31/08/18

Natalina Marques ― desafio 148


Encontrou a BISNAGA ainda com ÁGUA, ficara esquecida perto da piscina, desde o verão passado.
Era UTILIZADA nas BRINCADEIRAS, com os primos. Como estava perto o CARNAVAL, lembrou-se de a LEVAR para a FOLIA.
No meio da DIVERSÃO, encontrou aquele por quem sentia alguma afeição, mas ninguém o sabia.
― Queres namorar comigo? ― perguntou ele esperançado pelo "sim".
Em vez disso, levou uma BISNAGADELA. O coitado, um pouco chateado, ficou sem saber o que a MOLHADELA queria dizer.
Natalina Marques, 59 anos, Palmela
Desafio nº 148 ― associação de palavras (bisnaga)

30/08/18

Filomena Galvão ― escritiva 35

Naquela aldeia havia uma casa que se distinguia das demais. A Ti Hermínia estava sempre à janela a ver quem passava e a sua varanda estava repleta de flores. Ela tinha mobilidade reduzida devido a um acidente e por isso quase nunca saía. Entretinha-se a ver quem subia ou descia a rua, dava dois dedos de conversa e cuidava das flores. O mais peculiar eram os penicos de esmalte azul que enfeitavam com sardinheiras esta varanda florida.
Filomena Galvão, 57 anos, Corroios
Escritiva nº 35 – varanda florida

Maria Loureiro ― desafio 148

Diálogos do quotidiano
Ups, a bisnaga da pasta dentífrica está vazia.
― Hoje, nesta casa, lavar os dentes só com sabonete.
― Andaste a arear as pratas e os metais com ela, não foi? Tu e as limpezas de verão…
― Pratas? Quem me dera que as tivéssemos. Já agora podias dar um jeito à cave.
― Logo, compra duas bisnagas na mercearia do Sr. Joaquim.
― Essa está fechada para férias. Vou ao boteco “Tem tudo” do Sr. Chun.
Maria Loureiro, 63 anos, Lisboa
Desafio nº 148 ― associação de palavras (bisnaga)

Alda Goncalves ― desafio 146


Energúmeno espantalho inamovível petulante obstinadamente sagacidade selvajaria
O maior energúmeno fazia agora de espantalho. Desde que passou a presidir à Associação Regional das Falésias Algarvias (arfa) ninguém lhe tocava. Inamovível no seu cargo. E fatal como o destino, todos os dias havia notícia de nova derrocada. Petulante no ser e no dizer, envergonhava qualquer um público. Obstinadamente nada fazia para recuperar os morros ou colocar barreiras de protecção. Até que a praia virou selvajaria, com a população a empurrá-lo do alto da sua sagacidade.
Alda Goncalves, 50 anos, Porto
Desafio nº 146 ― palavras que não usamos

Helena Rosinha ― desafio 7

Perdida de sono, calo o despertador, atiro-o ao chão. Sete da manhã. Estou exausta. Se me tivesse deitado mais cedo… mas ao serão passaram “Sete Noivas para Sete Irmãos”, podia lá perder o filme! Tomo duche, visto-me, corro para o comboio das sete e cinquenta, corro até ao escritório; o relógio de ponto regista sete minutos de atraso. O trabalho não é nenhum bicho-de-sete-cabeças contudo, para receber sete centenas de euros, esfalfo-me a valer. Que vida esta!
Helena Rosinha, 65 anos, Vila Franca de Xira.
Desafio nº 7 – história onde entre 7 vezes o número 7

Maria Loureiro ― desafio 146


Hesitações
Manteve-se abnóxio apesar do negócio, o seu ganha-pão, ter ido para o beleléu. A ideia de não dever ter-se metido naquele error tomava formaMas a grazina se o atazanava, também o encantava. E quanto! Fora amor à primeira vista e não pensara, muito menos medira, as consequências de abandonar tudo às mãos de terceiros. Mesmo assim, tergiversava sobre a melhor decisão a tomar. Viver pauperizado e em devaneio ou começar de novo? Começaria do zero...com ela!
Maria Loureiro, 63 anos, Lisboa
Desafio nº 146 ― palavras que não usamos
(abnóxio – inofensivo; beleléu – fracasso; error – viagem sem rumo; grazina – pessoa faladora)

