dizes que já és grande e nem sabes andar de bicicleta!
― Sei… sei…
Artur apresentava a pasteleira que acabara de herdar e espicaçava Martim.
― Queres ver? Dá-ma cá!
Uma pedra a fazer de degrau. Biqueira da sandália errante. De nádegas alçadas, desata a pedalar desenfreadamente.
Para trás deixava caras espantadas.
― Martim, a parede, Martim…. Mas já era tarde!
Paula Castanheira, 54 anos, Massamá
Desafio nº 157 ― hist de coragem sem O

Ana Pegado ― desafio 156

Que Ser seria aquele que ali jazia?
Quase imóvel,
Nem um som fazia…
Seria terreno,
Animal?
Ou Divino,
Celestial?...
Volto atrás. Olho a escuridão de frente.
Mas…
Onde está o Ser que antes ali jazia?
Olho ao meu redor…
Escuto o vento. Levanto a cabeça em direção ao céu e eis que…
Algo voa ao largo.
Cada vez mais alto. Longe de mim.
Seria este o Ser que antes ali jazia?
Que Ser aquele, que Ser seria?
Ana Pegado, 32 anos, Lisboa
Desafio nº 156 – hist de animais sem P

Theo De Bakkere ― desafio 158

Segundo o mocho local
Coitado! Esta iludida ave deliciou-se. Estranho! Ninguém a tivera avisado logo.
Talvez porque aquela perua fosse bastante vaidosa e porque o seu comportamento egoísta nunca tinha feito amizades no galinheiro. Empurrando todos da manjedoura, cresceu, até satisfação da camponesa, duas vezes mais rápida que os outros galináceos. Regularmente, recebia um afago e uma guloseima. O que, segundo dizia o mocho local, não acontecia sem risco. Principalmente, porque os dias mais curtos do ano ainda teriam de chegar.
Theo De Bakkere, 67 anos, Antuérpia, Bélgica
Desafio nº 158 – acróstico de CEIA DE NATAL

Talita L ― desafio 157


A bravura inabalável 
Certa menina, numa manhã de primavera, anseia ter bravura para enfrentar seu pai, rei de Enchantia, mas teme as palavras que saem da sua célebre mente.
Sua mãe percebe que se estabelece alguma distância entre eles, e inundada de tristeza, quer ajudar. Diz à princesa para ter calma, para ter valentia. Esta escuta aquela ajuda, enfrenta a angústia que sente.
Mais tarde, Sua Majestade pede desculpa pelas maneiras tidas antes, e também felicita a audácia da filha.
Talita L., 12 anos - Colégio Paulo VI, Gondomar, Prof.ª Raquel Almeida Silva
Desafio nº 157 ― hist de coragem sem O

Programas Rádio Sim - últimos programas dezembro 2018


Todos os programas, sempre com Helena Almeida e Inês Carneiro, 

nas Giras e Discos, podem ouvir-se aqui (ou pelos links que estão em baixo).

Indicativo do programa:








- Música e letra: Margarida Fonseca Santos; 
Arranjos, direcção musical, piano e voz: Francisco Cardoso
- Histórias de Cantar CD - Conta Reconta

Horário na Rádio Sim - 17h45, todos os dias.
P 1404 ― 28 dezembro 2018 ― desafio 159 ― Margarida Fonseca Santos

21/12/18

Natalina Marques ― desafio 158


CARAMBA,EMA IA APRESSADA. DEPOIS ENTROU NO AUTOMÓVEL TÃO ABESPINHADA, LEVAVA ​as malas e todas as coisas de que precisava, mas esqueceu as chaves.
Irritada, foi buscá-las, estavam em cima da cómoda, pôs o carro em marcha, e partiu a alta velocidade, na esperança de salvar aquela relação. Era a última oportunidade. Não demorou muito, estava de volta, tinha perdido o avião.
Pedro não a viu desembarcar, telefonou-lhe. Ema contrariada atendeu, ouviu perguntar do outro lado:
― Morreste?
― Morri.
Natalina Marques, 59 anos Palmela
Desafio nº 158 – acróstico de CEIA DE NATAL

Carla Silva ― desafio 155

Adélia 
Adélia tentava 
organizar a sua cabeça.
Em
 teoria era simples. Manter os pensamentos arrumados somo era suposto, mas eles vagueavam.
Era mais
 forte que ela, tinha a cabeça constantemente nas nuvens. Ou como dizia a sua mãe, tinha cerebro de galinha!
Por isso 
temia perder o juízo definitivamente, como acontecera à tia Acácia. A avó tivera tanta pena dela. 
Bem, a avó tinha 
pena de tudo! Até do gato gordo que passava a vida junto à lareira.
Carla Silva, 45 anos,  Barbacena, Elvas
Desafio nº 155 – palavras em sequência

Sérgio Felício ― desafio RS 33


Sangue 2
Vampiro tem desejos pelas suas presas…
Sente olfato atraí-lo na direção das suas vítimas, quando estas se aproximam. Aprochega-se… convida-as para irem passear pelo bosque, com luz das estrelas a iluminarem os seus corpos. Arrepios passeiam-se pelo corpo da presa e alimenta vampírico desejo sedento de sangue, de cravar os caninos naquela jugular. Lança-se sobre carne e escorre-lhe o quente líquido viscoso pelo canto da boca. Surge prazer descomunal alcançando sua vítima na eterna eternidade. Desejo infinito…
Sérgio Felício, 38 anos, Coimbra
Desafio RS nº 33 – uma história de enganos

Sérgio Felício ― sem desafio


Sangue 1
Sonhei…
Tive um sonho.
Sonhei com um vampiro. Tinha olhos azuis, cor de água, pálpebras avermelhadas como se o coração lhe saltasse pelos olhos. Lábios rosados e enormes presas bicudas. Tinha pele branca como se fosse um morto vivo de neve.
Na verdade, é um morto vivo!
O vampiro é alto, magro, mas todo seu corpo é musculado. Tem mãos grandes e unhas afiadas.
Vampiro tem desejos pelas suas presas… é extremamente tímido, simpático e muito astuto. 
Sérgio Felício, 38 anos, Coimbra