Elsa Alves ― escritiva 35

Fazia sempre o caminho para o trabalho por aquela rua. Levantava os olhos para a varanda florida. Vasos de sardinheiras alinhavam-se, numa explosão de vermelhos. Pareciam desejar-lhe bom-dia. Educado, ele retribuía a saudação. Quem moraria naquela casa? Não sabia. Nunca lá vira ninguém. Imaginava uma qualquer Joaninha, de olhos verdes, debruçada sobre as flores. Talvez um dia a visse... Uma manhã as flores tinham desaparecido. Nunca soube porquê. Passou a ir para o trabalho por outra rua. 
Elsa Alves, 70 anos, Vila Franca de Xira
Escritiva nº 35 – varanda florida

EXEMPLOS - desafio nº 148


Diálogos do quotidiano
Ups, a bisnaga da pasta dentífrica está vazia.
― Hoje, nesta casa, lavar os dentes só com sabonete.
― Andaste a arear as pratas e os metais com ela, não foi? Tu e as limpezas de verão…

Diário 77 ― 77 ― Que bruxo

Que bruxo
Espremeu a bisnaga com tanta força, que acertou diretamente nos dentes. A escova riu-se dela. Não esmoreceu. Munida de uma simpatia capaz de derreter as antipatias ou resmunguices, até mesmo as impaciências, entrou no novo emprego animada. Foi surpreendida pela pressa com que os colegas lhe disseram que fugisse pela porta antes de chegar o patrão. Não fugiu logo, não os entendeu. Mas quando o viu chegar e sorrir de maldade, não hesitou na saída ― que bruxo!
Margarida Fonseca Santos, 57 anos, Lisboa
Desafio nº 148 ― associação de palavras (bisnaga)

Desafio nº 148

Façam uma rápida associação sequencial de 10 palavras a partir de ― BISNAGA

A única regra é esta ― nesta associação teremos mesmo de fazer depressa esta associação, não pensem muito… Usem-nas agora pela ordem que surgiram! Podem adaptá-las à vontade. 

Já só faltam 67!

Eu escrevi assim:  
Espremeu a bisnaga com tanta força, que acertou diretamente nos dentes. A escova riu-se dela. Não esmoreceu. Munida de uma simpatia capaz de derreter as antipatias ou resmunguices, até mesmo as impaciências, entrou no novo emprego animada. Foi surpreendida pela pressa com que os colegas lhe disseram que fugisse pela porta antes de chegar o patrão. Não fugiu logo, não os entendeu. Mas quando o viu chegar e sorrir de maldade, não hesitou na saída ― que bruxo!
Margarida Fonseca Santos, 57 anos, Lisboa
Desafio nº 148 ― associação de palavras (bisnaga)
Ouvir este ou outros textos aqui:
MAIS EXEMPLOS

29/08/18

Helena Rosinha ― desafio 6


De dia viam-se muito pouco, explicava o avô Zé, mas à noite, isso sim, era um festival – gambuzinos para todos os gostos!
Entusiasmado com a perspetiva de boa colheita, depois de jantar, convidei Julinha para irmos ao parque. Percorridas várias áleas de buscas infrutíferas, fomos surpreendidos por umas luzes a piscar intensamente. Assustada, Julinha refugiou-se no meu peito. Enlaçando-a, os meus lábios afloraram os seus. Sob um céu de caga-lumes, demos o primeiro beijo… Quem diria!
Helena Rosinha, 65 anos, Vila Franca de Xira
Desafio nº 6 – Início e fim: De dia viam-se muito pouco …….. Quem diria!

Maria do Rosário Morujão ― desafio 3

Sobe as escadas de mão dada com a mãe. Contam alto os degraus: um, dois... Assim não pede colo e vai aprendendo os números. Três, quatro – as pernitas rechonchudas ainda precisam de se esticar para subir. Cinco, seis. “Estou cansado”, reclama. “Falta pouco, vá”, diz a mãe. Sete, oito. Os braços erguem-se num pedido mudo de colo. “Estamos quase, quase”. Nove, dez. “Chegámos, filho, viste? Foste capaz! Estás mesmo crescido”. E ele corre, feliz por ter conseguido.
Maria do Rosário Morujão, 52 anos, Lisboa

Desafio nº 3 – números de 1 a 10

28/08/18

Diário 77

Uma história por dia, nem sabe o bem que lhe fazia

É isso, ouvir uma história todos os dias!


São escritas por mim, Margarida Fonseca Santos, porque estou sempre a escrever em 77 palavras e porque adoro lê-las. 


Divirtam-se com elas, oiçam aqui:




Diário 77 ― 38 ― Esta miúda!    texto
Diário 77 ― 37 ― Para ti, Alice     texto
Diário 77 ― 36 ― Então, ‘mor?    texto
Diário 77 ― 35 ― Ó Freitas!   texto
Diário 77 ― 29 ― Escondido   texto
Diário 77 ― 28 Diário 77 ― 28 ― O salto  texto
Diário 77 ― 26 ― Chegaste tarde   texto
Diário 77 ― 25 ― Gafanhotos    texto

Erica ― desafio 3


A tarde estava quente, só apetecia dar um mergulho na piscina e saltar das quatro pranchas que desafiavam as alturas. Eu até sou medricas, mas às duas por três estava na fila da prancha maior! Hesitei. Uma pirralha de oito anos gritou: despacha-te que isto fecha daqui a dez minutos! Já são quase cinco horas!
Fechei os olhos e saltei. Dei um chapão que vi seis ou sete estrelas... certamente não voltarei cá nos próximos nove anos!
Erica, 33 anos, Carcavelos
Desafio nº 3 – números de 1 a 10

Helder Bernardo ― desafio 125


No jardim do Timóteo, santa chuva era rainha ― floriu e frutificou as sementes. Quando ela cedeu poderes ao tornado, ele quis pôr tudo em ordem, oferecendo-lhe jardins equipados com novas tecnologias. Santa chuva, pouco cautelosa, deixou instalar o caos no próprio jardim. Pobres cravos ― famintos e sequiosos ― não recebiam pingo de chuva! A roseira, aquietada, lá ia ficando silenciosa no canto do jardim. Timóteo apercebeu-se, ficou atormentado. Perdeu a confiança na chuva, instalando um sistema de rega.
Helder Bernardo, 57 anos, Sines  
Desafio nº 125 – tornado no jardim

Celeste Bexiga ― desafio 147


O passeio continua. A sua vida já não é a mesma. Imagina-se aconchegada por flores silvestres.
O passeio continua, e apesar dos pesares, a vida continua.
A vereda, é estreita, mal se nota devido 
á vegetação. Ela no entanto, conhece bem o seu destino.
A sua vida já não é a mesma..
Veio de longe, de muito longe.
Não pode, e não quer, ser aconchegada, a não ser no fim da vereda.
Onde as flores silvestres a esperam.
Entra no refúgio, o seu perfume é o seu feitiço.
Único fio de lágrimas felizes.
Celeste Bexiga, 68 anos, Alhandra
Desafio nº 147 ― frase: o passeio…

Diário 77 ― 76 ― Que pandemónio

Um verdadeiro pandemónio! 10 leões à solta num dia de greve do metro, das nove às cinco (ou seria até às oito da noite?). Adiante! Interessa que os trabalhadores estavam na berlinda como se tivessem culpa de que os muros do Jardim Zoológico, feitos às três pancadas, se tivessem desfeito. Um bicho-de-sete-cabeças! Vieram dois carros das forças especiais, com quatro canhões de água, e foi um espanto. Em seis minutos, ensoparam os leões e acabou-se a brincadeira!
Margarida Fonseca Santos, 54 anos, Lisboa
Desafio nº 3 – números de 1 a 10


27/08/18

Programas Rádio Sim - 27 agosto 2018



Todos os programas, sempre com Helena Almeida e Inês Carneiro, 

nas Giras e Discos, podem ouvir-se aqui (ou pelos links que estão em baixo).

Indicativo do programa:








- Música e letra: Margarida Fonseca Santos; 
Arranjos, direcção musical, piano e voz: Francisco Cardoso
- Histórias de Cantar CD - Conta Reconta